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Urim E TumimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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fonte de ‘luz e perfeição’ em julgamento, daria resposta ao sumo sacerdote sobre o proceder correto a seguir em qualquer assunto.
PODEM TER SIDO SORTES
À base dos casos registrados nas Escrituras, em que Jeová foi consultado por meio do Urim e do Tumim, parece que a pergunta era formulada de tal modo que uma resposta “sim”, ou “não”, ou, pelo menos uma resposta brevíssima e direta, pudesse ser dada. Em certo caso (1 Sam. 28:6) apenas o Urim é mencionado, evidentemente subtendendo-se a inclusão também do Tumim. Vários comentaristas bíblicos crêem que o Urim e o Tumim eram sortes. São chamados de “as sortes sagradas” na tradução, em inglês, de James Moffatt, em Êxodo 28:30.
SERVIAM PARA VINCULAR O REINO COM O SACERDÓCIO
Em Deuteronômio 33:8-10 se faz referência ao sacerdócio arônico, dizendo: “Teu Tumim e teu Urim pertencem ao homem que te é leal.” A referência a estes como pertencendo “ao homem que . . . é leal [a Jeová]”, talvez faça alusão à lealdade da tribo de Levi, da qual proveio o sacerdócio arônico, conforme demonstrado em relação com o incidente do bezerro de ouro. — Êxo. 32:25-29.
Jeová proveu sabiamente o Urim e o Tumim e os colocou nas mãos do sumo sacerdote. Isto tornava o rei dependente, em grande parte, do sacerdócio, evitando a concentração de demasiado poder nas mãos do rei. Tornava necessária a cooperação entre a realeza e o sacerdócio. (Núm. 27:18-21) Jeová tornava conhecida a Sua vontade a Israel por meio de sua Palavra escrita, também por meio de profetas e de sonhos. Mas parece que os profetas e os sonhos eram empregados em ocasiões especiais, ao passo que o sumo sacerdote, com o Urim e o Tumim, estava sempre presente junto ao povo.
DESAPARECERAM EM 607 AEC
De acordo com a tradição judaica, o Urim e o Tumim desapareceram, junto com a Arca do pacto, quando Jerusalém foi desolada e o seu templo foi destruído, em 607 AEC, pelos exércitos babilônios sob o Rei Nabucodonosor. Este conceito é apoiado pelo que lemos a respeito destes objetos nos livros de Esdras e de Neemias. Ali, foi dito a certos homens, pretendentes a serem descendentes sacerdotais, mas que não conseguiam encontrar seus nomes no registro público, que eles não podiam comer das coisas sacratíssimas, providas para o sacerdócio, até que um sacerdote se pusesse de pé com o Urim e o Tumim, e, depois disso, a Bíblia não mais tece qualquer referência a estes objetos sagrados. — Esd. 2:61-63; Nee. 7:63-65.
SUMO SACERDOTE MAIOR CONSULTA A JEOVÁ
Jesus Cristo é descrito na carta de Paulo aos hebreus como o grande Rei-Sacerdote segundo a maneira de Melquisedeque. (Heb. 6:19, 20; 7:1-3) Nele se combinam a realeza e o sacerdócio. Sua obra sacerdotal foi prefigurada pela do sumo sacerdote do antigo Israel. (Heb. 8:3-5; 9:6-12) Todo o julgamento da humanidade está entregue às suas mãos, como tal Sumo Sacerdote. (João 5:22) Sem embargo, quando estava na terra, Jesus declarou: “As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras” (João 14:10), e: “Não faço nada de minha própria iniciativa; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo.” (João 8:28) Ele disse, também: “Se eu julgo, o meu julgamento é veraz, porque não estou sozinho, mas o Pai, que me enviou, está comigo.” (João 8:16) Certamente, em sua posição celestial exaltada, e aperfeiçoado como Sumo Sacerdote para sempre, ele continua neste proceder de sujeição ao Pai, voltando-se para ele em busca de ‘luz e perfeição’ no julgamento. — Heb. 7:28; compare com 1 Coríntios 11:3; 15:27, 28.
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UrsoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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URSO
O urso-pardo da Síria é o animal antes encontrado na Palestina, e que ainda é achado no N da Síria, no NO do Irã e no S da Turquia. Com mais freqüência, apresenta a cor marrom-claro e atinge, em média, uns 136 kg. Apesar de ser aparentemente desajeitado, o urso consegue mover-se com grande rapidez, mesmo em terreno acidentado, havendo variedades que atingem uma velocidade de quase 48 km/h para uma distância curta. Os ursos são também bons nadadores, e a maioria deles é constituída de bons trepadores.
A idéia de que os ursos abraçam ou apertam suas vítimas até elas morrerem não é comprovada pelos fatos. Quando toma parte numa briga, o urso ataca com suas enormes patas, e seus braços fortes e pesados enfiam profundamente suas unhas não-retrácteis no corpo de seu oponente. Um único golpe talvez baste para matar um animal, tal como um veado. Mui apropriadamente, portanto, as Escrituras fazem alusão à periculosidade do urso, comparando-a com a do leão. (Amós 5:19; Lam. 3:10) Os naturalistas, com efeito, consideram o urso ainda mais perigoso do que os grandes felinos. Usualmente, porém, o urso, como outros animais, não incomoda os humanos, mas os evita, embora possa atacá-los, quando provocado ou surpreendido.
A ferocidade da ursa quando perde seus filhotes é mencionada várias vezes nas Escrituras. (2 Sam. 17:8; Pro. 17:12; Osé. 13:8) Ursas, em certa ocasião, serviram como executoras, da parte de Deus, dos jovens delinqüentes que zombaram do profeta Eliseu. — 2 Reis 2:24.
Os ursos subsistem com uma dieta alimentar variada, nutrindo-se de folhas e de raízes das plantas, de frutos, bagas, nozes, ovos, insetos, peixes, roedores e coisas assim, e deleitam-se especialmente com mel. Embora haja exceções, os ursos parecem preferir uma dieta vegetariana. Sem embargo, no antigo Israel, na época em que as frutas e outros itens não consistindo em carne, da dieta do urso, eram escassos, os pastores de ovelhas e de cabras tinham de manter-se vigilantes contra as incursões dos ursos. Em sua juventude, Davi teve de enfrentar o ataque dum urso a fim de proteger o rebanho de seu pai. — 1 Sam. 17:34-37.
Sabe-se que, quando estão famintos e sentem o cheiro da caça, os ursos soltam um rugido impaciente. Assim, o profeta Isaías descreve os israelitas como ‘gemendo assim como ursos’ em expectativa da justiça e da salvação apenas para sentir repetidos desapontamentos. (Isa. 59:11) Um urso que avança é também apropriadamente comparado a um regente iníquo que fustiga e oprime seus humildes súditos. — Pro. 28:15.
Na visão de Daniel sobre os animais terríveis que simbolizam poderosas dinastias governantes da terra, o urso representava a dinastia medo-persa, e sua cobiça pela conquista territorial e pelo saque. (Dan. 7:5, 17) Predadora similar, a fera que sai do mar, tendo dez chifres e sete cabeças, é observada na visão de João como tendo pés “como os dum urso”. (Rev. 13:2) Apropriadamente, então, a pacificidade entre o povo reajuntado de Jeová, sob a regência do Messias, é indicada pela profecia de que a ursa se alimentará junto com a vaca. — Isa. 11:7.
[Foto na página 1666]
Urso da Síria.
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UrtigaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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URTIGA
Qualquer dentre uma variedade de plantas com folhas serrilhadas que são, geralmente, cobertas de forma densa por pêlos urticantes que contêm um líquido irritante. Quando tocadas, as pontas dos pêlos se rompem e as extremidades pontiagudas quebradas penetram na pele, fazendo com que o líquido entre no ferimento. Conhece-se a existência de pelo menos quatro variedades de urtiga na Palestina, a mais comum sendo a urtiga-romana (Urtica pilulifera) que freqüentemente atinge 1, 80 m, e é encontrada em especial entre as ruínas.
Os termos hebraicos hharúl (Pro. 24:31; Sof. 2:9) e qimmóhsh (Isa. 34:13; Osé. 9:6) aplicam-se a plantas que tomam conta dos campos abandonados e das ruínas. Em Jó 30:7, a referência a hharúl sugere plantas altas. Outra palavra hebraica, sirpádh (“sarça”, Al; “urtiga”, PIB; “urtiga” pungente, NM), é contrastada com a murta. (Isa. 55:13) Embora “urtiga” se ajustasse ao contexto dos textos citados acima, há considerável incerteza quanto ao significado exato dos termos na língua original. Isto se dá, em especial, em vista de que, em Provérbios 24:31, aparece paralela a hharúl uma forma da palavra qimmóhsh (“cardos”, IBB; “espinhos”, ALA; “ervas daninhas”, NM). Por conseguinte, há peritos que julgam que qimmóhsh indica ervas daninhas em geral; outros crêem que hharúl talvez seja um termo genérico que se aplica ao matagal.
A tradução de hharúl como “urtigas”, em Jó 30:7, tem sido questionada por alguns, à base de que as pessoas não procurariam voluntariamente abrigo sob urtigas. Numa região árida, porém, as pessoas bem que poderiam aproveitar a sombra de urtigas altas, ou, devido à fome, vir a ajuntar tais plantas para servir de alimento. Assim, a tradução é apropriada, embora, conforme declarado, não haja certeza se realmente se tinha presente tal planta.
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UtensíliosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UTENSÍLIOS
O termo hebraico kelí tem aplicação muito ampla, e pode referir-se a objetos (Gên. 24:53; Êxo. 3:22; Lev. 13:49, 52, 57-59; 15:4, 6), a apetrechos (Gên. 27:3), a bens (Gên. 31:37), a receptáculos (Gên. 42:25; 43:11), a equipamento (Gên. 45:20), a instrumentos (Gên. 49:5; 1 Crô. 15:16), a mobília ou implementos (Êxo. 25:9), a utensílios (Êxo. 25:39; 27:3, 19; 30:27, 28; 31:7-9), a vasos (Lev. 6:28; 11:32-34), a vestimenta (Deut. 22:5), a armas (Juí. 9:54; 18:11, 16, 17), a bagagem (1 Sam. 10:22; 17:22), a sacolas (1 Sam. 17:40, 49), a organismos (1 Sam. 21:5) e a ferramentas. — 1 Reis 6:7.
Amiúde, keli designa os vários utensílios utilizados em conexão com o santuário. Tais utensílios incluíam itens tais como pratos, bilhas, pás, tigelas, garfos, porta-lumes, apagadores, espevitadeiras, bacias e copos. (Êxo. 25:29, 30, 39; 27:3, 19; 37:16, 23; 38:3; 1 Reis 7:40-50; 2 Crô. 4:11-22) Sendo utilizados com uma finalidade sagrada, tais utensílios eram “sagrados”. (1 Reis 8:4) Assim sendo, visto que os judeus que partiram de Babilônia em 537 AEC tiveram o privilégio de levar com eles os utensílios sagrados que o Rei Nabucodonosor levara de Jerusalém, eles tinham de manter-se limpos religiosa e moralmente. Aplicava-se a eles a ordem profética: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de [Babilônia], não toqueis em nada impuro; saí do meio dela, mantende-vos puros, vós os que carregais os
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