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Sente-se atingido pela persuasão em massa?Despertai! — 1980 | 8 de junho
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contrário, obedeça ao conselho inspirado: “Todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” — Fil. 4:8.
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Para seu filho . . . é o maior presente!Despertai! — 1980 | 8 de junho
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Para seu filho . . . é o maior presente!
O GAROTINHO está muito excitado, aguardando impacientemente que chegue o sábado. Seu pai irá levá-lo ao jardim zoológico! Durante toda a semana, viveu mentalmente esse dia — viu as focas cortando as águas, jogou amendoim na tromba dos gigantescos elefantes, muito mais altos do que ele, emocionou-se com os rugidos dos leões, quando o zelador chegava para alimentá-los. Mal podia esperar!
O tempo se arrastou, mas por fim chegou o sábado. Daí, seu pai lhe diz: “Surgiu um imprevisto. Não tenho tempo de ir ao zoológico.” O garoto se senta no meio dum quarto cheio de brinquedos caros, com o coração partido, choroso, sentindo-se abandonado.
Passam-se os anos. O garoto cresce, casa-se, tem seu próprio filho. Vai levar seu filho ao zoológico, mas, quando chega esse dia, diz ao filho: “Surgiu um imprevisto. Não tenho tempo de ir ao zoológico.” Ao sair de casa, registra na mente que precisa comprar um brinquedo para seu filho, daí, sua mente se volta para o assunto sério que precisa resolver.
Passam-se mais anos. Agora está velho, mora sozinho e sente-se solitário. Mas, hoje, seu filho adulto virá visitá-lo! Seus olhos reluzem de expectativa. Daí, toca o telefone, e seu filho lhe diz: “Surgiu um imprevisto. Não tenho tempo de ir visitá-lo.” Lentamente, o senhor idoso recoloca o telefone no gancho, o brilho sumindo de seus olhos. Pega um jornal e o segura diante de si, mas seus olhos estão umedecidos e não consegue ver nada. Sua mente rememora os anos passados, recordando-se de velhos tempos, e ele ouve a voz do passado: “Surgiu um imprevisto. Não tenho tempo.”
Os pais precisam dedicar tempo aos filhos. Não basta lhes darem coisas materiais. Os brinquedos podem ser um deleite, mas se quebram, ou as crianças se cansam deles. Quanto mais recebem, mais querem, e gera-se um conceito materialista. A verdadeira necessidade que um filho tem é de amor, e a melhor prova de seu amor é dar de si mesmo.
Há países em que os carros colam em seus pára-choques traseiros a pergunta: “Abraçou o seu filho hoje?” Acrescenta um psiquiatra da Flórida, EUA: “A criança que não é bastante abraçada ou acariciada poderá crescer e se tornar introvertida, distante ou arredia. . . . O contato físico entre genitor e filho é tão essencial na criação de filhos que, em certos casos, as crianças que não foram abraçadas ou acariciadas no primeiro ano de sua vida não sobreviveram.”
Num seminário de negócios, apresentou-se um relato dum berçário de hospital cheio de bebezinhos órfãos. Numa longa fileira de berços, os bebês adoeceram, e alguns morreram, exceto o do último berço da fileira. Nesse berço, os bebês sempre passavam bem. O médico responsável não conseguia desvendar a causa disso. As enfermeiras cuidavam igualmente bem de todos. Todos recebiam sua mamadeira, seu banho, eram mantidos quentinhos — não havia diferença em seu cuidado. Todavia, todos os bebês tiveram problemas de saúde e alguns morreram — exceto o do último berço. Ao se passarem os meses, e novos bebês serem trazidos, a história sempre era a mesma.
Por fim, o médico, depois de verificar tudo em que podia pensar, escondeu-se para ficar observando a noite toda. As enfermeiras vinham, os bebês tomavam sua mamadeira na hora certa, todos recebiam iguais cuidados. Por volta da meia-noite, chegou a servente que fazia a limpeza. Agachada, ela esfregava o chão, de uma ponta do berçário à outra. No fim, ficou em pé, esticou o corpo e esfregou as costas cansadas, andando até o último berço. Inclinou-se sobre ele, pegou o bebezinho e andou de um lado para o outro falando com ele, alisando-o, acariciando-o e balançando-o nos braços. Por fim, ela o recolocou no berço e prosseguiu seu trabalho.
Isto não pareceu significativo para o médico; ela simplesmente parava nesse berço. Todavia, ele ficou observando na noite seguinte, e a mesma coisa aconteceu. E na outra. E na seguinte também. Toda noite, a servente esticava o corpo no mesmo lugar, e toda noite era o bebezinho no último berço aquele com quem ela falava, o que ela alisava, acariciava e amava. E ele se fortaleceu.
Os órfãos de guerra trazidos para adoção nos Estados Unidos sofriam de muitas doenças diferentes, mas do que mais sofriam era de carências afetivas. O relato sobre isto dizia:
“Os solenes filhos da guerra tocam, tateiam e se agarram a algo. Gostam muito de ser segurados. Sofrem a ‘Síndrome dos Órfãos’. . . . Mesmo algumas crianças mais velhas foram carregadas como bebezinhos para fora dos ônibus que as trouxeram para cá, terça-feira, da Base da Força Aérea de Travis. Ficavam olhando para os voluntários e envolviam seus bracinhos e perninhas finas neles. ‘Trata-se duma carência bem profunda, e não pode ser satisfeita por tapinhas na cabeça ou fazer que “ande de cavalinho” sobre os joelhos’, disse Stalcup [o médico responsável]. ‘É um fato que, para crescer, as crianças precisam de amor, e não apenas de alimento e de água.’”
E, se não crescerem emocionalmente, podem tornar-se introvertidas, hostis, delinqüentes, e possivelmente homicidas, até mesmo de seus próprios pais. O que provocará isso não é deixar de receber presentes, mas deixar de receber amor pode causá-lo.
O Dr. James Dobson escreveu não só sobre a necessidade do amor, mas também
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