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O padrão para a fraternidadeDespertai! — 1982 | 22 de abril
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em Jeová”? Eles constituem a verdadeira fraternidade humana que sobreviverá ao Armagedom e desfrutará o paraíso quando este for restabelecido nesta terra sob o governo de Deus, quando Sua vontade for feita na terra como no céu. — Revelação 7:9-17.
Não é esta uma perspectiva gloriosa? Que privilégio será viver sob um governante mundial como Cristo — tão bondoso e humilde, tão justo e misericordioso, que compreende tão bem a humanidade visto que nos conhece muito bem! E quão diferente será da maquiavélica escola de políticos que governam hoje em dia! Quão agradável será viver e servir junto com uma família mundial de irmãos e irmãs e sentir ‘deleite na abundância de paz’
Talvez pense, porém: ‘Existe realmente tal verdadeira fraternidade hoje em dia? Funciona realmente? Se for assim, quem são os que a constituem? Onde os posso encontrar?’
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A atual genuína fraternidade do homemDespertai! — 1982 | 22 de abril
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A atual genuína fraternidade do homem
UMA notável demonstração de fraternidade cristã foi feita no fim da Segunda Guerra Mundial.
Sachsenhausen, o campo de concentração alemão perto de Berlim, estava tomado de emoção e apreensão. Era abril de 1945. As forças aliadas avançavam do oeste e os russos do leste.
No entanto, os líderes nazistas estavam decididos a destruir os 26.000 prisioneiros no campo. Seu plano satânico era assassinar os doentes na enfermaria e fazer os outros marcharem até Lübeck, um porto marítimo, metê-los em navios e afundar os navios no mar.
Quando foi dada a ordem para partir, os prisioneiros foram agrupados segundo sua nacionalidade — exceto um grupo composto de seis nacionalidades diferentes. Este grupo incluía cristãos dedicados e mais cerca de 36 homens que haviam acolhido as suas crenças no campo.
Arriscando a vida, esses cristãos haviam resgatado seus irmãos espirituais da enfermaria. Daí, a longa coluna de prisioneiros e de guardas SS iniciou a caminhada. Os guardas tinham pressa pois já podiam ouvir os canhões dos russos. Marcharam por vários dias, seu alimento não sendo mais do que ervas, raízes e cascas de árvores. Quem caísse exausto era brutalmente fuzilado pelos guardas. De fato, 10.700 morreram ao longo do caminho. Por isso foi chamada de “a marcha da morte”.
Mas os que compunham o grupo cristão constantemente se ajudavam mutuamente, os fortes amparando os fracos. Um dos membros do grupo escreveu: “Por causa do amor cristão e da solidariedade nenhum de nós foi deixado à beira da estrada para ser morto pelos SS.” Após 12 dias terríveis, os guardas fugiram.
Quem eram esses cristãos? Eram Testemunhas de Jeová. Pode alguém negar que demonstraram as características da verdadeira fraternidade? Mas, que relação existe entre elas e o pequeno grupo que se reuniu com Jesus na noite anterior à sua morte?
Seguindo o Padrão
Os que compõem a verdadeira fraternidade hoje em dia precisam seguir o padrão estabelecido por Jesus e seus discípulos. Por exemplo, qual era a atitude daquela fraternidade do primeiro século com relação à guerra?
Orígenes, escritor cristão do terceiro século, declarou: “Nós não mais erguemos ‘espada contra nação’ nem ‘aprendemos mais a guerra’.” (Isaías 2:2-4) Também, em seu livro Paganism to Christianity in the Roman Empire [Do Paganismo ao Cristianismo no Império Romano], W. W. Hyde declara: “Nos primeiros três séculos . . . os cristãos opunham-se a servir quais matadores profissionais nos exércitos romanos.” Foi por esta mesma razão que as Testemunhas de Jeová foram confinadas aos campos de morte nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Recusaram-se a servir nos exércitos de Hitler.
Outro padrão da fraternidade cristã do primeiro século era a ausência de sacerdotes ou clérigos. Os anciãos que possuíam madureza e as qualidades espirituais encarregavam-se do ensino e da organização. (Tito 1:5-9)a Mas eram irmãos, não “pais”. Jesus disse: “Todos vós sois irmãos. A ninguém na terra chameis ‘Pai’, pois um só é o vosso Pai, o celeste.” (Mateus 23:8, 9, A Bíblia de Jerusalém) Pedro admoestou especificamente a seus irmãos co-anciãos a que não ‘dominassem sobre o povo de Deus’. — 1 Pedro 5:1-3.
Assim, naqueles dias da fraternidade cristã original os discípulos de Jesus não usaram títulos presunçosos tais como “Reverendo”, “Reverendíssimo”, “Monsenhor” (meu senhor) ou “Pai”. No livro The Old Roman World [O Velho Mundo Romano], John Lord diz que os primitivos cristãos “chamavam uns aos outros de irmãos e irmãs . . . não conheciam nenhuma distinção”. Assim, também, entre as Testemunhas de Jeová atualmente não existem distinção entre clero e leigos nem títulos pomposos. Todos são “irmãos” e “irmãs” sendo que anciãos, homens espiritualmente maduros, tomam a liderança em servir outros.
Jesus disse também a seus seguidores que sofreriam amarga perseguição. Esta viria não apenas às mãos de líderes políticos mas também às mãos de líderes religiosos que se tornaram parte do mundo. Ele disse: “Porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. . . . vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus.” — João 15:19; 16:2.
Quem têm sofrido perseguição mundial
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