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A Trindade — como surgiu?A Sentinela — 1979 | 1.° de junho
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A Trindade — como surgiu?
Um dos principais ensinos da maioria das igrejas da cristandade é a doutrina da Trindade, a união e igualdade do Pai, do Filho (a Palavra, Verbo, ou Logos) e do espírito santo. Os atuais aderentes a esta doutrina muitas vezes afirmam que ela se baseia nas Escrituras e que, assim, se trata duma doutrina cristã desde os primórdios da história da igreja.
Todavia, Alvan Lamson, D. D., examinou a evidência deste conceito e em especial se Justino, o Mártir, e outros primitivos escritores haviam aceito e ensinado essa doutrina. O Dr. Lamson observa:
“Para encontrarmos os aspectos originais e distintivos da doutrina do Logos, conforme aceita pelos Padres eruditos do segundo e do terceiro séculos, temos de recorrer, não às Escrituras judaicas, nem aos ensinos de Jesus e de seus apóstolos, mas a Filo [filósofo judaico do primeiro século E. C.] e aos platônicos alexandrinos. Em concordância com este conceito, afirmamos que a doutrina da Trindade é de formação gradual e comparativamente tardia; que ela teve sua origem numa fonte inteiramente alheia à das Escrituras judaicas e cristãs; que ela se desenvolveu e foi enxertada no cristianismo pelas mãos dos Padres que promoviam o platonismo; que no tempo de Justino [c. 100-165 E.C.], e por muito tempo depois, a natureza distinta e a inferioridade do Filho eram ensinadas universalmente; e que o único primeiro esboço vago da Trindade passou então a se tornar visível.” — The Church of the First Three Centuries, p. 34.
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Uma carta de agradecimentoA Sentinela — 1979 | 1.° de junho
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Uma carta de agradecimento
“Durante cinco longos anos, minha esposa e meu filho eram Testemunhas de Jeová, sem o meu consentimento total. Agora me dou conta de que lhes impus muita dificuldade e um grande fardo, por minhas ações e por não crer em Jeová. Só Deus sabe o que eles sofreram durante este tempo. E eu só espero que ele seja um Deus “muitíssimo” perdoador.
“Embora eu não fosse católico praticante, pecando cada dia da minha vida, ainda assim me achava melhor do que as Testemunhas de Jeová, as quais eu considerava como fanáticas. Não me dei conta de que Jesus Cristo também foi chamado de fanático, no seu tempo. O próprio nome Jeová me era repugnante.
“Todavia, depois de muitas dificuldades com a mudança de Missúri para a Califórnia, achei que faltava alguma coisa na minha vida. Era como se estivesse perdido neste mundo confuso e não soubesse como dar à minha vida um novo início positivo. Por conseguinte, comecei a orar ao Deus Todo-poderoso, pedindo orientação, direção e um modo para eliminar o vácuo que havia no meu íntimo. Imediatamente, houve uma batida na porta do apartamento. Atendendo, vi que se tratava duma senhora, Testemunha de Jeová.
“Normalmente, eu me teria virado e fechado a porta, com cortesia, mas, esta vez, visto que havia orado pedindo orientação, senti algo diferente no íntimo. Conversamos durante aproximadamente 40 minutos, sendo que ela me convidou depois a assistir às reuniões no salão. Ela até mesmo tomou o tempo para desenhar um mapa, mostrando o caminho. Eu nunca havia encontrado um católico que tomasse tanto tempo e se preocupasse com o bem-estar espiritual de seu próximo. Senti-me esquisito no íntimo, porque esta pessoa se preocupava tanto com a minha salvação.
“De modo que agora freqüento o Salão do Reino, junto com minha esposa Cristina e meu filho Filipe. Também estudo regularmente a Bíblia. Só espero não ter encontrado Jeová tarde demais para obter a vida eterna.”
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