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Eles corresponderam altruisticamente ao amor de DeusA Sentinela — 1990 | 1.° de dezembro
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Eles corresponderam altruisticamente ao amor de Deus
“Oh! agradeça-se a Jeová a sua benevolência e as suas obras maravilhosas para com os filhos dos homens.” — SALMO 107:8.
1. Como frisa o apóstolo João a qualidade do amor na sua primeira carta?
“DEUS é amor.” Quão significativas são tais palavras! Não é de admirar que o apóstolo João achasse necessário usá-las duas vezes na sua primeira carta. (1 João 4:8, 16) Jeová Deus não só é amor, mas também a incorporação, ou personificação, do amor.
2. De que maneiras mostrou Deus amor ao criar o homem e a mulher e fazer-lhes provisões?
2 Pense no amor que Deus demonstrou pelo modo como nos criou. As apreciativas palavras de Davi são muito oportunas. Como salmista inspirado, ele disse: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” (Salmo 139:14) Para que pudéssemos viver com saúde e felicidade, Deus possibilitou-nos infindáveis deleites através de nossos cinco sentidos — visão, audição, paladar, olfato e tato. Quanta beleza se vê na criação ao nosso redor! Quão maravilhosas são as muitas e variadas plantas e animais, sem se falar na beleza das formas e dos traços humanos! Deus pôs também ao nosso alcance uma mui deleitosa variedade de frutos, vegetais e outros alimentos. (Salmo 104:13-16) Com bons motivos, o apóstolo Paulo lembrou aos habitantes da antiga Listra que Deus ‘fizera o bem, dando-lhes chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os seus corações plenamente de alimento e bom ânimo’. — Atos 14:17.
3. De que maravilhosas faculdades Deus nos dotou?
3 Pense também nas bênçãos relacionadas com uma vida familiar feliz. Mais ainda, reflita sobre os muitos prazeres que podemos sentir graças às nossas faculdades mentais e emocionais: a imaginação, o raciocínio, a memória, a consciência e, em especial, a capacidade de adorar — tudo isso nos coloca muito acima dos animais; tampouco devemos desconsiderar os prazeres que a música nos pode proporcionar. Estas e muitas outras dádivas são manifestações do amor de Deus para conosco.
4. Que manifestações do amor de Deus têm experimentado os humanos desde a transgressão de seus primeiros pais?
4 Não há dúvida de que Adão e Eva usufruíram muitos deleites em seu estado perfeito no jardim do Éden. (Gênesis 2:7-9, 22, 23) Mas, ao deixarem de corresponder altruisticamente a todas as evidências do amor divino que usufruíam, será que Deus repudiou a raça humana? De modo algum! Prontamente tomou medidas para endireitar todos os males resultantes da transgressão de nossos primeiros pais. (Gênesis 3:15) Jeová também manifestou amor por pacientemente tolerar a descendência imperfeita de Adão. (Romanos 5:12) Por quanto tempo? Ora, por cerca de 6.000 anos até agora! Em especial, Deus tem demonstrado amor nos tratos com os seus servos. São corretas as palavras: “Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado.” — Êxodo 34:6, 7.
5. Como mostrou Jeová paciência amorosa ao lidar com a nação de Israel?
5 Sim, grande deveras foi a paciência que Jeová Deus mostrou em seus tratos com os israelitas, desde o tempo em que ele os produziu como nação, no sopé do monte Sinai, até que a obstinação deles compeliu-o a rejeitá-los completamente. Conforme lemos em 2 Crônicas 36:15, 16: “Jeová, o Deus de seus antepassados, enviava contra eles avisos por meio dos seus mensageiros, enviando-os vez após vez, porque teve compaixão do seu povo e da sua habitação. Eles, porém, caçoavam continuamente dos mensageiros do verdadeiro Deus e desprezavam as suas palavras, e zombavam dos seus profetas até que subiu o furor de Jeová contra o seu povo, até que não havia mais cura.” Mas, houve os que corresponderam altruisticamente ao amor de Jeová Deus. Para ver como fizeram isso, examinemos a seguir a vida de algumas dessas pessoas. Isto lançará a base para mostrar como nós mesmos podemos corresponder ao amor de Jeová de maneiras muito práticas.
Como Moisés Correspondeu Altruisticamente
6. Em que sentidos foi Moisés um exemplo notável, e ao cumprir que atribuições vivenciou ele o amor de Deus?
6 Moisés foi um notável exemplo de alguém que correspondeu altruisticamente ao amor de Deus. Que oportunidades tinha diante de si como filho adotivo da filha de Faraó! Mas Moisés preferiu “ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, porque estimava o vitupério do Cristo como riqueza maior do que os tesouros do Egito”. (Hebreus 11:25, 26) Certa vez Moisés quis libertar seus irmãos, os israelitas, da servidão egípcia. Mas eles não reconheceram seus empenhos, e tampouco havia chegado o tempo determinado por Deus para a libertação deles. (Atos 7:23-29) Décadas mais tarde, porém, por causa da fé e do desejo altruísta de Moisés de ajudar seus irmãos, Jeová capacitou-o a realizar muitos milagres e a servir aos israelitas por 40 anos como Seu profeta, juiz, legislador e mediador. Ao cumprir tais atribuições, Moisés vivenciou muitos exemplos do amor de Jeová por ele e pelos outros israelitas.
7. Como correspondeu Moisés às expressões do amor de Deus?
7 Como correspondeu Moisés ao amor e à benignidade imerecida de Deus? Será que ‘aceitou a benignidade imerecida de Deus e desacertou o propósito dela’? (2 Coríntios 6:1) De modo algum! Moisés altruisticamente correspondeu às expressões do amor de Jeová para com ele, tornando-se uma pessoa inteiramente voltada para os interesses de Deus. Sempre recorria a Jeová e mantinha uma relação bem achegada com seu Criador. Quão bem Deus falou a respeito de Moisés ao repreender a Arão e a Miriã por terem criticado seu irmão! Sim, Jeová falava “boca a boca” com Moisés e permitiu-lhe contemplar “a aparência de Jeová”. (Números 12:6-8) Apesar de seus muitos privilégios, Moisés continuou a ser o mais manso de todos os homens, e ele cumpriu os mandamentos de Jeová “exatamente assim” como lhe fora ordenado. — Êxodo 40:16; Números 12:3.
8. Como mostrou Moisés ser ele realmente alguém cuja vida era voltada para Deus?
8 Moisés mostrou também ser uma pessoa altruisticamente voltada para os interesses de Deus pela preocupação que demonstrava para com o nome, a reputação e a adoração pura de Jeová. Assim, em duas ocasiões, ele foi bem sucedido em suplicar a Jeová que este mostrasse misericórdia a Israel porque Seu nome estava envolvido. (Êxodo 32:11-14; Números 14:13-19) Quando os israelitas se envolveram na idólatra adoração do bezerro, Moisés demonstrou zelo pela adoração pura, bradando: “Quem está do lado de Jeová? A mim!” Depois disso, Moisés e os que o apoiavam executaram 3.000 dos idólatras. Daí, por 40 anos, ele suportou um povo queixoso e rebelde. Certamente não há dúvida de que Moisés correspondeu altruisticamente às expressões do amor de Deus, dando-nos um excelente exemplo. — Êxodo 32:26-28; Deuteronômio 34:7, 10-12.
A Excelente Reação de Davi
9. (a) Como correspondeu Davi ao amor de Jeová Deus? (b) Iguais a Davi, como podemos nós honrar a Jeová com coisas valiosas?
9 Outro notável personagem bíblico que deu um excelente exemplo de corresponder altruisticamente ao amor de Deus foi o salmista Davi, o segundo rei de Israel. Seu zelo pelo nome de Jeová levou-o a lutar com aquele filisteu escarnecedor, o gigante Golias, sobre quem Deus fez com que Davi fosse vitorioso. (1 Samuel 17:45-51) Este mesmo zelo impeliu Davi a trazer a arca do pacto a Jerusalém. (2 Samuel 6:12-19) E, não era seu desejo de construir a Jeová um templo mais uma expressão de zelo e apreço pelo amor e bondade de Deus? Naturalmente que sim. Ter-lhe sido negado esse privilégio não impediu que Davi fizesse preparativos para esse projeto e honrasse a Jeová por pessoalmente contribuir ouro, prata e pedras preciosas de elevadíssimo valor. (2 Samuel 7:1-13; 1 Crônicas 29:2-5) Similar reação altruísta ao amor de Deus deve motivar-nos a ‘honrar a Jeová com as nossas coisas valiosas’ usando nossos recursos materiais para promover os interesses do Reino. — Provérbios 3:9, 10; Mateus 6:33.
10. Em que sentido é digno de imitação o proceder de Davi?
10 Embora Davi cometesse sérios erros, durante toda a sua vida ele mostrou ser ‘um homem agradável ao coração de Jeová’. (1 Samuel 13:14; Atos 13:22) Seus salmos estão repletos de expressões de apreço pelo amor de Deus. The International Standard Bible Encyclopædia (A Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional) diz que Davi “era bem mais profuso em agradecimentos do que qualquer outro [personagem] mencionado na Sagrada Escritura”. O salmista Asafe disse que Deus “escolheu a Davi, seu servo, e tomou-o dos redis do rebanho. . . . Ele o trouxe para ser pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança. E começou a pastoreá-los segundo a integridade do seu coração”. (Salmo 78:70-72) Realmente, o proceder de Davi deve ser imitado.
Jesus Cristo, Nosso Exemplo Perfeito
11, 12. Como mostrou Jesus ser realmente uma pessoa voltada para os interesses de Deus?
11 Naturalmente, Jesus Cristo é o melhor exemplo bíblico de um homem que correspondeu altruisticamente ao amor de Deus. O que isto induziu Jesus a fazer? Acima de tudo, sua motivação era dar a Jeová devoção exclusiva. Não há dúvida de que Jesus era uma pessoa totalmente voltada para Deus. O apreço pelo amor e pela bondade de seu Pai celestial induziu-o a ser um homem realmente espiritual. Ele tinha uma bem achegada e íntima relação com Deus. Era um homem de oração, e deleitava-se em falar com seu Pai celestial. Repetidas vezes lemos que Cristo orava. Certa vez passou a noite toda orando. (Lucas 3:21, 22; 6:12; 11:1; João 17:1-26) Correspondendo ao amor de Deus, Jesus viveu à altura do fato de que ‘o homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová’. Realmente, para ele, fazer a vontade de seu Pai era alimento. (Mateus 4:4; João 4:34) Não devemos nós corresponder similarmente ao amor de Deus, dando-lhe devoção exclusiva?
12 Correspondendo altruisticamente ao amor de Deus, Jesus Cristo sempre dirigia a atenção a seu Deus e Pai. Quando alguns se dirigiram a Jesus dizendo “Bom Instrutor”, ele objetou e disse: “Ninguém é bom, a não ser um só, Deus.” (Lucas 18:18, 19) Repetidas vezes Jesus acentuou que nada podia fazer de iniciativa própria. Jamais perdeu uma oportunidade de magnificar o nome de seu Pai e, mui apropriadamente, iniciou a oração-modelo com o pedido: “Santificado seja o teu nome.” Ele orou: “Pai, glorifica o teu nome.” E, pouco antes de morrer, Cristo disse a seu Pai: “Eu te tenho glorificado na terra, havendo terminado a obra que me deste para fazer.” (Mateus 6:9; João 12:28; 17:4) Por certo, correspondendo ao amor de Deus, devemos buscar glorificar a Jeová, orando pela santificação de seu santo nome.
13. De que modo o amor de Deus induziu Jesus a agir?
13 Note agora uma segunda maneira pela qual a reação altruísta ao amor de Deus motivou Jesus. Esta fez com que ele amasse a justiça e odiasse a iniqüidade, conforme predito no Salmo 45:7. (Hebreus 1:9) Ele era “leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores”. (Hebreus 7:26) Jesus desafiou seus maldosos opositores a culpá-lo de pecado, mas eles não puderam fazer isso. (João 8:46) Em duas ocasiões, seu ódio da iniqüidade levou-o a livrar o templo de religiosos gananciosos. (Mateus 21:12, 13; João 2:13-17) E quão fulminantemente Jesus denunciou os líderes religiosos hipócritas, até mesmo dizendo-lhes que eram do Diabo! — Mateus 6:2, 5, 16; 15:7-9; 23:13-32; João 8:44.
14. Correspondendo ao amor de Jeová, como lidou Jesus com os seus discípulos?
14 Ainda outra maneira pela qual o amor de Jeová motivou a Jesus é observada em seus tratos com seus apóstolos e outros discípulos. Quão amoroso, paciente e longânime foi com eles! Devem tê-lo provado terrivelmente com a rivalidade entre si, discutindo até mesmo na própria noite de sua traição sobre qual deles era o maior. (Lucas 22:24-27) Todavia, Jesus sempre se mostrou brando e humilde de coração. (Mateus 11:28-30) Realmente, Judas traiu a Jesus, Pedro negou-o três vezes, e os demais apóstolos fugiram quando uma turba veio prendê-lo. Mas Jesus jamais ficou amargurado ou ressentido. Como sabemos? Bem, ao reunir-se de novo com os apóstolos após a sua ressurreição, Jesus não lhes repreendeu duramente por terem cedido ao medo. Em vez disso, consolou-os e fortaleceu-os para adicional serviço do Reino. — João 20:19-23.
15. Como atendeu Jesus altruisticamente às necessidades físicas das pessoas?
15 Vejamos ainda outra maneira pela qual Jesus Cristo correspondeu altruisticamente ao amor de Deus. Fez isso sacrificando a si mesmo em benefício de outros, numa ignominiosa e dolorosa morte numa estaca de tortura. (Filipenses 2:5-8) Jesus atendeu às necessidades físicas do povo, milagrosamente alimentando multidões e realizando muitas curas. (Mateus 14:14-22; 15:32-39) Sempre colocou os interesses de outros acima de seus próprios. É por isso que podia dizer: “As raposas têm covis e as aves do céu têm poleiros, mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça.” (Mateus 8:20) Jesus era sensível à operação do espírito de Deus, conforme fluía dele ao realizar curas milagrosas. Mas ele jamais tentou lucrar materialmente do uso desses poderes sobrenaturais, como quando uma mulher, que sofria de um fluxo de sangue havia 12 anos, tocou na sua roupa exterior com fé e foi curada. (Marcos 5:25-34) Ademais, Jesus jamais usou os poderes sobrenaturais em benefício próprio. — Veja Mateus 4:2-4.
16. De que maneiras Cristo atendeu às necessidades espirituais das pessoas?
16 Embora Jesus altruisticamente atendesse às necessidades físicas das pessoas, curando-lhes suas enfermidades e alimentando-as milagrosamente, a principal motivação de seu ministério terrestre era pregar as boas novas do Reino de Deus, ensinar e fazer discípulos. Apesar das maravilhosas curas que realizou, Jesus não era conhecido como Grande Médico, ou Operador de Milagres, mas sim como Bom Instrutor. (Mateus 4:23, 24; Marcos 10:17) Jesus referia-se a si mesmo como Instrutor, como também o faziam seus discípulos e até mesmo seus inimigos. (Mateus 22:16; 26:18; Marcos 9:38) E que verdades ensinou, como, por exemplo, no seu Sermão do Monte! (Mateus 5:1-7:29) Quão bem formuladas eram as suas ilustrações, e quão impressionantes eram as suas parábolas proféticas e outras profecias! Não é de admirar que os soldados que certa vez foram enviados para prender Jesus não conseguiram tomar a iniciativa de apoderar-se dele! — João 7:45, 46.
17. (a) De que modo Jesus nos forneceu o padrão perfeito de amor? (b) O que será considerado no próximo artigo?
17 Inquestionavelmente, Jesus Cristo deu-nos o exemplo perfeito de corresponder altruisticamente às demonstrações do amor de Deus para conosco. Ele reservou a seu Pai celestial o primeiro lugar na sua vida e nas suas afeições. Realmente amava a justiça, lidava amorosamente com seus apóstolos e com outros discípulos, e gastou a sua vida ministrando as necessidades espirituais e materiais das pessoas. Por fim, Jesus culminou seu ministério dando a sua vida como resgate. (Mateus 20:28) Mas, que dizer de nós? É verdade que somos imperfeitos, como eram Moisés e Davi. Não obstante, como mostrará o próximo artigo, há maneiras práticas de imitarmos o nosso Exemplo em corresponder altruisticamente às manifestações do amor de Deus.
Que Resposta Daria?
◻ Por que se pode dizer que “Deus é amor”?
◻ Como correspondeu Moisés às manifestações do amor de Deus?
◻ De que maneiras Davi correspondeu ao amor de Jeová Deus?
◻ Que exemplo deu Jesus Cristo quanto a corresponder ao amor de Deus?
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Como podemos corresponder altruisticamente ao amor de Deus?A Sentinela — 1990 | 1.° de dezembro
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Como podemos corresponder altruisticamente ao amor de Deus?
“Se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” — 1 JOÃO 4:11.
1, 2. Que se exige de nós para correspondermos altruisticamente às demonstrações do amor de Deus?
JEOVÁ é a própria personificação do amor. De fato, no artigo anterior, vimos quão realmente abundantes são as manifestações de seu amor. Vimos também como Moisés, Davi e Jesus Cristo corresponderam altruisticamente a essas demonstrações de amor. Não devia cada Testemunha de Jeová desejar fazer o mesmo? Certamente que sim!
2 O que é necessário para correspondermos altruisticamente às expressões do amor de Deus? Por um lado, temos de dar a Ele o primeiro lugar na nossa vida, amando-o de todo o nosso coração, alma, mente e força. (Marcos 12:29, 30) Isto significa sermos pessoas voltadas para os interesses de Deus, tendo uma calorosa relação pessoal com Jeová. Sentimos o desejo de falar com o nosso Pai celestial em oração? Oramos incessantemente e perseveramos em oração? Ou será que oramos às pressas, estando às vezes ocupados demais para orar? (Romanos 12:12; 1 Tessalonicenses 5:17) Dirigimos atenção a Jeová, dando a ele e a sua organização o crédito pelo que possamos ter realizado? (1 Coríntios 3:7; 4:7) Realmente, é o nosso conceito igual ao do salmista? Sobre Deus, ele disse: “Eu te tenho louvado sete vezes por dia.” — Salmo 119:164.
3. Numa reunião social, como podemos mostrar que estamos correspondendo altruisticamente ao amor de Deus?
3 Se estamos ou não correspondendo altruisticamente ao amor de Deus pode muito bem ser revelado quando passamos momentos juntos numa reunião social. Gira a nossa conversação em torno de assuntos seculares ou de coisas espirituais? Não que seja necessário termos um compenetrado estudo bíblico toda vez que nos reunimos com concristãos. Mas, certamente, podemos encontrar algumas coisas interessantes de natureza espiritual para incluir na nossa conversação. Que tal relatar experiências do serviço de campo, falar sobre nosso texto bíblico preferido, contar como aprendemos a verdade, ou mencionar evidências do cuidado amoroso e das bênçãos de Deus?
4. Como devemos encarar as coisas caso fiquemos desapontados com respeito a certo privilégio de serviço?
4 Outra circunstância que pode revelar o grau de nosso apreço pelo amor de Deus é quando somos despercebidos com relação a certos privilégios de serviço na organização de Jeová. Como reagimos? Se a nossa preocupação principal for honrar a Jeová, concordaremos em que, com toda a probabilidade, Deus será igualmente bem honrado, independente de quem tenha o específico privilégio de serviço. (Veja Lucas 9:48.) Mas, se estivermos indevidamente preocupados com a nossa própria vantagem ou reputação, ficaremos deprimidos por termos sido despercebidos, na nossa opinião. Devemos lembrar-nos de que Jeová nos ama e talvez até mesmo saiba que, no momento, não podemos arcar com o peso de certa responsabilidade teocrática. Talvez nos abençoe abundantemente de outras maneiras, e tais manifestações de seu amor devem ajudar-nos a manter o nosso equilíbrio espiritual. — Provérbios 10:22.
Amar a Justiça, Odiar o Que É Contra a Lei
5. As manifestações do amor de Deus devem ter que efeito sobre a nossa conduta?
5 As manifestações do amor de Deus para conosco devem motivar-nos a imitar a Cristo em amar a justiça e odiar o que é contra a lei. (Hebreus 1:9) É verdade que não podemos fazer isso com perfeição, como Jesus fez. Todavia, podemos ter por alvo ser tão santo, honestos e acatadores da lei quanto a nossa condição imperfeita nos permita. Para tanto, temos de não somente desenvolver amor pelas coisas justas e boas, mas também cultivar ódio, aversão, repugnância, pelo que é iníquo. Como observou o apóstolo Paulo: “Abominai o que é iníquo, agarrai-vos ao que é bom.” (Romanos 12:9) “Abominar” é uma palavra bem forte, significando “encarar com extrema repugnância”. — Webster‘s New Collegiate Dictionary.
6. O que nos ajudará a guardar-nos contra as tentações colocadas em nosso caminho pelo mundo, pela nossa carne pecaminosa e pelo Diabo?
6 O que nos ajudará a guardar-nos contra as tentações lançadas no nosso caminho pelo mundo, pela nossa própria carne pecaminosa e pelo Diabo? A lealdade a Jeová Deus. Ele faz-nos o apelo: “Sê sábio, filho meu, e alegra meu coração, para que eu possa replicar àquele que me escarnece.” (Provérbios 27:11) Sim, a lealdade a Jeová nos motivará a adotarmos o proceder sábio de odiar o que ele odeia. Ademais, não importa quão prazerosa ou excitante a violação de certa lei de Deus possa parecer, temos de continuar dizendo a nós mesmos que fazer isso simplesmente não vale a pena. (Gálatas 6:7, 8) O coração humano é traiçoeiro, sinuoso, enganoso, conforme nos lembra Jeremias 17:9. O coração cristão gosta de coisas boas, belas e puras. Mas, às vezes, tendências pecaminosas inclinam-no a desejar também o que é mau. Como no caso dos corações dos israelitas que adoravam a Jeová, mas que ao mesmo tempo mantinham seus idólatras “altos”, o nosso próprio coração pode ser egoísta e ardiloso. (1 Reis 22:43; Deuteronômio 12:2) Nosso coração imperfeito talvez tente encontrar desculpas para nos colocar no caminho da tentação. Talvez tente minimizar a seriedade da transgressão com a qual somos tentados. Ou pode tentar convencer-nos de que uma possível punição será meramente temporária.
7. Por que devemos evitar ansiar o que é mau?
7 Por apreço para com o amor de Deus, temos de guardar-nos contra ansiar o que é mau, como, por exemplo, pender para a imoralidade sexual, quer sejamos solteiros, quer casados. Repetidas vezes, o que começou com um aparentemente inofensivo flerte resultou em dois cristãos ficarem tão emocionalmente envolvidos um com o outro que praticaram pecado e foram desassociados. Até mesmo alguns anciãos, que devem ser exemplos irrepreensíveis para o rebanho, fracassaram neste respeito! — Compare com 1 Reis 15:4, 5.
8. Que exemplo alertador nos dá o apóstolo Paulo, e como se pode ilustrar tal problema?
8 Considere o caso do apóstolo Paulo, que foi abençoado com visões e poderes sobrenaturais e com o dom da inspiração divina. Para vencer na sua luta contra as tendências pecaminosas ele tinha de surrar — sim, espancar severamente — seu corpo. Ousamos contentar-nos em fazer menos do que isso? (Romanos 7:15-25; 1 Coríntios 9:27) É como se estivéssemos num pequeno barco a remos num rio de forte correnteza, sendo arrastados para uma cachoeira. Para evitarmos o desastre, temos de remar estrenuamente contra a correnteza. Talvez nos pareça que avançamos pouco, mas, enquanto continuarmos a nos esforçar vigorosamente, não seremos arrastados para a cachoeira, para a nossa destruição. Certamente, as manifestações do amor de Jeová Deus para conosco devem induzir-nos a nos esforçar vigorosamente a sermos leais a ele por odiarmos o que é contra a lei e amarmos a justiça.
Demonstre Amor Fraternal
9. Que conselho dá o apóstolo João quanto a amar os nossos irmãos?
9 As manifestações do amor de Deus devem também motivar-nos a amar os nossos irmãos assim como Jesus Cristo ama seus discípulos. (João 13:1) Mui apropriadamente, o apóstolo João diz: “O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados. Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:10, 11) De fato, Jesus disse que a maneira de identificar seus seguidores verdadeiros é pelo amor que eles têm entre si. — João 13:34, 35.
10, 11. Que diversas maneiras existem de demonstrarmos amor fraternal?
10 Nós sabemos que os cristãos devem mostrar amor fraternal. Mas, não é inoportuno lembrar a nós mesmos as várias maneiras de mostrarmos uns para com os outros este amor semelhante ao de Cristo. Tal amor nos ajudará a desconsiderar diferenças de raça, nacionalidade, formação, cultura e nível econômico. Ademais, o amor fraternal nos induzirá a comparecermos às reuniões. Se realmente amamos os nossos irmãos, não permitiremos que o mau tempo ou uma ligeira indisposição física nos prive da alegria de nos associarmos com eles e participarmos num intercâmbio de encorajamento. (Romanos 1:11, 12) Mais do que isso, o amor fraternal nos levará a nos prepararmos bem para as nossas reuniões e a tomarmos parte ativa nelas, para que possamos mutuamente nos estimular ao amor e a obras excelentes. — Hebreus 10:23-25.
11 Que dizer de ajudar nossos irmãos no ministério de campo? Tem-se observado que anciãos e servos ministeriais não raro participam no ministério de casa em casa uns com os outros, ou sozinhos, quando poderiam, com algum planejamento, convidar publicadores do Reino que necessitam de ajuda no ministério a acompanhá-los. Mostrar amor dessa maneira tornará o serviço de campo dos anciãos e servos ministeriais duplamente recompensador. E, que dizer de levar um publicador novo num estudo bíblico domiciliar? — Romanos 15:1, 2.
12. Como podemos entender 1 João 3:16-18?
12 O amor também nos induzirá a ajudar nossos irmãos que talvez padeçam real necessidade material. O apóstolo João escreveu: “Por meio disso chegamos a conhecer o amor, porque esse entregou a sua alma por nós; e nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos. Mas, todo aquele que tiver os meios deste mundo para sustentar a vida e observar que o seu irmão padece necessidade, e ainda assim lhe fechar a porta das suas ternas compaixões, de que modo permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, amemos, não em palavra nem com a língua, mas em ação e em verdade.” (1 João 3:16-18) Talvez não se nos peça agora que entreguemos a nossa alma pelos irmãos, mas, às vezes, realmente temos oportunidades de expressar amor por eles de outras maneiras, não meramente em palavras ou com a língua, mas também em ações. Não há nada de errado em amar nossos irmãos em palavras, mas não queremos limitar o nosso amor a isso, quando a carência deles é de coisas materiais. A declaração de Jesus de que “há mais felicidade em dar do que há em receber”, aplica-se também a prover ajuda material. — Atos 20:35.
13. (a) Quais são algumas das verdades básicas que aprendemos com a ajuda da organização visível de Jeová? (b) Que afirmação válida fez Charles Taze Russell?
13 Temos a oportunidade de mostrar amor pelos nossos irmãos que tomam a dianteira na congregação, ou em conexão com a organização visível de Jeová no mundo inteiro. Isto inclui ser leal ao “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45-47) Encaremos o fato de que não importa o quanto tenhamos lido a Bíblia, jamais teríamos aprendido a verdade por conta própria. Não teríamos descoberto a verdade sobre Jeová, seus propósitos e atributos, o significado e a importância de seu nome, o Reino, o sacrifício de resgate de Jesus, a diferença entre a organização de Deus e a de Satanás, nem por que Deus tem permitido a iniqüidade. É exatamente como escreveu o primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia (EUA), Charles Taze Russell, em 1914: “Não somos nós um povo abençoado e feliz? Não é fiel o nosso Deus? Se alguém souber de algo melhor, apodere-se disso. Se um de vós encontrar algo melhor, esperamos que nos informe a respeito. Não conhecemos nada melhor, nem metade tão bom quanto o que encontramos na Palavra de Deus. . . . Nenhuma língua ou caneta pode descrever a paz, a alegria e a bênção que um claro conhecimento a respeito do Deus verdadeiro trouxe ao nosso coração e à nossa vida. O Registro a respeito da Sabedoria, da Justiça, do Poder e do Amor de Deus satisfaz plenamente os anseios de nossa mente e de nosso coração. Nada mais precisamos procurar. Não há nada mais desejável do que ter este maravilhoso Registro mais claramente diante de nossa mente.” (A Sentinela [em inglês], 15 de dezembro de 1914, páginas 377-8) Quão certas são estas bem formuladas palavras!
Ministrando aos de Fora
14. Como devem as expressões do amor de Deus nos motivar a agirmos com relação aos de fora?
14 As expressões do amor de Deus com que somos beneficiados devem motivar-nos a mostrar amor ao próximo com relação aos de fora da congregação. Como podemos fazer isso? As circunstâncias talvez indiquem que podemos ajudar o nosso próximo em sentido material. Mas, o que é muito mais importante, podemos mostrar amor ao próximo por levar-lhe as boas novas do Reino de Deus e ajudar os amantes da justiça a tornarem-se discípulos de Jesus Cristo. Participamos regularmente nesse ministério público, ou estamos negligenciando-o? Virou uma simples rotina, um serviço meramente formal? Ou estamos realmente motivados pelo amor ao próximo? Mostramos empatia? Somos pacientes, esperando que as pessoas correspondam? Incentivamos o morador a se expressar? Sim, em vez de monopolizar a palestra, deixemos que o amor ao próximo nos induza a escutar e a ter recompensadoras palestras bíblicas com as pessoas com quem entramos em contato no nosso ministério.
15. (a) Por que a expressão “testemunho informal” é melhor do que a expressão “testemunho incidental”? (b) Por que se deve aproveitar as oportunidades de dar testemunho informal?
15 Estamos o máximo possível alertas às oportunidades de dar testemunho informal? Deve-se notar que não se trata de mero testemunho incidental, sugerindo uma atividade não planejada ou de pouca importância. O testemunho informal é muito importante, e o amor aos nossos semelhantes nos impelirá a criarmos oportunidades para participar nele. Quão frutífero tal testemunho muitas vezes é! Por exemplo, ao assistir a um congresso das Testemunhas de Jeová no norte da Itália, certo irmão levou seu carro a uma oficina para trocar o farol dianteiro. Enquanto esperava, ele deu testemunho para os que estavam por perto e entregou-lhes convites para o discurso público no domingo. Num congresso internacional em Roma, um ano depois, um irmão que ele não reconhecia cumprimentou-o calorosamente. Quem era esse irmão? Ora, era um daqueles homens a quem ele dera um convite na oficina no ano anterior! Esse homem fora assistir ao discurso público e dera seu nome para que alguém lhe dirigisse um estudo bíblico. Agora ele e sua esposa são Testemunhas de Jeová dedicadas. Não há dúvida de que o testemunho informal pode ser muito recompensador!
Continue a Corresponder ao Amor de Deus
16. Que perguntas faremos bem em fazer a nós mesmos?
16 Jeová tem sido realmente abundante na sua manifestação de amor por suas criaturas. Como vimos, as Escrituras dão-nos excelentes exemplos de pessoas que corresponderam altruisticamente às manifestações do amor de Deus. Mui apropriadamente, o salmista inspirado exclamou: “Oh! agradeça-se a Jeová a sua benevolência e as suas obras maravilhosas para com os filhos dos homens.” (Salmo 107:8, 15, 21, 31) Ousamos aceitar a benignidade imerecida de Deus e desacertar o propósito dela? Que isso jamais aconteça! (2 Coríntios 6:1) Portanto, que cada um de nós pergunte a si mesmo: “Tenho realmente apreço pelas expressões do amor de Deus que já tenho experimentado e que confiantemente ainda espero experimentar no futuro? Motivam-me elas a amar a Jeová de todo meu coração, alma, mente e força? Sou uma pessoa realmente voltada para os interesses de Deus? Amo a justiça e odeio o que é contra a lei? Estou mostrando amor fraternal? E quão de perto tento andar nas pisadas de Jesus com respeito ao ministério?’
17. O que resultará de correspondermos altruisticamente às manifestações do amor de Jeová Deus?
17 Realmente, há muitas maneiras de mostrar nossa sincera gratidão por todas as manifestações do amor de Deus que temos experimentado. Aproveitando bem todas as oportunidades de mostrar tal apreço, alegraremos o coração de nosso Pai celestial, seremos uma bênção para outros, e teremos nós mesmos alegria, paz e contentamento. Continuemos, portanto, a corresponder altruisticamente às manifestações do amor de Deus.
Que Resposta Daria?
◻ O que se exige para se corresponder altruisticamente ao amor de Deus?
◻ Como podemos proteger-nos contra as tentações?
◻ Que diferentes maneiras existem de mostrar amor fraternal?
◻ Como devem as manifestações do amor de Jeová motivar-nos a agir para com os nossos semelhantes?
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