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A psiquiatria recorre aos cãesDespertai! — 1982 | 22 de setembro
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Eles dependiam dele. Ele lhes era necessário.
Um paciente que tinha vontade de se suicidar estava cumprindo sentença por assalto a mão armada. Ele não queria cooperar, era anti-social. Deu-se-lhe uma ave para cuidar. “Nunca havia sentido compaixão”, disse ele. Isso agora mudou. Ele se tornou estudante de ornitologia, e, ao ser posto em liberdade, espera incentivar outras instituições a adotar programas de terapia com animais de estimação.
As ansiedades dos pacientes diminuíram e eles puderam expressar amor a seus animais de estimação sem receio de rejeição. Mais tarde, abriram-se com pessoas, primeiro falando sobre os cuidados dispensados a seus animais de estimação. Começaram a sentir responsabilidade. Sentiram-se úteis, algo dependia deles.
Meninos e rapazes na faixa etária de 7 a 18 anos são entregues por ordem do tribunal a certa instituição de menores. Alguns nunca realmente tiveram um lar, outros foram maltratados pelos pais, ainda outros são mentalmente retardados e outros foram transferidos de reformatórios estaduais. Mas todos eles têm uma coisa em comum — o Tigre, um gato doméstico, do tipo que se vê todos os dias. Um menino perturbado, violento e intratável, começou a gastar todo seu tempo com Tigre. Desenvolveu-se afeição entre eles, o menino se tornou calmo, adquiriu confiança e melhorou seu relacionamento com os estudantes e com os professores.
Num hospital psiquiátrico para crianças em Michigan, E.U.A., Skeezer, um cão de raça mestiça, perambula pela enfermaria, oferecendo seu companheirismo a qualquer criança que esteja precisando. Poucos conseguem resistir-lhe, e podem oferecer-lhe sua amizade sem receio de rejeição. Pause e pense: Um cão que busca afeição talvez ponha a cabeça sobre seus joelhos e fique olhando para você com seus grandes olhos castanhos. Ou um gato se manifeste ronronando e esfregando-se nas suas pernas. O que pedem é inconfundível. E, para a maioria de nós, são irresistíveis.
Outros estudos revelaram que os animais de estimação são úteis para doenças físicas. No Hospital da Universidade de Maryland, em Baltimore, E.U.A., descobriu-se que os pacientes com cardiopatia, que possuíam animais de estimação, tinham muito mais chances de sobreviver após deixarem o hospital do que os que não os possuíam. Dentre 92 pacientes, que haviam deixado o hospital fazia um ano, 11 dos 39 que não possuíam animais de estimação estavam mortos, ao passo que apenas três dos 53 que possuíam animais de estimação haviam morrido.
O psiquiatra Aaron Katcher, da Universidade de Pensilvânia, E.U.A., diz: “Quando as pessoas ficam mais velhas, a família e os amigos precisam menos delas, e amiúde elas se sentem abandonadas Este sentimento de inutilidade resulta em depressão. Um animal de estimação preenche o vazio.”
Outros estudos mostram que a posse de um animal de estimação abaixa a pressão sangüínea. Numa transmissão de televisão, pela NOVA, sobre “acariciar”, Katcher disse: “Você está suavemente acalmando o animal, e sabemos que o ritmo cardíaco do animal se torna mais lento assim como se torna mais lento o ritmo cardíaco da pessoa.” Numa outra ocasião, Katcher afirmou que “as chances de sobrevivência do cardíaco são três vezes maiores quando ele possui um animal de estimação”.
Portanto, pode ser de valor positivo algumas pessoas possuírem um animal de estimação. Compreensivelmente, há necessidade de equilíbrio. Os animais de estimação, no seu devido lugar, podem ser benéficos para certas pessoas.
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Rio da vida e rio da morteDespertai! — 1982 | 22 de setembro
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Rio da vida e rio da morte
“AO RETORNARMOS, vimos um filete de água que vinha em nossa direção. Corremos, e a água nos seguiu, alcançou-nos e começou a tocar nos nossos pés. Arrancamos dos pés as sandálias para correr mais rápido, mas a água continuou a subir e rodopiava em volta de nossos tornozelos. Felizmente, alcançamos com esforço nossa casa e fomos apressadamente ao andar de cima, certos de que a água não nos alcançaria ali.
“Subimos até o telhado e observamos a fúria da enchente. Era estranho ver estradas transformarem-se em torrentes e em rios velozes que se convergiam nas encruzilhadas. As águas subiram rapidamente. Na nossa vizinhança, chegaram a ter um metro e meio de profundidade.”
Assim descreveu um residente de Patna, na Índia, sua experiência, quando o poderoso Ganges se agitou.
Imagine um rio de 2.500 quilômetros de extensão que sustenta 300 milhões de pessoas. Sim, cerca de sete por cento da raça humana inteira depende das águas do Ganges para seu sustento. Mas, para muitos indianos, o Ganges é mais do que uma fonte de vida. Para os hindus, é Ganga, filha de Himavat (a personificação das cordilheiras do Himalaia), uma divindade a ser adorada. Crêem que banhar-se no Ganges purifica a pessoa de seus pecados,
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