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Por que esta é uma ‘geração insegura’?Despertai! — 1979 | 22 de maio
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que dizer dum homem que está ansioso para trabalhar e a quem se lhe nega tal oportunidade? (2 Tes. 3:10) Infelizmente, muitos hoje caem nessa categoria, e, nos países onde não existe nenhum sistema de seguro social, eles são simplesmente obrigados a mal continuar vivendo num estado de perpétua insegurança.
Delinqüência
“O trabalho acaba com esses três grandes males: o enfado, o vício e a pobreza.” Assim filosofou o escritor francês do século 18, Voltaire. Se homens e mulheres capazes e treinados não conseguem empregar as mãos num dia honesto de trabalho, dificilmente é de se admirar que, hoje em dia, muitos se voltem para uma vida criminosa. A frustração tem sua válvula de escape, conforme se vê nas Ilhas Britânicas, onde cerca de 38 por cento de todos os crimes são cometidos por gente desempregada.
Ainda mais alarmante tem sido o surto relacionado de terrorismo violento através do mundo. As dificuldades, na Itália, foram atiçadas por uma geração mais jovem, insegura e alienada (20 por cento dos formandos de faculdades, na Itália, habilitam-se para cargos que simplesmente não existem) e refletem o estado infeliz de coisas de muitos países europeus. Todavia, procurar mudar o “sistema” pela força e intimidação somente pode gerar sua própria insegurança.
Muitas autoridades se voltam para forças policiais maiores e mais fortes, e para legislação mais estrita, a fim de combater a onda de crime. Por certo, tais passos restritivos podem conduzir bem à contenção das atividades criminosas, mas, inevitavelmente, as pessoas da sociedade decente pagam alto preço por sua segurança. Não só a carga da lei tem de ser suportada pelos impostos, mas também há restrições que cerceiam a liberdade de toda a sociedade, em certo grau. Não existem substitutos para a honestidade e integridade, a fim de se restaurar a segurança desejada.
Tensão Internacional
Será que os problemas internacionais fugirão do controle? Este temor atinge também os da geração mais jovem, ao procurarem planejar sua vida. Sabem que seus próprios pais e avós enfrentaram a insegurança gerada pela guerra. Todavia, vêem os líderes mundiais ainda indispostos a concordar entre si, e o engano e a intriga internacionais continuam a por em perigo a paz.
A corrida armamentista continua incessante e os estudantes sabem bem que um quarto de todos os cientistas gastam seu tempo no aperfeiçoamento de armas ofensivas. Talvez, menos conhecido, seja o fato de que, a cada ano, o trabalhador mediano perde o equivalente a duas semanas de seu salário para financiar a corrida armamentista. A atual geração talvez diga que eles desejam ‘Fazer Amor e não Guerra’, mas compreendem que não são donos de seu próprio destino na importante questão da segurança internacional do mundo.
Problemas da Aposentadoria
Para os situados no outro extremo da curta vida humana não existe pausa quanto à sensação de insegurança. Quantos cidadãos mais idosos se preocupam ao verem suas economias de toda a vida sofrerem erosão devido à continua inflação? A parcimônia e a economia parecem não constituir mais virtudes que merecem louvor. Como certo anunciante expressou sucintamente ao encorajar os leitores a contrair dívidas e negociar um empréstimo: “Do jeito que os preços sobem, nos dias atuais, não vale a pena economizar para ter as coisas que deseja.”
Esta filosofia de vida bem que poderá satisfazer a geração mais jovem, mas, que dizer daqueles cuja aposentadoria é limitada e que tendem a confiar em suas economias? Mesmo nos países em que a pensão estatal acha-se mais prontamente disponível, o desespero entre os idosos ainda pode colher seu tributo. Nos Estados Unidos, um suicídio de cada quatro envolve uma pessoa de mais de 65 anos.
Vivendo nesta geração, com todos os seus problemas e suas incertezas, poderá existir qualquer estabilidade? O que pode ser seguro? Convidamo-lo a considerar a evidência, ao propor a si mesmo a pergunta:
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Quem pode sentir-se seguro atualmente?Despertai! — 1979 | 22 de maio
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Quem pode sentir-se seguro atualmente?
ALIMENTO, roupa e abrigo são necessidades básicas da vida. Sem elas, nosso apego à vida não pode estar seguro.
Se alguém se oferecesse a lhe dar todas essas coisas essenciais, em ampla medida, certamente lhe perguntaria: “Sob que condições?” Tal promessa, a um preço alto demais, dificilmente seria uma dádiva. Todavia, em termos aceitáveis, que bênção seria!
Válida Avaliação
Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus Cristo foi realístico em avaliar as exigências materiais da vida. Sua ênfase, contudo, foi no sentido de que não deveríamos ‘nunca ficar ansiosos’ quanto a obtê-las. Por quê? Existem bons motivos. Talvez aprecie examinar por si mesmo, em sua Bíblia, Mateus 6:31-33, ou o relato paralelo de Lucas 12:29-31.
Podemos notar que Jesus, ali, reconheceu que a grande maioria jamais acataria seus conselhos. Antes, manter-se-ia em ‘ansiosa expectativa’, buscando obter bens materiais. Para tais pessoas, então, tais bens se tornam um fim em si mesmo. Todavia, conforme vimos, que segurança realmente trazem?
No mesmo contexto, Jesus falou de tesouros acumulados “onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam”. (Mat. 6:19, 20) Com todas as riquezas excelentes hoje disponíveis, os que as possuem não estão usufruindo maior senso de segurança do que as pessoas possuíam no passado. Mais importante é que seguir seu exemplo seria ignorar as riquezas duma espécie superior. Jesus avisou sobre tal conceito a curto prazo da vida, afirmando: “Mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens.” — Luc. 12:15, A Bíblia de Jerusalém.
Onde, então, pode-se achar a verdadeira segurança? Não apenas em reconhecer que nosso Pai celeste está plenamente cônscio de nossas necessidades, mas em reconhecer que Ele se obrigou perante nós a supri-las todas. Em que termos? Simplesmente se ‘buscarmos primeiro seu reino e sua justiça’. (Mat. 6:33) Considere as seguintes experiências da vida real, e avalie como isto pode funcionar na prática.
Escolha de Prioridades
Em todo o mundo há mais de dois e um quarto milhões de testemunhas cristãs de Jeová que estão buscando em primeiro lugar o reino de Deus. Entre elas, há cerca de 75.000 que se apresentaram para gastar, em média, 1.000 horas por ano em pregar e ensinar as “boas novas do reino”. (Mat. 24:14) Tais homens e mulheres são chamados de “pioneiros”, visto que suas designações de território podem amiúde levá-los a áreas incomuns, e até mesmo remotas.
Se fôssemos igualar seu número total de horas (aproximadamente 75 milhões) com valores financeiros, tomando uma taxa horária
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