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CameloAjuda ao Entendimento da Bíblia
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“camelo” não deveria ser traduzido mais corretamente “corda” neste caso. Com efeito, a tradução em inglês de George M. Lamsa usa a palavra “corda” no texto principal, e uma nota sobre Mateus 19:24 reza: “A palavra aramaica gamla significa corda e camelo.” Também, as palavras gregas para corda (kámilos) e camelo (kámelos) são muito similares, e tem-se sugerido que houve uma confusão entre as duas palavras gregas. É digno de nota, porém, que A Greek-English Lexicon (Léxico Greco-Inglês), de Liddell e Scott define kámilos como “corda”, mas adiciona, “provavelmente cunhada como emenda da frase: ‘É mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus’”, indicando assim que no texto grego constava kámelos, ao invés de kámilos.
Nos mais antigos manuscritos gregos ainda existentes do Evangelho de Mateus — o Ms. Sinaítico, o Ms. Vaticano N.° 1209 e o Ms. Alexandrino — consta a palavra kámelos. Os indícios são de que Mateus escreveu seu relato sobre a vida de Jesus primeiramente em hebraico, e então o traduziu para o grego. Portanto, ele sabia exatamente o que Jesus disse e pretendia dizer, assim, sabia qual era a palavra grega correta, e tal palavra, segundo os mais antigos manuscritos gregos ainda existentes, era kámelos. Por conseguinte, há boa razão para se crer que a tradução correta seja “camelo”.
Por meio desta ilustração extravagante, Jesus indicava que, assim como não era possível um camelo literal passar pelo fundo duma agulha literal, era ainda menos possível que um rico entrasse no reino de Deus, enquanto continuasse apegando-se às suas riquezas.
Em sua condenação dos fariseus hipócritas, Jesus falou de ‘coarem o mosquito, mas engolirem o camelo’. É interessante que tais homens costumavam coar o mosquito de seu vinho, não só por ser um inseto, mas por ser cerimonialmente impuro; todavia, figuradamente, engoliam camelos, que também eram impuros. Ao passo que insistiam no cumprimento das minudências dos requisitos da Lei, despercebiam inteiramente os assuntos de maior peso — a justiça, a misericórdia e a fidelidade. — Mat. 23:23, 24.
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Caminho, OAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CAMINHO, O
Esta expressão pode ser aplicada a uma estrada, uma rua, uma trilha ou vereda; a uma forma de agir ou conduta, ou a um proceder, um modo ou um método normal. Nas Escrituras, é muitas vezes usada com relação a um proceder de conduta e de ação que é aprovado ou desaprovado por Jeová Deus. (Juí. 2:22; 2 Reis 21:22; Sal. 27:11; 32:8; 86:11; Isa. 30:21; Jer. 7:23; 10:23; 21:8) Com a vinda de Jesus Cristo, usufruir uma pessoa um relacionamento correto com Deus e se achegar a ele de forma aceitável, em oração, dependia da aceitação de Jesus Cristo. Como declarou o Filho de Deus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6; Heb. 10:19-22) Aqueles que se tornaram seguidores de Jesus Cristo foram mencionados como pertencendo a “O Caminho”, isto é, aderiram a uma forma de agir ou modo de vida que se centralizava na fé em Jesus Cristo, em seguir o exemplo dele. — Atos 9:2; 19:9, 23; 22:4; 24:22.
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Campainha (Sino)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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CAMPAINHA (SINO)
Um vaso metálico oco. Este instrumento usualmente tem forma de pera ou de cálice, e fornece uma nota musical dominante quando se bate nele. São infinitos os tamanhos e os formatos dos sinos e das campainhas (sinetas), bem como os empregos que as pessoas, de todas as épocas, fazem deles. Seu soar e dobrar já ajuntou pessoas por motivos cívicos e sociais, e para a guerra.
A primeira menção de campainhas na Bíblia se faz com relação ao serviço do tabernáculo. Na bainha da túnica toda azul do sumo sacerdote eram pregadas campainhas de ouro, alternadas por romãs de tecido azul, roxo e escarlate. — Exo. 28:33-35; 39:25, 26.
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CampoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CAMPO
A palavra hebraica sadhéh é aquela que é mais freqüentemente traduzida “campo” e pode indicar um campo de caça, um terreno para pasto ou para lavoura, o topo duma montanha, uma área florestal sem cultivo, ou até mesmo uma região ocupada por certo povo, por exemplo, “o campo de Moabe”, e é usada em contraste com “cidade”. — Gên. 27:5; 31:4; 37:5-7; Juí. 9:32, 36; 1 Sam. 14:25; Núm. 21:20; Deut. 28:3.
Segundo a Lei, povoados sem muros eram considerados parte da zona rural ou campo do país. (Lev. 25:31) Os incêndios podiam propagar-se facilmente de um campo para outro, e era preciso ter-se cuidado de controlar os animais domésticos, de modo que não vagueassem para o campo de outrem. (Êxo. 22:5, 6) Em Isaías 28:25, diz-se que se semeava a espelta como marco divisório. Talvez, por se plantar esta espécie inferior de trigo nas extremidades dos campos, os lavradores podiam, até certo ponto, proteger suas colheitas mais valiosas, tais como a de trigo e de cevada, do gado que poderia entrar pelas extremidades do campo.
Provavelmente, era possível atravessar o campo por meio de trilhas, e estas também podiam servir para separar um terreno do outro, pois é muitíssimo improvável que Jesus e seus discípulos tivessem andado bem pelo meio dum campo de cereal, pisando no cereal à medida que iam andando. Caso tivessem feito isso, os fariseus sem dúvida teriam também contendido sobre este ponto. (Luc. 6:1-5) Pode ter sido com referência a essas trilhas que Jesus, na sua ilustração do semeador, mencionou as sementes que caíam à beira da estrada. — Mat. 13:4.
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CamurçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CAMURÇA
[Heb., zémer). Pequeno antílope, semelhante à cabra, caracterizado por chifres aduncos, e famoso por sua agilidade e pela firmeza das passadas a estonteantes alturas. O macho adulto poderá medir até 80 cm no ombro, e poderá pesar cerca de 30 kg. O casaco de verão da camurça é de cor castanho-amarelada, que fica cada vez mais escura com a chegada da estação hibernal. A camurça acha-se alistada entre os animais apropriados para alimento, segundo os requisitos da Lei. — Deut. 14:5.
Há incerteza quanto ao animal visado pela palavra hebraica zémer, traduzida de forma variada como “camurça” (AV, NM, PIB), “cabra-selvagem” (LEB), “camelo pardal” (So) ou simplesmente transliterada como “zemer” (Knox, em inglês). A raiz hebraica, da qual se pensa que a palavra zémer se deriva, sugere um animal saltitante, pulador, por isso, provavelmente, uma espécie de gazela.
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CanáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CANÁ
[provavelmente do hebraico qanéh, que significa “cana”, daí, um lugar de canas]. Cidade natal de Natanael. (João 21:2) Evidentemente, foi apenas no terceiro dia, depois da apresentação de Natanael a Jesus e de ele se ter tornado seu discípulo, que Jesus esteve em Caná e compareceu a uma festa de casamento, ocasião em que a sua mãe e seus irmãos também estavam presentes. Foi aqui que Jesus realizou seu primeiro sinal milagroso, o da transformação da água em vinho excelente. Daqui, ele e sua família e seus discípulos “desceram para Cafarnaum”. (João 1:43-49; 2:1-12) Mais tarde, quando estava novamente em Caná, um assistente do rei se aproximou de Jesus, suplicando-lhe que “descesse” até Cafarnaum a fim de curar seu filho moribundo. Sem fazer tal viagem, Jesus realizou a cura. — João 4:46-54.
O peso da evidência favorece a identificação de Caná com Khirbet Qana, cerca de 14, 5 km ao N de Nazaré. Aqui, as ruínas de um antigo povoado jazem sobre uma colina, na extremidade da planície de Asochis, modernamente chamada el-Battuf.
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Cana, IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CANA, I
Veja Cálamo, Cana.
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Cana, IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CANA, II
Esta é, amiúde, a tradução da palavra hebraica qanéh e de seu equivalente grego, kálamos, termos que, evidentemente, abrangem numerosas plantas semelhantes à cana, que comumente crescem em lugares úmidos. (Jó 40:21; Sal. 68:30; Isa. 19:6; 35:7) Alguns peritos acreditam que, em muitos casos, a “cana” que se tem presente é a cana-do-reino (Arundo donax). Esta planta é comum no Egito, na Palestina e na Síria. Sua haste, que termina numa ampla pluma de flores brancas, possui um diâmetro de 5 a 7,5 cm na base, e cresce a uma altura de 2,40 m ou mais. As folhas medem de 30 a 90 cm de comprimento. Até mesmo em tempos recentes, esta cana tem sido usada como vara de medir. — Veja Ezequiel 40:3, 5; Revelação 11:1; 21:15, 16.
Em zombaria, os soldados romanos colocaram uma cana, representando um cetro real, na mão direita de Jesus, e, mais tarde, golpearam-no com ela. Também foi usada uma cana para dar a Jesus, quando estava pendurado na estaca, uma esponja ensopada de vinho acre. — Mat. 27:29, 30, 48; veja HISSOPO.
Figuradamente, a cana é usada na Bíblia para representar instabilidade e fragilidade. (1 Reis 14:15; Eze. 29:6, 7) Comparou-se o Egito a uma cana esmagada, cujas lascas pontiagudas penetrariam na palma da mão de qualquer que se apoiasse nela. (2 Reis 18:21; Isa. 36:6) A respeito de João Batista, disse Jesus: “O que fostes ver no ermo? Uma cana jogada pelo vento?” (Mat. 11:7) Tais palavras talvez visassem mostrar que João Batista não era uma pessoa hesitante ou vacilante, mas era alguém firme, estável e reto. Em Mateus 12:20 (Isa. 42:3), a “cana machucada” parece representar as pessoas oprimidas, como o homem com a mão ressequida a quem Jesus curou no sábado. — Mat. 12:10-14; veja Mateus 23:4; Marcos 6:34.
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Canaã, CananeuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CANAÃ, CANANEU
[provavelmente do hebraico kaná‘, ‘ser humilde’; daí, baixo, humilhado].
1. O quarto filho alistado de Cã, e neto de Noé. (Gên. 9:18; 10:6; 1 Crô. 1:8) Era o progenitor de onze tribos que, com o tempo, habitaram a região ao longo do leste do Mediterrâneo, entre o Egito e a Síria, desta forma lhe dando o nome de “a terra de Canaã”. — Gên. 10:15-19; 1 Crô. 16:18; veja o N.° 2 abaixo.
Depois do incidente da embriaguez de Noé, Canaã ficou sob a maldição profética de Noé, que predizia que Canaã se tornaria escravo tanto de Sem como de Jafé. (Gên. 9:20-27) Visto que o registro menciona apenas que “Cã, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai e foi contá-lo aos seus dois irmãos lá fora”, surge a questão quanto à razão de ter sido Canaã, ao invés de Cã, o objeto dessa maldição. Comentando o V. 24, que declara que, quando Noé despertou dos efeitos do vinho, “soube o que lhe havia feito seu filho mais moço”, uma nota na tradução de Rotherham, em inglês, afirma: “Sem dúvida Canaã, e não Cã: Sem e Jafé, por causa de sua piedade, são abençoados; Canaã, por causa de alguma baixeza não mencionada, é amaldiçoado; Cã, por causa de sua negligência, é negligenciado.” Similarmente, uma publicação judaica, The Pentateuch and Haftorahs (O Pentateuco e as Haftorás), editada por J. H. Hertz, sugere que a breve narrativa “se refere a algum ato abominável em que Canaã parece ter estado envolvido”. E, depois de comentar que a palavra hebraica traduzida “filho”, no V. 24, pode significar “neto”, esta fonte declara: “A referência é evidentemente feita a Canaã.” The Soncino Chumash, editado por A. Cohen, também indica que alguns creêm que Canaã “se tenha entregado a uma concupiscência pervertida quanto a [Noé]”, e que a expressão “filho mais moço” se refere a Canaã, que era o filho mais moço de Cã.
Tais conceitos são, necessariamente, conjecturais, visto que o registro bíblico não fornece quaisquer pormenores quanto ao envolvimento de Canaã na ofensa contra Noé. Todavia, algum
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