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Anciãos de congregação: ‘presidam de modo excelente’!A Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
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em Provérbios 15:22: “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial, mas na multidão de conselheiros há consecução.” A humildade prepara o caminho para vínculos mais íntimos entre os anciãos e relações mais suaves com todos na congregação.
9. (a) Como é que a maneira em que o superintendente presidente lida com a correspondência afeta a comunicação com os anciãos? Com a congregação? (b) Que resulta quando o superintendente presidente desempenha corretamente seu papel neste respeito?
9 Especialmente o superintendente presidente, o qual preside, precisa manter um conceito equilibrado. Cabe-lhe cuidar de que aquilo que foi decidido pelo corpo de anciãos seja executado. Não é apenas nas reuniões dos anciãos que se deve estimular a comunicação. Deve haver o desejo natural de manterem uns aos outros em dia com assuntos vitais que afetam os irmãos e a obra como um todo. Isto requer que o superintendente presidente cuide de toda a correspondência com o escritório da Sociedade, com as comissões de congressos, superintendentes viajantes ou anciãos de outras congregações. Depois de lê-la, providenciará que os assuntos dirigidos ao corpo inteiro dos anciãos lhes sejam comunicados o mais breve possível. A informação dirigida à congregação deve ser transmitida integralmente. Ele não se pode permitir ser descuidado ou negligente neste respeito. Não tem possibilidade de fazer tudo sozinho, e por isso recorre à ajuda dos outros, a fim de que se faça o que for necessário. Cada ancião tem a sua tarefa designada, mas todos cooperam juntos. Nas questões maiores, o superintendente presidente não age unilateralmente, mas consulta os outros anciãos, quer de modo formal, quer de modo informal. (Pro. 18:1) Isto resulta em boa ordem, fazendo com que se dê a devida atenção à espiritualidade dos irmãos e à obra do Reino em geral.
10. (a) Como poderia ficar sacrificada a união da congregação, assim como Paulo advertiu em Gálatas 5:15, 25, 26? (b) Conforme se mostra em Romanos, capítulo 12, Filipenses, capítulo 2, e Efésios, capítulo 4, que qualidades devem os anciãos cuidar em cultivar?
10 Ocasionalmente, pode acontecer que alguém do corpo de anciãos queira destacar-se acima dos demais. Caso se desenvolva ou exista um espírito competitivo, isto indica falta de humildade. Um ancião talvez tenha fortes convicções a respeito de suas idéias pessoais, às quais falta mérito, segundo o critério do corpo de anciãos. Se ele procurar obter apoio para tais idéias por granjear a simpatia de outros, é provável que se sacrifique a união da congregação. (Gál. 5:15, 25, 26) A fim de evitar tais tendências, cada ancião deve constantemente examinar a si mesmo, tendo cuidado de que “não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar”. (Rom. 12:3, 10) Para presidirem de modo excelente, todos os anciãos desejarão ‘trabalhar arduamente’, mas deverão ter cuidado em fazer isso com a motivação correta, com o desejo sincero de ajudar o rebanho, em toda a humildade. — Fil. 2:5-8, 14-18; Efé. 4:1-3.
A HUMILDADE AJUDA A RESOLVER AS DIVERGÊNCIAS
11. (a) Explique de que modo as opiniões divergentes podem às vezes ser úteis. (b) Como devem os anciãos sentir-se quanto a se expressarem nas suas reuniões, mas o que evitam?
11 Às vezes surgem questões em que as opiniões divergem. As pessoas têm diferentes formações e experiências, e por isso é natural que cheguem a conclusões diferentes. As divergências de opinião podem fornecer uma base estimulante para cada um examinar seus próprios conceitos, a fim de testar a sua validez. Alguém talvez ache que a sua apresentação pessoal dum assunto seja plausível e correta, e, contudo, conforme nos lembra Provérbios 18:17, “entra seu próximo e certamente o esquadrinha”, por meio de uma maneira mais objetiva de encarar o assunto e por argumentos bíblicos. Isto certamente se aplica a uma palestra entre os anciãos, quando tal processo é necessário para resolver alguma questão ou um problema que afeta o bem-estar espiritual de nossos irmãos. Por isso, espera-se que os anciãos tenham diferenças sinceras de opinião, quando não envolve nenhum princípio claro ou orientação estabelecida. Devem expressar-se livremente nas suas reuniões, mas sem altercação, “sem furor e sem debates”. — 1 Tim. 2:8.
12. (a) Quais são algumas das coisas que se devem procurar e aprender na consideração da narrativa de Atos capítulo 15? (b) De que natureza e magnitude era o problema descrito em Atos 15:1, 2?
12 Podemos aprender muito sobre o valor da humildade e os fatores que servem para resolver disputas, considerando o que aconteceu numa reunião de apóstolos e anciãos, no primeiro século. O registro está em Atos, capítulo 15. Foi em Antioquia da Síria que Paulo e Barnabé “tinham sido confiados à benignidade imerecida de Deus para a obra que tinham realizado plenamente”. (Atos 14:26) Mas, ao retornarem para lá, daquela primeira viagem missionária, encontraram um problema: “Certos homens desceram então da Judéia e começaram a ensinar os irmãos: ‘A menos que sejais circuncidados, segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos.’ Mas, quando havia ocorrido não pouca dissensão e disputa com eles, da parte de Paulo e Barnabé, providenciaram que Paulo e Barnabé, e alguns outros deles, subissem até os apóstolos e [anciãos] em Jerusalém, com respeito a esta disputa.” (Atos 15:1, 2) Havia ali uma grande questão doutrinária que causava muita perturbação aos irmãos. Tinha de ser resolvida.
13. Como devemos entender o uso da expressão “muita disputa”, em Atos 15:7?
13 Apropriadamente, o problema foi trazido à atenção dos anciãos responsáveis em Jerusalém. O registro bíblico nos diz o que aconteceu. Embora houvesse inicialmente divergência de ponto de vista, chegaram finalmente a um “acordo unânime”. (Atos 15:25) Mas, em vista do que diz Atos 15:7, não houve “muita disputa” naquela reunião? O termo grego para “disputa” relaciona-se com o verbo que significa “procurar” (Tradução Interlinear do Reino, em inglês); indica assim que, para se encontrar a verdade ou a melhor maneira de fazer algo, é preciso esforço diligente em pesquisar o assunto — questionando e discutindo o assunto, e assim chegar à conclusão certa. Com esta idéia em mente, podemos ler com interesse a narrativa, notando como a marcha dos acontecimentos foi orientada por espírito santo.
14, 15. (a) O que contribuíram Pedro, depois Paulo e Barnabé, e finalmente Tiago, para a discussão daquele concílio histórico? (b) Que fatores levaram a um “acordo unânime”, obtido naquela ocasião?
14 Depois de “muita disputa”, Pedro contou a sua experiência, de ter sido usado por Jeová, a fim de abrir o caminho para que os gentios ouvissem as boas novas. Ele suscitou uma questão quanto a se era razoável que se impusessem aos crentes gentios tais fardos, visto que é a benignidade imerecida de Deus, mediante Jesus Cristo, que torna possível a salvação. A seguir, note o silêncio respeitoso mencionado no versículo doze, quando Paulo e Barnabé acrescentaram seu testemunho. Estes apóstolos (“enviados” da congregação de Antioquia) viajantes haviam recebido evidência da bênção de Deus, por “muitos sinais e portentos”, quando pregavam entre as nações. Isto apoiava a recomendação de Pedro, sobre o que se devia fazer. — Atos 15:7-12.
15 Daí, Tiago pediu para ser ouvido. Recorreu às palavras dos profetas, tais como as em Amós 9:11, 12, que concordavam com o que Pedro havia relatado e confirmavam o que o espírito de Deus havia realizado por meio de Paulo e Barnabé. Tiago tinha assim a corroboração das Escrituras e o apoio do espírito de Deus, para a sua decisão. Nesta base sólida, propôs que se escrevessem àqueles crentes dentre as nações, que se voltavam para Deus, dizendo-lhes quais eram realmente os requisitos de Deus para eles. Os apóstolos e anciãos haviam chegado a um acordo unânime. Um assunto controvertido havia sido resolvido em toda a humildade. — Atos 15:13-29.
16. Embora alguém possa ter um conceito diferente sobre algum ponto, que espírito deve prevalecer entre os anciãos e na congregação?
16 Se o corpo de anciãos não puder chegar a um “acordo unânime”, então aquele que tem um conceito diferente não devia objetar ao que foi decidido, por mostrar um espírito de animosidade. Desejará continuar a ‘trabalhar arduamente’ com o corpo inteiro. A congregação reterá assim a confiança neles, sabendo que todos trabalham em união. Por andarem “com completa humildade mental”, os anciãos serão fortalecidos pelo vínculo da paz. — Efé. 4:2, 3.
17. Que conselho sadio devem os homens mais moços e os mais velhos ter em mente quando há uma reunião de anciãos e por quê?
17 Quando os anciãos se reúnem, então especialmente os mais moços devem escutar com cuidado os mais velhos e mais experientes na vida cristã, reconhecendo o que diz Provérbios 16:31: “As cãs são uma coroa de beleza quando se acham no caminho da justiça.” Por outro lado, os homens mais velhos devem reconhecer que um homem mais moço pode ter o conceito correto sobre certo assunto. Portanto, o mérito está na sabedoria judiciosa que é expressa, não necessariamente na idade de quem fala. Os mais moços, porém, ao se expressarem, devem respeitar a idade, assim como Timóteo, sem dúvida, mostrou respeito por Paulo e seu conselho, e assim como Eliú se refreou, aguardando seu tempo para falar, em consideração pela idade. — 1 Tim. 5:1, 19; Jó 32:6-9.
18. Embora os apóstolos dessem atenção a uma “incumbência necessária”, conforme indicado em Atos 6:1-6, a que se deu maior ênfase?
18 Embora os anciãos, em algumas reuniões, possam gastar muito tempo com problemas relacionados com o Salão do Reino ou outra “incumbência necessária”, devem manter estes assuntos como incidentais, diante das coisas mais importantes que afetam a espiritualidade do rebanho. (Atos 6:1-6; Fil. 1:9, 10) Assim presidirão de modo excelente.
19. (a) Em contraste com a maneira em que os governantes mundanos lidam com o povo, que arranjo existe entre nós, em harmonia com o conselho de Jesus e de Paulo? (b) Que benefícios resultam de haver anciãos que presidem de modo excelente?
19 Quando olhamos para a confusão deplorável neste mundo, quão gratos somos de ter na congregação de Jeová, em toda a terra, anciãos que presidem de modo excelente! A humanidade procura uma saída dos seus problemas, sendo que seus governantes ‘dominam sobre ela’ em vez de a liderarem de modo amoroso, prestimoso e reanimador. (Mat. 20:25-27) Temos entre nós homens espiritualmente maduros, que são exemplos para o rebanho, e nós os respeitamos, ao passo que presidem sobre nós. (1 Tes. 5:12, 13) Não é um único homem na congregação, na cidade, no país ou no setor do mundo, que faz isso, mas são todos os anciãos, dentro de seu campo designado, que têm a responsabilidade de presidir. Com a amorosa ajuda e orientação provida por esta multidão de conselheiros, a obra de pregar o Reino e fazer discípulos progride até o seu término bem sucedido. A congregação é unificada nos seus esforços, sob anciãos que presidem de modo excelente. Somos assim alinhados mais de perto com a chefia de Jesus Cristo, tudo para a glória de Jeová.
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O homem espiritual — por que não é “examinado por homem algum”A Sentinela — 1977 | 1.° de setembro
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O homem espiritual — por que não é “examinado por homem algum”
◆ O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Corinto: “O homem espiritual examina deveras todas as coisas, mas ele mesmo não é examinado por homem algum.” (1 Cor. 2:15) Em que sentido? Com a ajuda do espírito de Deus, o homem espiritual pode avaliar devidamente os assuntos. Ele mesmo, porém, não pode ser examinado ou corretamente avaliado por aqueles que não têm perspicácia espiritual. Começando numa base errada, as pessoas não-espirituais chegarão a conclusões errôneas a seu respeito. Isto aconteceu no caso de Cristo Jesus, conforme predito em Isaías 53:3, 4. Portanto, o homem espiritual simplesmente não pode ser “examinado por homem algum”, quer dizer, por um homem que não é espiritual.
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