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  • “Haverá grandes terremotos”
    Despertai! — 1977 | 22 de agosto
    • apenas os 62 anos de 1915 a 1976 E. C. Ali, ano por ano, acham-se as localidades de alguns dos terremotos deste período, junto com as estatísticas de mortos, apresentadas na página precedente.

      O aumento dramático de terremotos desde 1914 ajuda a provar que vivemos no tempo da presença de Jesus. Estes poderosos tremores cumprem sua profecia: “Haverá grandes terremotos.”

  • A linguagem humana — dádiva ímpar
    Despertai! — 1977 | 22 de agosto
    • A linguagem humana — dádiva ímpar

      Do correspondente de “Despertai!” na Costa do Marfim

      UMA máquina de traduzir certa vez captou a expressão inglesa “longe dos olhos, longe da mente (em português, do coração)” e a verteu em outra língua como “idiota invisível”! Significava isso que se havia rompido alguma engrenagem da máquina? Não, ela cometera um erro muito perdoável. Também sublinhava um dos muitos fatores que tornam ímpar a linguagem humana entre os métodos conhecidos de comunicação — sua complexidade.

      Para a máquina, “longe dos olhos” era, em certo sentido, ser ‘é invisível”. Estar “longe da mente” significava estar louco ou ser um idiota; todavia “longe dos olhos, longe da mente” não significa um “idiota invisível”! É tal tipo de coisa que dá dores de cabeça aos inventores de máquinas de traduzir.

      Naturalmente, não é apenas a complexidade que torna ímpar a fala humana. Há muitos outros fatores envolvidos — tantos que alguns cientistas sustentam que, ao invés de rotular o homem de homo sapiens (“homem com sabedoria”), seria mais apropriado rotulá-lo de homo loquens (“homem que fala”).

      Alguém, porém, talvez proteste: “Já se esqueceram de toda a pesquisa recente sobre sistemas de comunicações de animais? É verdade que o homem fala. Mas, também o fazem os animais, de seu modo. Os golfinhos assobiam, as abelhas dançam, as aves têm notas distintivas de canto e algumas até mesmo imitam a voz humana. E que dizer dos macacos que recentemente aprenderam certa linguagem de ‘sinais’? Embora seu meio de comunicação talvez não funcione bem do mesmo modo que o do homem, por certo o objetivo e os resultados são os mesmos, não são?”

      Bem, são e não são. São, no sentido que comunicam; e não são, pois, via de regra, o objetivo e os resultados não são os mesmos. Fez-se muita pesquisa sobre esse assunto. As diferentes chamadas feitas por criaturas tão variadas como os gibões, os gansos e os golfinhos têm sido catalogadas — em alguns casos, até mesmo organizadas numa espécie de vocabulário. Os gibões, pelo que parece, dispõem de nove chamadas, mais ou menos, e os golfinhos ainda mais. Os golfinhos até mesmo parecem dispor de diferentes “dialetos”, segundo o local onde vivam.

      Todavia, há várias diferenças vitais entre a linguagem do homem e a dos animais — até mesmo além do fato óbvio de que a linguagem humana é imensuravelmente mais complexa. Uma diferença é . . .

      A Intenção de Comunicar-se

      Quando usam seus próprios sinais de chamada, será que os animais ou as aves tencionam conscientemente comunicar-se uns com os outros, como fazem os humanos? Ou é o som apenas uma reação instintiva de sua situação momentânea? Konrad Z. Lorenz, renomada autoridade mundial sobre comportamento animal, afirma que não tencionam comunicar-se, embora amiúde pareçam fazê-lo.

      Caso uma gralha, para exemplificar, fique alarmada enquanto come, ela alçará vôo soltando um brado de aviso, “kia, kia”, e qualquer outra gralha que ouça esse brado alçará vôo automaticamente também. A perfeita coordenação entre o brado de aviso e a reação de outras aves gera a impressão de que se falam e compreendem sua própria linguagem. Mas, isso não acontece, explica Lorenz em seu livro King Solomon’s Ring (Anel do Rei Salomão):

      “O animal, por todos esses sons e movimentos que expressam suas emoções, não possui de forma alguma a intenção consciente de influenciar um outro membro da sua espécie. Isto é provado pelo fato de que até mesmo os gansos ou as gralhas criados e mantidos solitários fazem todos esses sinais logo que a disposição correspondente toma conta deles.” — P. 77.

      Quando um homem usa os sinais vocais que aprendeu, tenciona transmitir algo a seus ouvintes (a menos, naturalmente, que esteja cantando no banheiro!), e parará se notar que ninguém o está ouvindo. A gralha, contudo, não se importa se outra está ouvindo. Simplesmente emite o som como ação reflexa instintiva, assim como um homem boceja quando está cansado. Isto sublinha outra diferença no que tange à linguagem humana . . .

      Mobilidade do Sinal

      A maioria dos sinais animais não são o que os lingüistas (estudantes da linguagem) chamam de “móveis”, ou separados da situação que motiva o sinal. O gibão, por exemplo, usa seu brado de perigo apenas quando realmente existe o perigo.

      Os sinais animais são também fixados no sentido de que o animal, em geral, não ouve o som que produz e então tenta modificá-lo em outro som. Certas aves, é verdade, conseguem imitar sons que não existem em seu “vocabulário” inato. Podem aprender a imitar sons produzidos por outras aves, ou até mesmo os produzidos pelo homem, como o papagaio que diz “Dá o pé, louro’!”

      No entanto, Lorenz insiste que as aves raramente conseguem associar conscientemente até mesmo um dos sons de palavras que aprenderam com certa ação, e, daí, nunca o fazem com finalidade prática. Certo velho papagaio-cinzento da África, ou jacó chamado Geier, que dispunha dum vocabulário “humano” bem amplo (inclusive dizendo “Auf wiedersehen!” com voz profundamente benévola sempre que alguém se levantava para partir), jamais aprendeu a dizer “comida” quando tinha fome, e “bebida” quando tinha sede.

      Esta falta de “mobilidade” é ainda mais notável na dança das abelhas. Trata-se duma espécie de linguagem de sinais parecida com a sinalização por meio de bandeiras, e os homens tiveram até êxito em usá-la para comunicar-se com os insetos. A abelha exploradora indica a distância das flores pela velocidade de sua dança (mostrando assim o esforço exigido), e a direção pelo seu eixo em relação ao sol.

      No entanto, isso é tudo que pode ser transmitido. Cada sinal, cujo “significado” é fixado, não pode ser separado e usado de outros modos, para conversinhas sobre “Como está o tempo por lá?” ou “Viu ultimamente algumas flores lindas?”

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