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VasosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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de metal. (Pro. 23:31; Jer. 35:5; Mar. 9:41) Alguns copos eram moldados de forma a ajustar-se à mão. Em geral, eram tigelas rasas e sem asas. As dotadas de asa podiam também servir como conchas.
EMPREGO FIGURADO
O congregante indicava que, por ocasião da morte, ‘se quebra o cântaro junto à fonte’. Pelo visto, este cântaro, ou jarro, é o coração, que na morte cessa de receber e de bombear o fluxo de sangue através do corpo. Torna-se tão inútil quanto um jarro quebrado que não pode reter água. Também o cérebro, a que possivelmente se faça alusão sob a figura duma “tigela de ouro”, deixa de funcionar e sofre dissolução, ‘se esmaga’. — Ecl. 12:6, 7.
Vasos
As Escrituras não raro se referem às pessoas como vasos. (Atos 9:15) Os cristãos são frágeis vasos de barro, a quem se confiou um glorioso tesouro, o ministério. (2 Cor. 4:7) Designa-se as mulheres como o “vaso mais fraco”. Por conseguinte, os maridos cristãos, por levarem em conta as limitações físicas e biológicas de suas esposas, como Jeová levou na Lei fornecida a Israel (Lev. 18:19; 20:18), agem “segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino”. — 1 Ped. 3:7.
Um indivíduo deve manter-se separado de vasos “sem honra” (pessoas que não se portam direito) e deve seguir um proceder em harmonia com a vontade de Jeová. Assim, pode ser um “vaso para fim honroso, santificado, útil para o seu dono, preparado para toda boa obra”. (2 Tim. 2:20, 21) Refrear-se Jeová de trazer a destruição imediata sobre os “vasos do furor” — as pessoas iníquas — serve para poupar as pessoas de disposição para a justiça, porque lhes dá tempo para serem moldadas como “vasos de misericórdia”. — Rom. 9:17-26.
Copo (Cálice, Taça)
O copo é não raro um símbolo da retribuição divina, ou da ira de Deus. Os iníquos — mesmo tratando-se de cidades ou até de povos e nações — poderiam beber de tal copo. (Sal. 11:6; 75:8; Isa. 51:17, 22; Jer. 25:12-29; 51:41; Lam. 4:21; Rev. 14:9, 10; 16:19; 18:5-8) À guisa de exemplo, a antiga cidade de Babilônia era um simbólico “copo de ouro na mão de Jeová”, da qual muitas nações tiveram de beber a poção amarga da derrota. — Jer. 51:7.
Quando a destruição aguardava Jerusalém, disse-se a seus habitantes que as pessoas ‘não lhes dariam o copo de consolação para beber por causa do pai de alguém e por causa da mãe de alguém’. Isto era, com toda possibilidade, uma alusão a um cálice de vinho dado a uma pessoa que pranteava seu genitores mortos. — Jer. 16:5-7; compare com Provérbios 31:6.
O simbólico “copo” que Jeová derramou para Jesus Cristo era a Sua vontade para Jesus. Sem dúvida por causa da grande preocupação de Cristo com o vitupério que sua própria morte, como alguém acusado de blasfêmia e sedição, traria sobre Deus, Jesus orou para que este “copo” fosse afastado dele, se possível. Todavia, estava disposto a submeter-se à vontade de Jeová e bebê-lo. (Mat. 26:39, 42; João 18:10, 11) A porção ou “copo” designado por Jeová para Jesus significava, não só o sofrimento, mas também o batismo de Jesus na morte, culminando com a ressurreição dele para a vida imortal no céu. (Luc. 12:50; Rom. 6:4, 5; Heb. 5:7) Era, portanto, também “o copo da grandiosa salvação” para Cristo. (Sal. 116:13) De acordo com a vontade divina, o “copo” que foi dado de beber a Jesus Cristo, ele também partilha com o “pequeno rebanho” de seus co-herdeiros do Reino. — Luc. 12:32; Mar. 10:35-40.
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VastiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VASTI
[linda (mulher)].
A rainha de Assuero (Xerxes I), rei da Pérsia. No terceiro ano de seu reinado, Assuero convocou todos os nobres, príncipes e servos dos distritos jurisdicionais. No fim da confabulação, ele realizou um banquete de sete dias. Similarmente, Vasti deu um banquete para as mulheres, na casa real. No sétimo dia, Assuero ordenou a seus oficiais da corte que trouxessem Vasti, usando o toucado real, para que todos vissem sua lindeza. (Parece que a rainha costumeiramente saboreava as refeições à mesa do rei, mas a História não fornece provas de que isto ocorria nos grandes banquetes. Ademais, Vasti, nessa ocasião, oferecia um banquete às mulheres.) Por algum motivo não declarado, Vasti persistentemente se negou a fazê-lo. Assuero se voltou para seus sábios, que conheciam a lei, e foi aconselhado por Memucã, um príncipe, que Vasti tinha procedido mal, não só para com o rei, mas também para com todos os príncipes e o povo nos distritos jurisdicionais. Pois, disse ele, quando as princesas ouvissem dizer o que a rainha tinha feito (notícias que se espalhariam rapidamente no castelo), elas seguiriam o exemplo de Vasti como precedente para agirem de forma desrespeitosa de sua própria parte. (Ester 1:1-22) Vasti foi deposta e, cerca de quatro anos depois, Ester, a judia, foi escolhida para se tornar a esposa de Assuero e assumir o cargo real de Vasti. (Ester 2:1-17) A explicação para o grande espaço de tempo entre a deposição de Vasti e a substituição dela por Ester, segundo se julga, é de que Assuero estava atarefado nos preparativos e na execução de sua frustrada invasão da Grécia, a qual se deu na primavera setentrional de 480 AEC.
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VeadarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VEADAR
Veja ADAR.
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VeadoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VEADO
Um cervo adulto. O veado-vermelho, o gamo e o corço, ainda encontrados na parte N do Oriente Médio, são as variedades de veado que se julga terem anteriormente povoado a Palestina. Embora nenhum destes animais, pelo que se saiba, exista ali atualmente, até mesmo em 1890 não era incomum encontrar-se o corço no S do Líbano e do Carmelo. Sendo ruminante e tendo o casco partido, o veado, de acordo com a Lei, era aceitável como alimento se, como no caso de outros animais, seu sangue fosse derramado no solo. (Deut. 12:15, 16, 22, 23; 14:4-6; 15:22, 23) A carne de veado achava-se incluída nas carnes providas para a mesa do Rei Salomão. — 1 Reis 4:22, 23.
Outras referências bíblicas ao veado são ilustrativas. A Sulamita comparou seu namorado pastor a um veado jovem e fez alusão à rapidez deste animal. (Cân. 2:9, 17; 8:14) A habilidade do veado em escalar lugares íngremes com facilidade é empregada para ilustrar a cura completa de pessoas espiritualmente coxas. (Isa. 35:6; compare com Hebreus 12:12, 13.) Quando confrontados com o cerco por parte dos babilônios, os príncipes de Sião eram como veados que estavam fracos demais para correr, por falta de alimento. — Lam. 1:6.
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VegetaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VEGETAÇÃO
No terceiro “dia” criativo, Deus fez com que a terra produzisse “vegetação que dava semente segundo a sua espécie”, podendo assim reproduzir-se. (Gên. 1:11-13) Gênesis 2:5, 6 descreve, pelo visto, condições naquele “dia”, pouco depois de Deus fazer surgir a terra seca, mas antes da produção da relva, da vegetação que dava semente e das árvores frutíferas. A fim de fornecer a necessária umidade à vida vegetal que surgiria, Jeová proveu que da terra subisse regularmente uma neblina, ou vapor, para regar o solo. Isto mantinha florescente a vegetação em toda a terra, embora não houvesse então nenhuma chuva.
Não foi senão no quarto “dia” criativo, contudo, que o sol, a lua e as estrelas foram ‘feitos’ ou tomados visíveis de dentro da atmosfera terrestre, “para iluminarem a terra”. (Gên. 1:15) E, no quinto “dia” criativo, as criaturas voadoras — evidentemente incluindo os insetos — passaram a existir. (Gên. 1:20-23) Por conseguinte, surgem perguntas sobre como a vegetação poderia ter sobrevivido sem a luz proveniente do sol, e sem a ajuda da polinização pelos insetos. Neste respeito, não se pode desperceber a operação do espírito de Deus. (Gên. 1:2) Também, não dispomos de meios de saber exatamente que condições prevaleciam na terra durante o terceiro “dia” criativo, e que efeito tais condições exerceriam sobre a vida vegetal.
O crescimento da vegetação pode ser controlado por Deus segundo seu propósito. Ele assegurou aos israelitas que a obediência deles seria galardoada com chuva e vegetação para seus animais domésticos. (Deut. 11:13-15) No entanto, caso abandonassem seu pacto com Deus, Ele faria com que a terra deles ficasse privada de vegetação. (Deut. 29:22-25; compare com Isaías 42:15; Jeremias 12:4; 14:6.) Um golpe de Jeová contra o antigo Egito consistiu em saraiva que destroçou toda sorte de vegetação. Em outro golpe enviado por Deus, as locustas devoraram toda a vegetação que a saraiva tinha deixado. — Êxo. 9:22, 25; 10:12, 15; Sal. 105:34, 35; compare com Amós 7:1-3.
EMPREGO FIGURADO
Na estação seca da Palestina, a vegetação, quando sujeita ao calor abrasador do sol, ou ao escorchante vento oriental, seca-se celeremente. Assim, as pessoas prestes a serem subjugadas mediante a conquista militar são assemelhadas à “vegetação do campo e a tenra relva verde, grama dos telhados, quando há o crestamento diante do vento oriental”. (2 Reis 19:25, 26; Isa. 37:26, 27) Similarmente, quando profundamente afligido, o salmista exclamou: “Meu coração foi golpeado como a vegetação e se ressecou.” “Eu mesmo estou ressequido como a mera vegetação.” — Sal. 102:4, 11.
Nas Escrituras, as árvores às vezes representam os que são destacados e altivos (compare com Ezequiel 31:2-14), ao passo que a vegetação rasteira, como o espinheiro-de-casca-branca, a grama ou os juncos podem representar o povo em geral. (Compare com Juízes 9:8-15; 2 Reis 14:8-10; Isaías 19:15; 40:6, 7.) Isto ajuda a se entender o sentido de Revelação 8:7, que menciona a queima de um “terço das árvores” e de “toda a vegetação verde”.
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VenenoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VENENO
Veja PEÇONHA.
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VentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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VENTO
A palavra hebraica rúahh, amiúde traduzida “espírito”, pode também indicar o ar em movimento, vento. (Ecl. 1:6) Outros vocábulos e expressões hebraicos podem ser vertidos “tufão” (Osé. 8:7), “tormenta”, “tormenta rodopiante” (Jer. 25:32; 23:19), “vento tempestuoso” e “vendaval”. (Sal. 148:8; 2 Reis 2:11) Embora, em João 3:8, o termo pneúma (geralmente traduzido “espírito”) signifique “vento” o vocábulo grego ánemos é, com mais freqüência, o designativo empregado para vento. (Mat. 7:25, 27; 11:7; João 6:18) A “viração [Heb., rúahh] do dia“ referia-se, pelo visto, às horas do anoitecer, pouco antes do pôr-do-sol, quando brisas refrescantes surgem comumente na região em que se julga que o jardim do Éden se achava. — Gên. 3:8; veja ESPÍRITO.
Jeová Deus é o Criador do vento. (Amós 4:13) Embora não esteja literalmente nele (1 Reis 19:11; compare com Jó 38:1; 40:6; Salmo 104:3), Deus pode controlar o vento e utilizá-lo para servir a Seus propósitos, como no caso em que o utilizou como agente para fazer com que baixassem as águas do Dilúvio. (Gên. 8:1; Êxo. 14:21; Núm. 11:31; Sal. 78:26; 107:25, 29; 135:7; 147:18; Jer. 10:13; Jonas 1:4) Seu Filho, quando estava na terra, demonstrou igualmente o poder de controlar os ventos, fazendo com que amainassem. (Mat. 8:23, 27; 14:24-32; Mar. 4:36-41; 6:48, 51;
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