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  • Habitantes das montanhas
    Despertai! — 1970 | 8 de julho
    • Outros Alpinistas Intrépidos

      O cenário muda agora para as montanhas do noroeste da América do Norte. Ali habita o cabrito montês de olhos amarelos, na realidade um antílope. Com a sua barba branca balançando serenamente ao vento, faz lembrar um velho professor, a quem o vê. No entanto, nenhum professor poderia acompanhar esta criatura das mais firmes no passo. Vestido de quente roupa de baixo, de lã de sete a dez centímetros de grossura, leva uma vida árdua e difícil acima da linha onde acabam as árvores. Seu casaco é longo e emaranhado, também de pura lã. Mas os naturalistas não têm muita certeza de como, apesar de tal equipamento, ele consegue sobreviver às condições árticas do norte das Montanhas Rochosas. Este animal larga às vezes tanta lã, que os índios podem ajuntar vários alqueires dela num espaço de poucos metros quadrados.

      A segurança de passo deste cabrito é realmente fenomenal. Ele raras vezes avança a menos que tenha certeza do que tem na frente de si. Todavia, se a trilha elevada acaba em nada, não fica em pânico. Ele pode retroceder de costas até poder dar volta, ou pode erguer-se nas patas traseiras, com centenas de metros de abismo abaixo de si, encostar-se firmemente contra o rochedo, virar-se por dentro e deixar-se novamente cair sobre as quatro patas, tão facilmente como nós subiríamos à calçada. Mas este não é o limite do seu atrevimento. Pode preferir antes desafiar o abismo embaixo, esticando-se simplesmente para cima e se segurando numa pequena saliência de rocha, e puxar-se ainda mais para cima.

      Iguais ao lhama, estes cabritos monteses têm os seus próprios sapatos especiais. A sola de cada dedo do pé é côncava e age como copo de sucção. As fendas entre os dois dedos se abrem para a frente, de modo que quando o animal desce numa encosta lisa de rocha seu peso abre os dedos ainda mais para lhe dar um passo seguro. Estas criaturas têm muita curiosidade a respeito dos homens que de vez em quando invadem interessados o seu meio ambiente montanhesco.

      E depois há o carneiro das montanhas rochosas, também nascido num mundo de picos elevados. Esta criatura é realmente um animal ovino, mas sem a tradicional lã. Ele também é ágil e ligeiro de pé. Observou-se um carneiro velho, na Sierra Diablo, no oeste do Texas, descer um penhasco quase vertical de quinze metros de altura. Outro deu um salto de quase cinco metros sobre um abismo. Os carneiros monteses andam na maior parte em rebanhos. As mães vigiam severamente enquanto os cordeirinhos se divertem, brincam de pegador, seguem a um em fila indiana, pulam sobre rochas, correm em volta de picos e se dão cabeçadas.

      Outro vizinho nesta região montanhosa do norte é o chamado castor das montanhas. Trata-se realmente dum nome impróprio, pois ele não é verdadeiro castor. Não tem cauda e não tem a reputação do verdadeiro castor quanto à diligência. Ora, o teto do seu túnel é muitas vezes tão fino que desaba. Se o entulho o incomoda, ele simplesmente o ajunta e empurra para fora. Pode ser visto durante o inverno inteiro, seguindo a sua rotina diária, pois não é criatura que hiberna.

      Por fim, vamos dar uma olhada no hírax, na região em que normalmente habita, no Monte Quênia, na zona alpina da África. Sem cauda, com o tamanho aproximado dum coelho, diz-se que esta criatura peculiar está aparentada com o elefante e o rinoceronte. Seu esterco é peculiar, pois contém o hiráceo usado nos perfumes elegantes. Menos sofisticado e menos ágil do que alguns dos seus vizinhos montanheses, o hírax mora em tocas, em temperatura um pouco acima do congelamento. Está equipado com um casaco de pêlo marrom de uns cinco centímetros de grossura. Seus primos moram nas pradarias baixas, onde é mais quente, de modo que o seu pêlo tem apenas a grossura de um centímetro e pouco.

      Portanto, onde quer que haja elevações montanhosas em toda a terra, há criaturas interessantes que consideram as montanhas o seu lar. A inacessibilidade significa para estas criaturas principalmente segurança contra predadores humanos. Há grandes e pequenas. Incluem uma grande variedade: o forte gorila, a vicunha risonhamente livre, o pacato cabrito montês, o estólido lhama de carga e o ligeiro castor das montanhas. Se vir alguma vez um destes num jardim zoológico, imagine mentalmente o mundo limpo e airoso de picos e abismos que eles chamam de lar.

  • Um antigo líquido beneficia o mundo moderno
    Despertai! — 1970 | 8 de julho
    • Um antigo líquido beneficia o mundo moderno

      Do correspondente de “Despertai!” no Canadá

      UM LÍQUIDO para embalagens, arquitetura, engenharia e arte! Essencial para automóveis, rádio, televisão e satélites, é também indispensável em hospitais, fábricas e lares. Pode ser tão forte como o aço, tão duro como pedras preciosas, tão pesado como ferro; ou pode ser tão frágil como a casca de ovos, macio como seda e leve como cortiça. Disponível numa abundância ultrapassada por poucos outros materiais, é o líquido da antiguidade: o vidro.

      “Vidro um líquido?” talvez pergunte incredulamente. Sim, quando o vidro é fundido numa mistura incandescente de ingredientes derretidos, seus átomos e suas moléculas retêm a estrutura irregular dum líquido, embora se torne tão rígido como os sólidos comuns. Um líquido que tem aspecto, contextura e comportamento igual a um sólido parece fantástico, mas as propriedades peculiares de seu estado sem igual tornam o vidro um dos seus servos mais versáteis e valiosos.

      O fabrico do vidro é uma das indústrias mais antigas. Também é bem moderno. O homem tem usado o vidro por mais de trinta e cinco séculos, mas quase ainda “nem tocou na superfície” da sua versatilidade, até cerca de setenta e cinco anos atrás. De fato, foi só em 1903 que se produziu a garrafa de vidro toda automaticamente, e a máquina para a produção de vidraça só se tornou realidade comercial por volta de 1916. Desde então, maior conhecimento e melhores meios de utilizar este líquido espantoso permitiram que a produção em massa transformasse o vidro de um luxo caro em servo, em miríades de formas.

      Produção Contínua

      Os ingredientes básicos do vidro não sofreram mudança, durante milhares de anos. Areia silicosa, cal e soda ainda constituem cerca de noventa por cento do vidro do mundo, mas a escala de

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