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  • Provérbios, Livro De
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • sob várias formas. (Pro. 3:11, 12) Afirma: “Quem se esquiva da disciplina rejeita a sua própria alma, mas aquele que escuta a repreensão adquire coração.” (15:32) Assim, a repreensão atinge o coração e o reajusta, pois, o coração é o que realmente influi na vida da pessoa, em todo o seu ser, à vista de Deus. “Os próprios tolos estão morrendo por serem faltos de coração.” (10:21) Visto ser o coração que precisa ser alcançado no treinamento dos filhos, informa-se-nos: “A tolice está ligada ao coração do rapaz; a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele.” — 22:15.

      O espírito e a alma

      Provérbios não é um livro de declarações de simples sabedoria humana, de como agradar ou influenciar os homens. Antes, Provérbios vai mais fundo, chegando até o coração, como influindo na motivação, até o espírito, ou inclinação mental, e até a alma, como abrangendo toda fibra do ser e da personalidade da pessoa. (Compare com Hebreus 4:12.) Mesmo que um homem talvez julgue estar certo, ou justifique as suas ações, ‘todos os caminhos dum homem sendo puros aos seus próprios olhos’, Provérbios 16:2 nos faz lembrar que “Jeová faz a avaliação dos espíritos”, e, assim, sabe qual é a disposição da pessoa. A força ou o poder são altamente prezados no mundo, porém, “melhor é o vagaroso em irar- se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade”. — Pro. 16:32.

      Obter o conhecimento e a sabedoria deste livro divinamente provido será de grande ajuda para a pessoa granjear a felicidade na vida atual, e a colocará na senda da vida eterna. Visto que “quem adquire coração ama a sua própria alma”, o conselho e a disciplina inspirados, ali contidos, se forem seguidos, acrescentarão “longura de dias e anos de vida”, e “mostrar-se-ão vida para a tua alma”. (Pro. 3:2; 19:8; 3:13-18, 21-26) “Jeová não fará que a alma do justo passe fome.” (10:3) “Quem guarda o mandamento guarda a sua alma”, admoesta Salomão. — 19:16.

      Relacionamentos com outros

      Provérbios descreve o verdadeiro servo de Deus como alguém que emprega sua língua para o bem (Pro. 10:20, 21, 31, 32), não proferindo falsidades nem mesmo ferindo outros com palavras impensadas. (12:6, 8, 17-19; 18:6-8, 21) Caso seja provocado, ele desvia o furor de seu oponente por meio duma resposta branda. (15:1; 25:15) Não aprecia disputas, nem altercações, e exerce autodomínio para não ter acessos de ira, sabendo que poderia cometer irreparável tolice. (14:17, 29; 15:18; compare com Colossenses 3:8.) Com efeito, evitará o companheirismo dos que permitem que a ira os controle, e que são tomados por acessos de ira, pois sabe que estes o levariam a um laço. —  Pro. 22:24, 25; compare com 13:20; 14:7; 1 Coríntios 15:33.

      Faça o bem e não o mal

      Os Provérbios inspirados instam com a pessoa para que tome a iniciativa de fazer o bem aos outros. Não só deve agir para o benefício daqueles que ‘moram em segurança’ junto com ela e que não lhe fizeram nenhum mal (Pro. 3:27-30), mas se insta também a que retribua o mal com o bem. (25:21, 22) Deve velar de perto por seu coração, para que não sinta regozijo íntimo diante da calamidade advinda a alguém a quem despreza, ou alguém que a odeia. —  17:5; 24:17, 18.

      Tagarelice e calúnia

      Muito se diz, no livro de Provérbios, sobre as dificuldades, o pesar e os danos resultantes da tagarelice, e a gravidade da culpa que pesa sobre o mexeriqueiro. O ‘petisco’ dum caluniador é ‘engolido avidamente’ por seu ouvinte, e não é encarado como sendo de somenos importância, mas causa uma profunda impressão, descendo “até as partes mais íntimas do ventre”. Por conseguinte, causa dificuldades, e quem a profere não pode ‘eximir-se’ da culpa. Embora tal pessoa possa parecer muito graciosa, e possa disfarçar sua verdadeira condição de coração, Deus se certificará de que o ódio e a maldade que realmente existem dentro dela sejam ‘descobertos na congregação’. Ela cairá na cova que escavou para outrem. — Pro. 26:22-28.

      Relações familiares

      Provérbios aconselha estritamente a fidelidade conjugal. O homem deve deleitar-se na ‘esposa de sua mocidade’, e não ficar procurando satisfação em outra parte. (Pro. 5: 15-23) O adultério trará ruína e morte a seus praticantes. (5:3-14; 6:23-35) A boa esposa é uma “coroa” e uma bênção para o marido. Mas, se a esposa age vergonhosamente, ela é “como podridão nos.   .   . ossos [do marido dela]”. (12:4) E é uma desgraça para um homem até mesmo conviver com a esposa contenciosa. (25:24; 19:13; 21:19; 27:15, 16) Embora ela talvez seja exteriormente linda e charmosa, é como “uma argola de ouro, para as narinas, no focinho dum porco”. (11:22; 31:30) A mulher tola realmente derruba sua própria casa. (14:1) O excelente valor da boa esposa  —  sua laboriosidade, sua fidedignidade, e seus cuidados da casa com fidelidade e submissão ao marido —  é sobejamente descrito em Provérbios, capítulo 31.

      Mostra-se que os pais são plenamente responsáveis pelos seus filhos, e destaca-se a disciplina como essencial. (Pro. 19:18; 22:6, 15; 23:13, 14; 29:15, 17) Ressalta-se a responsabilidade do pai, mas o filho tem de respeitar tanto o pai como a mãe, caso deseje obter vida da parte de Jeová. — 19:26; 20:20; 23:22; 30:17.

      Cuidados para com os animais

      Até mesmo a preocupação com os animais domésticos é abrangida nos Provérbios. “O justo importa-se com a alma do seu animaldoméstico.” (Pro. 12:10) “Devias conhecer positivamente a aparência do teu rebanho.”

      — 27:23.

      Estabilidade e fidelidade governamentais

      Os provérbios expressam princípios do bom governo. Os homens em altas posições, tais como os reis, devem pesquisar cabalmente os assuntos (Pro. 25:2), manifestar benevolência e veracidade (20:28), e lidar de forma justa com seus súditos (29:4; 31:9), incluindo os humildes. (29:14) Seus conselheiros não podem ser homens iníquos, se o governo há de ser firmemente estabelecido pela justiça. (25:4, 5) Um líder tem de ser um homem de discernimento, e alguém que odeia o lucro injusto. — 28:16.

      Embora ‘a justiça enalteça uma nação’ (Pro. 14:34), a transgressão resulta num governo instável. (28:2) A revolução também traz grande instabilidade, e, em Provérbios 24:21, 22, aconselha-se contra ela: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?”

      Útil para aconselhar

      Visto que os provérbios abrangem ampla gama de empenhos humanos, podem fornecer uma base para se dar muitos conselhos e admoestações práticas, como foi feito pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs. “O coração do justo medita a fim de responder.” (Pro. 15:28) No entanto, não é sábio aconselhar os zombadores. “Quem corrige ao zombador toma para si desonra, e quem dá repreensão a um iníquo —  defeito nele. Não repreendas ao zombador, para que não te odeie. Dá repreensão ao sábio e ele te amará.” (9:7, 8; 15:12; compare com Mateus 7:6.) Nem todas as pessoas são zombadoras, e, por isso, os que se acham em posição de dar conselhos a outros devem fazê-lo, conforme é destacado nas seguintes palavras: “Os próprios lábios do justo estão apascentando a muitos.”

      — Pro. 10:21.

      Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 102-107

  • Província
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    • PROVÍNCIA

      Este designativo indicava, originalmente, a esfera de autoridade dum administrador romano. Quando Roma expandiu suas conquistas para além da península italiana, o território ou os limites geográficos dos domínios dum governador vieram a ser chamados de província.

      Em 27 AEC, Augusto, o primeiro imperador romano, organizou as vinte e duas províncias então existentes em duas categorias. As dez mais pacíficas, que não exigiam a presença constante das legiões romanas, tornaram-se províncias senatoriais. O principal oficial romano deste tipo de província era o procônsul. (Atos 18:12; veja PROCÔNSUL) Fez-se das províncias restantes as províncias imperiais, sendo responsáveis diretamente ao imperador, e sendo administradas por um governador e, no caso das maiores, por um comandante militar chamado legado. As províncias imperiais amiúde se situavam próximas da fronteira, ou, por algum outro motivo, exigiam que se estacionassem legiões nelas; por controlar de perto estas províncias, o imperador mantinha o exército sob a sua autoridade. Depois de 27 AEC, formaram-se novas províncias nos territórios conquistados, as quais se tornaram províncias imperiais. Uma província talvez fosse dividida em seções ou distritos administrativos menores.

      Com o banimento de Arquelau (Mat. 2:22), o filho de Herodes, o Grande, a Judéia passou a ser regida por governadores romanos. O governador provincial era, até certo ponto, responsável ao legado da província maior da Síria.

      Quando Paulo foi entregue a Félix, em Cesaréia, o governador “indagou de que província ele [Paulo] era, e averiguou que era da Cilícia”. (Atos 23:34) Tarso, terra natal de Paulo, achava-se na província romana da Cilícia. — Atos 22:3.

      O governador duma província imperial era nomeado pelo imperador por um período indeterminado no cargo, diferente do procônsul duma província senatorial, que normalmente servia apenas por um ano. Félix foi substituído por Festo como governador da província imperial da Judéia. — Atos 25:1.

  • Próximo (Vizinho)
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    • PRÓXIMO (VIZINHO) 

      Há diversas palavras hebraicas que são traduzidas “próximo“ em certos contextos, em algumas traduções. O vocábulo hebraico shakhén se refere à localização, seja de cidades, seja de pessoas, e inclui amigos e inimigos. (Jer. 49:18; Rute 4:17; Sal. 79:4, 12) Esta palavra provavelmente é a que mais se aproxima da nuança do emprego comum de nossa palavra “próximo“. Outros termos hebraicos que são traduzidos “próximo“, em algumas versões, variam ligeiramente de conotação, e nos fornecem uma visão mais ampla, e, ao mesmo tempo, um entendimento mais exato, dos relacionamentos expressos nas Escrituras Hebraicas.

      TERMOS HEBRAICOS RELACIONADOS

      A palavra hebraica réa’ significa “camarada, companheiro, amigo“, e pode aplicar-se à intimidade do relacionamento, mas, em geral, significa um camarada ou concidadão, quer seja um associado íntimo, quer viva em íntima proximidade, quer não. Na maioria das vezes em que é empregada nas Escrituras, dá a entender um co-membro da comunidade de Israel, ou alguém que reside em Israel. (Êxo. 20:16; 22:11; Deut. 4:42; Pro. 11:9) ’AmÍth indica “sociedade, camaradagem ou companheiro“, sendo amiúde empregada no sentido de alguém com quem a pessoa tem alguns negócios ou associação. (Lev. 6:2; 19:15, 17; 25:14, 15)

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