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Como tornar recompensadora a aposentadoriaDespertai! — 1976 | 22 de março
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médico. Afirma ele: “Talvez andar uma milha [1.600 metros] por dia ajudaria [a um homem] mais do que ficar faminto. . . . a pior coisa que uma pessoa que já passou da meia-idade pode fazer é não exercitar-se o bastante. Talvez nosso inimigo não seja tanto a glutonaria como a indolência.”
Manter-se Jovem em Espírito
O bem-estar físico, contudo, é apenas um lado da moeda. O outro lado é o bem-estar mental e emocional, manter-se jovem em espírito. Isso exige que tenha interesses; que continue sendo curioso, querendo aprender e se interessando pelas coisas, desejando fazê-las. Que tais qualidades podem estender-se à velhice foi demonstrado por um artigo publicado no Times de Nova Iorque, de 23 de janeiro de 1974, intitulado: “Velhice: Um Caso de Espírito, não de Cronologia.” calava de cinco mulheres de Nova Iorque, todas com mais de 75 anos, que levavam vidas ocupadas, ricas e plenas. Uma viaja, entretendo clubes femininos, faculdades e grupos de igrejas por lhes contar histórias; outra recebe convidados seis ou sete noites por semana e aprende espanhol; outra faz serviços voluntários junto a jovens dois dias por semana e não se importa de andar quase 5 quilômetros para fazer isso; e assim por diante. Como uma delas se expressou: “Estou interessada demais nas coisas que faço para ter tempo de envelhecer.”
Sim, os interessados em aprimorar o quinhão dos aposentados sublinham a manutenção do interesse e a curiosidade pelas coisas. Relatam que muitos aposentados que se queixam de enfado amiúde são preguiçosos demais para fazer algo que torne a vida interessante para si mesmos e de proveito para outros. Assim, alguns que se queixaram de enfado eram preguiçosos demais para visitar o centro para os cidadãos mais idosos, muito embora significasse apenas uma curta caminhada até lá. E, quando lhes foram oferecidas coisas recompensadoras, e não cansativas demais para fazer, afirmaram estar ocupados demais — ocupados com o quê? Com nada, exceto com a vadiagem!
A realidade é que não se pode gastar todo seu tempo em recreação assim como não se pode gastar todo o seu tempo comendo, ou descansando e dormindo. Estes são apenas meios de se atingir um fim. É por isso que certo professor de medicina jubilado objeta à própria palavra “aposentadoria”, que significa afastamento e retiro, e sugere não fazer nada. Em seu lugar, preferiria a expressão “Os Anos Eletivos” no sentido de que então a pessoa está livre para eleger ou escolher o que gostaria de fazer, bem como quando e quanto fazê-lo.
Amor a Deus e ao Próximo
Aqueles cuja profissão é ajudar a tornar os aposentados mais felizes e contentes dizem que os mais infelizes aposentados são os que levam vidas extremamente egoístas, egocêntricas; aqueles cujas principais preocupações são de ordem materialista. Agora — não podendo mais perseguir seus alvos gananciosos — têm de aprender a pensar nos outros, se é que hão de ser felizes e contentes. Tem-se dito que as palavras mais importantes para o aposentado são “Mantenha-se ocupado.” Mas, deve ocupar-se com algo recompensador, pois o Criador nos deu um senso moral, uma consciência, a habilidade de raciocinar e fazer decisões corretas. O médico que, com 91 anos, ainda continua a fazer visitas domiciliares, ilustra esse ponto. Certamente não tem necessidades financeiras, mas seu coração e sua mente exigem que continue a servir os outros. Confirmando isto, o Dr. Hamblin declarou que os aposentados continuam vivendo enquanto sentirem que são necessários.
Sublinhando o mesmo ponto, há Henry Legler, que certa vez trabalhou em relações públicas. Em seu livro How to Make the Rest of Your Life the Best of Your Life (Como Fazer do Restante de Sua Vida a Melhor Parte de Sua Vida), afirma: “O aposentado que abre a mente e o coração para alguma forma de serviço de igreja ou de comunidade pode derivar satisfações muito mais duradouras do que os triunfos duma carreira comercial.” Incidentalmente, ele fala por experiência própria.
E que ‘o homem não vive só de pão’, mas possui necessidades espirituais também, foi observado pelo Grande Instrutor, Jesus. (Luc. 4:4) Assim, diz-se-nos que “a Conferência Sobre Envelhecimento na Casa Branca sugeriu que as igrejas — que talvez façam mais pelos longevos do que qualquer outra organização — não fazem o bastante . . . As igrejas, sugeriu o relatório, cuidam melhor das necessidades sociais dos idosos do que de suas necessidades espirituais. Fornecem discursos, filmes, excursões de ônibus e ceias nas igrejas, mas fazem muito pouco na questão de ‘nutrirem a vida espiritual de nossa população mais idosa’”. — Press, de Cleveland, 5 de janeiro de 1974.
Mas, há um grupo religioso que não comete este erro, a saber, as testemunhas cristãs de Jeová. Destacam o lado espiritual da vida: o estudo bíblico pessoal, o comparecimento a reuniões cristãs, servir a Deus e ao homem. Longe de se sentirem entediados, os aposentados que são Testemunhas sentem-se felizes, atarefados e produtivos. Na sede da Sociedade Torre de Vigia (EUA) há cerca de 40 membros que têm mais de sessenta e cinco anos, treze deles tendo mais de oitenta anos. Estes continuam a trabalhar várias horas por dia e sentem-se felizes em fazer isso, pois suas necessidades espirituais são bem cuidadas. Similarmente, cerca de 5 por cento dos 20.000 ministros pioneiros de tempo integral, nos Estados Unidos, têm mais de 65 anos. Uma delas, que morreu em 1973, manteve-se ocupada até atingir os 99 anos!
Sim, poderá fazer do “restante de sua vida a melhor parte de sua vida”. Mas, isso exige preparação e planejamento, a avaliação de fatores práticos tais como renda, o local onde fixar-se e o bem-estar físico. E, acima de tudo, exige prestar serviço altruísta a Deus e ao próximo.
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A vida no mundo tridimensional dos oceanosDespertai! — 1976 | 22 de março
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A vida no mundo tridimensional dos oceanos
O OCEANO é verdadeiro reservatório de vida. Não só a sua superfície ocupa mais de 70 por cento da área terrestre, mas sua tremenda profundeza, tendo em média bem mais de três quilômetros, o torna um mundo tridimensional de enorme capacidade, tendo muitos níveis por todo o seu domínio.
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