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Os animais são maravilhosos — em seu devido lugarDespertai! — 1973 | 8 de janeiro
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Os animais são maravilhosos — em seu devido lugar
ATRAVÉS das eras, o homem tem colhido benefícios da criação animal. Além de lhe fornecerem lacticínios, e lã para roupa, alguns animais, tais como o camelo, o jumento, o cavalo, o elefante e o búfalo da Índia, há muito fornecem energia para o transporte ou para o trabalho pesado. O interesse do homem nos animais, contudo, não se tem limitado a seu valor utilitário.
Lá no segundo milênio antes de nossa Era Comum, o patriarca Jacó usou uma variedade de animais — do leãozinho e do jumento de ossos fortes até à cobra cornuda e a corça esbelta — para descrever características entre alguns de seus doze filhos. (Gên. 49:9, 14, 17, 21, 27) E, em sua sabedoria ampla, o Rei Salomão não só falou das árvores, do cedro ao hissopo, mas também “sobre os animais e sobre as criaturas voadoras, e sobre as coisas moventes, e sobre os peixes”. (1 Reis 4:32, 33) Assim, o homem há muito aprecia a criação animal além dos benefícios materiais que ela traz. Verificou que é intrigante assunto de investigação e genuína fonte de prazer.
Sim, quão muito mais rica em interesse é a vida neste planeta devido à criação animal! Andar pela sombra refrescante de uma floresta já é, em si, um prazer. Mas, quando vê um ocasional esquilo ou tâmia, ou ouve seu taramelar, ou escuta o canto dum tordo, ou observa um pica-pau abrindo caminho até sua comida através da casca duma árvore, não aumenta isso grandemente seu prazer de estar ali?
O que é melhor de tudo é que tais criaturas revelam-nos algo sobre nosso Criador. A enorme variedade de criaturas que habitam o solo e os mares da terra simplesmente deixa perplexa nossa imaginação. E suas formas, cores, hábitos de vida e habilidades diferentes fornecem motivo de ficarmos maravilhados diante da sabedoria de seu Criador, o incrível escopo de Sua arte e inventividade.
Fonte de Companheirismo
Os homens têm obtido certa medida de companheirismo entre os animais. Especialmente em fazendas, um rapaz com seu cão às vezes parecem inseparáveis. À noite, o pastor solitário deriva prazer da presença de seu cão pastor. Relações similares se desenvolvem entre o vaqueiro e seu cavalo, ou o beduíno árabe e seu camelo. Mas, nestes casos, a criatura usualmente cumpre alguma outra finalidade básica, não servindo apenas de companhia. Isso deixa ainda outra categoria de relações com animais: a de “bichinhos de estimação”.
Não apenas cães e gatos, mas filhotes de jacarés, de jibóias, de panteras, de lontras, de macacos e de quase que qualquer criatura que se possa encontrar num zoológico também podem ser encontrados em algumas casas ao redor da terra. São tão verdadeiras hoje como eram há dezenove séculos atrás as palavras do discípulo Tiago: “Porque toda espécie de fera, bem como de ave, e de bicho rastejante e de animal marinho, há de ser domada e tem sido domada pelo gênero humano.” — Tia. 3:7.
No entanto, conforme indicado num artigo da revista Life (9 de abril de 1971): “Os peritos concordam que os animais selvagens não se prestam bem para ser bichinhos de estimação — e a maioria das casas não se prestam bem para ser zoológicos.” Certo negociante de animais “exóticos” declara que “75% de todos os animais importados morrem no primeiro ano”. O barulho, os danos freqüentes causados à casa, bem como o seu cheiro, amiúde deixam desencantados os donos de animais selvagens. Com freqüência o “bichinho de estimação” acaba numa jaula no quintal, num zoológico de beira de estrada ou é destruído. Os grandes zoológicos não desejam tais animais, visto que foram mal acostumados quanto a viver pacificamente junto com outros bichos do zoológico.
Um dos maiores problemas é que a liberdade do seu dono amiúde ‘fica grandemente limitada por ter ele um chamado bichinho “exótico”. Os donos de grandes gatos, tais como leopardos e leões, verificam que não só não podem dar-se ao luxo de ter boa mobília e tapetes, mas com freqüência têm receio de sair de férias, achando extremamente difícil achar alguém que cuide do animal selvagem durante sua ausência. Life cita uma senhora que possui uma onça das selvas sul-americanas como dizendo: “Considerando toda a falta de liberdade que se tem por possuí-las, e toda a falta de liberdade que elas têm por serem possuídas, seria talvez melhor transformá-las em casacos de pele.”
Parece evidente que, pelo menos em muitos casos, certos bichinhos se acham simplesmente “deslocados” nas casas. Alguns possuem um tamanho e uma natureza tais que obviamente foram feitos para perambular por amplos espaços abertos ou meter-se em florestas profundas ou nas selvas. Outros, como o jacaré e a lontra, foram feitos para ficarem juntos de massas aquosas. Outros precisam de árvores (e não de candelabros ou cortinas da sala de estar) para treparem neles. Ainda outros carecem de alimento que simplesmente não é natural da área em que mora seu dono. Ao serem trazidos para a moradia de humanos, alguém, por assim dizer, ‘tem de ceder’. Isto é verdade, em menor grau, quando o animal é mantido no quintal da família. É principalmente o seu dono que tem de ‘ceder’, e isso talvez envolva remodelar o seu modo de vida para acomodar o animal.
Os donos às vezes chegam a surpreendentes extremos para acomodar um bichinho de estimação. Certa família que tinha uma lontra possuía dois banheiros em sua casa. Os humanos partilhavam todos de um deles e entregaram o outro para o uso particular da lontra. Conforme relata o artigo de Life: “Devagarzinho, muitos donos verificam que o bichinho de estimação se tornou o seu amo.”
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O conceito equilibrado sobre os bichinhos de estimaçãoDespertai! — 1973 | 8 de janeiro
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O conceito equilibrado sobre os bichinhos de estimação
TALVEZ não possua um leopardo, uma lontra ou uma jibóia em sua casa ou seu quintal dos fundos. Talvez possua um tipo de animal mais comum, pequeno, domesticado — talvez apenas um cachorro ou um gato. Embora este seja o caso, ainda assim talvez surja a pergunta quanto a se o animal está “deslocado”, quer fisicamente quer de outro modo. Sua própria atitude e tratos com o bichinho de estimação poderiam ser a causa de tal relacionamento incorreto. Como podemos determinar isto? Por considerarmos o propósito para o qual foram feitos os animais pelo Criador deles e nosso, e a relação com o homem que Ele lhes designou.
O relato bíblico mostra que, dentre todas as criaturas da terra, apenas o homem foi feito à imagem e à semelhança de Deus. Foi-lhe dado o domínio sobre todas as demais criaturas terrestres. (Gên. 1:26-28) Embora estivesse interessado na criação animal e em dar nomes a seus muitos membros, Adão “não . . . achava nenhuma ajudadora como complemento dele” dentre os animais. (Gên. 2:19, 20) Todos eles eram sub-humanos, bem descritos por Pedro e Judas, discípulos de Jesus, como “animais irracionais”. — 2 Ped. 2:12; Judas 10.
Na verdade, os animais brincam, eles demonstram emoções tais como o prazer, a depressão, a afeição, o temor, a ira e a ansiedade. Também diferem uns dos outros pela individualidade, mostrando características distintivas entre as espécies e dentro das próprias espécies. Todavia, como Hans Bauer, à base de muita evidência e pesquisa, aponta em seu livro Animais Are Quite Different (Os Animais São Bem Diferentes; traduzido do alemão por James Cleugh): “Não importa quanto as ações [dum animal] se pareçam, em seus efeitos, com as dos seres humanos . . . nunca é em idéias abstratas que um animal baseia sua carreira ou até mesmo os atos separados de que se compõe tal carreira. . . . Nada que um animal faça ou deixe de fazer jamais acontece em parte alguma em conseqüência de uma série de idéias, da consideração ou crença deliberadas.” Antes, conclui ele: “É resultado de condições ambientais que o animal tenha de enfrentar.” — Página 34; compare com o Salmo 32:9.
Tem-se demonstrado, vez após vez, que a “sabedoria” dos animais, demonstrada pela habilidade de fazerem coisas tais como construir barragens (castores), colméias (abelhas), tecer intricadas teias (aranhas) e coisas similares, é sabedoria instintiva. Estas proezas são realizadas por criaturas mesmo criadas em separado de outras de sua espécie. Essa sabedoria foi inculcada em sua constituição genética pelo Criador.
Naturalmente, muitos animais podem ser treinados a fazer coisas que lhes são novas, que não são parte de suas habilidades herdadas. Mas, isto sempre esteve limitado, e sempre dependeu, das qualidades naturais do determinado animal envolvido. Um macaco, para exemplificar, pode ser treinado a andar de bicicleta ou a patinar no gelo; todavia, jamais pode ser treinado a fazer o trabalho dum cão pastor em vigiar um rebanho ou para fazer o rebanho entrar ou sair dum aprisco. Nem todas as variedades de cães se prestam igualmente bem para ser treinadas para a obra de pastoreio.
Os humanos, em contraste, podem formular idéias, podem usar o raciocínio indutivo e dedutivo, atingindo conclusões que demandam a ida de um caso específico ou incidente para uma regra geral, ou podem raciocinar de causa a efeito ou de efeito à causa. O homem, por conseguinte, consegue utilizar o conhecimento e o entendimento obtidos das experiências passadas a fim de solucionar novos problemas que surjam. Pode assim, conscienciosamente, e por sua vontade própria, aumentar seu conhecimento e entendimento. Também consegue compreender, crer e apegar-se a padrões do certo e do errado, do bem e do mal, da justiça e da injustiça. Os animais não conseguem fazer nenhuma destas coisas.
Necessidade de Cautela
Se nos interessamos em agradar a Deus em nossas vidas, há necessidade de cautela no que tange aos bichinhos de estimação nossos. Talvez notemos que uma atitude errada para com a criação animal estava envolvida na queda da primeira mulher na rebelião contra Deus. Ela permitiu-se deixar levar pelas palavras que pareciam vir da boca duma serpente, uma criatura instintivamente “cautelosa”, todavia, ainda assim, um ‘animal irracional’. — Gên. 3:1-6.
Através das centúrias desde então, a adoração falsa amiúde envolveu um conceito errado da criação animal. Os crocodilos, babuínos e touros têm sido mantidos em templos, banhados, perfumados e alimentados com o melhor dos alimentos, ao passo que os humanos na mesma área viviam em condições miseráveis, famintos. Nações poderosas tomaram certo animal ou ave como o símbolo orgulhoso de seu governo e povo, venerando zelosamente tal símbolo animalesco.
Muito embora não deifiquemos um animal como sendo sagrado, o que dizer se tratarmos um bichinho de estimação como se estivesse virtualmente no mesmo nível dos humanos? O que dizer se mostrássemos até mesmo maior interesse e preocupação por ele do que mostramos por outros humanos, sacrificando os interesses deles em favor do animal? O que dizer se estivermos dispostos a grandes esforços e despesas para aliviar o sofrimento animal em geral, mas deixarmos de ‘amar ao próximo como a nós mesmos’ e de compassivamente ajudar outros do modo que o Filho de Deus fez quando estava na terra? (Mar. 6:34) Em qualquer desses casos, não seria isso colocar o animal numa posição que não lhe pertence?
Ao passo que talvez sejam raros, relatam-se casos em que as pessoas permitem que seus bichos de estimação se sentem à mesa de refeições junto com elas e comam dum prato junto com os membros humanos da família. Alguns fazem testamentos legando somas que atingem milhares de cruzeiros para cuidar de um certo bicho de estimação. Outros incorrem em grandes despesas para manter vivo algum animal idoso e doente, até mesmo arriscando a saúde de outros no lar por reterem ali o animal.
Talvez nos lembremos de que o inspirado escritor Judas expressa a condenação de Deus e o juízo daqueles anjos que “não conservaram a sua posição original, mas abandonaram a sua própria moradia correta”, fazendo o que é “desnatural” para sua natureza espiritual e sua posição divinamente designada. (Judas 6, 7) Quando os humanos tentam elevar os animais a um nível humano, estão, efetivamente, degradando-se, não mantendo a posição dignificada e superior em que Deus originalmente colocou o homem. Ao mesmo tempo, colocam os animais numa relação “deslocada” quanto ao propósito de Deus, numa posição “desnatural” para como o homem.
Mas, não se poderia citar o relato de 2 Samuel 12:1-6 como justificação para algumas das práticas mencionadas antes, ao se lidar com bichinhos de estimação? Ali, o profeta Natã contou ao Rei Davi sobre um pobre homem que comprou uma cordeirinha, preservando-a viva, enquanto ela crescia, junto dele e de seus filhos. O relato diz: “Comia do seu bocado e bebia do seu copo, e deitava-se no seu regaço, e veio a ser para ele como uma filha.” Daí, um homem rico, possuidor de muitas ovelhas, tomou a cordeira do homem e a usou para alimentar um visitante. Davi achou crível o relato, e não absurdo, pois, na conclusão da estória, ele disse em ira acesa: “Por Jeová que vive, o homem que fez isso merece morrer! E quanto à cordeira deve compensá-la com quatro, em conseqüência do fato de ter feito tal coisa e por não ter tido compaixão.” O que dizer disso?
Primeiro, a expressão “comia do seu bocado e bebia do seu copo” não quer dizer que a cordeira se sentasse à mesa junto com a família ou que participasse do mesmo vaso de beber junto com o homem. Meramente diz que o homem dava parte de sua comida e bebida a favor da cordeira. “Copo” na Bíblia amiúde não se refere ao vaso de beber em si, mas ao que ele contém, à ‘porção’ contida no copo, e, evidentemente, o homem derramava parte de sua bebida para que a cordeira a lambesse. (Compare Mateus 26:39, 42; João 18:11; Marcos 10:38-40.) O homem também a mantinha aquecida de noite por permitir que dormisse junto dele. Por quê? Era obviamente para manter aquela criaturinha viva, separada como estava de sua mãe.
Será que Davi, em sua ira, sentenciou o homem rico a morrer por ter morto a cordeira? Não, o relato mostra que expressou seu sentimento pessoal de que tal homem merecia a morte “por não ter tido compaixão.” De quem? Da cordeira? Não, pois se a cordeira do homem pobre não tivesse sido usada para a refeição, um cordeiro do homem rico teria sido. Antes, a ira ardente de Davi se acendeu porque o homem rico não teve compaixão para com o homem necessitado, o humano e sua família. De seus fundos parcos o homem pobre comprara tal animal que, com o tempo, poderia suprir a família de lã e leite e, possivelmente, servir como o início dum rebanho de ovelhas. Agora, todo o cuidado e sacrifício do homem necessitado foram reduzidos à estaca zero. A sentença real de Davi foi que o homem rico deveria compensar a cordeira com outras quatro, em harmonia com a lei, em Êxodo 22:1. (Naturalmente, neste ponto, o profeta Natã mostrou que a estória realmente fora relatada para ilustrar a gananciosa falta de compaixão que o próprio Davi mostrara para com o homem Urias.)
Isto não quer dizer que Deus não se preocupava com os próprios animais. Pelo contrário, no pacto da Lei que ele deu a Israel havia vários estatutos que exigiam que fossem mostradas bondade e consideração para com os animais duma pessoa ou dum co-israelita. Os animais deveriam ter períodos de descanso, ser ajudados quando em dificuldade, não ser presos num jugo desigual nem açaimados quando debulhavam o grão. (Êxo. 20:10; 23:4, 5, 12; Deu. 22:10; 25:4) O Salmo vinte e três descreve lindamente o cuidado bondoso que os pastores em Israel costumeiramente tinham para com suas ovelhas. A desconsideração cruel para com os animais não seria encontrada entre os justos, mas entre os perversos. — Pro. 12:10.
Todavia, os animais deveriam servir ao homem, e jamais o contrário. Deus não hesitou em usar peles de animais para vestir o primeiro casal humano. (Gên. 3:21) Ficou satisfeito com a oferta de um sacrifício de uma ovelha por parte de Abel. (Gên. 4:4) O apóstolo Pedro, como efeito, fala dos animais irracionais como “nascidos naturalmente para serem apanhados e destruídos”. (2 Ped. 2:12) Isto não quer dizer que o único propósito de Deus ao criar os animais foi para que eles fossem destruídos, nem justifica a matança desenfreada de animais, como na caça por simples esporte. Mas, pelo menos desde o fim do dilúvio global em diante, Deus concedeu ao homem o direito de usar “todo animal movente que está vivo” para servir de alimento, assim como a vegetação verde servia como tal. (Gên. 9:3) Comer deles seria “destruí-los” no sentido descrito em Colossenses 2:21, 22.
Não só isto, mas a lei de Deus também fazia provisões para a destruição de qualquer animal que viesse a constituir verdadeiro perigo para o homem. (Gên. 9:5, 6; Êxo. 21:28, 29) As raposas que danificassem uma vinha podiam ser capturadas com uma armadilha e os animais que atacassem os rebanhos do homem podiam ser mortos. (Cânt. de Sal. 2:15; 1 Sam. 17:34, 35) Os interesses e o bem-estar do homem sempre tinham precedência; quando os animais interferissem seriamente com estes, podiam ser corretamente eliminados, sem culpa perante Deus, o Criador.
Morte dos Bichinhos de Estimação
É somente natural que uma criatura, seja ela um cão, um cavalo, ou algum outro animal, que tenha fornecido certa medida de companheirismo por um período de anos, faça falta ao seu dono ao morrer. Mas, novamente neste caso, há necessidade de um conceito equilibrado.
Em várias partes da terra, podem-se achar “cemitérios de animais” com lápides e epitáfios sobre os túmulos de vários animais. Isto traz à lembrança o enterro e o sepultamento elaborados que os antigos egípcios davam a seus sagrados bois Ápis, bem como seus cemitérios especiais, contendo literalmente centenas de milhares de gatos, babuínos, crocodilos e chacais mumificados.
Tais práticas são totalmente estranhas aos ensinos bíblicos. A Bíblia mostra que apenas ao homem se deu a perspectiva de viver para sempre. Adão somente morreria se se provasse desobediente. (Gên. 2:16, 17) Nós, seus descendentes, estamos numa condição moribunda devido a herdarmos dele o pecado, “pois o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rom. 6:23; 5:12) Outras criaturas, como “animais irracionais” não são capazes de pecar consciente ou voluntariamente contra Deus. Daí, sua morte é simplesmente devida aos processos naturais, ao período geral de vida gravado em sua constituição genética desde o começo. Assim, ao passo que um rinoceronte talvez chegue até a viver meio século, o musaranho de cauda curta tem um período de vida que raramente ultrapassa dois ou três anos. Alguns insetos vivem apenas algumas horas. Isto continuará a ser verdade mesmo na prometida nova ordem de Deus por meio do reino justo de seu Filho, quando a morte herdada de Adão pelos humanos “não haverá mais”. — Rev. 21:4.
A ressurreição provida para a humanidade pecadora pelo sacrifício de resgate de Cristo obviamente não se aplica à criação animal, que é incapaz de ter entendimento, e de ter fé nessa provisão divina. Os animais em Israel não eram enterrados em cemitérios ao morrer, mas eram arrastados para fora da cidade e jogados fora. (Compare com Jeremias 22:18, 19; 36:30.) Jamais eram considerados como indo para o Seol (a sepultura comum de toda a humanidade) do qual poderiam ser ressuscitados.
Sim, os animais são maravilhosos — em seu devido lugar. Mas, jamais podem realmente substituir os humanos. A fim de evitar ficar desequilibrados em nosso ponto de vista ou nossa atitude emocional, devemos avaliar que foi ao mundo da humanidade que Deus amou tanto que deu Seu Filho unigênito. (João 3:16) Na verdade, a maioria dos humanos hoje em dia não refletem as qualidades de Deus nem agem à Sua ‘imagem e semelhança’. Destarte, causam muita tristeza, frustração, irritação e pesar. Mas, nem todos são desse jeito. Podemos encontrar pessoas que fornecem excelente companhia, pessoas que são admiráveis e amáveis, que se provam dignas do amor de Deus. Se estivermos dispostos a fazer o esforço de encontrar a tais, jamais precisaremos ficar sozinhos ou cometer o erro de nos voltar para os animais a fim de receber o que só os humanos podem dar.
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Em defesa da liberdadeDespertai! — 1973 | 8 de janeiro
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Em defesa da liberdade
VIVE num país em que há uma declaração de direitos individuais?
Se viver, talvez creia que suas liberdades estão garantidas. Mas, quão seguras estão na realidade? Pode estar certo de poder exercê-las sempre?
Suponhamos que se sinta obrigado a falar publicamente sobre as atividades corruptas de homens que detêm o poder político em seu povoado. Poderia exercer o direito à liberdade de palavra ou a polícia o incomodaria? Suponhamos que vivesse numa cidade em que a maioria das pessoas pertencessem a sindicatos, mas o leitor tivesse fortes objeções aos sindicatos. Poderia expressar seus pontos de vista publicamente por muito tempo? O que dizer se fosse a uma cidade em que havia tensões raciais e começasse a falar a favor da integração racial? Por quanto tempo poderia exercer sua liberdade de palavra?
A verdadeira prova de quão seguras são as garantias de liberdade é tentar exercê-las onde seu ponto de vista colide com o da maioria ou dos que detêm o poder. As pessoas estão sujeitas aos interesses próprios, aos preconceitos e a outras fraquezas humanas que influenciam suas atitudes para com as pessoas francas e as minorias não apreciadas. Não é incomum que os políticos e a polícia
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