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  • ‘Não seja depressa demovido de sua razão’
    A Sentinela — 1986 | 15 de março
    • ‘Não seja depressa demovido de sua razão’

      “Solicitamo-vos que não sejais depressa demovidos de vossa razão, nem fiqueis provocados, quer por uma expressão inspirada, quer por intermédio duma mensagem verbal, quer por uma carta, como se fosse da nossa parte.” — 2 TESSALONICENSES 2:1, 2.

      1. Que lembrança agradável vem à mente ao refletirmos sobre o tempo em que ficamos conhecendo a verdade?

      LEMBRANÇAS agradáveis invariavelmente vêm à mente quando nós, como cristãos, refletimos sobre o tempo em que ficamos conhecendo a verdade da Palavra de Deus. Foi algo belo, razoável e satisfatório. Quanto o nosso coração se encheu de apreço, quando ficamos conhecendo Jeová e suas sublimes qualidades, inclusive seu grande amor e sua misericórdia! Alegramo-nos quando entramos em contato com concrentes que mostravam genuíno amor cristão e viviam segundo os princípios bíblicos.

      2. Qual é a nossa perspectiva como servos de Jeová, e em que situação espiritual nos encontramos?

      2 Quão gratos ficamos quando aprendemos que Jeová, em breve, eliminará a dor, a tristeza e até mesmo a morte. (Revelação 21:3, 4) Imagine, viver para sempre na terra paradísica, com perfeita saúde e em completa felicidade! Era quase bom demais para ser verdade. Mas era verdade. Era apoiado pela Palavra de Deus. Era emocionante! Sem dúvida, nós nos sentíamos assim como os discípulos de Jesus, quando ele lhes apareceu depois da sua ressurreição. Disseram um ao outro: “Não se nos abrasavam os corações quando nos falava na estrada, ao nos abrir plenamente as Escrituras?” (Lucas 24:32) Sim, ao aprendermos a verdade e dedicarmos nossa vida a Jeová, passamos a encontrar-nos num paraíso espiritual.Quanta bênção!

      3. Como procuram o Diabo e outros opositores privar-nos dos benefícios do paraíso espiritual de Jeová?

      3 Mas, não podemos presumir a permanência no paraíso espiritual como algo garantido. Entramos voluntariamente neste paraíso; podemos também sair (ou ser postos para fora) dele, se ficarmos descrentes ou deliberadamente violarmos as leis justas de Jeová. Naturalmente, isto não acontecerá, se mantivermos forte ‘o amor que tínhamos no princípio’, se continuarmos a apreciar todas as provisões de Jeová para nos manter espiritualmente fortes. (Revelação 2:4) Mas o Diabo e outros opositores da verdadeira adoração são peritos no engano. Nunca devemos esquecer que eles estão prontos para, se possível, quebrantar nossa integridade. Sua propaganda destina-se a enfraquecer a nossa fé, a esfriar nosso amor a Deus, a semear dúvidas na nossa mente — sim, fazer o paraíso espiritual parecer nenhum paraíso.

      4. Qual poderia ser o resultado, se permitíssemos que nossa fé enfraqueça e deixássemos que se desenvolvam sérias dúvidas?

      4 Aproveitando o que diz o provérbio, poderíamos chegar ao ponto de achar difícil, senão impossível, enxergar a floresta do paraíso espiritual por olharmos muito de perto as árvores humanas imperfeitas que há agora nele. A emoção que sentimos ao aprender a verdade da Palavra de Deus, a grandiosa esperança que passamos a ter, o amor que temos a Deus e aos nossos irmãos espirituais e o zelo que temos pelo serviço de Jeová poderiam desvanecer-se. Se não se tomarem medidas drásticas para inverter tal deterioração espiritual, em pouco tempo os amorosos requisitos de Deus parecerão opressivos. O sadio alimento espiritual procedente do “escravo fiel e discreto” pode parecer desprezível, e a fraternidade dos amorosos servos de Jeová pode parecer uma casa de inimigos. Neste caso, a única satisfação, de forma pervertida, talvez advenha de se começar a espancar os co-escravos com calúnias e meias-verdades. — Mateus 24:45-51.

      5. Como poderia a perda sofrida ser comparável ao que Adão e Eva perderam ao serem expulsos do Paraíso do Éden?

      5 Sim, não só poderíamos perder as bênçãos do paraíso espiritual agora, mas, o que é mais sério, poderíamos também perder a esperança de viver eternamente no Paraíso terrestre. E poderíamos sair perdendo pela mesma razão que Adão e Eva perderam o Paraíso do Éden. Eles tinham tudo o que precisavam para ser perfeitamente felizes, e poderiam ter vivido para sempre. Mas a independência — na realidade, um ensino diferente — lhes era mais importante do que a obediência a Jeová e as bênçãos do Éden. Eva foi enganada. Embora Adão não fosse enganado, deixou que a força das circunstâncias, inclusive a forte influência de sua esposa, também o fizessem pecar. Por isso, foram expulsos do Paraíso, levando uma vida miserável até a sua morte. Perderam a perspectiva da vida eterna para si mesmos e legaram aos seus descendentes uma herança de pecado e de morte. (Gênesis 3:1-7, 14-19, 24; 1 Timóteo 2:14; Romanos 5:12) Que preço terrível a pagar pela sua suposta independência!

      6. (a) Que preocupação expressou Paulo a respeito de alguns na congregação coríntia? (b) Como se refletiu esta mesma preocupação no que se escreveu à congregação em Tessalônica?

      6 O apóstolo Paulo expressou a seguinte preocupação: “Tenho medo de que, de algum modo, assim como a serpente seduziu Eva pela sua astúcia, vossas mentes sejam corrompidas, afastando-se da sinceridade e da castidade que se devem ao Cristo.” (2 Coríntios 11:3) Paulo achou necessário escrever a respeito de alguns ensinos errôneos que circulavam nos seus dias. Na sua segunda carta à congregação em Tessalônica ele escreveu: “Solicitamo-vos que não sejais depressa demovidos de vossa razão, nem fiqueis provocados, quer por uma expressão inspirada, quer por intermédio duma mensagem verbal, quer por uma carta, como se fosse da nossa parte, no sentido de que o dia de Jeová está aqui. Que ninguém vos seduza, de maneira alguma.” — 2 Tessalonicenses 2:1-3.

      Não Tenha Tratos com Apóstatas

      7. (a) Que perguntas surgem, quando se recebe literatura apóstata pelo correio? (b) No que se refere a guardar-se da influência dos apóstatas, por que é perigoso o excesso de confiança?

      7 Ora, o que fará então quando se vir confrontado com ensinos apóstatas — raciocínios sutis — afirmando que aquilo que você crê como Testemunha de Jeová não é a verdade? Por exemplo, o que fará se receber uma carta ou alguma literatura, e, abrindo-a, vê logo que procede dum apóstata? Será induzido pela sua curiosidade a lê-la, só para ver o que ele tem a dizer? Talvez você até mesmo raciocine: ‘Isso não me vai afetar; sou forte demais na verdade. E, além disso, tendo a verdade, não temos nada a temer. A verdade suportará a prova.’ Argumentando assim, alguns nutriram a mente com raciocínios apóstatas e caíram vítimas de sérias perguntas e dúvidas. (Veja Tiago 1:5-8) Portanto, lembre-se da advertência contida em 1 Coríntios 10:12: “Quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia.”

      8. De que ajuda precisam alguns que foram vencidos por dúvidas?

      8 Com a ajuda amorosa de irmãos solícitos, alguns daqueles em quem os apóstatas tinham lançado dúvidas restabeleceram-se depois de um período de perplexidade e trauma espirituais. Mas esta dor poderia ter sido evitada. Somos informados em Provérbios 11:9: “Pela boca é que o apóstata arruína seu próximo, mas é pelo conhecimento que os justos são socorridos.” Judas disse a concristãos que ‘continuassem a mostrar misericórdia para com alguns que têm dúvidas, salvando-os por arrebatá-los do fogo’. (Judas 22, 23) Paulo aconselhou o superintendente Timóteo a instruir “com brandura os que não estiverem favoravelmente dispostos, visto que talvez Deus lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento exato da verdade e eles voltem ao seu próprio juízo, saindo do laço do Diabo, visto que foram apanhados vivos por ele para a vontade deste”. — 2 Timóteo 2:25, 26.

      9. Qual será o resultado trágico para os que abandonam a verdadeira adoração?

      9 Tragicamente, outros entraram na escuridão completa, mesmo voltando aos ensinos errôneos da cristandade. O apóstolo Pedro escreveu sobre o resultado trágico para alguns que primeiro andam na verdade, mas depois se desviam dela. Ele disse: “Certamente, se eles, depois de terem escapado dos aviltamentos do mundo pelo conhecimento exato do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam novamente envolvidos nestas mesmas coisas e são vencidos, as condições derradeiras tornaram-se piores para eles do que as primeiras.” Pedro disse que são iguais ao cão que volta ao seu vômito e à porca lavada que volta a revolver-se no lamaçal. — 2 Pedro 2:20-22.

      10. (a) O que diz Jeová a respeito de se escutar os apóstatas? (b) A leitura de literatura apóstata seria equivalente a fazer o quê?

      10 Quando outra pessoa nos diz: ‘Não leia isso’, ou: ‘Não escute isso’, talvez fiquemos tentados a desconsiderar seu conselho. Mas, lembre-se de que, neste caso, é Jeová quem nos diz na sua Palavra o que devemos fazer. E o que diz ele a respeito dos apóstatas? ‘Evite-os’ (Romanos 16:17, 18); ‘cesse de ter convivência com’ eles (1 Coríntios 5:11); e ‘nunca os receba no seu lar, nem os cumprimente’ (2 João 9, 10). Estas são palavras enfáticas, orientações claras. Se nós, por curiosidade, lêssemos a literatura dum apóstata conhecido, não seria isso igual a convidar este inimigo da verdadeira adoração à nossa casa, para se sentar conosco e expor suas idéias apóstatas?

      11, 12. (a) Que ilustração se apresenta para nos ajudar a reconhecer que não podemos inocentemente ler literatura apóstata? (b) Como se pode aplicar isso à preocupação de Jeová com o seu povo?

      11 Ilustremos isso do seguinte modo: Suponhamos que seu filho adolescente recebesse por correio alguma matéria pornográfica. O que faria você? Se ele estivesse inclinado a lê-la por curiosidade, diria: ‘Sim, meu filho, vai em frente e leia isso. Não lhe vai fazer mal. Ensinamos-lhe desde a infância que a imoralidade é má. Além disso, você precisa saber o que está acontecendo no mundo para ver que ele é realmente ruim’? Argumentaria assim? De modo algum! Antes, você certamente lhe indicaria os perigos da leitura de literatura pornográfica e exigiria que fosse destruída. Por quê? Porque, não importa quão forte a pessoa seja na verdade, se ela alimentar a mente com idéias pervertidas, encontradas em tal literatura, sua mente e seu coração ficarão afetados. Um desejo errado restante nos recessos do coração pode finalmente criar um apetite sexual pervertido. Com que resultado? Tiago diz que, quando o desejo errado se torna fértil, dá à luz o pecado, e o pecado leva a morte. (Tiago 1:15) Então, por que iniciar tal reação em cadeia?

      12 Pois bem, se nós agiríamos tão decididos assim para proteger nossos filhos contra a exposição à pornografia, não é de esperar que nosso amoroso Pai celestial similarmente nos avise e proteja contra a fornicação espiritual, inclusive contra a apostasia? Ele diz: Afaste-se dela!

      13. Enquanto participamos na pregação, o que se pode fazer quando se nos fazem perguntas desafiadoras, baseadas no que os apóstatas disseram ou escreveram?

      13 Mas, suponhamos que estejamos pregando as boas novas e alguém faça perguntas ou levante objeções similares às suscitadas pelos opositores? Naturalmente, se a pessoa não for sincera e apenas quiser discutir, usualmente é melhor que nos excusemos e sigamos para a próxima porta. Mas, quando alguém faz perguntas sinceras a respeito de certas alegações dos apóstatas, o que se pode fazer? Primeiro, podemos perguntar exatamente o que causa tal preocupação. Talvez sejam apenas um ou dois pontos. Daí podemos apegar-nos a estes eresponder à base das Escrituras, das publicações da Sociedade e do que verazmente sabemos sobre o assunto. Não precisamos achar que temos de ler um livro ou um panfleto cheio de calúnia e de meias-verdades para poder refutar falsas afirmações e ensinos de opositores.

      Confiança em Jeová

      14. Que interesse amoroso tem nosso Pai celestial em nós, e por que podemos ter plena confiança nele?

      14 Ao avançarmos, edificando a fé e mantendo-nos ocupados no serviço do Reino, podemos confiantemente depositar nossa fé em Jeová, sabendo que ele, como nosso amoroso Pai celestial, quer o melhor para nós. Deus nos ensina; ele nos adverte. Faz isso por meio de sua Palavra e por intermédio da orientação clara provida pela sua organização visível. Se pedíssemos a um pai amoroso um pão ou um peixe, ele não nos daria uma pedra ou uma serpente. Tampouco Deus nos logrará ou enganará. (Mateus 7:7-11) Todavia, Deus não nos protegerá totalmente contra tentações ou mesmo mentiras enganosas e propaganda diabólica. Ele disse a respeito de si mesmo: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar.” (Isaías 48:17) Sim, Jeová ‘nos ensina a tirar proveito’. Ele nos diz que devemos manter-nos separados dos apóstatas e seu ensino, para a nossa própria proteção. Significa vida para nós.

      15. Que advertências fez o apóstolo Paulo a respeito de alguns que tentam atrair discípulos?

      15 O apóstolo Paulo advertiu co-anciãos cristãos: “Dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (Atos 20:30) Se continuássemos a escutar argumentos sutis e raciocínios capciosos, então “coisas deturpadas” poderiam parecer corretas. Quanto mais Eva olhou para o fruto proibido e escutou os raciocínios deturpados do Diabo, tanto mais ficou convencida de que ele tinha razão. Paulo advertiu: “Acautelai-vos: talvez haja alguém que vos leve embora como presa sua, por intermédio de filosofia e de vão engano, segundo a tradição de homens, segundo as coisas elementares do mundo e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8) O apóstolo indicou também que, “com conversa suave e palavras elogiosas [os apóstatas] seduzem os corações dos cândidos”. (Romanos 16:17, 18; veja 2 Coríntios 11:13-15.) Naturalmente, afastarem-se alguns por causa deste tipo de propaganda não significa que temos de acompanhá-los. Entretanto, temos de ficar continuamente alertas.

      16. A aplicação de que advertências bíblicas nos ajudará a resistir aos esforços de Satanás para enganar e desviar pessoas da verdadeira adoração?

      16 As táticas do Diabo não mudaram desde o Éden. Ele usa perguntas sutis e estimula o egotismo. Pedro escreveu: “Haverá falsos instrutores entre vós. Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destrutivas . . . Explorar-vos-ão também em cobiça com palavras simuladas.” (2 Pedro 2:1-3) Algo simulado destina-se a parecer ou soar genuíno. Em 2 Timóteo 2:14-19, Paulo enfatizou a importância de se usar a Palavra de Jeová para resolver assuntos, mas advertiu sobre a necessidade de evitar apóstatas, cujos ‘falatórios vãos violam o que é santo’, porque, disse ele, “a palavra deles se espalhará como gangrena”.

      17, 18. (a) Em que sentido é o ensino apóstata como a gangrena? (b) Que advertência deu o apóstolo Pedro com respeito aos que procuram desviar-nos da verdadeira adoração? (c) Que perguntas serão respondidas no próximo estudo?

      17 Esta é deveras uma analogia apropriada! Igual à gangrena, o raciocínio apóstata não é senão uma morte espiritual que se alastra rapidamente. E visto que os membros da congregação são iguais a um só corpo, há o perigo de outros ficarem contagiados. Se aquele que espalha ensinos apóstatas não puder recuperar a saúde espiritual pela aplicação amorosa, mas firme, do bálsamo da Palavra de Deus, a amputação de tal membro (a desassociação) pode ser a única alternativa para proteger os outros membros do corpo. (Veja Tito 1:10, 11.) Não se deixe contaminar pela gangrena mortífera do tipo espiritual! Mantenha a boa saúde espiritual por evitar o contágio do pensamento apóstata. Acate o conselho sólido de 2 Pedro 3:17, 18: “Vós, portanto, amados, tendo este conhecimento adiantado, guardai-vos para que não sejais desviados com eles pelo erro dos que desafiam a lei e não decaiais da vossa firmeza. Não, mas prossegui crescendo na benignidade imerecida e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”

      18 Mas como podemos proteger-nos contra a apostasia? Como podemos impedir que nosso coração seja receptivo a raciocínios apóstatas? Estas perguntas serão consideradas no artigo que segue.

      Lembra-se?

      ◻ Como poderíamos perder os benefícios do paraíso espiritual de Jeová?

      ◻ Por que equivale a leitura de publicações apóstatas à leitura de literatura pornográfica?

      ◻ O que podemos fazer, quando perguntados sobre certas afirmações de apóstatas?

      ◻ Por que são os ensinos apóstatas como a gangrena?

  • Não dê margem ao Diabo!
    A Sentinela — 1986 | 15 de março
    • Não dê margem ao Diabo!

      “Não se ponha o sol enquanto estais encolerizados, nem deis margem ao Diabo.” — EFÉSIOS 4:26, 27.

      1. Como foi o Diabo descrito por Pedro, mas que certeza de proteção forneceu o apóstolo?

      UM ANIMAL feroz anda solto à procura de presa. Tem o desejo insaciável de devorar cristãos. Pedro advertiu: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar. Mas, tomai vossa posição contra ele, sólidos na fé . . . Porém, depois de terdes sofrido por um pouco, o próprio Deus de toda a benignidade imerecida . . . vos fará firmes, ele vos fará fortes.” — 1 Pedro 5:8-10.

      2. (a) Que circunstâncias nos tornam mais vulneráveis ao ataque de Satanás? (b) Por que só pode culpar a si mesmo aquele que cai vítima da apostasia? (c) Que fraqueza abriu o caminho para o Diabo incitar o coração de Judas Iscariotes a trair Jesus?

      2 Podemos estar certos de que o Diabo e seus agentes, tanto demoníacos como humanos, estão prontos para explorar qualquer atormentadora dúvida, qualquer falha séria na personalidade e qualquer negligência da nossa parte quanto a nos mantermos espiritualmente fortes na fé. Mas a Palavra de Jeová nos assegura que o Diabo não nos devorará, se adotarmos uma posição firme contra ele. (Tiago 4:7) Por exemplo, ninguém é vítima da apostasia porque isso simplesmente não pôde ser evitado. Ninguém é predestinado a abandonar a fé. O que está envolvido é a motivação do coração. É verdade que João disse que alguns “saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos”. (1 João 2:19) Mas isso aconteceu porque, ou escolheram a apostasia, ou logo de começo entraram na organização de Jeová com má motivação. Judas Iscariotes tinha um bom coração quando foi chamado para ser um dos 12 apóstolos, mas o Diabo aproveitou a fraqueza de Judas, a ganância. Mesmo já antes da noite em que este traiu Jesus, “o Diabo já [havia] posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse”. — João 13:2.

      3. Que fatores podem influenciar alguém a se tornar vítima da apostasia?

      3 A pessoa se torna má porque deixa que seu próprio raciocínio egoísta, suas próprias ambições e desejos, e os companheiros e o ambiente que escolhe, moldem sua maneira de pensar e determinem a direção que sua vontade toma. Paulo mencionou alguns que ‘uma vez foram esclarecidos, provaram a dádiva celestial gratuita, mas se afastaram’. (Hebreus 6:4-6) Se não estivermos continuamente de guarda, o Diabo, por meio de sua astuta propaganda, pode tornar nosso coração receptivo ao modo de pensar apóstata. Mas como é que o Diabo, na realidade, escolhe a pessoa como possível vítima da apostasia?

      4. O que pode acontecer quando sucumbimos à amargura, ao ressentimento e a fazer críticas?

      4 Atitudes comuns que Satanás procura são a amargura, o ressentimento e ser crítico. Tais sentimentos podem tornar-se tão fortes, que sobra muito pouco espaço para o amor e o apreço. Pode ser que algum problema não solucionado fermente, fazendo a pessoa sentir-se irada e justificada a afastar-se de reuniões cristãs vitais. Se continuar irada por um longo período, ela ‘dá margem ao Diabo’. (Efésios 4:27) A pessoa perturbada só enxerga as fraquezas de seu irmão, em vez de perdoar-lhe “setenta e sete vezes”, e ela deixa de aproveitar as circunstâncias provadoras como oportunidades para aperfeiçoar as qualidades cristãs. (Mateus 18:22) Neste estado mental, caso alguém venha e sugira que a organização de Jeová é opressiva ou restritiva, ou mesmo está errada em certos ensinos vitais, o coração do cristão amargurado pode tornar-se receptivo a tais alegações infundadas. Portanto, quão necessário é evitar a amargura e o ressentimento! Não deixe o sol pôr-se enquanto está irado. Antes, deixe que o amor tenha plena expressão na sua vida!

      5. (a) Como podem o orgulho ou o ressentir-se da correção ser uma armadilha? (b) Que papel desempenha a humildade em se continuar sólido na fé?

      5 Quais são outras condições do coração e da mente que o Diabo está procurando? Ora, o orgulho, o convencimento, o ressentimento por não se receber o destaque a que se acha ter direito. Todas estas coisas são armadilhas usadas pelo Diabo. (Romanos 12:3) Se você for aconselhado ou mesmo repreendido por alguma prática ou atitude errada, esta também poderá mostrar-se uma ocasião ideal para o Diabo induzi-lo a se perguntar se você está na organização certa. Portanto, continue humilde. Contente-se a comportar-se qual “menor”. Não deixe que o orgulho ou o convencimento o façam cair da posição sólida na fé. — Lucas 9:48; 1 Pedro 5:9.

      6, 7. (a) Quais são algumas das manifestações de impaciência que o Diabo aproveita prontamente?(b) Quando se tem falta de sabedoria, o que se deve fazer?

      6 A impaciência é outra coisa que o Diabo procura. Às vezes talvez achemos que deveria haver algumas mudanças; queremos uma ação rápida, respostas imediatas. ‘Este problema tem de ser resolvido agora mesmo, senão eu desisto. Tenho de ter agora mesmo a resposta a esta pergunta ou não vou continuar. O Armagedom e o novo sistema já por anos “são iminentes”. Já estou cansado de esperar.’ Pode estar certo de que o Diabo está pronto para lançar sementes de dúvida e de revolta em tais campos de impaciência. Precisa-se de perseverança e fé. — Hebreus 10:36, 39.

      7 Tiago disse: “A perseverança tenha a sua obra completa, para que sejais completos e sãos em todos os sentidos, não vos faltando nada. Portanto, se alguém de vos tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada. Mas, persista ele em pedir com fé, em nada duvidando, pois quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová; ele é homem indeciso, instável em todos os seus caminhos.” (Tiago 1:4-8) Não permita que o Diabo o torne candidato à apostasia porque você ficou exigentemente impaciente, duvidando das promessas de Deus! Seja paciente, seja grato. Espere por Jeová. — Salmo 42:5.

      8. Como abre a tendência de se rebelar contra a autoridade o caminho para o Diabo engodar a pessoa a se livrar das restrições bíblicas?

      8 Que mais usa o Diabo na tentativa de afastar-nos? Não tem sempre tentado instigar a rebelião, tornar os servos de Jeová críticos dos que tomam a dianteira? ‘Os anciãos simplesmente não entendem isso. São críticos demais, exigentes demais’, talvez digam alguns. Alguém poderia ir mais longe e afirmar que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová ou outros irmãos responsáveis interferem na liberdade de consciência e no “direito” da pessoa, de interpretar as Escrituras. Mas, lembre-se das palavras humildes de José: “Não pertencem a Deus as interpretações?” (Gênesis 40:8) E não predisse Jesus que, nestes dias finais, se incumbiria uma organização de ungidos, “o escravo fiel e discreto”, de prover alimento espiritual no tempo apropriado? (Mateus 24:45-47) Acautele-se dos que procuram apresentar suas próprias opiniões contrárias. Acautele-se também dos que querem livrar-se de todas as restrições ou que prometem liberdade, afirmando que as Testemunhas de Jeová são escravos! Pedro disse a respeito dos falsos instrutores: “Embora lhes prometam liberdade, eles mesmos existem como escravos da corrupção. Pois todo aquele que é vencido por outro é escravizado por este.” — 2 Pedro 2:1, 19.

      9. Qual é muitas vezes a atitude daqueles que criticam os que tomam a dianteira?

      9 Qual é muitas vezes o motivo daqueles que criticam a Sociedade ou os que tomam a dianteira? Não é o caso de que, amiúde, alguma aplicação dum texto os afeta pessoalmente? Em vez de se ajustarem à sã doutrina e orientação, querem que a organização mude. Ilustremos isso com alguns exemplos:

      10. Como poderia a insistência no uso de estilos extremos de roupa e de se arrumar resultar em alguém ‘dar margem ao Diabo’?

      10 Certo irmão insiste em usar estilos extremos de roupa e de se arrumar. Os anciãos acham que ele não dá bom exemplo e não lhe concedem certos privilégios, tais como subir à tribuna para dar instrução. Ele fica ressentido, afirmando que os outros procuram tirar-lhe sua liberdade cristã. Mas, o que há por detrás de tal raciocínio? Não costuma ser o orgulho, uma atitude independente, ou o desejo um tanto infantil de fazer o que bem entende? Embora isso possa parecer uma coisa pequena, a pessoa que raciocina assim pode ‘dar margem ao Diabo’. Mas o amor e a humildade farão com que nos vistamos e arrumemos de modo modesto e aceitável. Devemos querer fazer tudo para a promoção das boas novas e não para agradar a nós mesmos. — Romanos 15:1, 2; 1 Coríntios 10:23, 24.

      11. O que pode haver por detrás de se questionar a ordem de Jeová, de se abster do sangue?

      11 Tomemos outro exemplo. Ocasionalmente, você talvez ouça alguém questionar que a proibição bíblica contra comer sangue realmente se aplique às transfusões. Mas o que há por detrás de tal raciocínio? Será que é o medo — o medo de possivelmente perder a vida atual ou a vida dum ente querido? Desvanece-se a esperança da ressurreição? Os cristãos fiéis não transigem com respeito à lei de Deus, nem procuram modos para atenuá-la. Abster-se do sangue na nutrição do corpo é tão necessário como abster-se da fornicação e da idolatria, que são todos condenados no mesmo decreto dos apóstolos e anciãos de Jerusalém, orientado pelo espírito. — Atos 15:19, 20, 28, 29.

      12. Por que não nos deve induzir a lealdade errônea a violar o requisito bíblico de evitar a associação social com os desassociados?

      12 Alguns dos que têm atitude crítica afirmam que a organização de Jeová é estrita demais na questão de cortar os contatos sociais com pessoas desassociadas. (2 João 10, 11) Mas, por que acham isso tais críticos? Será que têm vínculos familiares íntimos ou uma lealdade errônea a um amigo, que eles colocam à frente da lealdade a Jeová, e às Suas normas e aos Seus requisitos? Deve considerar também que continuar a manter contatos sociais com uma pessoa expulsa, mesmo que seja alguém tão íntimo como um parente, pode levar o errante a concluir que seu proceder não é tão sério assim, e isso para maior prejuízo dele. Entretanto, refrear-se de tal associação pode criar em tal pessoa o almejo daquilo que perdeu e o desejo de recuperá-lo. O modo de proceder de Jeová é sempre o melhor, e é para a nossa própria proteção. — Provérbios 3:5.

      13. Que atitude devemos ter para com a pregação pública de casa em casa?

      13 Ainda outro talvez afirme incorretamente que as Escrituras não apóiam a pregação pública de casa em casa. Mas, dá-se isso porque ele já não gosta desta importante obra e está procurando uma desculpa para se esquivar dela? O amor a Deus e ao próximo devem motivar-nos a compreender a urgência desta obra salvadora de vidas. Novamente, há necessidade de perseverança. O apóstolo Paulo falou sobre a sua própria perseverança em ‘dar cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos’, ao passo que ensinava publicamente e de casa em casa. (Atos 20:18-21) Em vez de nos queixarmos, não deveríamos lealmente seguir o belo exemplo dele? Veja os milhares de pessoas que foram ajuntadas ao “um só rebanho”, por causa da bênção de Jeová sobre a obra de casa em casa! (João 10:16) E não se esqueça dos excelentes benefícios recebidos em matéria de treinamento e disciplina, de fortalecimento da fé, por irmos de porta em porta para contatar pessoas com as boas novas. — Veja Atos 5:42; 1 Timóteo 4:16.

      14. Como acha que devemos reagir quando os críticos acusam as Testemunhas de Jeová de serem falsos profetas?

      14 Por fim, poderíamos considerar o que a Sociedade publicou no passado sobre a cronologia. Alguns opositores afirmam que as Testemunhas de Jeová são falsos profetas. Esses opositores dizem que se fixaram datas, mas que nada aconteceu. Novamente perguntamos: Qual é o motivo de tais críticas? Estão incentivando a vigilância por parte do povo de Deus, ou estão, em vez disso, procurando justificar-se por recaírem numa inatividade sonolenta? (1 Tessalonicenses 5:4-9) Mais importante ainda: O que fará você ao ouvir tal crítica? Quando alguém questiona que estejamos vivendo “nos últimos dias” deste sistema, ou talvez tenha a idéia de que Deus é tão misericordioso, que certamente não causará a morte de tantos milhões de pessoas durante a “grande tribulação”, então tal pessoa já preparou seu coração para escutar tal crítica. — 2 Timóteo 3:1; Mateus 24:21.

      15. Em vez de as Testemunhas de Jeová serem falsos profetas, o que prova que elas têm fé na Palavra de Deus e nas promessas seguras dela?

      15 Sim, o povo de Jeová, de vez em quando, teve de revisar expectativas. Por causa de nossa ansiedade, esperávamos o novo sistema mais cedo do que consta no cronograma de Jeová. Mas, demonstramos nossa fé na Palavra de Deus e nas suas promessas seguras por proclamar a sua mensagem a outros. Além disso, a necessidade de revisarmos um pouco nosso entendimento não nos torna falsos profetas, nem muda o fato de que estamos vivendo “nos últimos dias”, presenciando em breve a “grande tribulação”, que preparará o caminho para o Paraíso terrestre. Quão tolo é adotar a atitude de que as expectativas que precisam dum ajuste lancem dúvida sobre todo o conjunto da verdade! É clara a evidência de que Jeová tem usado e continua a usar a sua única organização, com o “escravo fiel e discreto” tomando a dianteira. Portanto, pensamos assim como Pedro, que disse: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” − João 6:68.

      16, 17. (a) Como ajuda a aplicação das palavras de Jesus em Mateus 7:15-20 a identificar a organização que tem a bênção de Jeová? (b) Quais são alguns dos bons frutos produzidos na vida dos verdadeiros servos de Jeová?

      16 Somente no paraíso espiritual, entre as Testemunhas de Jeová, podemos encontrar o amor abnegado que Jesus disse identificaria os seus verdadeiros discípulos. (João 13:34, 35) Os falsos profetas, pelos seus maus frutos, são expostos como tais. Mas Jesus indicou que as árvores boas seriam identificadas pelos seus frutos excelentes. (Mateus 7:15-20) E que frutos excelentes nós temos no paraíso espiritual! Quase que em cada país há espantosos aumentos. Mais de 3.000.000 de súditos felizes do Reino de Deus, em todo o globo, são prova viva de que Jeová tem um povo na terra.

      17 As Testemunhas de Jeová, por serem ensinadas por Deus, realmente produzem na sua vida os frutos do cristianismo. (Isaías 54:13) Só os do povo de Jeová se libertaram completamente das superstições babilônicas. Só eles têm uma organização que acata plenamente o que a Palavra de Deus tem a dizer sobre a imoralidade sexual, os abortos, a embriaguez, o furto, a idolatria, o preconceito racial, e sobre outros empenhos e práticas do mundo. E somente eles obedecem à ordem de pregar as boas novas do Reino de Jeová. (Mateus 24:14) A própria Palavra de Deus inquestionavelmente aponta para as Testemunhas de Jeová como o único povo organizado que tem a bênção dele!

      18. Quando confrontados com ensinos apóstatas, qual deve ser a atitude dos servos de Jeová?

      18 Sim, estamos certos de que, para todos os que fiel e lealmente perseveram no caminho cristão, a verdade de Jeová ainda é bela e satisfatória — agora ainda mais do que quando a ouviram pela primeira vez. Portanto, decida no seu coração nunca nem mesmo tocar no veneno que os apóstatas querem que absorva. Acate as ordens sábias, mas firmes, de Jeová, de evitar completamente os que querem enganá-lo, desencaminhá-lo e desviá-lo para os caminhos da morte. Se amarmos a Jeová de todo o coração, alma e mente, ao passo que amamos o nosso próximo como a nós mesmos, não daremos margem para a penetração do pensamento apóstata. (Mateus 22:37-39) Não ‘daremos margem ao Diabo’ e não teremos nenhum desejo de procurar outra coisa. Não seremos ‘depressa demovidos de nossa razão’ por algum ensino falsificado. — 2 Tessalonicenses 2:1, 2.

      19. Que proceder assegurará que ‘nenhum homem nos prive do prêmio’ da vida eterna?

      19 Apreciemos sempre nosso privilégio de estar no paraíso espiritual de Jeová, em que usufruímos tantas ricas bênçãos. Sabemos quem se apega fielmente às declarações de vida eterna. Portanto, permaneça intimamente associado com eles, sabendo que são nossos genuínos e leais irmãos e irmãs na fé. Continuemos a ter a mesma alegria e satisfação que tivemos quando ficamos sabendo da verdade, com a certeza de receber o grandioso prêmio da vida eterna no novo sistema de coisas de Jeová. Conforme Paulo disse tão acertadamente: “Nenhum homem vos prive do prêmio”! — Colossenses 2:18.

      Sabe responder?

      ◻ Por que é verdade que ninguém está predestinado a abandonar a fé?

      ◻ Como podem o ressentimento, o orgulho e a impaciência abrir no coração um espaço para o Diabo?

      ◻ O que costuma haver por detrás da crítica ao conselho que é dado pelos que tomam a dianteira?

      ◻Que frutos produzidos pelas Testemunhas de Jeová provam que elas são a única organização que Deus usa?

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