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Corantes, Corar (Tingir)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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A antiga Tiro se tornou famosa por causa dum corante púrpuro ou carmesim-forte conhecido como púrpura-de-tiro ou púrpura imperial (ou dos antigos). Embora se diga que os tírios empregavam um método de tingimento duplo, é desconhecida a fórmula exata usada para se obter tal cor. A substância tintorial era evidentemente obtida dos moluscos dos gêneros Murex e Purpura, tendo sido encontradas pilhas de conchas vazias do murex (Murex trunculus) ao longo das praias de Tiro e na vizinhança de Sídon. Visto que a quantidade de fluido obtida de cada molusco era mínima, acumular uma quantidade considerável era um processo custoso. Por isso, tal corante era caro, e as roupas tingidas de púrpura se tornaram um signo das pessoas ricas ou dos em alta posição. (Ester 8:15; Luc. 16:19) A cidade fenícia de Tiro é representada por Jeová como possuindo lã tingida de roxo ou púrpura, e outros tecidos coloridos, bem como negociando tais artigos. — Eze. 27:2, 7, 24.
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CorazimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORAZIM
Uma cidade entre as que foram reprovadas por Jesus, situada na ponta NO do mar da Galiléia. (Mat. 11:21) Os geógrafos geralmente a identificam com Khirbet Kerazeh, cerca de apenas 3 km ao N do local sugerido da antiga Cafarnaum (V. 23), a cidade que Jesus aparentemente usava como base de operações durante seu grande ministério galileu de mais de dois anos de duração. Jesus declarou um vindouro “ai” para os habitantes judaicos de Corazim que, durante aquele seu tempo, foram testemunhas de “obras poderosas” que teriam movido os pagãos de Tiro e Sídon a arrepender-se, todavia, deixaram de agir em harmonia com a mensagem de Jesus. Depois disso, no outono setentrional de 32 E.C., quando enviava os 70 discípulos durante seu posterior ministério na Judéia, Jesus inseriu uma referência à atitude impenitente de Corazim em sua palestra, pelo que parece como ilustração verbal de como seus discípulos deviam ‘sacudir dos pés o pó’ daquelas cidades que os haviam ‘desconsiderado’. — Luc. 10:10-16.
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CorbãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORBÃ
Conforme explicado em Marcos 7:11, “corbã” é “uma dádiva dedicada a Deus”. A palavra grega aqui traduzida “corbã” é korbán, o equivalente da palavra hebraica qorbán, significando uma oferta. Qorbán é usada em Levítico e em Números, e se aplica tanto às ofertas com sangue como às exangues. — Lev. 1:2, 3; 2:1; Núm. 5:15; 6:14, 21.
Já na época do ministério de Jesus Cristo na terra se havia desenvolvido uma prática culpável, relacionada com o corbã, sendo especialmente promovida pelos fariseus. Estes ensinavam que o dinheiro, as propriedades ou qualquer coisa dedicada ao templo como “corbã”, ou dádiva votiva, pertenciam dali em diante ao templo, e não podiam ser usados para nenhum outro fim. Na realidade, a dádiva ou coisa devotada era retida pela pessoa que fazia o voto. Todavia, segundo tal prática, um filho podia evitar assumir a responsabilidade de sustentar seus pais idosos e indigentes simplesmente por afirmar que seus bens, ou parte deles, eram “corbã”, uma dádiva dedicada a Deus ou ao templo. Podia dizer: “Seja corbã”, ou “É corbã”, e não teria de usar tais bens para sustentar seus pais, que poderíam estar em terríveis apertos financeiros, e solicitar a sua ajuda, ou precisar dela, no futuro. No judaísmo posterior, mesmo se uma pessoa empregasse impensadamente o termo “corbã”, e, depois disso, mudasse de idéia, a dádiva assim designada jamais deveria ser usada de nenhuma outra forma. — Mar. 7:9-13.
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Corço(A)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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CORÇO(A)
Pequeno cervídeo parecido a uma gazela. O corço se ergue uns 60 cm na espádua, e mede cerca de 1,20 m de comprimento. Apenas os machos possuem armações, e estas são descartadas cada ano. Nisto o corço difere da gazela, com seus chifres permanentes, apresentados geralmente por ambos os sexos. O casaco de verão do corço é castanho-avermelhado, e este pode ter dado à criatura o seu nome hebraico, yahhmúr, considerado como se derivando duma raiz que significa “vermelhidão”. Este animal não é gregário. Em geral, apenas pequenos grupos de três ou quatro, o macho, a fêmea e uma ou duas crias, podem ser vistos alimentando-se juntos. O corço tem uma consorte para toda a vida.
Sendo ruminante e tendo casco partido, o corço era aceitável como alimento segundo os termos da Lei mosaica. (Deut. 14:5, 6) A carne dessa criatura era uma das carnes regularmente providas para a mesa do Rei Salomão. — 1 Reis 4:22, 23.
A corça, fêmea do corço, é uma criatura esbelta e graciosa, tímida, de andar seguro, e rápida. Quando em avançada prenhez, as corças se recolhem aos recessos da floresta para dar à luz, e então continuam em isolamento, cuidando ternamente dos filhotes e protegendo-os até a ocasião em que possam cuidar de si. — Jó 39:1; Sal. 29:9.
A corça mansa e graciosa consta das vividas metáforas da Bíblia. (Pro. 5:18, 19; Cân. 2:7; 3:5) Faz-se alusão à rapidez e ao andar seguro desse animal, que o habilitam a escapar de seus inimigos. (2 Sam. 22:1, 34; Sal. 18:32, 33; Hab. 3:19) Jacó descreveu profeticamente a tribo de Naftali como “uma corça esbelta”, possivelmente se referindo à sua perícia e à sua rapidez na guerra. (Gên. 49:21) O salmista, quando privado do livre acesso ao santuário, compara sua ânsia de Deus à sede que a corça tem das correntes de água. (Sal. 42:1-4) A figura duma corça abandonando seu filhote recém-nascido, tão contrária à sua bem-conhecida solicitude para com sua prole, sob condições normais, indica a gravidade das secas em Judá. — Jer. 14:1, 2, 5.
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CordeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CORDEIRO
Veja OVELHA.
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