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    • GERA; MINA; SICLO; TALENTO.) A relação entre as divisões é fornecida abaixo.

      1 gera = 1/20 de um siclo

      1 beca = 10 geras

      1 siclo = 2 becas

      1 mané = 50 siclos

      1 talento = 60 manés

      O valor da(s) “peça(s) de dinheiro” (Heb. , qesitáh) mencionada(s) em Gênesis 33:19; Josué 24:32 e Jó 42:11 não pode ser estabelecido definitivamente. Da mesma forma, o valor do pim é incerto. Pode ter sido de cerca de dois terços dum siclo. — 1 Sam. 13:21.

      MOEDAS NAS ESCRITURAS HEBRAICAS

      Crê-se em geral que as primeiras moedas foram cunhadas em cerca de 700 A.E.C. De modo que os israelitas provavelmente começaram a usar moedas em sua terra natal após retornarem do exílio em Babilônia. Livros bíblicos pós-exílicos aludem ao darico persa (1 Crô. 29:7; Esd. 8:27) e à darkemóhn (dracma), a qual geralmente é igualada ao darico. (Esd. 2:69; Nee. 7:70-72) O darico persa de ouro pesava cerca de 8,4 gramas. — Veja DARICO; DRACMA.

      DINHEIRO NO PERÍODO DAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃS

      O lépton (judaico, de cobre ou bronze), o quadrante (romano, de cobre ou bronze), o asse ou assário (grego, de cobre ou bronze), o denário (romano, de prata), a dracma (grega, de prata), a didracma (grega, de prata) e o estáter (grego, de prata; considerado por muitos como sendo a tetradracma de Antioquia ou Tiro) são moedas especificamente mencionadas nas Escrituras Gregas Cristãs. (Mat. 5:26; 10:29; 17:24, 27; 20:10; Mar. 12:42; Luc. 12:6, 59; 15:8; 21:2, Int; veja DENÁRIO; ESTÁTER.) Os valores monetários bem mais elevados, conhecidos como minas e talentos, eram pesos, e não moedas. (Mat. 18:24; Luc. 19:13-25) A tabela que segue mostra a relação entre as várias unidades monetárias.

      1 lépton (lepto) = 1/2 quadrante

      1 quadrante = 2 leptos

      1 asse (assário) = 4 quadrantes

      1 denário = 16 asses

      1 dracma = c. 1 denário

      1 didracma = 2 dracmas

      1 tetradracma = 4 dracmas

      (estáter, considerado o mesmo que tetradracma)

      1 mina (prata) = 100 dracmas

      1 talento (prata) = 60 minas

      1 talento (ouro)

      PODER AQUISITIVO

      Os valores modernos atribuídos ao dinheiro antigo não dão uma idéia exata de seu valor. A Bíblia, porém, fornece algum indício do poder aquisitivo, e isto é útil para se entender os antigos valores. Na época do ministério terrestre de Jesus, os trabalhadores rurais recebiam em geral um denário para um dia de trabalho de doze horas. (Mat. 20:2) Pode-se presumir que no período abrangido pelas Escrituras Hebraicas os salários eram mais ou menos os mesmos. Se for assim, um siclo de prata seria equivalente a três dias de salário.

      O preço de um escravo era de trinta siclos de prata (salário de noventa dias?). (Êxo. 21:32; compare com Levítico 27:2-7.) Oséias, o profeta, adquiriu uma mulher por quinze moedas de prata e por um ômer e meio (15 efas) de cevada. Provavelmente este pagamento constituía o preço integral de um escravo. Se assim for, um efa (22 litros) de cevada valia então um siclo. — Osé. 3:2.

      Em épocas de escassez, os preços subiam vertiginosamente. As oitenta moedas de prata (salário de 240 dias?) que em determinada época poderiam ter comprado oito ômeres (1.760 litros) de cevada, em época de sítio davam apenas para adquirir a pouco carnuda cabeça dum jumento, animal impróprio para alimento segundo os termos da Lei mosaica. — 2 Reis 6:25; compare com Oséias 3:2.

      No primeiro século da E.C., dois pardais custavam um assário (salário de 45 minutos) e cinco pardais poderiam ser obtidos pelo dobro desse preço. (Mat. 10:29; Luc. 12:6) A contribuição da viúva necessitada foi ainda menor, dois leptos (1 quadrante) ou 1/64 (uma sexagésima quarta parte) do salário de um dia. Contudo, Cristo Jesus elogiou o donativo dela como tendo sido maior do que o daqueles que haviam doado muito, pois ela contribuiu, não uma parte do que lhe sobrava, mas “tudo o que tinha, todo o seu meio de vida”. (Mar. 12:42-44; Luc. 21:2-4) A taxa anual do templo, paga pelos judeus, era de duas dracmas ou uma didracma (aproximadamente o salário de dois dias). (Mat. 17:24) Sendo a dracma o equivalente a aproximadamente um dia de salário, uma mulher iria razoavelmente varrer sua casa inteira e procurar diligentemente uma moeda de dracma perdida. — Luc. 15:8, 9.

      Judas Iscariotes traiu Jesus por trinta moedas de prata, evidentemente o preço de um escravo. (Mat. 26:14-16, 47-50) Essas moedas de prata, sem dúvida eram siclos ou outras moedas de valor similar. O tipo de moeda, porém, não é especificado no relato, exceto que eram de prata.

      O DINHEIRO PODE SER TANTO BENÉFICO COMO PREJUDICIAL

      O dinheiro provê proteção contra a pobreza e seus problemas acompanhantes, possibilitando às pessoas adquirir tanto o essencial como o supérfluo. (Compare com Eclesiastes 7:12; 10:19.) Por esta razão existe a possibilidade de a pessoa passar a confiar no dinheiro qual fonte de segurança e a esquecer-se de seu Criador. (Compare com Deuteronômio 8:10-14.) “O amor ao dinheiro [literalmente, afeição pela prata] é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” (1 Tim. 6:10) Por dinheiro as pessoas perverteram a justiça, se prostituíram, cometeram assassinato, traíram outros e falsearam a verdade. — Deut. 16:19; 23:18; 27:25; Eze. 22:12; Mat. 26:14, 15; 28:11-15.

      Por outro lado, o uso correto do dinheiro é aprovado por Deus. (Luc. 16:1-9) Isto inclui contribuir para o progresso da adoração pura e dar ajuda material aos necessitados. (Compare com 2 Crônicas 24:4-14; Romanos 12:13; 1 João 3:17, 18.) Embora, dessa maneira, muito bem possa ser realizado com dinheiro, as coisas mais valiosas, o alimento e a bebida espirituais, e a própria vida eterna, podem ser obtidos sem ele. — Isa. 55:1, 2; Rev. 22:17.

  • Discípulo
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    • DISCÍPULO

      [Gr. , mathetés, alguém que é ensinado, um aprendiz].

      Nas Escrituras Gregas lê-se a respeito de discípulos de Jesus, de João, o Batizador, dos fariseus e de Moisés. (Mat. 9:14; Luc. 5:33; João 9:28) A principal aplicação do termo é a todos os que não apenas crêem, mas também seguem estritamente o ensino de Cristo. Precisam ser ensinados a “observar todas as coisas” que Jesus determina. — Mat. 28:19, 20; veja CRISTÃO.

      O propósito de Jesus em ensinar seus discípulos foi fazê-los semelhantes a si mesmo: pregadores e instrutores das boas novas do Reino. “O aluno não está acima do seu instrutor, mas, todo aquele que for perfeitamente instruído será semelhante ao seu instrutor”, disse Jesus. (Luc. 6:40) A eficácia do ensino de Cristo foi provada pela história posterior, tendo seus discípulos continuado a obra que ele lhes ensinara, e feito discípulos por toda parte do Império Romano, na Ásia, na Europa e na África, antes do fim do primeiro século. Esta era sua obra principal, em harmonia com a ordem de Jesus Cristo em Mateus 28:19, 20.

      Que os cristãos até os dias de hoje têm o dever de fazer discípulos de pessoas das nações torna-se claro pelas palavras finais da ordem de Jesus: “E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” Não fazem discípulos para si mesmos, uma vez que os ensinados são, na verdade, discípulos de Jesus Cristo, pois seguem o ensino, não de homens, mas do Cristo. Por esta razão, por providência divina, os discípulos foram chamados de cristãos. — Atos 11:26.

      ALUNO

      A palavra portuguesa “aluno” também significa alguém que aprende ou recebe instrução, um discípulo. Assim, algumas traduções da Bíblia usam-na para traduzir a palavra grega mathetés, como em Lucas 6:40 (BLH, NTV, NM).

  • Distrito Jurisdicional
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    • DISTRITO JURISDICIONAL

      Divisão administrativa de um domínio sob controle dum governo central. (Ester 1:16; 2:3, 18) A Bíblia menciona distritos jurisdicionais (províncias, BJ, PIB) em relação a Israel, Babilônia e Medo-Pérsia. (1 Reis 20:14-19; Ester 1:1-3; Dan. 3:1, 3, 30) Daniel, o profeta, foi nomeado governante sobre todo o distrito jurisdicional de Babilônia, talvez o principal distrito, que incluía a cidade de Babilônia. (Dan. 2:48) Seus três companheiros hebreus, Sadraque, Mesaque e Abednego também foram designados a servir em cargos administrativos nesse distrito. (Dan. 2:49; 3:12) Elão parece ter sido outro distrito jurisdicional babilônio. (Dan. 8:2) Talvez por terem morado no distrito jurisdicional de Babilônia, os exilados judeus repatriados são chamados de “filhos do distrito jurisdicional”. (Esd. 2:1; Nee. 7:6) Ou, esta especificação pode aludir a serem habitantes do distrito jurisdicional medo-persa de Judá. — Nee. 1:3.

      Pelo menos durante o reinado de Assuero (Xerxes I) o Império Medo-Persa consistia em 127 distritos jurisdicionais, da Índia à Etiópia. Os judeus estavam espalhados por todo este vasto domínio. (Ester 1:1; 3:8; 4:3; 8:17; 9:2, 30) A terra de Judá, com seu próprio governador e chefes administrativos inferiores, era ela mesma um dos 127 distritos jurisdicionais. (Nee. 1:3; 11:3) Aparentemente, contudo, Judá fazia parte duma divisão política ainda maior, administrada por uma autoridade governamental superior. Parece que esta autoridade encaminhava ao rei quaisquer denúncias sérias concernentes aos distritos sob sua jurisdição e então aguardava autorização real para agir. Também, funcionários de escalão inferior podiam pedir que as atividades de determinado distrito jurisdicional fossem investigadas. (Esd. 4:8-23; 5:3-17) Quando autorizados pelo rei, os distritos jurisdicionais podiam receber verbas da tesouraria real, e os decretos reais eram enviados por correios às várias partes do império. (Esd. 6:6-12; Ester 1:22; 3:12-15; 8:10-14) Portanto, todos os habitantes dos distritos jurisdicionais ficavam familiarizados com as leis e decretos do governo central. — Compare com Ester 4:11.

      O sistema de distritos jurisdicionais que existia nas nações da antiguidade amiúde tornava mais difícil a sorte dos povos subjugados. Este fato é reconhecido pelo sábio escritor de Eclesiastes: “Se vires o de poucos meios sofrer opressão, e o arrebatamento violento do juízo e da justiça num distrito jurisdicional, não fiques pasmado com o assunto, pois alguém que é mais alto do que o alto está vigiando, e há os que estão alto por cima deles.” (Ecl. 5:8) Havia pouca razão para se pasmar diante da opressão imposta ao humilde, considerando que os administradores inferiores eram vigiados por funcionários superiores, a maioria dos quais procurava sua própria vantagem, às custas de seus súditos.

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