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As duas maiores expressões de amor já feitasA Sentinela — 1987 | 15 de fevereiro
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As duas maiores expressões de amor já feitas
“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé . . . tenha vida eterna.” — JOÃO 3:16.
1. O que significa a declaração “Deus é amor”?
“DEUS é amor.” O apóstolo João fez esta declaração duas vezes. (1 João 4:8, 16) Sim, Jeová Deus ama a ponto de ser também sábio, justo e poderoso. Além disso, ele É amor. Ele é a personificação do amor. Você poderia perguntar-se: ‘Será que sei por que isso é verdade? Poderia dar a alguém uma explanação clara, apoiada por evidência ou por exemplos que provam que Ele é amor? E o que tem isso que ver com a minha vida e as minhas atividades?’
2. Que expressões visíveis de seu amor fez Deus?
2 Quanto amor Jeová Deus tem demonstrado para com as suas criaturas humanas na terra! Reflita na completa beleza e função de nossos olhos, na maravilha de nossos ossos fortes, no poder de nossos músculos e na sensibilidade de nosso tato. Temos motivos para expressar os mesmos sentimentos que o salmista: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante.” Considere também as majestosas montanhas, os tranqüilos riachos de água límpida, os prados cheios de flores na primavera, e os gloriosos pores-do-sol. “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. A terra está cheia das tuas produções.” — Salmo 139:14; 104:24.
3, 4. Que exemplos de expressões de amor de Deus fornecem as Escrituras Hebraicas?
3 As expressões do amor de Deus não cessaram quando suas primeiras criaturas humanas se rebelaram. Por exemplo, Jeová mostrou amor por permitir que o casal tivesse filhos, os quais poderiam beneficiar-se da provisão de Jeová por meio de seu “descendente” da promessa. (Gênesis 3:15) Mais tarde, ele mandou que Noé preparasse uma arca para a preservação da raça humana e de outras criaturas terrestres. (Gênesis 6:13-21) Depois ele mostrou grande amor a Abraão, o qual ficou conhecido como amigo de Jeová. (Gênesis 18:19; Isaías 41:8) Ao resgatar os descendentes de Abraão da servidão no Egito, Deus fez uma expressão adicional de seu amor, conforme lemos em Deuteronômio 7:8: “Foi por Jeová vos amar . . . que Jeová vos fez sair, com mão forte.”
4 Embora os israelitas continuassem a mostrar ingratidão e se rebelassem repetidas vezes, Deus não os rejeitou imediatamente. Antes, instou com eles amorosamente: “Recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33:11) Mas, embora Jeová seja a personificação do amor, ele é também justo e sábio. Chegou assim a hora em que o seu povo rebelde atingiu o limite da longanimidade dele! Atingiram o ponto em que “não havia mais cura”, de modo que deixou que fossem levados ao cativeiro em Babilônia. (2 Crônicas 36:15, 16) Nem mesmo então parou para sempre o amor de Deus. Ele cuidou de que, depois de 70 anos, se permitisse que um restante deles retornasse à sua terra nativa. Queira ler o Salmo 126 e ver como os retornados se sentiram.
Preparação Para a Sua Maior Expressão de Amor
5. Por que se pode dizer que enviar Deus seu Filho à terra foi uma expressão de seu amor?
5 Mais adiante na história, chegou o tempo de Jeová fazer a sua maior expressão de amor. Era um amor realmente sacrificador. Em preparação disso, Deus fez com que a vida de seu Filho unigênito fosse transferida da existência espiritual, no céu, para o ventre da virgem judia, Maria. (Mateus 1:20-23; Lucas 1:26-35) Imagine a intimidade especial que havia existido entre Jeová e seu Filho. Lemos a respeito da existência pré-humana de Jesus, sob o símbolo da sabedoria personificada: “Vim a estar ao seu lado [i.e., o de Deus] como mestre-de-obras, e vim a ser aquele de quem ele gostava especialmente de dia a dia, regozijando-me perante ele todo o tempo.” (Provérbios 8:30, 31) Então, não concorda que deixar Seu Filho unigênito a presença Dele era um sacrifício para Jeová?
6. Que interesse paterno deve ter tido Jeová na vida terrestre de Jesus?
6 Jeová, sem dúvida, observou com grande e intenso interesse o desenvolvimento de seu filho a partir da sua concepção humana. O espírito santo encobria Maria, para que nada prejudicasse o desenvolvimento do embrião. Jeová cuidou de que José e Maria fossem a Belém, para o censo, a fim de que Jesus nascesse ali em cumprimento de Miquéias 5:2. Deus advertiu José, por meio dum anjo, sobre a trama assassina do Rei Herodes, fazendo com que José e sua família fugissem para o Egito, até a morte de Herodes. (Mateus 2:13-15) Deus deve ter continuado a ter interesse no progresso de Jesus. Que prazer dava a Deus observar Jesus, aos 12 anos, espantar os instrutores e outros, no templo, com perguntas e respostas! — Lucas 2:42-47.
7. Que três expressões evidenciam o interesse de Deus no ministério de Jesus?
7 Dezoito anos mais tarde, Jeová observava quando Jesus se dirigiu a João, o Batizador, para ser imerso. Enviou então alegremente seu espírito santo sobre Jesus e disse: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mateus 3:17) Qualquer pai cristão pode imaginar quão agradável deve ter sido para Deus acompanhar o ministério de Jesus e ver a maneira em que dirigia todo o louvor ao seu Pai celestial. Em certa ocasião, Jesus levou alguns apóstolos consigo a um alto monte. Ali Jeová fez que Cristo brilhasse com esplendor sobrenatural, e o Pai disse: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado; escutai-o.” (Mateus 17:5) Jeová fez ouvir a sua voz uma terceira vez, em resposta à petição de Jesus, de que Deus glorificasse o seu próprio nome. Jeová disse: “Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.” Pelo que parece, isto foi dito primariamente em benefício de Jesus, porque alguns dos presentes achavam que um anjo havia falado, ao passo que outros pensavam que havia trovejado. — João 12:28, 29.
8. O que acha do amor de Deus?
8 Que conclusão tirou desta breve recapitulação das ações de Deus para com o seu Filho e seu interesse nele? Deve ser evidente que Jeová ama muito seu Filho unigênito. Com isto em mente, e reconhecendo como quase qualquer pai humano se sentiria para com um filho único, considere o que aconteceu a seguir — a morte sacrificial de Jesus.
A Maior Expressão de Amor
9, 10. Qual foi a maior expressão de amor de Deus para com a humanidade, destacando que testemunho das Escrituras?
9 A Bíblia mostra que nosso Pai celestial tem empatia. Lemos em Isaías 63:9 a respeito do seu povo Israel: “Durante toda a aflição deles, foi aflitivo para ele. E seu próprio mensageiro pessoal os salvou. Ele mesmo os resgatou no seu amor e na sua compaixão, e passou a levantá-los e a carregá-los todos os dias de há muito tempo.” Quanto mais aflitivo deve ter sido para Jeová ouvir e ver os “fortes clamores e lágrimas” de Jesus. (Hebreus 5:7) Jesus orou assim no jardim de Getsêmani. Ele foi preso, confrontado com um julgamento simulado, espancado e açoitado, e premeram na cabeça dele uma coroa de espinhos. Lembre-se de que seu Pai amoroso observava tudo isso. Ele viu também Jesus tropeçar sob o peso da estaca de execução e observou seu Filho ser finalmente pregado naquela estaca. Não nos esqueçamos de que Deus podia ter impedido este sofrimento de seu Filho amado. Contudo, Jeová permitiu que Jesus sofresse assim. Visto que Deus tem sentimentos, presenciar ele estes eventos, sem dúvida, foi a maior dor que já sentiu ou sentirá.
10 Em vista de tudo o que se acaba de mencionar, podemos ver quão significativas são as palavras de Jesus a Nicodemos: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) De significado similar são as palavras de João, querido apóstolo de Jesus: “Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo . . . como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados.” — 1 João 4:9, 10.
11. Como enfatizou o apóstolo Paulo a maior expressão de amor de Deus?
11 Pode assim compreender por que o apóstolo Paulo, em Romanos 5:6-8, enfatizou o grande amor de Jeová Deus com as seguintes palavras: “Cristo, enquanto ainda éramos fracos, morreu por homens ímpios, no tempo designado. Pois, dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer. Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.” Jeová Deus certamente fez a maior expressão de amor por fazer com que seu Filho unigênito viesse à terra, sofresse e tivesse uma morte muito ignominiosa.
A Segunda Maior Expressão
12, 13. (a) Em que sentido foi extraordinária a expressão de amor de Jesus? (b) Como chamou Paulo atenção para o grande amor de Jesus?
12 Talvez pergunte: ‘Qual era a segunda maior expressão de amor?’ Jesus Cristo disse: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos.” (João 15:13) É verdade que, no decurso da história da humanidade, houve alguns que sacrificaram sua vida a favor de outros. Mas a vida deles era apenas limitada; mais cedo ou mais tarde iam morrer de qualquer modo. Jesus Cristo, porém, era homem perfeito, com direito à vida. Ele não se confrontava com a morte herdada assim como nós e todos os demais da humanidade; tampouco podia alguém tirar de Jesus a vida à força, sem ele o permitir. (João 10:18; Hebreus 7:26) Lembre-se das suas palavras: “Pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?” — Mateus 26:53; João 10:17, 18.
13 Podemos avaliar ainda mais o amor envolvido no que Jesus fez por examinar o seguinte aspecto disso: Ele havia deixado para trás uma gloriosa existência como criatura espiritual nos céus, onde havia vivido como companheiro íntimo e colaborador do Soberano universal e Rei da eternidade. Ainda assim, por amor altruísta, Jesus fez o que o apóstolo Paulo nos conta: “Embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até a morte, sim, morte numa estaca de tortura.” — Filipenses 2:6-8.
14. Como atestou o profeta Isaías a grande expressão de amor de Jesus?
14 Não foi isto uma expressão de amor? Certamente foi — apenas inferior a de Jeová Deus, seu Pai celestial. As palavras proféticas de Isaías, capítulo 53, atestam tudo o que Jesus suportou: “Ele foi desprezado e evitado pelos homens, homem para ter dores e para conhecer doença. . . . Verdadeiramente, foram as nossas doenças que ele mesmo carregou; e quanto às nossas dores, ele as levou. Mas nós mesmos o considerávamos afligido, golpeado por Deus e atribulado. Mas ele estava sendo traspassado pela nossa transgressão; estava sendo esmigalhado pelos nossos erros. . . . Por causa das suas feridas tem havido cura para nós. . . . Esvaziou a sua alma até a própria morte.” — Isaías 53:3-5, 12.
15, 16. Que palavras de Jesus indicam que se tratava dum sacrifício da parte dele?
15 Em vista de tudo o que estava relacionado com a sua morte, Jesus orou no jardim de Getsêmani: “Pai meu, se for possível, deixa que este copo se afaste de mim. Contudo, não como eu quero, mas como tu queres.” (Mateus 26:39) O que pedia Jesus quando proferiu estas palavras? Queria esquivar-se de ser “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”? (João 1:29) Simplesmente não podia ser isso, porque Jesus sempre disse aos seus discípulos que ele havia de sofrer e de morrer, mesmo indicando a espécie de morte que teria. (Mateus 16:21; João 3:14) De modo que Jesus deve ter tido outra coisa em mente, quando orou assim.
16 Sem dúvida, Jesus estava preocupado com a acusação de blasfêmia que previu ser lançada contra ele, o pior crime de que um judeu podia ser culpado. Por que preocupar-se com uma acusação falsa? Porque sua morte em tais circunstâncias lançaria vitupério sobre o seu Pai celestial. Sim, o imaculado Filho de Deus, que tanto amava a justiça e odiava o que era contra a lei, e que viera à terra para glorificar o nome de seu Pai, seria agora morto pelo próprio povo de Deus como blasfemador de Jeová Deus. — Hebreus 1:9; João 17:4.
17. Por que se mostrou tão penosa para Jesus a espécie de morte que havia de ter?
17 Jesus declarara anteriormente no seu ministério: “Deveras, tenho um batismo com que devo ser batizado, e como estou aflito até que termine!” (Lucas 12:50) Chegara então o clímax deste batismo. Foi evidentemente por isso que seu suor se tornou como gotas de sangue quando orou. (Lucas 22:44) Além disso, naquela noite recaía sobre os seus ombros um enorme fardo, um fardo além da nossa compreensão. Ele sabia que tinha de mostrar-se fiel, porque se falhasse, que afronta seria isso para Jeová! Satanás afirmaria que ele tinha razão e que Jeová Deus estava errado. Mas, quão grande foi o revés que Satanás, o Diabo, sofreu por Jesus se mostrar fiel até à morte! Com isso ele provou que Satanás é um vil, vulgar e monstruoso mentiroso. — Provérbios 27:11.
18. Por que se achava Jesus, naquela noite, sob uma terrível tensão?
18 Jeová Deus tinha tanta confiança na lealdade de seu Filho, que predisse que Jesus se mostraria fiel. (Isaías 53:9-12) Mas Jesus também sabia que o fardo de manter a integridade recaía sobre ele. Poderia ter falhado. Poderia ter pecado. (Lucas 12:50) Sua própria vida eterna e a de toda a raça humana estavam em jogo naquela noite. Que terrível tensão deve ter sido! Se Jesus enfraquecesse e pecasse, não podia pedir misericórdia à base do sacrifício dum outro, assim como nós, criaturas imperfeitas, podemos fazer.
19. O que realizou Jesus por meio de seu proceder altruísta?
19 A perseverança de Jesus, em 14 de nisã de 33 EC, certamente foi a maior expressão de amor altruísta já feita por um humano, apenas inferior à de Jeová Deus. E quão grandioso é aquilo que ele realizou para nós por meio da sua morte! Pela sua morte ele se tornou “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29) Abriu o caminho para 144.000 dos seguidores de suas pisadas serem reis e sacerdotes, a fim de reinarem com ele por mil anos. (Revelação 20:4, 6) Além disso, os da “grande multidão” de “outras ovelhas” beneficiam-se hoje do sacrifício de Cristo e podem esperar sobreviver ao fim deste velho sistema de coisas. Eles serão os primeiros a usufruir as bênçãos dum paraíso terrestre. Sem dúvida, haverá bilhões da humanidade ressuscitados em resultado do que Jesus fez. Estes também terão a oportunidade de usufruir vida infindável no Paraíso terrestre. (Revelação 7:9-14; João 10:16; 5:28, 29) Deveras, “não importa quantas sejam as promessas de Deus, elas se tornaram Sim por meio dele”, isto é, por meio de Jesus Cristo. — 2 Coríntios 1:20.
20. Qual deve ser nossa reação diante das duas maiores expressões de amor por parte de Jeová Deus e de Jesus Cristo?
20 Certamente, é bem apropriado que mostremos apreço por tudo o que Jeová Deus e Jesus Cristo têm feito em nosso favor, por fazer para nós estas maiores de todas as expressões de amor. Devemos-lhes tal apreço; e para realmente tirarmos pleno proveito, temos de expressar esse apreço. O artigo que segue mostrará algumas das melhores maneiras de podermos fazer isso.
Lembra-se?
◻ Que expressões do amor de Deus pode toda a humanidade observar?
◻ Como podemos saber que Jeová sofreu quando viu seu Filho sofrer?
◻ Em que difere a morte de Jesus a favor dos humanos daquela de outros que talvez tenham sacrificado sua vida?
◻ Como nos deve afetar o amor demonstrado a nós por Jeová e por Jesus?
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Apreço demonstrado pelas duas maiores expressões de amorA Sentinela — 1987 | 15 de fevereiro
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Apreço demonstrado pelas duas maiores expressões de amor
“Quanto a nós, amamos porque ele nos amou primeiro.” — 1 JOÃO 4:19.
1. Que exemplo nos deu Jesus?
COMO podemos mostrar melhor nosso apreço pelo grande amor que Jeová Deus e Jesus Cristo expressaram a nós? Um modo principal é imitar a Jesus, que incansavelmente dava testemunho a favor do nome e do Reino de seu Pai. (1 Pedro 2:21) Fazia isso nos lares, nas sinagogas, no templo, nas encostas de montes e à beira do mar. Consideremos nove maneiras diferentes à nossa disposição.
A Atividade de Casa em Casa
2. Como podemos perseverar no serviço de casa em casa?
2 A primeira e talvez mais distintiva maneira de mostrarmos nosso amor e nosso apreço é por ir de casa em casa com as boas novas do Reino de Deus. Isso requer verdadeira franqueza no falar, porque envolve continuamente um confronto direto com outros, muitos dos quais nos encaram como incômodo. Persistir em ir de porta em porta, embora talvez encontremos indiferença, aborrecimento, desprezo ou oposição direta, requer genuíno amor a Deus e ao próximo. — Veja Ezequiel 3:7-9.
3. Que base bíblica tem você para a atividade de casa em casa?
3 O registro evangélico das instruções que Jesus deu aos seus 12 apóstolos, e mais tarde aos 70 evangelistas, indica claramente que deviam ir de casa em casa, pregando as boas novas do Reino de Deus. (Mateus 10:5-14; Lucas 10:1-7) Em Atos 20:20, Paulo fala de ele ir de casa em casa. Estas palavras têm sido aplicadas a ele fazer visitas de pastoreio, mas o versículo 21 de Atos 20 não deixa dúvida quanto a que atividade isso se refere, porque Paulo acrescenta: “Eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos” — não a irmãos e irmãs cristãos — “do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. Quando um ancião faz visitas de pastoreio, ele não costuma exortar ‘ao arrependimento para com Deus e à fé em Jesus’. Antes, anima os concristãos a terem maior apreço pelas reuniões ou pelo ministério, ou ajuda-os em problemas pessoais.
4. O que nos incentiva a participar na pregação de casa em casa?
4 Não somente existe uma sólida base bíblica para irmos de casa em casa, mas os frutos desta atividade mostram que ela tem a bênção de Jeová. Sim, “a sabedoria é provada justa pelas suas obras”. (Mateus 11:19) Freqüentemente, os que vão de casa em casa tiveram evidência de orientação angélica, que os conduziu àqueles que estavam famintos e sedentos da justiça. O morador ou a moradora então disseram que estiveram orando por ajuda e que a visita da Testemunha foi a resposta à sua oração.
5. Que excelente ajuda temos para o nosso ministério de casa em casa, e de que diversas maneiras nos pode ajudar?
5 Que grande ajuda no serviço de campo é o livro Raciocínios à Base das Escrituras! Contém muitas introduções atraentes para se palestrar sobre a Bíblia, bem como informações úteis sobre numerosos assuntos bíblicos ou religiosos. Portanto, não só o leve consigo, mas continue a consultá-lo. Especialmente os pioneiros têm expressado grande apreço por esta valiosa ajuda para o serviço de campo. Pode você mostrar seu apreço pelo amor de Deus por usar este livro mais plena e eficazmente?
6. Que benefício pessoal derivamos de ir de casa em casa com a mensagem do Reino?
6 Não devemos desperceber que nós mesmos nos beneficiamos muito por participar no ministério de casa em casa. Ao passo que nós, cristãos, agimos com fé, esta fica mais firme; ao passo que falamos com convicção, ela se fortalece. Não podemos falar a outros sobre a nossa esperança sem a nossa própria esperança também ficar mais brilhante. Nada se compara com a participação regular no ministério de casa em casa para se cultivarem os frutos do espírito, mencionados em Gálatas 5:22, 23. Simplesmente tem de ser assim, porque a Bíblia nos assegura: “O homem generoso prosperará; aquele que revigora outros será ele próprio revigorado.” — Provérbios 11:25, New International Version.
Fazer Revisitas
7, 8. Por que motivos lógicos e práticos fazemos revisitas?
7 Uma segunda maneira de correspondermos ao amor de Deus e de Cristo a nós é fazer revisitas às pessoas que já mostraram interesse na mensagem do Reino. Paulo e Barnabé preocupavam-se com aqueles a quem haviam pregado. (Atos 15:36) De fato, a coerência exige que façamos revisitas. Quando damos testemunho de porta em porta, ou de modo informal, ou nas ruas, procuramos aqueles que estão “cônscios de sua necessidade espiritual”. (Mateus 5:3) É óbvio que não basta, por assim dizer, dar-lhes um só copo de água espiritual ou um só pedaço de pão espiritual. Para eles tomarem a estrada da vida, precisam de mais ajuda.
8 Nossos primeiros esforços poderiam ser comparados a plantar sementes da verdade. Mas, conforme o apóstolo Paulo indicou em 1 Coríntios 3:6, 7, é preciso mais do que isso. Não bastava ele plantar. As sementes necessitavam também de água, assim como Apolo supriu. Daí se poderia esperar que Deus as fizesse crescer. Esta particularidade da obra é negligenciada por alguns; no entanto, muitos acham que é realmente o aspecto mais fácil do ministério cristão. Por quê? Porque as pessoas que revisitamos já mostraram algum interesse.
Dirigir Estudos Bíblicos Domiciliares
9. Por que devemos ter por objetivo dirigir estudos bíblicos domiciliares?
9 Quando se revisita regularmente aqueles que mostraram interesse na mensagem do Reino, isso muitas vezes resulta num estudo bíblico domiciliar — a terceira maneira em que podemos mostrar apreço. Pode ser realmente a particularidade mais agradável e mais satisfatória de nosso ministério. Por quê? Ora, quanta alegria dá ver as pessoas aumentarem em conhecimento e em apreço das verdades bíblicas, vê-las fazer mudanças na sua vida e ajudá-las até se dedicarem a fazer a vontade de Deus, e ser batizadas! Tais pessoas podem realmente ser encaradas como nossos filhos espirituais, e nós como seus pais espirituais. — Veja 1 Coríntios 4:14, 15; 1 Pedro 5:13.
10. Que exemplo típico mostra o valor de se dirigirem estudos bíblicos domiciliares?
10 Considere um exemplo típico. Um missionário, indo de casa em casa, numa ilha do Caribe, contatou um casal de hippies, cujo lar não era nada bonito e arrumado. Mas, eles mostraram interesse. Colocou-se com eles um compêndio bíblico e iniciou-se um estudo bíblico domiciliar com o casal, que não estava casado, embora tivesse vários filhos. Ao passo que o estudo progredia, o lar começou a assumir um aspecto mais apresentável, e também o casal e os filhos. Não demorou muito, e o casal pediu ao missionário que os casasse, abrindo o caminho para serem batizados. Daí, certo dia, o novo irmão exibiu alegremente sua carteira de motorista, a sua primeira. Sim, antes de se tornar Testemunha de Jeová, ele não vira a necessidade nem duma certidão de casamento, nem duma carteira de motorista, mas agora estava obedecendo tanto às leis de Deus como às de césar.
Testemunho nas Ruas
11, 12. (a) Que incentivo bíblico temos para participar no testemunho nas ruas? (b) Que motivos há para fazermos isso?
11 Uma quarta maneira de podermos mostrar nosso apreço pelo que Deus e Cristo fizeram por nós é dar testemunho nas ruas. Quando participamos nisso, ajudamos a cumprir Provérbios 1:20, 21, de certa forma em sentido literal: “A verdadeira sabedoria é que grita na própria rua. Nas praças públicas está emitindo a sua voz. Clama na extremidade superior das ruas barulhentas.”
12 Há muitíssimos motivos bons para participarmos regularmente nesta particularidade da pregação do Reino. Em muitas regiões, é cada vez mais difícil encontrar as pessoas em casa. Ou estão empenhadas em alguma forma de recreação, ou estão fazendo compras ou trabalhando. Muitas também vivem em edifícios de apartamentos exclusivos ou em condomínios, sem se mencionar os que moram em pensões. Mas costuma-se ver pessoas nas ruas.
13. Que resultado pode ter dar testemunho nas ruas? Ilustre isso.
13 Um ancião, nos Estados Unidos, atualmente dirige quatro estudos bíblicos com pessoas que primeiro contatou na atividade de testemunho nas ruas. Naturalmente, ele não fica simplesmente parado mudo (embora em alguns países seja só isso o que a lei permite). Em vez disso, com sorriso amigável e uma voz agradável, dirige-se às pessoas que esperam uma condução, ou que passeiam. Suas ‘pronunciações são graciosas, temperadas com sal’, e ele usa de discernimento quanto a como abordar cada pessoa. (Colossenses 4:5, 6; 1 Pedro 3:15) Ele não somente conseguiu alguns estudos bíblicos domiciliares por meio de tal testemunho dado nas ruas, mas é também muito bem sucedido em deixar literatura com muitos. Sim, por estar trajado com esmero e ter um sorriso amigável, junto com franqueza no falar, você pode ser muito eficaz no testemunho dado nas ruas. De fato, cinco Testemunhas colocaram recentemente mais de 30 exemplares do livro A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação? em centros comerciais. Muitos dos livros foram obtidos por pessoas sentadas no seu carro.
Testemunho Informal
14. Como se evidencia o valor do testemunho informal?
14 Uma quinta maneira de mostrarmos apreço pelo grande amor que Deus e Cristo expressaram a nós é o testemunho informal. E quão eficaz este muitas vezes tem sido, tanto em encontrar pessoas famintas e sedentas da justiça, como em colocar literatura! Certamente é um modo pelo qual podemos acatar o conselho encontrado em Efésios 5:15, 16, de ‘comprar para nós todo o tempo oportuno’. Um missionário passou a conversar com outro passageiro num táxi. O homem mostrou interesse. Fizeram-se revisitas e iniciou-se um estudo bíblico. Hoje, este homem é ancião cristão. Em outro lugar, um ancião iniciou uma palestra com uma senhora que, conforme se veio a saber, estava mudando de religião para se casar com um judeu. Ela queria saber quem veio primeiro, Moisés, Noé, Davi, e assim por diante. Ele lhe disse que o que ela precisava era o livro Histórias Bíblicas, que apresenta os eventos bíblicos em ordem cronológica. Embora ele lhe fosse totalmente desconhecido, ela deu-lhe prontamente seu nome e endereço, e a contribuição necessária para enviar-lhe o livro por correio.
15. O que nos ajudará a estar atentos às oportunidades de dar testemunho informal?
15 Às vezes, por medo de sermos repelidos, talvez hesitemos em iniciar uma palestra com alguém que viaja ao nosso lado. Quantas vezes, porém, somos ricamente recompensados quando criamos coragem para fazer isso! O apreço pela bondade de Deus e reconhecer a necessidade das pessoas nos ajudarão a ter a necessária coragem. Sim, lembre-se de que “Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade”. — 2 Timóteo 1:7, Mateus Hoepers.
Acolher Estranhos
16. Por que devemos estar atentos aos estranhos que visitam nosso Salão do Reino?
16 Uma sexta maneira em que podemos mostrar nossa gratidão a Deus e a Cristo é por acolher estranhos que vêm ao nosso Salão do Reino. O amor ao próximo deve fazer-nos atentos a notar qualquer estranho que visita nosso lugar de adoração. Esforcemo-nos a que se sinta à vontade, que sinta estar entre amigos que se interessam sinceramente no seu bem-estar espiritual. É bem provável que não veio apenas por mera curiosidade. Pode realmente ter fome e sede da justiça. Nosso genuíno interesse nele pode resultar em iniciarmos um estudo bíblico domiciliar, ajudando-o a tomar o caminho da vida. (Mateus 5:3, 6; 7:13, 14) De fato, isto já aconteceu muitas vezes. Um missionário da primeira classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia observou que seus dois mais promissores estudantes da Bíblia eram pessoas que conheceu no Salão do Reino.
Testemunhar por Escrever Cartas
17. Que resultado pode ter dar testemunho por escrever cartas?
17 Uma sétima maneira de darmos testemunho, para corresponder ao amor de Deus e de Cristo por nós, é escrever cartas. Muitas vezes, os que usam esta forma de dar testemunho recebem respostas apreciativas. Este método é empregado por ministros de tempo integral que temporariamente não podem ir de casa em casa por motivo de alguma enfermidade física. Por exemplo: Havia uma família com 12 filhos. Um dia, o pai voltou para casa, encontrando cinco deles mortos a tiros, a sangue frio, por um dos pretendentes de sua filha. Procurou em vão consolo dos clérigos da cristandade. Daí, certo dia, recebeu uma carta duma pessoa estranha, uma Testemunha que lera na imprensa algo sobre a sua tragédia e que queria confortá-lo, anexando o livro Verdade. Isto era exatamente o que o homem procurava. Hoje ele também é Testemunha zelosa.a
18, 19. Que outra maneira de pregar as boas novas acharam alguns eficiente, e por quê?
18 Como oitava forma de dar testemunho, há a oportunidade de usar o telefone na pregação das boas novas do Reino. Esta mostra cada vez mais ser uma forma agradável e eficaz de dar testemunho. São cada vez mais as Testemunhas que ficam peritas nesta particularidade do ministério, que tem muito de recomendável. Por meio dela contatamos pessoas que não podemos encontrar na atividade de casa em casa. Quando se dá o testemunho por telefone, com discrição, bondade, tato e jeito, alguns obtêm resultados ainda melhores do que por visitar tais pessoas no seu lar.
19 Uma congregação japonesa num país de língua inglesa usa a lista telefônica como parte do seu território. Os publicadores telefonam a pessoas com nomes japoneses e combinam uma visita pessoal quando encontram interesse. Iniciaram assim literalmente dezenas de estudos bíblicos.
Testemunho Pela Boa Conduta
20, 21. Que bom efeito pode ter nossa conduta? Ilustre isso.
20 Uma nona maneira de podermos dar louvor a Deus é por meio de nossa boa conduta. Um jornalista russo declarou certa vez que nossa conduta excelente era nosso melhor sermão. De fato, a imprensa tem repetidas vezes comentado a elevada moralidade das Testemunhas de Jeová. Um jornal escreveu: “As Testemunhas de Jeová são reconhecidamente os mais honestos na República Federal da Alemanha.” Uma mocinha, que é Testemunha, no início das aulas escolares, levou a brochura Escola ao seu professor. Ele a rejeitou bruscamente, dizendo que não queria nada com as Testemunhas. No entanto, com o tempo, a excelente conduta dela granjeou-lhe grande louvor e produziu uma mudança total de atitude dele para com as Testemunhas. De teor similar é a carta que pais Testemunhas receberam do professor dos filhos deles: “A inegável evidência do bom êxito das suas crenças são os seus filhos.”
21 As pessoas do mundo não podem falar bem das Testemunhas de Jeová sem dar honra a Deus e a Cristo. Simplesmente é assim. Não disse Jesus que devemos deixar brilhar a nossa luz, para que os homens vejam nossas boas obras e dêem glória ao nosso Pai celestial? (Mateus 5:16) Deveras, com a nossa conduta excelente podemos adornar a verdade. (Tito 2:10) Dar a nossa conduta excelente louvor a Deus e a Cristo, e ajudar ela outros a tomar o caminho da vida é forte motivo de nos preocuparmos profundamente de que nossa conduta sempre esteja acima de qualquer crítica.
22. Em quais das maneiras de mostrar apreço se esforçará você, e por quê?
22 Conforme vimos, há muitas maneiras pelas quais podemos mostrar nosso apreço por tudo o que Jeová e Jesus Cristo têm feito por nós, e em especial nas suas grandes expressões de amor. Ao mesmo tempo, podemos mostrar nosso amor ao próximo. — Marcos 12:30, 31.
23. De que maneira final pode você mostrar apreço a Deus e a Jesus?
23 Por fim, notemos que podemos mostrar nosso apreço pelas duas maiores expressões de amor por celebrar a Refeição Noturna do Senhor. Jesus, na sua última noite na terra como homem, instituiu uma refeição comemorativa, anual, consistindo em pão e vinho, representando sua carne e seu sangue. Mandou que esta celebração fosse realizada em memória dele. (1 Coríntios 11:23-26) Este ano, a Refeição Noturna do Senhor cai no domingo, 12 de abril, após o pôr-do-sol. As Testemunhas de Jeová, em toda a terra, reunir-se-ão em obediência a ordem de Jesus. Não a perca!
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