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Como ajudar os deprimidos a recobrar a alegriaA Sentinela — 1990 | 15 de março
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faça agora, isto representa um tremendo esforço. Poderá dizer: ‘Sei quanto lhe custou fazer isso. É muito elogiável que você está se esforçando tanto!’ Receber a aprovação e o louvor do cônjuge e dos filhos, aqueles que melhor conhecem a pessoa deprimida, é vital para o restabelecimento do respeito próprio. — Veja 1 Coríntios 7:33, 34.
O uso de exemplos bíblicos pode ajudar a pessoa deprimida a ver que mudanças no modo de pensar talvez sejam necessárias. Por exemplo, alguém pode ser muito sensível às opiniões dos outros. Talvez queira considerar o exemplo de Epafradito e perguntar: ‘Na sua opinião, por que ele ficou deprimido quando soube que sua congregação de origem tomara conhecimento de sua doença? Será que ele era mesmo um fracasso? Por que Paulo recomendou que os irmãos o tivessem em estima? Será que o real valor de Epafrodito, como pessoa, dependia do privilégio de serviço que tinha?’ Tais perguntas podem ajudar o cristão deprimido a fazer uma aplicação pessoal e a se dar conta de que não é um fracasso.
‘Ampare os Fracos’
A Bíblia recomenda: “Amparai os fracos.” (1 Tessalonicenses 5:14) A existência duma estrutura de amigos cristãos que podem prover ajuda prática é outra vantagem da religião verdadeira. Os amigos genuínos são aqueles que ‘nascem para quando há aflição’ e que realmente não abandonam a pessoa deprimida. (Provérbios 17:17) Quando se sentiu ‘abatido’ e tinha “temores por dentro”, o apóstolo Paulo foi consolado “com a presença de Tito”. (2 Coríntios 7:5, 6) De maneira similar, é provável que visitas e telefonemas calorosos, em horas apropriadas, sejam muitíssimo apreciados pelas almas deprimidas. Poderá perguntar se há algo em que pode ajudar de modo prático, tal como fazer pequenos serviços externos, cuidar de tarefas domésticas ou algo assim.a Certa cristã chamada Maria disse: “Na época em que eu sofria de depressão, uma amiga me escreveu várias vezes, e sempre incluía textos encorajadores. Eu lia a carta vez após vez, chorando à medida que lia. Para mim, tais cartas valiam ouro.”
Depois de incentivar a congregação a ajudar as “almas deprimidas”, Paulo disse: “Sede longânimes para com todos. Vede que ninguém pague a outro dano por dano.” (1 Tessalonicenses 5:14, 15) É vital ter paciência, pois devido à angústia mental, ao modo negativo de pensar e a exaustão por falta de sono, a pessoa deprimida talvez responda com “conversa irrefletida”, como fez Jó. (Jó 6:2, 3) Raquel, cristã cuja mãe ficou profundamente deprimida, revelou: “Mamãe muitas vezes dizia coisas maldosas. Na maioria dos casos, eu tentava me lembrar do tipo de pessoa que ela realmente é — amorosa, bondosa e generosa. Aprendi que as pessoas deprimidas falam muitas coisas que na verdade não querem dizer. A pior coisa que alguém pode fazer é retribuir com palavras ou ações maldosas.”
Algumas mulheres cristãs maduras talvez estejam especialmente em condições de trazer alívio a outras mulheres que sofrem angústia emocional. (Veja 1 Timóteo 5:9, 10.) Essas mulheres cristãs habilitadas podem ter por objetivo falar consoladoramente com as deprimidas em ocasiões apropriadas. Às vezes convém que irmãs maduras, em vez de irmãos, continuem a prestar ajuda quando se trata de uma mulher. Organizando os assuntos e supervisionando-os adequadamente, os anciãos cristãos podem providenciar que as almas deprimidas recebam a necessária ajuda.
Anciãos com Língua Treinada
Especialmente os pastores espirituais devem ter “conhecimento e perspicácia” para que saibam o que “dizer a fim de animar os que estão cansados”. (Jeremias 3:15; Isaías 50:4, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Todavia, se não tiver cuidado, o ancião poderá, sem querer, fazer a pessoa deprimida sentir-se pior. Por exemplo, os três companheiros de Jó supostamente foram ter com ele para “se compadecerem dele, e o consolarem”. Mas suas palavras, motivadas por um enfoque errado quanto ao estado de Jó, serviram para ‘esmigalhá-lo’, não para consolá-lo. — Jó 2:11; 8:1, 5, 6; 11:1, 13-19; 19:2.
Diversos artigos nas publicações da Torre de Vigia delineiam princípios que podem ser aplicados ao se aconselhar alguém.b A maioria dos anciãos aplica essa matéria. No entanto, em alguns casos, declarações irrefletidas da parte de anciãos — quer em nível pessoal, quer em discursos — têm sido muito prejudicais. Portanto, que os anciãos evitem ‘falar irrefletidamente como que com as estocadas duma espada’, mas com ‘a língua curativa dos sábios’. (Provérbios 12:18) Quando o ancião pensa no possível impacto de suas observações antes de falar, suas palavras podem ser tranqüilizadoras. Por conseguinte, anciãos, sejam rápidos em escutar e vagarosos em tirar conclusões sem conhecerem tudo o que está envolvido. — Provérbios 18:13.
Quando os anciãos se interessam genuinamente nos deprimidos, estes se sentem amados e apreciados. Tal cuidado abnegado poderá movê-los a desconsiderar quaisquer observações desencorajadoras. (Tiago 3:2) As pessoas deprimidas não raro são sobrepujadas pelo sentimento de culpa, e os anciãos podem ajudá-las a cultivar um conceito equilibrado sobre os assuntos. Mesmo quando se cometeu um grave pecado, o cuidado espiritual provido pelos anciãos pode ajudar ‘o coxo a sarar’. — Hebreus 12:13.
Quando os que sofrem de depressão acham que suas orações são ineficazes, os anciãos podem orar com eles e a favor deles. Por ler com eles artigos baseados na Bíblia a respeito da depressão, os anciãos podem ‘untá-los’ com palavras espirituais calmantes. (Tiago 5:14, 15) Os anciãos também podem ajudar a pessoa deprimida a dar passos bíblicos para solucionar quaisquer diferenças pessoais que ela talvez tenha com alguém, se for este o problema. (Veja Mateus 5:23, 24; 18:15-17.) Tais conflitos, especialmente na família, com freqüência, são a raiz da depressão.
Reconheça que a recuperação leva tempo. Nem mesmo os amorosos esforços de Elcana aliviaram imediatamente a depressão de Ana. As orações da própria Ana, bem como as palavras tranqüilizadoras do sumo sacerdote, por fim proveram alívio. (1 Samuel 1:12-18) Assim, seja paciente se a reação for lenta. Naturalmente, os anciãos em geral não são médicos e talvez verifiquem que seus esforços são limitados em alguns casos. Junto com os familiares do deprimido, os anciãos talvez precisem incentivar a pessoa a procurar ajuda profissional. Se for necessário, os anciãos ou membros da família poderão explicar claramente ao profissional a importância de respeitar as convicções religiosas do deprimido.
Até que venha o novo mundo de Deus, ninguém terá perfeita saúde física, mental ou emocional. No ínterim, qualquer cristão que perder a alegria devido à depressão poderá derivar forças não apenas da congregação cristã, mas também do nosso Pai celestial, “que consola os deprimidos”. — 2 Coríntios 7:6, New American Standard Bible.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1990 | 15 de março
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Por dentro das notícias
Motivação Egoísta
O líder nazista Adolf Hitler, pouco depois de subir ao poder, em 1933, negociou uma concordata com a Igreja Católica. Essa concordata deu a Hitler o direito de vetar a nomeação de bispos alemães em troca de certos privilégios concedidos à igreja. Mas qual das duas partes se beneficiaria mais? Uma nova enciclopédia católica, francesa, fornece uma resposta direta a essa pergunta.
“O próprio Papa Pio XI . . . considerava absolutamente essencial garantir a salvaguarda da igreja alemã por meio duma concordata. Efetuaram-se as negociações entre abril e julho de 1933. Embora formalmente favorecesse a Igreja Católica, essa concordata era na verdade um triunfo para Hitler, pois importava em reconhecimento de seu regime. Ademais, visto que Hitler constantemente a violava, o papa foi acusado de tranqüilizar a consciência dos católicos e de desarmar os bispos por fazer um acordo de tolo.”
Hoje, especialmente na França e na Alemanha, a Igreja Católica é abertamente criticada pela transigência de sua hierarquia durante o regime nazista. Tais problemas surgem quando líderes eclesiásticos deixam de acatar as palavras e o exemplo de Jesus Cristo, que disse a respeito de seus verdadeiros seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) É verdade que tais transigências por parte de líderes eclesiásticos têm granjeado o favor do elemento político, mas que efeito têm sobre sua relação com Deus? Ao escrever a concristãos, Tiago, discípulo de Jesus, alertou: “A amizade com o mundo é inimizade com Deus.” — Tiago 4:4.
Perdedores da Loteria
A probabilidade de alguém ganhar na loteria é de 1 em 14 milhões. Ainda assim, milhões de pessoas jogam regularmente em loterias patrocinadas pelo governo, noticia o jornal canadense The Globe and Mail. As pesquisas revelam que o único atrativo das loterias é a esperança de ganhar a bolada, o que não raro é incentivado pela propaganda que se focaliza “no prêmio e nos riscos de não se comprar um bilhete”. Uma vez que o objetivo das loterias é produzir lucros e premiar poucos ganhadores, os patrocinadores todo dia incentivam os outros a fazerem apostas na “esperança de estabelecer compras habituais”.
Será que isso funciona? Sim! Numa reportagem da revista American Health, sobre o aumento do jogo de azar entre adolescentes, o Dr. Durand Jacobs apontou as loterias como a iniciação deles nos jogos de azar “porque são baratas, acessíveis e aprovadas”. Ele acrescentou: “A loteria é a Flauta Mágica que conduz os adolescentes a outras formas de comportamento ligadas a jogar para valer.” Certa autoridade canadense em jogatina compulsiva declarou: “Quem quer que tente dizer-lhe que as loterias não são jogos de azar ou age como tolo ou é tolo. . . . Gastamos milhões de dólares em loterias na esperança de ganhar alguma coisa. Isto é um jogo de azar.”
As loterias promovem o amor ao dinheiro. O Dr. Marvin Steinberg, presidente do Conselho de Jogatina Compulsiva de Connecticut, observou que os apostadores adolescentes problemáticos usavam o dinheiro da merenda, roubavam dinheiro e até furtavam de lojas para sustentar seu hábito de jogar. Deveras, são verídicas as palavras do apóstolo Paulo: “O amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, . . . se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Timóteo 6:9, 10.
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