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“Percebidas por meio das coisas feitas”A Sentinela — 1979 | 15 de maio
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O besouro-d’água tem olhos bifocais, para ver por cima e por baixo da água duma lagoazinha, mas esta é a mínima das suas maravilhas. Pode voar, rastejar, andar sobre a água ou mergulhar. Neste último caso, leva consigo uma grande bolha de ar, que atua como pulmão. Esta recebe do besouro os resíduos de bióxido de carbono e os lança na água, e transfere oxigênio da água para o besouro. A criatura pode ficar submersa durante horas. As partes inferiores do besouro gostam da água, mas as partes superiores dele, inclusive as metades superiores dos olhos compostos, são mantidas lubrificadas pelas glândulas para que repilam a água. Ele pode locomover-se velozmente em todas as direções sobre a película superficial da água, criando ondinhas ao fazer isso. Quando estas ondinhas atingem a margem, ou objetos na superfície da água — talvez outro besouro-d’água ou um inseto comestível — trazem reflexos de retorno. Com duas antenas mantidas à superfície da água, o besouro controla as mensagens delas sobre seus arredores. Capta alimentos e evita colisões, quando centenas de seus pares participam em dardejar erraticamente em volta, todos criando ondinhas, mas cada um controlando as suas próprias. Este sistema funciona dia e noite. O besouro-d’água faz com as ondas da água o que os morcegos fazem com as ondas sonoras — com um computador encaixado naquela minúscula cabeça!
“NÃO HÁ NADA DE NOVO DEBAIXO DO SOL”
As pessoas olham para as consecuções tecnológicas e admiram os inventores humanos. Olham para os mesmos princípios empregados com uma finalidade, por criaturas vivas, e dizem que simplesmente vieram a existir por acaso. Na maior parte, os inventores humanos são realmente adaptadores. Já fora feito antes, como disse Salomão: “Não há nada de novo debaixo do sol.” (Ecl. 1:9) No livro Bionics, de Daniel Halacy, Jr., lemos na página 19:
“Foi colocado no mercado um avião comercial com uma curvatura de asa modelada segundo a duma ave. Uma firma de produtos de borracha estava experimentando com uma ‘pele’ artificial, aerodinâmica, para barcos, copiada daquela dos mamíferos marinhos. Um novo indicador de velocidade do solo, para aviões, foi modelado segundo o olho dum besouro, e uma câmara melhor de TV simula o mecanismo do olho do límulo.”
Os homens pesquisam detidamente as criações de Jeová Deus para descobrir seu funcionamento engenhoso e adaptá-lo às invenções humanas. Isto nos faz lembrar as palavras de Jó 12:7-9: “Pergunta, por favor, aos animais domésticos, e eles te instruirão; também às criaturas aladas dos céus, e elas te informarão. Ou mostra à terra a tua preocupação, e ela te instruirá; e os peixes do mar to declararão. Qual entre todos estes não sabe muito bem que a própria mão de Jeová fez isso?” Os inventores gostam de receber o crédito pelas suas espertas adaptações, mas, amiúde negam o reconhecimento. Aquele que, “em sabedoria”, originou tudo. — Sal. 104:24.
A Bíblia fala sobre a formiga ceifeira, em Provérbios 6:8: “Prepara seu alimento no próprio verão; tem recolhido seus alimentos na própria colheita.” Durante séculos, duvidou-se da existência de formigas que ceifassem e armazenassem cereais, mas, em 1871, um naturalista britânico descobriu seus celeiros As formigas também cultivam safras, têm escravos e mantêm criações. As térmitas condicionam o ar dos seus ninhos, assim como as abelhas fazem com suas colméias. Por meio duma dança no escuro, as abelhas mostram também a outras onde está o néctar, em que direção e quão longe. Os insetos têm espantosas capacidades que os homens não podem imitar. ‘São instintivamente sábios’, conforme diz a Bíblia, criados assim por Jeová Deus. — Pro. 30:24.
“Água, água em toda a parte, mas nenhuma gota para beber”, diz um ditado a respeito do oceano. Mas, algumas aves aquáticas têm glândulas que dessalinizam a água do mar. Alguns peixes e enguias geram eletricidade, até uns 400 volts. Muitos peixes, vermes e insetos produzem luz fria, para a inveja dos cientistas, cujas próprias luzes perdem energia pelo calor. Morcegos e golfinhos usam o sonar, as vespas fabricam papel, as formigas constroem pontes, os castores erguem represas, certas cobras possuem termômetros sensíveis à mudança de temperatura de um milésimo de grau centígrado. Insetos de charcos usam tubos snorkel e sinos de mergulhador, os polvos usam a propulsão a jato, as aranhas tecem sete espécies de teias, fabricam alçapões, redes, laços, e têm crias que são aeróstatas, viajando milhares de quilômetros a grandes altitudes. A fêmea da traça lança perfume que o macho pode sentir a uma distância de 10 quilômetros, mesmo que só uma molécula toque na sua antena. O salmão volta ao riacho em que nasceu, depois de passar anos no mar aberto, porque cada um deles se lembra do cheiro caraterístico do riacho donde veio e pode detectá-lo ao nadar nas águas costeiras.
Jeová trouxe à atenção de Jó Suas muitas maravilhas criativas. Qual foi a reação de Jó? A seguinte: “Fiquei sabendo que és capaz de fazer todas as coisas, e não há idéia que te seja inalcançável.” — Jó 42:2.
É impossível que tal espantoso invento exista sem inventor. Os evolucionistas afirmam que ‘a seleção natural e a sobrevivência do mais apto’ constituem o inventor. Mas, o problema é o surgimento do mais apto, não a sobrevivência dele. Não se pode selecionar até haver uma escolha disponível. Não se pode construir uma casa antes da chegada do material de construção. Conforme diz a Bíblia: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” A evidência está em toda a parte. Muitos dos que acham que um artefato rudimentar de pedra indica um homem-macaco não conseguem perceber as qualidades de Deus refletidas em todas as suas espantosas obras. “Eles são inescusáveis.” (Rom. 1:20) Mas, tenhamos nós os ‘olhos que vêem’ a existência de Jeová, conforme refletida nas suas obras criativas. — Mat. 13:14-16.
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O cérebro humano — massa cheia de mistérioA Sentinela — 1979 | 15 de maio
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O cérebro humano — massa cheia de mistério
Quem afirmaria que um prédio pode construir a si mesmo, ou um aparelho de televisão fabricar a si mesmo, ou um computador projetar e programar a si mesmo? Requer cérebros para fazer essas coisas. Contudo, alguns afirmam que o cérebro simplesmente surgiu por acaso. É o cérebro humano mais simples do que prédios, televisores e computadores?
DAVI olhou para a abóbada estrelada, lá em cima, e viu esta mensagem refletida ali: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” Ficou espantado com a imensidão deles e se perguntou por que Deus se lembraria do insignificante homem: “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele, e o filho do homem terreno para que tomes conta dele?” Contudo, quando Davi contemplou seu próprio corpo, novamente se admirou: “Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante. Teus trabalhos são maravilhosos, de que minha alma está bem apercebida.” — Sal. 19:1; 8:3, 4; 139:14.
Que contraste com os homens atuais! Davi sentiu-se vencido diante do poder majestoso de Deus, quando viu umas 2.000 estrelas. Hoje, os homens discernem uns cem bilhões de estrelas na nossa galáxia chamada Via-láctea, calculando mais cem bilhões de galáxias no universo (cada uma com bilhões de estrelas), mas negam a existência dum Criador. Davi maravilhou-se da complexidade de seu próprio corpo e elogiou a Jeová. Atualmente, os homens sabem muito mais sobre as maravilhas do corpo, mas atribuem tudo à evolução cega. Estão sempre aprendendo, mas nunca parecem ser capazes de chegar ao conhecimento
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