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PauloAjuda ao Entendimento da Bíblia
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estendeu suas atividades à Espanha, antes de sua detenção final em Roma. (Rom. 15:24) Durante esta detenção (c. 65 EC) Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo, na qual dava a entender que sua morte era iminente. (2 Tim. 4:8) É provável que Paulo tenha sofrido o martírio às mãos de Nero em 66 EC.
UM EXEMPLO DIGNO DE SER IMITADO
Em vista de sua fidelidade em copiar o exemplo de Cristo, o apóstolo Paulo podia dizer: “Tornai-vos meus imitadores.” (1 Cor. 4:16; 11:1; Fil. 3:17) Paulo se mostrava alerta em seguir a orientação do espírito de Deus. (Atos 13:2-5; 16:9, 10) Não era um vendedor ambulante da Palavra de Deus, mas falava com sinceridade. (2 Cor. 2:17) Embora instruído, Paulo não tentava impressionar os outros com sua linguagem (1 Cor. 2:1-5), nem procurava agradar aos homens. (Gál. 1:10) Não insistia em fazer aquilo a que tinha direito, mas adaptava-se às pessoas a quem pregava, tendo cuidado de forma a não fazer os outros tropeçar. — 1 Cor. 9:19-26; 2 Cor. 6:3.
No decorrer de seu ministério, Paulo se esforçava zelosamente, viajando milhares de quilômetros por mar e por terra, estabelecendo muitas congregações na Europa e na Ásia Menor. Assim, não precisava de cartas de recomendação, escritas a tinta, mas podia apontar as cartas vivas, pessoas que se haviam tornado crentes mediante os esforços dele. (2 Cor. 3:1-3) Todavia, humildemente se reconhecia um escravo (Fil. 1:1), tendo por obrigação declarar as boas novas. (1 Cor. 9:16) Não assumia nenhum crédito pessoal, mas dava toda a honra a Deus, como sendo Aquele responsável pelo crescimento (1 Cor. 3:5-9) e Aquele que o havia adequadamente habilitado para o ministério. (2 Cor. 3:5, 6) O apóstolo prezava altamente seu ministério, glorificando-o e reconhecendo que possui-lo era uma expressão da misericórdia de Deus e de seu Filho. (Rom. 11:13; 2 Cor. 4:1; 1 Tim. 1:12, 13) A Timóteo, ele escreveu: “A razão pela qual me foi concedida misericórdia era que, por meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como amostra dos que irão descansar a sua fé nele para a vida eterna.” — 1 Tim. 1:16.
Por ter sido anterior perseguidor dos cristãos, Paulo não se considerava digno de ser chamado de apóstolo, e reconhecia que somente o era pela benignidade imerecida de Deus. Preocupado que tal benignidade imerecida não fosse estendida a ele em vão, Paulo trabalhava mais que os outros apóstolos. Todavia, compreendia que apenas pela benignidade imerecida de Deus ele podia realizar seu ministério. (1 Cor. 15:9, 10) “Para todas as coisas”, disse Paulo, “tenho força em virtude daquele que me confere poder”. (Fil. 4:13) Ele suportava muitas coisas, mas não se queixava. Seu “espinho na carne” (2 Cor. 12:7) pode ter sido uma afecção dos olhos, ou alguma aflição de outra espécie. — Compare com Atos 23:1-5; Gálatas 4:15; 6:11.
Sendo imperfeito, Paulo experimentava contínuo conflito entre sua mente e sua carne pecaminosa. (Rom. 7:21-24) Mas, ele não desistia. Disse ele: ‘Surro o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.’ (1 Cor. 9:27) Paulo sempre mantinha diante de si o glorioso prêmio da vida imortal nos céus. Encarava todo o sofrimento como não sendo nada, em comparação com a glória a ser recebida como recompensa pela fidelidade. (Rom. 8:18; Fil. 3:6-14) Portanto, evidentemente não muito antes de sua morte, Paulo pôde escrever: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé. Doravante me está reservada a coroa da justiça.” — 2 Tim. 4:7, 8.
Como apóstolo inspirado, Paulo dispunha da autoridade para comandar e dar ordens, e fez isso (1 Cor. 14:37; 16:1; Col. 4:10; 1 Tes. 4:2, 11; compare com 1 Timóteo 4:11), mas ele preferiu apelar para os irmãos à base do amor, instando com eles pelas “compaixões de Deus”, e pela “brandura e benignidade do Cristo”. (Rom. 12:1; 2 Cor. 6:11-13; 8:8; 10:1; Filêm. 8, 9) Era meigo e expressava terna afeição por eles, exortando-os e consolando-os como se fora um pai. (1 Tes. 2:7, 8, 11, 12) Embora tivesse direito a receber apoio material dos irmãos, preferiu trabalhar com suas próprias mãos a fim de não ser um fardo dispendioso. (Atos 20:33-35; 1 Cor. 9:18; 1 Tes. 2:6, 9) Em resultado disso existia forte vínculo de afeição fraterna entre Paulo e aqueles a quem ele ministrava. Os superintendentes da congregação de Éfeso ficaram muitíssimo afligidos e se sentiram movidos às lágrimas ao saberem que talvez não mais vissem sua face. (Atos 20:37, 38) Paulo se preocupava muito com o bem-estar espiritual dos co-cristãos e queria fazer o que pudesse para ajudá-los a tornar segura a chamada celeste deles. (Rom. 1:11; 15:15, 16; Col. 2:1, 2) Lembrava-se constantemente deles em suas orações (Rom. 1:8, 9; 2 Cor. 13:7; Efé. 3:14-19; Fil. 1:3-5, 9-11; Col. 1:3, 9-12; 1 Tes. 1:2, 3; 2 Tes. 1:3) e solicitava que eles também orassem por ele. (Rom. 15:30-32; 2 Cor. 1:11) Ele derivava encorajamento da fé dos co-cristãos. (Rom. 1:12) Por outro lado, Paulo era firme a favor do que é justo, não hesitando em corrigir até mesmo um co-apóstolo quando era necessário, para o progresso das boas novas. — 1 Cor. 5:1-13; Gál. 2:11-14.
NÃO FAZIA PARTE DOS DOZE
Embora tivesse forte convicção e provas de seu próprio apostolado, Paulo jamais se incluiu entre “os doze”. Antes de Pentecostes, a assembléia cristã, em resultado da exortação bíblica de Pedro, tinha procurado um substituto para o infiel Judas Iscariotes. Como candidatos, foram escolhidos dois discípulos, talvez pelo voto dos membros varões da assembléia (tendo Pedro falado aos “Homens, irmãos” [Atos 1:16]). Daí, oraram a Jeová Deus (compare Atos 1:24 com 1 Samuel 16:7; Atos 15:7, 8) para que Ele indicasse qual dos dois tinha escolhido para substituir o apóstolo infiel. Depois de sua oração, lançaram sortes e “a sorte caiu em Matias”. — Atos 1:15-26; compare com Provérbios 16:33.
Não existe nenhum motivo para se duvidar de que Matias fosse o escolhido por Deus. Na verdade, uma vez convertido, Paulo se tornou bem destacado, e suas labutas ultrapassaram a de todos os demais apóstolos. (1 Cor. 15:9, 10) Ele serviu como um ‘apóstolo [enviado] às nações’. — Atos 9:4-6, 15.
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PavãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PAVÃO
[Heb., tukkiyím (plural)]. O termo “pavão” se aplica apropriadamente a esta ave de coloração brilhante. Trata-se duma ave grande, da família dos Fasianídeos, de tamanho aproximado ao de um peru. O pavão se destaca especialmente por sua magnífica cauda de iridescentes penas verdes e douradas, assinaladas por grandes ocelos azuis. A cauda pode ser propositalmente estendida, formando imponente anteparo ou leque semicircular que chega a tocar o chão, em ambos os lados. O pavão agita a cauda aberta em leque, produzindo leve farfalho e fazendo que as penas brilhem com seus matizes iridescentes. Seu pescoço e seu peito também são de um lindo colorido azul-esverdeado metálico. Graças à sua majestosa beleza, esta ave era altamente apreciada já desde os tempos antigos.
Nos dias do Rei Salomão, as viagens trienais de sua frota de Társis traziam cargas de “ouro e prata, marfim, e macacos e pavões”. (1 Reis 10:22) Embora determinados navios de Salomão fizessem viagens a Ofir (evidentemente situada na região do mar Vermelho; 1 Reis 9:26-28), 2 Crônicas 9:21 fala de navios que “iam a Társis” (provavelmente na Espanha) em conexão com o carregamento dos produtos acima, incluindo pavões. Não é certo, portanto, de que lugar ou região os pavões eram importados. Pensa-se que estas belas aves sejam naturais do SE da Ásia, e elas são abundantes na índia e em Sri Lanka (antigo Ceilão). Alguns acham que seu nome hebraico (tukkiyím) deve ter ligação com o nome para pavão em antigo tâmil, tokei. Os pavões adquiridos pela frota de Salomão poderiam, naturalmente, ser adquiridos ao longo de sua rota costumeira, em algum centro de comércio que tivesse ligações com a Índia. Interessante, também, é a declaração em The Animal Kingdom (O Reino Animal; 1954; Frederick Drimmer, Mestre em Artes, Editor, Vol. II, p. 988): “Durante séculos, os cientistas supunham que não existiam pavões na África — seus habitats conhecidos se situavam nas índias Orientais e no sudeste da Ásia. A crença dos naturalistas foi abalada em 1936, quando o pavão-do-congo foi descoberto no Congo Belga.”
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Pavimento De PedraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PAVIMENTO DE PEDRA
Veja PEDRA, PAVIMENTO DE.
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PazAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PAZ
A palavra hebraica shalóhm tem uma aplicação mais ampla do que o termo “paz“ em português. Além de se referir a uma condição isenta de guerra e de perturbação (Juí. 4:17; 1 Sam. 7:14; 1 Reis 4:24; 2 Crô. 15:5; Jó 21:9; Ecl. 3:8), shalóhm pode transmitir a idéia de saúde, de segurança, de higidez ou sanidade (Gên. 37:14, nota da NM, ed. 1953, em inglês; “Literalmente, ‘Veja a paz de teus irmãos e a paz do rebanho.’ ”), de bem-estar (Gên. 41:16), de amizade (Sal. 41:9), e de inteireza ou totalidade. (Jer. 13:19) A palavra grega para paz (eiréne) também pode indicar bem-estar. Para exemplificar, a exclamação de despedida: “Vai em paz”, corresponde um tanto à expressão: ‘Que tudo vá bem contigo.’ — Mar. 5:34; Luc. 7:50; 8:48; Tia. 2:16; compare com 1 Samuel 1:17; 20:42; 25:35; 29:7; 2 Samuel 15:9; 2 Reis 5:19.
Visto que o termo “paz” nem sempre é o equivalente exato das palavras nas línguas originais, é preciso considerar o contexto para se determinar qual é seu significado. À guisa de exemplo, ser ‘enviado em paz’ podia significar ser enviado amigavelmente, sem temer qualquer interferência da parte daquele que dava permissão para a partida. (Gên. 26:29; 44:17; Êxo. 4:18) ‘Voltar em paz’, como duma batalha, significava voltar sem ter sido ferido e/ou de modo vitorioso. (Gên. 28:21; Jos. 10:21; Juí. 8:9; 11:31; 2 Crô. 18:26, 27; 19:1) ‘Perguntar sobre a paz’ duma pessoa significava indagar como ela passava. (Gên. 29:6, para a frase: “Ele está bem?”, a nota a da NM, ed. 1953, em inglês, é: “Literalmente, ‘Há paz para ele?’ ” Para a expressão: “Está bem”, a nota b reza: “Literalmente, ‘eles disseram: “Paz!” ’ ”; Gên. 43:27, para a frase “ele indagou se estavam passando bem”, a nota a diz: “Literalmente, ‘indagou sobre a paz [bem-estar] deles.’ ” Para a frase: “Está passando bem o vosso pai . . . ?”, a nota b reza: “Literalmente, ‘Será que seu pai . . . tem paz [bem-estar]?’”) ‘Trabalhar pela paz’ de alguém indicava trabalhar pelo bem-estar dessa pessoa. (Deut. 23:6) Morrer uma pessoa em paz podia significar morrer uma morte tranqüila, depois de ter usufruído uma vida plena ou ter realizado uma esperança prezada. (Compare com Gênesis 15:15; Lucas 2:29; 1 Reis 2:6.) A profecia a respeito de Josias ‘ser ajuntado a seu próprio cemitério em paz’ indicava que ele morreria antes de sobrevir a Jerusalém a calamidade predita. (2 Reis 22:20; 2 Crô. 34:28; compare com 2 Reis 20:19.) Em Isaías 57:1, 2, representa-se o justo como entrando na paz ao morrer, desta forma escapando da calamidade.
OBTER PAZ
Jeová é o Deus de paz (1 Cor. 14:33; 2 Cor. 13:11; 1 Tes. 5:23; Heb. 13:20) e a Fonte da paz (Núm. 6:26; 1 Crô. 22:9; Sal. 4:8; 29:11; 147:14;
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