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Bebês prematuros — como enfrentar o desafioDespertai! — 1989 | 22 de fevereiro
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ainda retenha seu cheiro ímpar, pode ser colocada na incubadora ou isolette [incubadora especial para prematuros]. Alguns colocaram uma foto da mamãe, do papai, ou dos irmãos e das irmãs, a cerca de 25 centímetros do bebê.
Considere a situação de Elise, que, em 1971, chegou dez semanas antes da data esperada. Ela pesava 1.500 gramas. Os pais dela só tinham permissão de visitá-la duas vezes por semana. A mãe dela, Betty, comenta: “Eu não tive aquele achego a Elise que tive com meu primeiro filho, e com os três filhos que nasceram depois dela.” Todavia, Betty explica: “Com o passar dos anos, tornamo-nos mais achegadas, e Elise se tornou um dos meus filhos mais prestimosos e agradáveis.”
A mãe pode prover o alimento perfeito para o bebê prematuro, seu leite materno. Cientistas canadenses, em Toronto, verificaram que a composição do leite das mães de prematuros difere da do leite de mães de bebês nascidos a termo, e os prematuros se dão melhor com ele. Segundo The Journal of the American Medical Association, “o bebê prematuro [acha-se] melhor capacitado a utilizar, para crescer, a proteína e os outros nutrientes do leite materno”.
O Que Outros Podem Fazer
É amigo ou parente dos pais de um bebê prematuro? Se for, há muito que pode fazer. Existem gêneros alimentícios a comprar, refeições a preparar, tarefas domésticas a executar, roupa para lavar, e talvez outros filhos para cuidar. Seu apoio nestes assuntos seculares pode ser de muita ajuda para pais que precisem fazer viagens freqüentes e, não raro, longas, a fim de visitar seu bebê numa unidade neonatal de tratamento intensivo.
Christy, mãe dum bebê que nasceu cinco semanas antes do tempo, disse que seus irmãos e irmãs cristãos a ajudaram em tudo que foi descrito acima. “Foram uma fonte constante de alegria e de fortaleza para nós, naquelas primeiras semanas”, disse ela.
Pode-se também dar apoio por enviar cartões e presentes. Os presentes podem incluir qualquer coisa que você adquiriria para o bebê nascido a termo. Deve-se, naturalmente, levar em conta o tamanho do bebê. Há disponíveis fraldas descartáveis, ou de pano, para prematuros, bem como moldes e roupinhas para eles.
Nunca é demais sublinhar a necessidade de apoio emocional. Seja positivo e otimista. Mary, a mãe de Kelly, disse: “Eu precisava de pessoas que fossem encorajadoras e dissessem coisas edificantes. Sentia raiva quando alguém me dizia: ‘Não se apegue muito.’ Era a esperança que me sustentava.” Um pensamento bíblico que a sustentou acha-se em Isaías 41:13: “Pois eu, Jeová, teu Deus, agarro a tua direita, Aquele que te diz: ‘Não tenhas medo. Eu mesmo te ajudarei.’”
Visitas feitas por anciãos cristãos da congregação de Mary foram muito encorajadoras. Ambas as mães, Christy e Mary, disseram que o apoio que receberam dos maridos foi imensurável, e que tal experiência os tornou mais apegados um ao outro.
A Prevenção — O Proceder Sábio
Há sabedoria em se despender mais esforços em tentar impedir que os bebês sejam prematuros do que em simplesmente cuidar deles, depois. Segundo certo estudo feito nos Estados Unidos, para cada hora prolongada de gravidez, entre 24 e 28 semanas, poupa-se US$ 150 [uns Cz$ 135.000,00] em cuidados hospitalares. Assim, seria proveitoso incluir informações sobre bebês prematuros em sua “biblioteca pré-natal”, e ter preparado um plano de ação, caso ocorra o nascimento prematuro do bebê. Mais importante, porém, é que a mãe prospectiva deve tentar prevenir ter um parto prematuro.
Primeiro, a mulher grávida não deve fumar. Fumar durante a gravidez evidentemente
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Os bebês prematuros precisam de ternos cuidados amorososDespertai! — 1989 | 22 de fevereiro
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Os bebês prematuros precisam de ternos cuidados amorosos
ERAM três horas da madrugada de domingo. Desconheço o que provocou o prematuro trabalho de parto. Mas, suspeito que talvez tenha recebido convidados demais em casa. Seja qual for a razão, meu filhinho estava a caminho um mês antes do tempo.
O trabalho de parto foi longo e incerto. Por todo o dia de domingo e por toda aquela noite, entrei no trabalho de parto sem dar à luz. Muitas vezes, a cabeça do bebê ficava visível para a parteira em uma contração (que se chama de coroação), apenas para desaparecer inteiramente, ficando fora do alcance, na outra. Às quatro horas da manhã de segunda-feira, 25 horas depois de iniciado o trabalho de parto, a parteira determinou, por ouvir os batimentos cardíacos do bebê, que o bebê estava em situação angustiosa. Ela me ministrou oxigênio e me levou de imediato para o hospital. Três horas depois, Danny nasceu.
Tanto eu como meu marido, Bill, podíamos ver que o bebê estava tendo dificuldades de respirar, visto que seus pulmões não funcionavam bem. Eles nos permitiram segurá-lo por alguns segundos, e, nesse tempo, eu e Bill notamos que ele respirava mais facilmente quando o segurávamos e falávamos com ele. Quando a equipe hospitalar nos disse que ele tinha de ser colocado numa incubadora, eu não tinha disposição de discutir com eles, depois de um trabalho de parto tão longo e confuso.
Às 9:30 horas, o pediatra veio ver-me. Disse que tinha examinado o bebê e parecia estar passando bem; o médico mandaria trazer o bebê, para que eu o amamentasse. Mas o bebê não veio. Eram 10, 11, 12 horas, e o Danny ainda não tinha vindo. Por fim, pouco depois do meio-dia, veio uma enfermeira do berçário e me fez o surpreendente anúncio: “Seu bebê está-se retraindo e dilatando, e teve de ser colocado numa isolette! [incubadora especial para prematuros].” Depois de dizer isso, e sem maiores explicações, ela foi embora.
Pode imaginar o que isso causou ao meu estado emocional já abalado. Visto que eu não sabia o que “retraindo e dilatando” significavam, chamei a parteira e perguntei-lhe se era algo grave. “É, sim”, disse ela, “é muito grave. É com isso que eles se preocupam, no caso dos bebês prematuros”.
“Que quer dizer com isso?” Eu perguntei: “Ele poderia morrer?”
“É possível”, disse ela. Ela sugeriu que eu deveria insistir em ver o bebê.
As enfermeiras me disseram que eu não podia vê-lo até que o médico o examinasse. Nesse ponto, comecei a chorar histericamente e criei uma comoção e tanto. “Ele é meu bebê, e vai morrer, e eu nem sequer posso segurá-lo!” Elas reagiram rapidamente, levando-me até ele. Embora não pudesse tomá-lo nos braços, havia uma pequena abertura do lado da isolette, ou incubadora, por onde eu podia enfiar a mão e tocá-lo.
Danny estava num estado lastimável. Os músculos de seu estômago ainda estavam arfando de tanto esforço de respirar do modo errado, e suas narinas estavam bem abertas, uma vez que ele não estava obtendo suficiente oxigênio. (Daí a expressão retraindo o esterno, e dilatando as narinas.) As mãos e os pés dele estavam escuros, por falta de oxigênio.
Coloquei a mão lá dentro e comecei a massageá-lo levemente da cabeça aos pés, e a dizer-lhe o quanto eu o amava. Contei tudo sobre o papai dele e seu irmão, Timóteo, e toda a sua família, e quanto todos nós o amávamos e queríamos que fosse para casa. Ele se mostrou muito atento a ouvir minha voz, e a massagem ajudou a acalmá-lo. Ninguém me precisa convencer de que o amor opera maravilhas. Vi isso por mim mesma naquele dia. Em questão de meia hora, a respiração dele já era inteiramente normal, e as mãos e os pés dele estavam bem rosados.
Disse a enfermeira de plantão: “Não posso acreditar! Olhe só para ele! Está respirando tão bem, e olhe só as mãos e os pés dele!” Ela o retirou e entregou a mim, sem esperar a permissão do médico.
A crise passou. Danny estava seguro. Isso aconteceu há mais de sete anos. Até o dia de hoje, Danny gosta muito de ouvir essa história sobre a sua experiência, e ele gosta que eu a conte a outros. — Segundo narrado por Mary Jane Triggs.
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