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Domando o NígerDespertai! — 1970 | 8 de julho
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a mesma quantidade de energia elétrica que a projetada barragem de Jebba. Uma vez concluídas estas represas, planeja-se executar um sistema integrado, engenhoso, que produza o ano inteiro grande quantidade de eletricidade.
Tais projetos devem ser de grande vantagem para a economia nigeriana.
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Habitantes das montanhasDespertai! — 1970 | 8 de julho
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Habitantes das montanhas
MONTANHAS elevadas que penetram nas nuvens e atingem altitudes estonteantes talvez pareçam a nós, humanos, friamente majestosas, solitárias, até mesmo proibitivas. Todavia, para uma grande variedade de animais selváticos elas são o lar. Algumas destas criaturas nunca pensariam em descer a uma altitude mais baixa. E a observação delas num zoológico, mesmo que sobrevivam a tal experiência humilhante, não dá uma idéia realística do seu modo de vida entre os picos e os abismos.
Algumas destas criaturas não são bem conhecidas por nós, ao passo que os nomes de outras se tornaram palavras quase que familiares. Por exemplo, já ouviu falar do niala, com os seus chifres espiralados que chegam a medir até mais de um metro de comprimento? Foi descoberto em 1908, numa altitude de 2.700 metros, nas montanhas do sul da Abissínia. Por outro lado, quem é que não ouviu falar da chinchila? A variedade montanhesca vive numa altitude de 5.000 metros.
Naquelas altitudes há também aves que voam alto e fazem seus ninhos em lugares inacessíveis. Há grande variedade de aves, tais como falcões, águias, o pato fusco, o estorninho zaino de bico fino e uma multidão de outras.
Podemos olhar mais de perto para alguns destes moradores lá no alto, sem arriscarmos a vida ou quebrarmos os ossos? Sim, podemos, pois outros já subiram a tais altitudes atordoadoras e registraram suas observações de primeira mão para nosso benefício.
O Gorila das Montanhas
Comecemos com o gorila das montanhas, o símio gigante descoberto nas grandes elevações das florestas do oeste da África, em 1847. A belicosidade noticiada desta criatura, sua enorme força e o isolamento de sua habitação têm estimulado a imaginação do homem e criado um pouco de mistério, suscitando o interesse popular e científico.
A expedição para investigar os primatas africanos partiu em fevereiro de 1959 para esclarecer o mistério. Alcançar seu objetivo envolveu percorrer as florestas e subir às montanhas encobertas por nevoeiros. Por fim, em janeiro de 1961, chegaram ao lugar de morada do gorila das montanhas, cuja população supostamente soma no total entre 5.000 e 15.000. Durante as 466 horas que passaram em plena vista destas criaturas poderosas, aprendeu-se e registrou-se muita coisa.
Ao todo, os membros da expedição tiveram a oportunidade de estudá-los em 314 encontros separados. Imagine um destes enormes animais aproximar-se a cinco metros de distância — sem que nada lhe impeça chegar-se ainda mais perto! Esta foi a experiência de um dos membros do grupo visitante.
Estes camaradas enormes se levantam cedo, por volta das 6 horas da manhã, e se recolhem por volta das 18 horas. O desjejum pode durar umas duas horas, sendo que seus corpos maciços se locomovem de um petisco para outro. Aproximadamente das 10 às 14 horas, ficam ociosos. Depois começam novamente a buscar alimento — alimento em maior variedade do que qualquer zoológico proveria. Colecionaram-se um total de 100 plantas alimentícias nas diversas áreas em estudo, o que de modo algum constitui uma alimentação monótona!
Os observadores notaram que estas criaturas possuem um total de umas vinte e duas pronunciações ou vocalizações distintas, oito delas ocorrendo com bastante freqüência. Há um murmúrio suave — indício seguro dum símio contente. Uma série de grunhidos abruptos serve para manter o grupo unido. Um grito dissonante pode dar a impressão de que se comete um assassinato. É mais provável que seja apenas uma altercação com muitos blefes. Um grito estridente indica que um filhote tem medo de ser deixado para trás. A mamãe, sem dúvida, responde logo.
Mas que dizer daquele gesto notório dos gorilas, de baterem no peito? Para isso terá que ter paciência, pois não acontece freqüentemente. Mas uma vez que começa, presencia um verdadeiro espetáculo! Começa com uma série de sons semelhantes à buzina, após os quais o animal, ‘buzinando’ num ritmo mais acelerado, se levanta nas pernas traseiras como uma montanha de pêlo, lança algumas plantas ao ar, dá pontapé com uma perna e no auge bate no seu peito maciço diversas vezes com as mãos em concha. Daí corre lateralmente, batendo e arrancando a vegetação, e finalmente bate no chão com palma pesada. Estas batidas no peito foram gravadas; seus urros de alta intensidade são provavelmente os sons mais explosivos em todo o reino animal!
Um exame mais de perto destes brutos poderosos, que pesam até duzentos e setenta quilos, revela que, quanto à vista, ao ouvido e ao olfato, suas faculdades são aproximadamente iguais às do homem. Locomovem-se quase sempre de quatro. O mais longe que se viu um deles andar ereto foi a distância de vinte metros. É também interessante que durante todas as horas de observação nem uma única vez se viu um gorila usar qualquer espécie de instrumento.
Os membros mais jovens do grupo se entregam a uma série de brincadeiras: seguir a um líder em fila indiana, correr, trepar, deslizar e brincar de balança. Levam uma vida relativamente pacífica. Raras vezes se ouvem brigas. O banho de sol é uma das suas principais formas de descanso. Deitam-se de costas, com o peito peludo exposto aos raios quentes do sol. Sempre que chove, qualquer árvore oferece abrigo, ou podem simplesmente ficar sentados juntos, com os ombros encurvados, ao ar livre, esperando pacientemente que passe a tempestade.
Os Camelos das Montanhas
Agora, folheando as anotações dos naturalistas, demos uma olhada nos camelos das montanhas, no seu próprio meio-ambiente, lá no alto dos Andes sul-americanos, nos desertos de pedra ou punas. A vicunha é selvática, muito prezada pelo seu pêlo, ao passo que o lhama é domesticado, genuíno navio do deserto. Têm aspecto bastante diferente
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