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Paulo escreve aos filipenses — uma carta de amor e alegriaA Sentinela — 1977 | 1.° de janeiro
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Quanta proteção a consideração de tais coisas oferece contra a onda de obscenidades e pornografia, vistas e ouvidas em toda a parte!
Deveras, a carta de Paulo aos filipenses é uma de amor e alegria, e é muito proveitosa para todos os cristãos que vivem hoje em dia.
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A supervisão amorosa — edificaA Sentinela — 1977 | 1.° de janeiro
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A supervisão amorosa — edifica
“Mas falando a verdade, cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo.” — Efé. 4:15
1. Como são a congregação cristã e seus superintendentes descritos nas Escrituras?
AO PASSO que nos aproximamos da “grande tribulação”, nosso apreço da congregação cristã continua a aprofundar-se. O apóstolo Paulo descreveu esta congregação do Deus vivente como sendo “coluna e amparo da verdade”. Ele mencionou também “colunas” com referência a certos superintendentes da congregação, designados por espírito santo “para pastorear a congregação de Deus”. Do mesmo modo, na atual congregação cristã, os superintendentes são designados teocraticamente para edificá-la em amor. — 1 Tim. 3:15; Gál. 2:9; Atos 20:28.
2, 3. (a) Que ‘dádivas” deu Cristo à congregação e para que fim? (b) Que exemplo excelente devem os superintendentes tentar seguir?
2 “E [Cristo] deu alguns como apóstolos, alguns como profetas, alguns como evangelizadores, alguns como pastores e instrutores, visando o reajustamento dos santos para a obra ministerial, para a edificação do corpo do Cristo, até que todos alcancemos a unidade na fé e no conhecimento exato do Filho de Deus, como homem plenamente desenvolvido, à medida da estatura que pertence à plenitude do Cristo, a fim de que não sejamos mais pequeninos, jogados como que por ondas e levados para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens, pela astúcia em maquinar o erro.” — Efé. 4:11-14, edição revista de 1971, em inglês.
3 Embora não tenhamos os “apóstolos” e “profetas” que serviram por designação especial na primitiva congregação, todavia, evangelizadores, pastores e instrutores’ continuam a ser designados por espírito santo, para tomar a dianteira no serviço de Deus. Que belo exemplo eles têm no próprio Jeová, “o pastor e superintendente das [nossas] almas”! (1 Ped. 2:25) Com quanta ternura ele conduz as ovelhas nos “trilhos da justiça por causa do seu nome”! (Sal. 23:1-6) Com quanta benignidade e compreensão ele cuida das ovelhas! “Pois assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eis aqui estou, eu mesmo, e vou buscar as minhas ovelhas e cuidar delas. . . . Apascentá-las-ei num bom pasto. . . . Procurarei a perdida e trarei de volta a dispersa, e pensarei a quebrada e fortalecerei a doentia.” (Eze. 34:11-16) Jeová cuida de que todas as “ovelhas” sejam instruídas por meio de sua organização-esposa, a “mãe” delas, para que tenham paz abundante e sejam firmadas na justiça. — Isa. 54:13, 14; Gál. 4:26.
4. O que resultou em vista do “reajustamento dos santos”?
4 “O reajustamento dos santos” tem progredido com o decorrer dos anos. Ao passo que aumenta cada vez mais o brilho da luz do entendimento, substituíram-se idéias antigas. Agora, nesta década dos 1970, pode-se dizer deveras que ‘o dia está firmemente estabelecido’ entre o povo de Jeová e que a congregação está ‘plenamente desenvolvida’. O rebanho de Deus, em todo o mundo, está unido na “unidade na fé”, que se destaca em nítido contraste com as divisões nas religiões babilônicas, mundanas, em especial nas da cristandade. Nunca antes se viu tal união na face da terra, assim como agora pode ser encontrada em cada país, entre as testemunhas cristãs de Jeová. Unidas em falar a verdade e no vínculo do amor, não são afetadas pelos tempestuosos ‘ventos de ensino’ que agora afligem a cristandade. Foram diligentes em acatar a admoestação de Paulo: “Falando a verdade, cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo.” — Efé. 4:15; Pro. 4:18.
5, 6. (a) Que Perguntas são apropriadas quanto ao arranjo de anciãos? (b) Como devemos encarar este arranjo?
5 Nos últimos anos, obtivemos um apreço maior do arranjo divino de anciãos designados em cada congregação. Isto é para a nossa bênção. Todavia, será que todos se apercebem disso plenamente? Será que ainda há alguns inclinados a encarar os anciãos apenas dum ponto de vista humano e carnal? Hesitam alguns em falar sobre prementes problemas pessoais com um ancião? Questionam alguns a capacidade dum ancião, na sua própria congregação, de compreender seu problema e dar conselho bíblico apropriado? Será que acham que a única solução é escrever à Sociedade Torre de Vigia? Naturalmente, a Sociedade e o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová têm prazer em ajudar no que podem. Mas, lembre-se de que os anciãos, designados por espírito santo, são os representantes do Corpo Governante no lugar e estão em condições de considerar todos os fatores.
6 Nunca devemos fazer pouco do arranjo de anciãos. É um arranjo amoroso de Jeová, que os anciãos ‘vigiem sobre as nossas almas’. — Heb. 13:17; Sal. 19:7-9.
7. (a) Que ‘fardos’’ podemos levar uns dos outros? (b) Qual é a “carga” que cada um precisa levar sozinho?
7 Neste respeito, é proveitoso que examinemos as palavras de Paulo em Gálatas 6:2, 5: “Prossegui em levar os fardos uns dos outros” e “cada um levará a sua própria carga”. Trata-se ali duma contradição? Não, porque há uma diferença entre um “fardo” e uma “carga”. A palavra grega para “fardo” é báros, que sempre se refere a algo penoso e pesado. De modo que, quando um cristão entra em alguma dificuldade espiritual, que lhe é difícil de suportar, concrentes amorosos devem ‘cumprir a lei do Cristo’ por dar-lhe a mão em ajuda. Especialmente os anciãos devem ajudar. Aquele que está sob tal ‘fardo’ não deve hesitar em procurar essa ajuda. Mas, ao mesmo tempo, precisa gerar a sua própria carga’. Paulo usa ali a palavra grega phortíon, que significa algo a ser carregado, sem referência ao seu peso. Trata-se duma “carga” que todos nós temos de levar, não importa qual a nossa situação — nossa própria carga de responsabilidade, de nos mostrarmos fiéis como escravos dedicados de Jeová Deus. — Gál. 6:4; 2 Cor. 10:12.
8, 9. Até que ponto podem os anciãos ajudar a ‘levar os fardos’ que você tem?
8 Se precisar de ajuda em ‘levar os seus fardos’, não hesite em procurar ajuda e conselho dos anciãos. Eles terão prazer em auxiliar na medida do possível. No entanto, não deve esperar que os anciãos façam as decisões por você. As decisões são a “carga” pessoal que você tem, são sua responsabilidade. Não é correto nem justo perguntar a um ancião: O que faria em meu lugar? Ele não está em seu lugar. Mas terá prazer em recapitular textos e ajudá-lo a examinar o assunto à luz dos princípios bíblicos. (Pro. 11:14) Muitas vezes acontece que a resposta a uma pergunta ou para um problema torna-se clara quando se fala sobre ele com alguém que tem um bom fundo de conhecimento bíblico e de experiência prática. Isso o poderá ajudar a fazer a sua própria decisão. — Pro. 15:22.
9 Os anciãos podem ajudar de muitas maneiras. Como?
QUANDO SURGEM PROBLEMAS PESSOAIS E FAMILIARES
10. (a) Qual é o proceder sábio a adotar, se não puder vencer sozinho alguma fraqueza persistente? (b) O que é Indicado pela ‘untura com óleo’ e quem e melhor indicado para ajudar neste sentido?
10 Luta você com uma fraqueza que persiste apesar de esforços para vencê-la? Tiago 5:13-15 aconselha: “Há entre vós alguém que sofre o mal? Faça orações. . . . Há alguém [espiritualmente] doente entre vós? Chame a si os [anciãos] da congregação, e orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová. E a oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado.” Assim como o óleo literal aplicado à cabeça é aliviador e refrescante, assim também é a aplicação da Palavra de Deus a uma pessoa espiritualmente doente, a fim de a aliviar, corrigir, consolar e curar. (Sal. 141:5; Isa. 1:6) Ninguém pode ajudar melhor, neste respeito, do que um ancião compreensivo.
11. Como poderão alguns ser ajudados em obter uma consciência limpa?
11 Houve alguma transgressão passada que lhe causa pesar, vergonha ou dúvidas sobre se Jeová lhe perdoou? Um ancião poderá ajudá-lo a examinar seu proceder e atitude mudados, para ver se há algum motivo real para crer que Jeová não lhe tenha perdoado. Lembre-se de como Natã, profeta e sem dúvida ancião em Israel, foi usado por Jeová para criar no Rei Davi ‘um coração puro e um espírito novo’. (2 Sam. 12:1-13; Salmo 51) Assim como no caso de Davi, você pode confiar em que as orações sinceras de arrependimento serão ouvidas por Jeová. Depois de se ter arrependido e dado meia-volta, poderá prosseguir com consciência limpa, apreciando a misericórdia de Jeová. — Sal. 86:15-17; Atos 3:19, 20.
12. Como poderão os anciãos talvez ajudar quando há problemas de saúde?
12 Sente-se desanimado por causa dum problema de saúde? O ancião não pode curar milagrosamente, mas pode dar cordial encorajamento e talvez algumas sugestões práticas, para ajudá-lo a perseverar e continuar alegre. Fale com ele sobre isso. Aqueles que “presidem . . . no Senhor” são os que devem tomar a dianteira em falar “consoladoramente às almas deprimidas”. Os anciãos são os que podem ‘fortalecer as mãos fracas e firmar os joelhos vacilantes’, e podem dizer “aos de coração ansioso: ‘Sede fortes. Não tenhais medo’”. Os anciãos certamente podem ajudar a sustentá-lo espiritualmente. — 1 Tes. 5:12, 14; Isa. 35:3, 4.
13-15. Que ajuda prática podem os anciãos prestar com respeito a: (a) problemas domésticos, (b) desentendimentos pessoais?
13 Tem algum problema doméstico, talvez com o cônjuge incrédulo? Sem dúvida, conhece os conselhos bíblicos, tais como em 1 Coríntios 7:1-16 e 1 Pedro 3:1-9. Mas, talvez se pergunte: Como posso aplicar estes textos para ter melhor êxito? Um ancião talvez lhe possa dar o conselho prático de que precisa. Talvez ele possa visitá-los, quando ambos estiverem em casa, e ajudá-los a aliviar as tensões, oferecendo sugestões funcionais para melhorar as relações.
14 Muitas vezes acontece que o cônjuge incrédulo sofreu uma barragem de conversa negativa a respeito das Testemunhas de Jeová, por parte de colegas de trabalho ou parentes — sobre questões de neutralidade, sangue, “feriados” ou da adoração de imagens. O ancião, de modo compreensivo, poderá explicar que tudo se relaciona com a principal questão positiva do Reino, que trará duradoura felicidade e paz, ‘satisfazendo o desejo de toda coisa vivente’. — Sal. 145:9-16.
15 Teve algum desentendimento pessoal com outro, causando mágoas, de modo que a reconciliação é difícil? Talvez tenha problema em tentar aplicar o bom conselho de Efésios 4:26, 32. Se falar com um ancião sobre isso, ele talvez lhe possa ajudar a não fazer caso da ofensa. Se for aconselhável, talvez ele possa providenciar falar com ambos, ajudando-os a achar uma solução pela aplicação dos princípios bíblicos. — Sal. 119:97; 133:1.
16. Como podem os anciãos ajudar os acanhados?
16 É extremamente acanhado, tendo problema em conversar com outros e usufruir a sua associação? Se pedir a um ancião, ele talvez possa ajudá-lo a tomar mais a iniciativa em falar com os outros. Talvez lhe possa mostrar como ter verdadeira alegria nas suas associações nas reuniões, bem como em outras ocasiões. “O coração alegre tem bom efeito sobre o semblante”, e ao passo que seu próprio semblante se ilumina, terá cada vez mais alegria na amizade existente entre os do próprio povo de Jeová. (Pro. 15:13) Anciãos, poderão tomar a iniciativa em ajudar as pessoas acanhadas a ser mais extrovertidas. — João 13:34, 35; Fil. 2:4.
AJUDA PRESTADA A TODOS NO SERVIÇO DE CAMPO
17. Como podem os anciãos ajudar no ‘reajustamento’ com respeito a problemas encontrados na obra evangelizadora?
17 Segundo Efésios 4:8, 11, os “evangelizadores” estão incluídos nas “dádivas em homens”. Deveras, os anciãos, na sua qualidade de evangelizadores, não só têm o privilégio de dar um exemplo zeloso na proclamação do Reino, mas também ajudar seus irmãos e irmãs em desenvolver habilidades neste serviço. Alguns deles talvez já participem zelosamente em distribuir revistas e outras publicações de porta em porta. Outros talvez tenham habilidade em revisitar os interessados e iniciar estudos novos. Mais outros talvez se sobressaiam no ensino, nos estudos bíblicos, e em encaminhar os novatos às reuniões. Os anciãos podem ajudar no treinamento dos proclamadores do Reino, para ampliarem sua atividade e se tornarem eficientes em outros campos. Eles podem ajudar os membros do rebanho a combater o desânimo causado pelo território difícil, ou por sérios problemas da vida, que interferem no seu serviço. — Isa. 32:1, 2.
18. Que atitude e confiança devem ser estimuladas pelos anciãos?
18 Os anciãos podem dar instruções práticas sobre os preparativos para o serviço de campo, talvez ensaiando sermões bíblicos junto com os novos. Podem estimular uma atitude salutar para com o serviço de Jeová. A distribuição de muitas publicações no campo nem sempre indica bom êxito, pois, também é desejável iniciar estudos bíblicos e ensinar, visando fazer discípulos. (Mat. 28:19) Os anciãos podem animar a todos, sem distinção, a continuar a ser diligentes em pregar as boas novas e a ser vigilantes, em vista da grande urgência dos tempos. (Mar. 13:10, 32-37) Quando os anciãos e todos os outros do rebanho trabalham arduamente no serviço de campo, podemos estar certos de ter a direção angélica e a bênção de Jeová no ajuntamento daqueles “que lhe pertencem”. — 2 Tim. 2:19; Mat. 25:31-33; Mar. 4:3-8.
19. Como podem os anciãos encorajar pioneiros prospectivos e atuais?
19 Deseja ampliar seus privilégios, talvez tornando-se proclamador “pioneiro” das boas novas ou “pioneiro auxiliar”? Nisto, novamente, um ancião poderá ajudá-lo com sugestões práticas. Por ter experiência, usualmente sabe quais os ajustes que precisam ser feitos, quais os problemas que precisam ser enfrentados e que espécie de programa precisa ser elaborado. Os anciãos poderão ajudar a fazer arranjos para que você trabalhe com outros publicadores de tempo integral do Reino. O serviço que fará junto com tais poderá edificá-lo, e todos poderão, juntos, alegrar-se com o seu bom êxito. — 1 Tim. 4:15.
QUANDO TIVER PERGUNTAS BÍBLICAS
20. Que serviço podem prestar os anciãos em achar respostas a perguntas bíblicas?
20 Tem dificuldade em achar as respostas a perguntas bíblicas? Os anciãos poderão mostrar-lhe como fazer uso eficaz dos índices nas publicações da Torre de Vigia. Ou quando não houver índice num livro, os anciãos poderão mostrar-lhe outras maneiras práticas para pesquisar as respostas. Em muitos casos, o ancião poderá indicar-lhe diretamente o texto que deseja saber. Se procurar primeiro a ajuda dum ancião, raras vezes será necessário escrever à Sociedade Torre de Vigia para obter uma resposta. — João 5:39; Atos 17:11.
21, 22. (a) Que perguntas é melhor deixar de lado? (b) Cite exemplos de perguntas que poderiam prover a base para a edificação da fé.
21 No entanto, há algumas perguntas que não convém fazer. Perguntas especulativas apenas “fornecem mais questões para pesquisa do que uma dispensação de algo por Deus em conexão com a fé”. (1 Tim. 1:4) De que valor é, na edificação da fé, apresentar aos anciãos ou à Sociedade problemas tais como: O que teria acontecido se Adão tivesse comido da árvore da vida antes de ser expulso do Éden? O que teria feito Jeová, se Jesus não tivesse permanecido fiel, enquanto na terra? Usar-se-á alguma forma de dinheiro na Nova Ordem, e que dizer de máquinas, carros, televisão e computadores? Será que a abóbada de água em volta da terra teria caído se Adão não tivesse pecado? Com que velocidade podem os anjos viajar, e quanto tempo leva para uma criatura espiritual viajar do céu para a terra?
22 Em vez disso, os que humildemente buscam a verdade farão perguntas do tipo que os sinceros buscadores da verdade fizeram a Jesus. — Mat. 9:14; 13:10; Mar. 9:11; 10:9, 10; João 3:4; 16:17, 18; Atos 1:6.
ACATE O CONSELHO DOS ANCIÃOS
23. (a) O que motiva os anciãos ao cuidarem do rebanho? (b) Como podem os anciãos “reajustar” alguns outros “num espírito de brandura”?
23 Os anciãos devem estar muito interessados em ajudar a todos a atingir o alvo da vida eterna. Isto não significa que devam intrometer-se em cada aspecto particular da vida das pessoas. Mas, pode haver ocasiões em que os anciãos acham necessário falar com certas pessoas sobre a sua conduta. Se observarem que alguém, na congregação, faz coisas que podem por em perigo a sua espiritualidade ou por fim resultar em que se afaste da verdade, então eles têm a obrigação de advertir a tal. Assim poderão ajudá-lo a como que ‘cortar isso pela raiz’, antes de chegar ao ponto do qual não pode mais voltar e de cair em sério pecado. “Irmãos, mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai reajustar tal homem num espírito de brandura, ao passo que cada um olha para si mesmo, para que tu não sejas também tentado.” (Gál. 6:1, ed. ingl. 1971) Podem-se dar conselhos e sugestões, e estes devem ser acatados, num “espírito de brandura”.
24. (a) Por que se gastam os anciãos a favor das ovelhas”? (b) Mas, quais são os pecados que eles devem relatar à comissão Judicativa?
24 O ancião pode ser assim de inestimável préstimo em trazer à atenção uma tendência, mesmo em coisas pequenas, que poderia levar a sérios problemas. “Meus irmãos, se alguém entre vós se desencaminhar da verdade e outro o fizer voltar, sabei que aquele que fizer um pecador voltar do erro do seu caminho salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados.” (Tia. 5:19, 20) Os subpastores de Cristo reconhecem muito bem que “não é algo desejável para [o] Pai, que está no céu, que pereça um destes pequenos”, e que há “alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende”. (Mat. 18:14; Luc. 15:7) De modo que estes anciãos se gastam a favor das ovelhas. Mas, eles encaminham os casos de pecado grave à comissão judicativa da congregação.
25. Que ajuda poderá prestar o ancião para ‘reajustar’ uma criança indisciplinada?
25 O menino de certa mãe cristã, esposa dum incrédulo, talvez se comporte de modo desordeiro no Salão do Reino. Um ancião poderá falar com esta mãe com bondade e tato, oferecendo-se a ajudá-la com seu problema. Se ela concordar em receber tal conselho, o ancião poderá sugerir modos práticos de disciplina no lar, para que se ajude ao menino a cultivar boas maneiras, respeito pelos outros, e, acima de tudo, a qualidade do amor. Um estudo regular com os filhos talvez ajude o “filho problemático” a receber deste modo ajuda amorosa. O reajuste que ocorre no lar poderá logo tornar-se evidente no bom comportamento nas reuniões no Salão do Reino. — Pro. 22:15; 23:13, 14; Deu. 11:18, 19.
26. O que resultará da humildade no acatamento do conselho dos anciãos quanto a maneira de se vestir e usar o cabelo, e assim por diante?
26 Às vezes, os anciãos talvez tenham de chamar atenção para o tipo de roupa usado ou a maneira de usar o cabelo, que trazem à congregação uma atmosfera de mundanismo ou que podem causar uma impressão errônea aos de fora. (1 Tim. 2:9, 10; Rom. 12:2) Talvez lhe seja tão difícil dar este conselho como é para alguns, com espírito independente, aceitá-lo. Mas, o que produzirá harmonia, união e paz na congregação? Ora, acatarmos humildemente o conselho dos “anciãos”, que pensam no nosso bem-estar espiritual. E, lembre-se de que “o resultado da humildade e do temor de Jeová é riquezas, e glória, e vida”. — Pro. 22:4; 1 João 2:15-17.
27. Como poderão os anciãos prestar serviço valioso em encorajar outros irmãos na congregação?
27 Os anciãos devem exortar cordialmente os outros irmãos a procurar privilégios adicionais na congregação. “Se algum homem procura alcançar o cargo de superintendente, está desejoso duma obra excelente.” (1 Tim. 3:1) Todos possuem habilidades que podem desenvolver com a ajuda do espírito de Jeová, e todos os irmãos dedicados devem estar ansiosos de tornar-se o mais possível úteis na congregação cristã. Os anciãos podem estimular esta atitude positiva nos outros, treinando-os a aceitar responsabilidades e a cumprir com elas. — Mat. 6:33; Fil. 3:13.
28. Que benefícios espirituais podem resultar da exortação dos anciãos a que se faça progresso por meio da Escola Teocrática?
28 Todos os do rebanho de Deus — jovens e idosos, irmãos e irmãs — apreciarão o pastoreio benigno. Por exemplo, uma mulher cristã talvez hesite em matricular-se na Escola Teocrática. Mas um encorajamento amoroso e compreensivo de um ancião pode dar-lhe ânimo para ter parte neste privilégio. Conselho animador da parte do ancião que preside à Escola poderá ajudar a muitos a se tornarem trabalhadores mais aptos no campo. A aceitação voluntária do conselho e do encorajamento dados pelos anciãos talvez resulte em excelentes benefícios espirituais.
‘CRESÇAMOS EM TODAS AS COISAS’
29. Qual deve ser o alvo dos anciãos e de todos os outros na congregação?
29 Em que estão os anciãos vitalmente interessados, Querem ver que todos na congregação continuem a ‘crescer’ e a tornar-se mais semelhantes a Cristo no seu serviço e no seu modo de vida. Quer estejam associados apenas há alguns meses, quer já por muitos anos, todos devem ter o progresso espiritual por alvo. A organização de Deus está avançando. Ela nunca diminui o avanço. Então, por que devíamos nós diminuir o ritmo?
30. Por que devem todos aceitar de bom grado o pastoreio provido pelos anciãos?
30 Há vidas — almas — envolvidas. Este é o motivo pelo qual os anciãos estão intensamente interessados em cada pessoa na congregação. De modo que todos devem prestar bem atenção a Hebreus 13:17: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.” É por meio de seu zelo no serviço de Deus e seu pastoreio bondoso que eles tomam a dianteira. Vigiarem sobre a sua alma não significa intrometer-se na vida alheia, mas, antes, é uma vigilância para o seu bem-estar espiritual, no qual eles têm vivo interesse fraternal. É deveras uma alegria para os pastores quando o rebanho corresponde à sua supervisão amorosa. De fato, somos encorajados a ‘imitar-lhes a fé’. — Heb. 13:7.
31. Então, que atitude deve a congregação adotar para com os anciãos?
31 Estas “dádivas em homens”, os anciãos, como ‘evangelizadores, pastores e instrutores’ na congregação, são deveras uma provisão oportuna de Jeová por meio de Cristo Jesus. Reconhecendo-os como tal provisão, olhemos para o seu exemplo zeloso e não hesitemos em recorrer a eles com nossos problemas e nossas perguntas. Eles são os que de fato foram ‘dados’ para ajudar-nos em amor, a fim de que “cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo”. — Efé. 4:7, 8, 11, 15.
[Foto na página 19]
Tomar a dianteira no serviço de campo e trabalhar com os outros constitui uma parte importante do trabalho dos anciãos.
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Pastores do rebanho sob um só SenhorA Sentinela — 1977 | 1.° de janeiro
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Pastores do rebanho sob um só Senhor
1. Quem é o “pastor excelente” e qual é a sua relação com as “ovelhas”?
QUANDO o Senhor Jesus Cristo esteve na terra, identificou-se como o “pastor excelente”. Os que escutavam a sua voz e o seguiam eram suas “ovelhas”. Ele disse que entregava a sua alma a favor de tais. (João 10:1-15) Assim, os seguidores de Cristo Jesus, que compõem a congregação, foram comparados por Cristo Jesus com ovelhas do rebanho. Em Lucas 12:32, Jesus falou sobre um “pequeno rebanho”, que receberia o Reino, e em João 10:16, Jesus mencionou “outras ovelhas”, que também escutariam a sua voz e se tornariam parte do único rebanho, com Jesus Cristo por seu pastor
2. Por que precisa o rebanho ser tratado como precioso pelos subpastores?
2 Os escritores bíblicos, cristãos, usaram mais tarde expressões similares ao se dirigirem aos superintendentes cristãos, designados para servir como pastores sob o Senhor Jesus Cristo. Paulo disse aos superintendentes efésios: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” (Atos 20:28) Paulo enfatizou ali a necessidade de estes pastores reconhecerem que a congregação pertence a Deus e que ela foi comprada com o sangue do próprio Filho dele, sangue que Deus considera muito precioso. Por isso, tais pastores têm de lidar com o rebanho como algo extremamente precioso aos olhos de Deus e de Cristo, a quem pertence o rebanho.
3. (a) No primeiro século, o que se esperava de cada membro do rebanho? (b) Como foi edificada a união na congregação?
3 No tempo em que Paulo deu aquele conselho, os membros da congregação cristã, que eram semelhantes a ovelhas, não se encontravam num único lugar ou numa única cidade, mas estavam nas congregações situadas em muitas cidades do Império Romano. Achavam-se em muitos lugares, mas ainda eram um só rebanho, sob um só pastor, Cristo Jesus, e esperava-se que cada membro do rebanho estivesse em união com os outros, segundo a oração de Jesus, antes de sua morte: “Faço solicitação, não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim por intermédio da palavra deles; a fim de que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, a fim de que o mundo acredite que me enviaste.” (João 17:20, 21) Os designados para servir as congregações, no primeiro século, deviam empenhar-se em firmar sua união por chamar atenção para a Cabeça da congregação, Jesus Cristo, e por animar a todos a que o imitassem em apegar-se à verdade e em demonstrar amor genuíno. Conforme está escrito em Efésios 4:15, 16: “Falando a verdade, cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo. Da parte dele, todo o corpo, por ser harmoniosamente conjuntado e feito cooperar por toda junta que dá o necessário, segundo o funcionamento de cada membro respectivo, na devida medida, produz o desenvolvimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.” Assim, embora houvesse grande variedade de trabalho a ser feito, todos eram realmente um só corpo de muitos membros, debaixo de uma só Cabeça, Jesus Cristo.
4. (a) O que enfatizou Jesus a Pedro? (b) O que lembrou Pedro aos anciãos?
4 Pedro foi um dos que fizeram trabalho de pastoreio sob a direção do Pastor Principal, Jesus Cristo. Jesus, depois de sua ressurreição, enfatizou a Pedro, conforme registrado em João 21:15-17, que o amor a Cristo é demonstrado por se apascentar ou pastorear as “ovelhinhas”. Muitos anos depois, Pedro escreveu a concristãos, que também haviam chegado a ter o cargo de anciãos na congregação cristã, dizendo em 1 Pedro 5:1-4: “Portanto dou esta exortação aos [anciãos] entre vós, pois eu também sou [ancião], igual a eles, e testemunha dos sofrimentos do Cristo, parceiro na glória que há de ser revelada: Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo; nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho. E, quando o pastor principal tiver sido manifestado, recebereis a coroa imarcescível da glória.” Deste modo, lembrou-se a estes anciãos, estes pastores sob Cristo Jesus, que o rebanho pertence a Deus, que precisa de cuidado e que deve ser de grande preocupação para eles, como anciãos.
5. (a) O que se quer dizer com supervisão cristã? (b) Como foi Isto salientado por Jesus?
5 O pastor cristão é superintendente, mas isto não é entendido do mesmo modo que o mundo encara um superintendente, digamos, duma turma de construção ou duma fazenda. Na congregação cristã, não se domina sobre os que são a herança de Deus. A supervisão não significa o enaltecimento de homens. Pedro aprendera isto muito bem de Cristo Jesus, muitos anos antes, na celebração da última refeição noturna que Jesus teve com seus apóstolos. O registro em Lucas 22:2-27 reza: “No entanto, levantou-se também uma disputa acalorada entre eles sobre qual deles parecia ser o maior. Mas ele lhes disse: ‘Os reis das nações dominam sobre elas, e os que têm autoridade sobre elas são chamados de Benfeitores. Vós, porém, não deveis ser assim. Mas, que o maior entre vós se torne como o mais jovem, e o que age como principal, como aquele que ministra. Pois, quem é maior, aquele que se recosta à mesa ou aquele que ministra? Não é aquele que se recosta à mesa? Mas eu estou no vosso meio como quem ministra.’” Os discípulos estavam errados na sua disputa acalorada, contudo, quão bondoso foi Jesus em corrigi-los!
6, 7. (a) De que modo era Jesus exemplo excelente para os prospectivos pastores? (b) Que qualidade foi também enfatizada por Pedro? (c) Como é a congregação beneficiada por esta qualidade?
6 O pastor principal foi um exemplo excelente para estes prospectivos pastores. O registro de João a respeito daquela refeição noturna de Jesus com seus discípulos apresenta um caso disso, dizendo: “Enquanto prosseguia a refeição noturna, . . . ele . . . levantou-se . . . e pôs de lado a sua roupagem exterior. E, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois pôs água numa bacia e principiou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha de que estava cingido.” (João 13:2-5) Jesus era bom instrutor, de modo que passou a explicar por que lhes havia lavado os pés, dizendo: “Sabeis o que vos tenho feito? Vós me chamais de ‘Instrutor’ e ‘Senhor’, e falais corretamente, pois eu o sou. Portanto, se eu, embora Senhor e Instrutor, lavei os vossos pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Pois estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais.” — João 13:12-15.
7 Pedro ficou profundamente impressionado com o exemplo de Cristo Jesus e com a necessidade de o pastor tratar o rebanho com humildade, sempre pronto para servir a ele. Por isso, Pedro escreveu: “nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho”. Esta humildade é a qualidade que Cristo Jesus queria ver nos que fazem trabalho de pastoreio no rebanho de Deus. Por isso, Pedro prosseguiu: “Igualmente vós, homens mais Jovens, sujeitai-vos aos [anciãos]. Todos vós, porém, cingi-vos de humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes. Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido.” (1 Ped. 5:5, 6) Há vantagem em ser humilde. Torna a pessoa facilmente acessível com o objetivo de solucionar problemas, e este espírito une a congregação inteira em amor. Servir em amor e humildade exclui qualquer ação autocrática ou arbitrária, ou o domínio sobre os outros que são a herança de Deus. O verdadeiro pastor preocupa-se em se tornar exemplo para o rebanho.
8. (a) Qual é o sentido básico da palavra grega epískopos? (b) Por que é esta palavra mais aplicável aos superintendentes cristãos do que a palavra grega kyrios?
8 A palavra “superintendente”, traduzida da palavra grega epískopos, designa alguém que é guardião ou que vigia sobre algo. Um sentido básico, inerente, da palavra epískopos é o de cuidado protetor. De modo que o superintendente cristão é alguém que se preocupa com o rebanho de Deus e que cuida do rebanho de Deus assim como o pastor cuida de ovelhas literais. Como superintendente, ele não deve dominar sobre o rebanho de Deus. A palavra “dominar” vem da palavra grega kyrios e se refere àquele que tem poder e autoridade sobre outros, tal como o dono da casa ou o chefe da família. É também traduzida “amo”, “dono” e até mesmo “senhor”. O amo de escravos cairia nesta classe, mas hoje em dia são raros os amos de escravos. No entanto, os empregadores ou patrões modernos se enquadrariam na descrição do kyrios ou “senhor” (ou “dominador”). Mas os anciãos não devem considerar sua relação com seus irmãos como similar à relação entre patrão e empregado. Os anciãos são pastores, e os pastores guiam ou levam as ovelhas a bons pastos e a aguadas, e também as protegem e se esforçam a curar suas feridas ou doenças. Na congregação cristã, os pastores animam seus irmãos no trabalho do Senhor por serem co-trabalhadores deles, reconhecendo que todos temos um só Senhor e Amo celestial, debaixo de quem servimos e perante quem somos responsáveis.
9, 10. (a) De que modo foi Pedro um exemplo excelente de humildade? (b) Em contraste com a religião falsa, que qualidade dos verdadeiros pastores contribui para a união, e como foi isto salientado por Jesus?
9 O próprio Pedro é um bom exemplo disso; ele não se enalteceu. Ao escrever o que se acha registrado em 1 Pedro 5:1, dirigindo suas palavras a anciãos, ele se descreve, dizendo: “Eu também sou [ancião].” Isto está longe do conceito mundano, religioso, a respeito de Pedro, que procura enaltecer Pedro a certa primazia ou à posição de papa. Não foi este o exemplo dado por Pedro.
10 Não há dúvida de que Pedro se lembrou bem das palavras de Jesus, quando mencionou que os escribas e os fariseus se enalteciam, dizendo depois, conforme registrado em Mateus 23:8-12: “Mas vós, não sejais chamados Rabi, pois um só é o vosso instrutor, ao passo que todos vós sois irmãos. . .. Tampouco sejais chamados ‘líderes’, pois o vosso Líder é um só o Cristo. Mas o maior dentre vós tem de ser o vosso ministro. Quem se enaltecer, será humilhado, e quem se humilhar, será enaltecido.” A humildade cristã, da parte dos pastores que servem debaixo de Cristo Jesus, contribui para a união do rebanho e resulta na bênção de Jeová.
11. Que bom exemplo forneceram Paulo e Barnabé para os atuais superintendentes?
11 Em certa ocasião, Paulo e Barnabé, como superintendentes viajantes, foram confrontados com o problema de certos homens ensinarem a circuncisão como necessária para a salvação. Atos 15:2 indica que Paulo e Barnabé não concordaram com aquele ensino, mas o contestaram. Não obstante, para manter a união da organização inteira, levaram a questão perante o corpo governante dos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Depois de o assunto ter sido cabalmente considerado e o corpo governante ter chegado a uma decisão, superintendentes viajantes locais, tais como Paulo, aceitaram de todo o coração a decisão e transmitiram às congregações a importante instrução espiritual. Atos 16:4, 5, relata: “Ora, enquanto viajavam através das cidades, entregavam aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e [anciãos], que estavam em Jerusalém. Portanto, as congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia.” Isto teve por efeito aumentar a união e a unicidade de pensamento em todo o rebanho e evidentemente agradou a Jeová, porque Jeová prosperou as congregações e deu aumento. Paulo e Barnabé, no seu respeito pelo arranjo governante da congregação cristã, deram um bom exemplo para os atuais superintendentes.
12. (a) A quem concedeu Paulo sempre a glória? (b) Como lidou Paulo com os superintendentes na congregação?
12 Embora Paulo tivesse parte na divulgação da verdade e presenciasse a expansão da obra, deu glória a Jeová de modo exemplar, desviando a atenção de si mesmo e de outros servos de Deus por dizer: “Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer.” (1 Cor. 3:7) Esta carta aos Coríntios revela também que havia necessidade de fazer lembrar aos superintendentes da congregação coríntia certos requisitos da lei de Deus, que não estavam sendo postos em vigor. O 1 Co capítulo 5 mostra que se relatou haver fornicação na congregação, mas não se tomou nenhuma ação. Não há nenhum registro de que Paulo quisesse ver todos os superintendentes ali desqualificados ou destituídos de seus cargos na congregação, por causa de sua falha. Antes, Paulo lhes deu instruções de que não tivessem associação com alguém que afirma ser irmão, que é violador da lei de Deus, e que removessem o iníquo do seu meio. Paulo era paciente com eles, dando-lhes a oportunidade de melhorar seu pastoreio e de se corrigir. Isto não significava, porém, que o superintendente ou servo ministerial nunca poderia perder o privilégio de serviço. Se ele decididamente se mostrar infiel ou se tornar repreensível, ficará desqualificado.
SERVIÇO UNIFICADOR
13. Como deve o superintendente encarar a responsabilidade?
13 O superintendente tem uma pesada responsabilidade. Mas é uma responsabilidade alegre — um grande privilégio! Encará-la como tal, ajuda a aliviar a carga. Lembre-se de que o “pastor excelente” nos diz: “O meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mat. 11:30) Foi assim que Jesus a encarou. Seus subpastores, sob o mesmo jugo com Jesus em fazer a vontade de Jeová, segundo seu exemplo, devem encará-la da mesma maneira. Muito depende de se colocarem ‘as primeiras coisas em primeiro lugar’. — Mat. 6:33.
14. Qual foi o grande trabalho de Jesus e em que treinou ele seus discípulos?
14 Examinemos mais de perto o exemplo de Jesus. Qual foi seu grande trabalho na terra? Quando João Batista foi preso e encarcerado, Jesus entrou na Galiléia e empreendeu seu serviço ali. “Daquele tempo em diante, Jesus principiou a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.’” (Mat. 4:17) A pregação do Reino foi a obra principal de Jesus. E foi principalmente para isso que ele treinou seus discípulos. (Luc. 8:1; 9:1, 2; 10:1, 8, 9) Perto do fim de seu serviço na terra, ele disse a Pilatos: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 18:37) Deviam os subpastores, sob o mesmo jugo com Jesus, ter um alvo inferior?
15, 16. (a) Para com quais problemas dos superintendentes devemos todos mostrar compreensão? (b) Que bênçãos podem resultar quando os superintendentes equilibram as responsabilidades de evangelização, de pastoreio e de ensino?
15 Todavia, para muitos superintendentes, isto apresenta um problema, e isso é compreensível. Gastam tanto tempo com os cuidados das responsabilidades familiares e em fazer visitas de pastoreio, que é difícil achar oportunidades para tomar zelosamente a dianteira na atividade de casa em casa e em outras atividades de campo. Mesmo assim, não se poderá estabelecer um equilíbrio razoável entre a evangelização, o pastoreio e o ensino? (Efé. 4:11) Caso o superintendente planeje participar regularmente na evangelização com um grupo de serviço, deverá considerar outras atividades que poderiam ser interligadas com isso: Muitas vezes, o superintendente poderá planejar levar sua própria família junto consigo ao serviço, dando-lhe treinamento prático junto com os outros do grupo. Há grande alegria na participação familiar, regular, em conjunto, no serviço, e esta pode ser um exemplo para outros terem alegria.
16 Que dizer das visitas de pastoreio? Ao voltar do serviço, o superintendente poderá fazer questão de visitar alguém ou uma família, e, sem dúvida, contar a tais as novas experiências do campo terá um efeito estimulante. Alguns fizeram também breves visitas ao retornarem do trabalho secular. Se estas visitas forem bem planejadas, não precisarão tirar tempo demais da evangelização. Os superintendentes podem hoje expressar-se do mesmo modo que o apóstolo Paulo: “Se eu, agora, estou declarando as boas novas, não é razão para me jactar, pois me é imposta a necessidade. Realmente, ai de mim se eu não declarasse as boas novas!” (1 Cor. 9:16) Quão reanimador é para o cristão manter-se ativo na proclamação das boas novas, e quanto o rebanho aprecia tal exemplo do superintendente!
17. Como realizou Jesus seu serviço?
17 Todos os que servem como ‘evangelizadores, pastores, e instrutores’ poderão aprender muito do modo em que Jesus realizou seu serviço. Ele proclamou o Reino onde quer que houvesse pessoas. Hoje em dia, fazemos isso principalmente de porta em porta. Mas, note como Jesus combinou a sua pregação pública com o ensino fornecido em particular aos seus discípulos. Em certa ocasião, Jesus subiu a um barco e falou a uma grande multidão remida na praia. “Disse-lhes então muitas coisas por meio de ilustrações.” Depois de contar a ilustração do semeador, seus discípulos perguntaram-lhe por que ele falava por meio de ilustrações. Portanto, ele respondeu à pergunta deles em particular. Depois falou sobre muitas outras coisas “ás multidões por meio de ilustrações”. Após isso, quando “entrou na casa”, os discípulos chegaram-se novamente a ele e ele os ajudou a ‘compreender o sentido’ do seu ensino. — Mat. 13:1-3, 10, 11, 34-36, 51.
18. Que benefícios podem advir quando o serviço dos superintendentes está voltado para o campo?
18 De modo que o serviço de Jesus estava voltado para o campo. Muitos superintendentes devem hoje poder seguir uma norma similar. Trabalhando com um grupo no serviço de campo, poderão acompanhar diversos ao falarem com as pessoas às portas. Isto poderá animar muito o grupo. Trabalhando com diversos, poderão interessar-se em explicar os motivos e as razões das situações com que precisam lidar às portas, e mostrar-lhes como vencer problemas locais. Poderá haver muitas oportunidades, especialmente ao completarem o serviço, para considerar perguntas que talvez surjam. Assim, ao passo que edificam o entusiasmo do grupo pela obra evangelizadora, os superintendentes, ao mesmo tempo, podem dar atenção ao pastoreio e ao ensino.
19. Que exemplo notável proveu Jesus como “pastor excelente”?
19 Lemos, em João 10:3, 4, a respeito do “pastor excelente”: “Ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. . .. Vai na frente delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz.” Do mesmo modo, os subpastores podem hoje dar encorajamento muito valioso quando lideram o rebanho no serviço do Reino, atendendo amorosamente às necessidades das pessoas no grupo de serviço e interessando-se bondosamente em edificar a cada um, para que todos possam melhorar na habilidade de pregar e ensinar as bons novas. Foi Jesus quem deu o exemplo notável de tal serviço prestado ao rebanho. — Sal. 40:9.
20. (a) Por que não devem os superintendentes ser criticados pelos do rebanho? (b) Como podem os membros do rebanho apoiar em lealdade os labores de amor dos superintendentes?
20 Ocasionalmente pode acontecer que problemas ocupem muito do tempo dos superintendentes, e são problemas que não devem ser negligenciados. Ninguém deve criticar os superintendentes, se estes problemas, às vezes, os impedem de liderar os outros no serviço do Reino. Todos os do rebanho apreciam seus labores de amor. Reconhecem que os superintendentes procuram estabelecer o equilíbrio correto entre a evangelização, o pastoreio e o ensino. Conforme as circunstâncias permitem, têm muito prazer em ter os superintendentes como companheiros constantes na obra de evangelização. Os servos ministeriais e outros na congregação amiúde podem aliviar a carga dos superintendentes por cuidar dos pormenores do trabalho e de outras responsabilidades, que não exigem em especial a atenção dum superintendente. Os servos ministeriais e outros auxiliares, que servem lealmente ombro a ombro com os superintendentes, e que “ajudam” sempre que possível, são uma grande bênção na congregação. — Sal. 149:1.
21. O que resulta quando há serviço unido em ‘falar a verdade’?
21 Ao passo que os superintendentes, os servos ministeriais e todos os outros na congregação se unem em zelosamente ‘falar a verdade’ no serviço do Reino e uns aos outros, e ao passo que a congregação inteira coopera em todos os pormenores, visando a promoção da obra de pregar o Reino e fazer discípulos, todos, deveras, crescerão “pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo”. — Efé. 4:15.
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