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Deus ressuscitou uma naçãoA Sentinela — 1973 | 15 de outubro
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“(Ele [Abraão] é o pai de todos nós, como está escrito: ‘Eu te designarei pai de muitas nações.’) Isto se deu à vista Daquele em quem tinha fé, sim, de Deus, que vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se fossem.” (Rom. 4:16, 17) Embora não deva ser encarada como representando a ressurreição dos mortos humanos, a visão de Ezequiel a respeito dum vale plano cheio de ossos secos está em acordo com a crença na ressurreição. Portanto, o cumprimento da visão fornece confirmação adicional da esperança da ressurreição.
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Corresponde ao amor de Deus?A Sentinela — 1973 | 15 de outubro
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Corresponde ao amor de Deus?
O PROPÓSITO de Deus, de devolver aos mortos a vida, é uma expressão de seu amor. Ele não tem nenhuma obrigação para com a humanidade pecadora e moribunda. Não deve aos mortos humanos nenhuma ressurreição. Contudo, seu amor ao mundo da humanidade é tão grande, que ele não poupou nem seu Filho mais querido, a fim de prover a base para os tratos com a humanidade e devolver a vida aos mortos humanos. (Rom. 8:32) Conforme disse Jesus Cristo: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.
O que Jeová Deus fez ao dar seu Filho tornou possível que milhões dos falecidos sem qualquer conhecimento real Dele recuperem a vida e venham a conhecê-lo e a amá-lo. No caso dos que já entraram numa relação com Deus, a esperança da ressurreição habilita-os a perseverar fiéis até a própria morte e a achar consolo ao perderem entes queridos. — 1 Tes. 4:13, 14; Rev. 2:10.
Como está correspondendo ao amor de Deus? É induzido por ele a conhecê-lo melhor, a aprender tanto quanto pode sobre os Seus modos e tratos com a humanidade?
Jeová Deus, por meio de seu espírito, guiou cerca de quarenta homens diferentes, durante um período de cerca de dezesseis séculos, para que escrevessem um registro fidedigno de seus propósitos, modos e tratos. Este registro está contido nos sessenta e seis livros da Bíblia Sagrada. Ela revela o que Jeová Deus fez ao tratar com pessoas, povos e nações, no decorrer de muitos séculos. Ajuda-nos a avaliar a reação de Deus a uma grande variedade de circunstâncias e os motivos de suas ações. Assim, por meio da Bíblia, podemos chegar a conhecer bem a Deus.
Se se sentir induzido a estudar a Bíblia por causa dum desejo sincero de conhecer melhor a Deus, está correspondendo ao amor de Deus. Mostra que aprecia que Deus proveu um registro escrito, fidedigno, para a humanidade.
Naturalmente, não basta apenas o próprio estudo da Bíblia. Precisamos também querer aplicar as coisas aprendidas, acatar suas ordens e imitar as qualidades afetuosas de Deus — seu amor, sua justiça, sua compaixão e sua misericórdia. “O amor de Deus significa o seguinte”, escreveu o inspirado apóstolo João, “que observemos os seus mandamentos”. — 1 João 5:3.
Podemos estar certos de que tudo o que Deus nos ordena na sua Palavra é para o nosso benefício. Sendo Deus de amor, justiça e infinita sabedoria, ele deu apenas os mandamentos que garantem a felicidade e o bem-estar da humanidade. Um servo fiel de Deus que apreciava isso profundamente era o Rei Davi. Ele fez a seguinte admissão: “A lei de Jeová é perfeita, fazendo retornar a alma. A advertência de Jeová é fidedigna, tornando sábio o inexperiente. As ordens de Jeová são retas, fazendo o coração alegrar-se; o mandamento de Jeová é limpo, fazendo os olhos brilhar. O temor de Jeová é puro, permanecendo de pé para todo o sempre. As decisões judiciais de Jeová são verdadeiras; mostraram-se inteiramente justas. São mais desejáveis do que o ouro, sim, mais do que muito ouro refinado; e são mais doces do que o mel e o mel escorrendo dos favos. Também o teu próprio servo foi avisado por elas; há grande recompensa em guardá-las.” — Sal. 19:7-11.
Uma das ordens impostas aos cristãos é que se reúnam regularmente com os que desejam aumentar em conhecimento exato de Deus. Quando alguns negligenciaram tais reuniões, no primeiro século E. C., foram exortados: “Consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajando-nos uns aos outros.” — Heb. 10:24, 25.
Ajuntarmo-nos com outros pode ser uma expressão de nosso amor a eles. Não é verdade que temos prazer em estar com os que amamos? Portanto, se negligenciássemos reunir-nos com os que desejam fazer a vontade de Deus, não estaríamos de fato dizendo que não os amamos o bastante para querer estar com eles?
As reuniões dos cristãos devotos têm um objetivo salutar. Qual é este objetivo? É dar encorajamento para demonstrar amor em todos os aspectos da vida e de abundar em obras excelentes. Tais obras excelentes incluem dar ajuda material e outras bondades aos necessitados, auxiliando outros a obter um conhecimento exato da vontade de Deus e manter uma linguagem sadia e edificante, e uma conduta reta. — Mat. 28:19, 20; Efé. 4:28; Fil. 4:14-19; Tito 2:6-10; Tia. 1:27.
As expressões sinceras e de coração feitas pelos que assistem às reuniões cristãs contribuem para ‘estimular outros ao amor e a obras excelentes’. Os que ouvem tais expressões são assim fortalecidos para continuar no seu serviço fiel a Deus.
Se ainda não se associa com as testemunhas cristãs de Jeová, convidamo-lo a investigar se são realmente um povo que corresponde ao amor de Deus. Na sua investigação, aplique a regra estabelecida por Jesus Cristo: “Pelos seus frutos os reconhecereis. Será que se colhem uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz fruto excelente, mas toda árvore podre produz fruto imprestável.” — Mat. 7:16-18.
Certamente, deveria poder esperar encontrar pessoas que respeitam a Bíblia. Elas devem demonstrar por palavras e atos que crêem que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra”. — 2 Tim. 3:16, 17.
Isto significa que deve poder observar na vida das testemunhas cristãs de Jeová que a sua aplicação do ensino bíblico produziu maridos e pais melhores, esposas e mães melhores, e filhos e filhas melhores. Deve poder ver um povo que se empenha em fazer o que Deus exige dos cristãos:
“Sejam tirados dentre vós toda a amargura maldosa, e ira, e furor, e brado, e linguagem ultrajante, junto com toda a maldade. Mas, tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo. Portanto, tornai-vos imitadores de Deus, como filhos amados, e prossegui andando em amor, assim como também o Cristo vos amou e se entregou por vós como oferta e sacrifício a Deus para ser cheiro fragrante. A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionados entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes, mas, antes, ações de graças. . . . Prossegui andando como filhos da luz, pois os frutos da luz consistem em toda sorte de bondade, e justiça, e verdade.” — Efé. 4:31 a 5:9.
Se quiser estar entre os que desejam harmonizar sua vida com estes requisitos elevados, convidamo-lo a freqüentar o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová mais próximo do seu lar. Por que não faz isso já esta semana?
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 15 de outubro
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Perguntas dos Leitores
● Qual é a atitude das testemunhas de Jeová quanto a servir como jurado?
As testemunhas de Jeová reconhecem que aquilo que as pessoas fazem com referência a servir como jurados é um assunto pessoal, governado pelos ditames da consciência.
No que se refere a elas pessoalmente, as testemunhas de Jeová, em geral, acham que não deviam arvorar-se em juízes de outros. Quando confrontado com a oportunidade de resolver uma disputa jurídica, seu Exemplo, o Senhor Jesus Cristo, rejeitou-a, dizendo: “Quem me designou juiz ou partidor sobre vós?” (Luc. 12:14) O apóstolo Paulo suscitou perguntas similares na sua carta aos Coríntios: “O que tenho eu que ver com o julgamento dos de fora? Não julgais vós os de dentro [da congregação cristã], ao passo que Deus julga os de fora?” — 1 Cor. 5:12, 13
Também, muitos dos que servem como jurados não desejam ser guiados pelas leis da Palavra de Deus para chegar a um veredicto. Alguns jurados têm consultado horóscopos, entregando-se a preconceitos pessoais ou cedendo às pressões dos outros em chegar a uma decisão. Portanto, há o perigo de se tornar partícipe de um erro judicial. Quando está envolvida a vida dum acusado, isto poderia significar incorrer em culpa de sangue. Pode-se ver, assim, por que servir como jurado pode levar a sérios conflitos de consciência.
As exigências legais para se servir num júri e as provisões de isenção variam de lugar em lugar. Dentro dos Estados Unidos, a situação num estado pode ser bastante diferente da em outro estado. Às vezes, explicar-se a situação ao funcionário judicial ou ao juiz pode resultar em se riscar o nome da pessoa da lista dos prospectivos jurados. Opiniões jurídicas nos estados de Virgínia Ocidental, Minnesota e Washington, de fato, sustentaram o direito da pessoa de recusar por motivos religiosos servir num júri. E no Estado de Colorado, os que podem provar por documentos que são testemunhas de Jeová obtêm isenção de servir como jurados.
As isenções, porém, não são concedidas em toda a parte. Quando alguém não pode ser isento, ao ser chamado para servir num júri, mesmo depois de explicar o assunto ao juiz, não obstante, poderá declarar seus escrúpulos de consciência com respeito ao caso quando interrogado pelos advogados, antes de começar o julgamento. Se os seus escrúpulos de consciência não forem aceitos para desqualificá-lo como jurado, o cristão talvez ache que terá de recusar servir, para não violar a sua consciência. Neste caso, deve estar preparado para enfrentar quaisquer conseqüências que possam surgir em resultado de sua decisão.
● Por que se permite nas reuniões das testemunhas cristãs de Jeová que as mulheres falem embora 1 Coríntios 14:34 diga que “não se lhes permite falar”?
A aplicação da ordem inspirada do apóstolo Paulo deve ser entendida à luz do contexto. Quando Paulo escreveu, nas reuniões da congregação em Corinto, inclusive as reuniões em que incrédulos estavam presentes, faltava certa ordem. Às vezes, mais de uma pessoa profetizava ou falava numa língua. (1 Cor. 14:22-32) Evidentemente, algumas mulheres ali suscitavam questões desafiadoras e disputavam com os homens designados para instruir a congregação. Assim, estas mulheres realmente assumiam o cargo de instrutoras e desconsideravam a situação de chefia designada ao homem. — 1 Cor. 11:3.
Para corrigir a situação, Paulo trouxe à atenção que “Deus não é Deus de desordem, mas de paz”. (1 Cor. 14:33) A respeito das mulheres, ele escreveu: “Fiquem caladas as mulheres nas congregações, pois não se lhes permite falar, mas estejam em sujeição, assim como diz até mesmo a Lei. Se, então, quiserem aprender algo,
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