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O amor como “vínculo de união” mostra ser “perfeito”A Sentinela — 1983 | 15 de março
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golpe mortífero sofrido na Primeira Guerra Mundial e ser edificada. Ela adora novamente a Jeová Deus, num paraíso espiritual aqui mesmo na terra (Isaías, capítulo 35) Foi liberta de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. (Revelação 18:1-4) Muitas das coisas preditas em Revelação, o último livro da Bíblia, já foram cumpridas ou estão em vias de cumprimento. De modo que a fé e a esperança baseadas em tal fé bíblica têm sua finalidade, e uma vez que esta finalidade for plenamente atingida, elas cessarão. Pois bem, mas que dizer do amor? Ele permanece e permanecerá. Ao passo que o mundo está num estado de desintegração e os elementos do mundo estão prestes a se fundir por causa do intenso calor, o “vínculo de união”, baseado no amor de Deus, não será dissolvido. Ele ainda, está intato para com Deus e sua organização aprovada, e entre o restante do “pequeno rebanho” e a bem-vinda “grande multidão” das “outras ovelhas”. Mostra ser “perfeito”. O amor como “vínculo” é fruto do espírito de Deus.
13. Por que nunca se extinguirá o amor?
13 Deus é a personificação do amor; e visto que Deus nunca morre, o amor nunca morre. Diz-se corretamente: “Deus é amor.”
14. Que verdade pode ser repetida quanto ao poder unificador do amor?
14 Quanto ao poder unificador do amor, a verdade inspirada expressa em 1 João 4:8, 16, pode ser repetida e ampliada: “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.”
15. Quando Deus criou o homem, o que o motivou, e por que pode o homem apreciar essa força motivadora e agir em concordância com ela?
15 Por conseguinte, quando Deus produziu a primeira criatura humana na terra, ele foi motivado pelo amor para fazer isso. Conforme relata Gênesis 1:27: “E Deus passou a criar o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou.” Não era o caso de o primeiro homem ter tido a forma física de Deus, mas que ele foi dotado de qualidades tais como o próprio Deus tem, qualidades mentais, espirituais e de coração que o diferenciavam das formas inferiores de vida criada na terra. Por isso, esta criatura humana assim dotada podia apreciar o amor que seu Criador lhe tinha e podia reagir concordemente para com esse amor, assim como o filho para com o pai. Existia entre eles um vínculo familiar tornado realístico pela comunicação regular entre eles, apesar de o Pai ter sido invisível para o filho terreno, visto que nenhum homem pode ver a Deus e continuar vivo. Este fato foi mais tarde declarado por Deus a Moisés: “Homem algum pode ver-me e continuar vivo.” (Êxodo 33:20) Esta regra não foi mudada, porque mais de mil e quinhentos anos depois disso o apóstolo João escreveu a co-cristãos: “Nenhum homem jamais viu a Deus; o deus unigênito, que está na posição junto ao seio do Pai, é quem o tem explicado.” — João 1:18
16. Com que correspondiam João e seus condiscípulos ao amor paternal de Deus, e como se mostrou o “vínculo de união” com respeito ao restante ungido e às “outras ovelhas”?
16 Como filho de Deus, gerado pelo espírito, o apóstolo João estava numa relação familiar com Jeová Deus e o Filho dele, “o deus unigênito”, Jesus Cristo. João e seus co-cristãos correspondiam a afeição paternal de Deus com amor filial. Este amor era um “vínculo de união” entre eles e seu invisível Pai celestial. Amalgamou também os gerados pelo espírito como filhos espirituais de Deus, e como irmãos e irmãs cristãos. Examinando hoje este “vínculo de união”, vemos que mostrou ser “perfeito”, porque os membros do restante ungido apegam-se inseparavelmente uns aos outros como companheiros na adoração e testemunhas de Jeová Deus. Este amor os mantém na família de Deus e na fraternidade cristã. É digno de nota que seus companheiros de adoração no templo de Deus, os da “grande multidão” das “outras ovelhas” de Cristo, demonstram ter o mesmo amor inapagável que une tão perfeitamente as atuais Testemunhas de Jeová. Estejamos decididos a compartilhar a convicção do apóstolo Paulo, de que nenhuma “criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. — Romanos 8:38, 39.
Qual É Sua Resposta?
□ De que maneira deve toda família seu nome a Deus?
□ Quem foi prefigurado por Jonatã?
□ Por que é o amor maior do que a fé e a esperança?
□ Como deve isso afetar a todos os que estão na congregação?
□ Como nos liga o amor a Deus?
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Revistamo-nos de amor e usemo-loA Sentinela — 1983 | 15 de março
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Revistamo-nos de amor e usemo-lo
1. De que devemos revestir-nos, e quando virá a maior prova para isso?
VISTO que o amor é um “perfeito vínculo de união”, ele é a qualidade todo-importante de que nos devemos revestir-nos sem hipocrisia. Temos de usá-lo constantemente, em toda a sinceridade. Não é disfarce para ocultar o que realmente somos. Para nosso conselho hoje foram preservadas as seguintes palavras: “Seja o vosso amor sem hipocrisia. . . . Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros.” (Romanos 12:9, 10) A maior prova para a genuinidade do nosso amor, este “vínculo de união”, ainda virá — no futuro próximo.
2. Pode-se alcançar o amor sem que haja algo preliminar?
2 Agora, portanto, é o tempo oportuno para cultivarmos esse amor. Todas as medidas que levam a atingir esta qualidade precisam ser tomadas agora. É por isso que o apóstolo Paulo culminou sua recomendação de diversas coisas que os discípulos dedicados e batizados de Jesus Cristo precisam fazer por dizer: “Além de todas estas coisas, . . . revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” (Colossenses 3:14) Portanto, o que são “estas coisas”, além das quais devemos revestir-nos de amor?
COMO VENCER FATORES DIVISÓRIOS
3. Segundo Colossenses 3:9-13, quais são as medidas que precisam ser adotadas para se alcançar o amor?
3 Lá nos dias dos apóstolos Paulo e João havia aspectos ou fatores que poderiam terservido de motivo para divisões. Mas esses motivos anteriormente válidos tinham de ser desconsiderados agora, tinham de ser destituídos de sua importância e peso. Os cristãos constituíam todos uma só congregação, uma só unidade corporativa sob o único Chefe espiritual, Jesus Cristo. Todos os motivos carnais para criar divisões tinham de ser postos de lado. Os fatos espiritualmente unificadores tinham de ser mantidos em destaque. Em harmonia com isso, o apóstolo Paulo passou a dizer: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou, não havendo nem grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, estrangeiro, cita, escravo, homem livre, mas Cristo é todas as coisas e em todos. Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro.” — Colossenses 3:9-13.
4. Por que havia necessidade de que os membros da congregação do primeiro século se dessem bem uns com os outros, e por que motivo talvez não se fizesse caso de certas coisas?
4 Em vista de todas essas diferenças acima mencionadas quanto à origem nacional e à formação religiosa, posição social, aspecto racial e de cor, havia dificuldades em eles se darem bem uns com os outros na congregação. Havia necessidade de compreensão e de fazerem concessões uns aos outros. Porque, embora tais coisas talvez tivessem importância para homens carnais, certamente não importavam para Deus e seu Filho, Jesus Cristo, que morreu pela humanidade numa época em que todas essas diferenças já se haviam desenvolvido e ainda persistiam. Naturalmente, homens de mente liberal, talvez por generosidade de alma, não fizessem caso de tais diferenças, agindo segundo princípios gerais. Isso talvez até mesmo fosse prudente, ou até mesmo simples e claro humanitarismo. Todavia, podia faltar o amor genuíno e altruísta.
5. Mais do que quais coisas humanas comuns têm de evidenciar as Testemunhas de Jeová quando não fazem caso de coisas divisórias, demonstrando assim que estão em união com quem?
5 Por este motivo, nós, seguidores dedicados e batizados Daquele que deu a sua vida humana perfeita a favor de todo tipo de homens, temos de evidenciar mais do que mero formalismo, amenidade, delicadeza, gentileza, humanitarismo; temos de ser motivados pelo amor sincero e desinteresseiro, como fruto do espírito de Jeová Deus. Este fruto procura os benefícios e o proveito dos outros. Alegra-se de fazer uma contribuição para o bem-estar espiritual e a felicidade dos outros. Demonstra que estamos em união com Deus, que é a personificação do amor. Há poder atraente em tal amor. Em harmonia com isso, 1 João 4:19 declara: “Amamos porque ele nos amou primeiro.”
6. O que atrai os membros do “um só rebanho” uns aos outros, e em que não se baseia o fruto do espírito de Deus?
6 Por conseguinte, quando os diversos elementos que constituem o “um só rebanho” sob o “um só pastor” expressam amor uns aos outros, isso os une fortemente e contrabalança a influência divisória das diversas formações dos membros do “um só rebanho”. Sentem-se atraídos uns aos outros por se terem revestido da “nova personalidade”. Todos eles têm o “um só espírito” que emana da única Fonte divina, o Deus e Dador de Vida de todos. O animador fruto do seu espírito é um amor que não se baseia no sexo ou em desejo egoísta, lascivo, mas baseia-se no apreço de coração pelas qualidades divinas da “nova personalidade”. Só ele funciona como “perfeito vínculo de união”, preservando a harmonia e a cooperação.
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