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    A Sentinela — 1966 | 1.° de abril
    • as condições que agora vemos, afirmou Jesus: “Mas, quando estas coisas principiarem a occorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:28.

  • Avalia o que Jesus fez em seu favor?
    A Sentinela — 1966 | 1.° de abril
    • Avalia o que Jesus fez em seu favor?

      O que fez Jesus em seu favor? Como pode mostrar que avalia fato?

      HÁ ALGUNS séculos, algumas pessoas usaram formas estranhas de mostrar que avaliavam o que Jesus fez em favor delas — como, por exemplo, perseguindo os que discordavam delas até matá-los. Sim, por carência de conhecimento e entendimento, tem havido muita confusão no que toca a como mostrar apreciação pelo que fez Jesus em favor da humanidade; e ainda há. Em realidade, há muitos mal-entendidos também quanto a quem ele era e o que fez. Quem era este Jesus? O que fez em seu favor? Como ele gostaria que o leitor expressasse sua apreciação pelo que ele fez em seu favor?

      Para termos resposta, precisamos dirigir-nos à Bíblia. De seu registro quádruplo da vida dele, nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, aprendemos que Jesus nasceu num estábulo em Belém, que, como rapaz, trabalhava de carpinteiro e que, à idade de trinta anos, começou sua carreira como o principal ministro de Deus sobre a terra, pregando e realizando milagres. Depois de apenas três anos e meio, sua atividade foi subitamente encerrada por ser executado numa estaca de tortura, sob as acusações falsas de ser blasfemador e sedicioso. Ele próprio reconheceu ser o Filho de Deus em sentido ímpar, e o Messias há muito prometido. — Mat. 16:16, 17; João 5:18.

      O QUE FEZ JESUS EM SEU FAVOR?

      O que fez Jesus em seu favor? Até mesmo antes de nascer qual humano, fez algo em seu benefício. E o que foi? Abdicou sua existência pré-humana para nascer como criatura humana, da virgem Maria. Assim, Filipenses 2:5-8 nos diz que, embora existisse em forma de Deus, não teve a ambição de ser igual a Deus, mas esvaziou a si mesmo de sua glória qual espírito a fim de se tornar humano. Embora muitos cristãos professos neguem sua existência pré-humana, ele mesmo repetidas vezes se referiu a ela, como na ocasião em que disse: “Nenhum homem ascendeu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem.” É por isso que, na noite em que foi traído, pôde orar: “Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver mundo.” — João 3:13; 17:5.

      Por ser Deus o pai dele, e não qualquer humano, Jesus estava livre de pecados. Nem uma vez sequer cometeu transgressões em pensamentos, palavras ou ações. Apesar das condições pecaminosas em derredor dele, e da oposição que teve de enfrentar, pôde dizer aos seus oponentes: “Quem de vós me declara culpado de pecado?” Ninguém podia! Como expressou seu apóstolo Pedro: “Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca.” — João 8:46; 1 Ped. 2:22.

      E, então, qual humano, Jesus abdicou voluntariamente essa existência em benefício da humanidade. Sendo perfeito, tinha o direito à vida, e sacrificou-o para dar aos humanos a oportunidade de vida interminável. Como ele próprio afirmou: “O Filho do homem . . . veio . . . dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” Seus apóstolos deram testemunho similar a respeito disto: “Observamos a Jesus, feito um pouco menor que os anjos, . . . para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem.” Dar Jesus sua vida humana a favor da humanidade não só foi a maior expressão possível de amor que alguém poderia fazer, mas, por meio dela, proveu a dádiva máxima que as criaturas humanas imperfeitas poderiam receber, a saber, a oportunidade de vida eterna. — Mat. 20:28; Heb. 2:9; João 3:16; 15:13.

      Além de abdicar sua glória celeste para se tornar homem e então entregar sua vida terrestre como o resgatador da humanidade, Jesus prestou incalculável serviço à humanidade pelo seu ensino. Como tem sido bem observado, nenhuma pessoa na terra exerceu tão poderosa influência sobre a humanidade para o bem como exerceu Jesus Cristo. Era o Mestre acima de todos os mestres. Ensinou os homens a respeito do nome de Deus, da personalidade de Deus e dos propósitos e da vontade de Deus para as criaturas humanas. Entre os notáveis exemplos de seu ensino, acha-se o seu Sermão do Monte com sua “regra de ouro”: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.” (Mat. 7:12) Mostrou também quais eram os dois maiores mandamentos da Lei: amar a Jeová Deus de todo o coração, de toda a mente, alma e força, e amar ao próximo como a si mesmo. Nem devem ser despercebidas as suas profecias, cujo cumprimento mostra efetivamente onde estamos na tabela de tempo de Deus. — Mar. 12:29-31; Mateus, capítulos 24 e 25.

      Jesus apoiou seu ensino pelo seu proceder, dando-nos o exemplo ideal, perfeito, a seguir. Começou sua carreira por dedicar-se a fazer a vontade de seu Pai, e, então, por ser batizado em água. Deus enviou-o à terra, primariamente, para dar testemunho da verdade, e pouco antes de morrer, pôde dizer ao Pai: “Eu te tenho glorificado na terra, havendo terminado a obra que me deste para fazer.” (João 17:4) Salta aos olhos que ele tencionava que os outros o imitassem, tanto pelas suas palavras como pelas de outros: “Segui-me.” “Sê meu seguidor.” “Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos.” E o apóstolo Paulo afirmou: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” — Mat. 4:19; 19:21; 1 Ped. 2:21; 1 Cor. 11:1.

      Assim, o que fez Jesus em seu favor? Deixou a glória celeste e veio à terra como humano e entregou esta vida de modo que o leitor pudesse obter a vida, e lhe deixou muitas instruções para que as aprendesse e desse ouvidos a elas, e um exemplo perfeito que o leitor pudesse imitar.

      MOSTRAR APRECIAÇÃO AO QUE JESUS FEZ

      Atualmente, há mais de 900 milhões de pessoas que afirmam ser cristãs ou pertencer a organizações religiosas professamente cristãs, cerca de um terço a um quarto da população da terra. Mas, quão pouca apreciação mostra a maioria destas pessoas ao que Jesus fez em favor delas! Aparentemente, muitos acham que fazem muito bem se forem à igreja duas vezes por ano, nos grandes feriados, e guardarem os Dez Mandamentos; e muitos nem sequer guardam estes.

      Se apreciar o que fez Jesus em seu favor, ao vir à terra e ao morrer pelos seus pecados, o leitor exercerá fé nele como sendo seu Salvador. Em realidade, é somente por fazer isto que pode esperar tirar proveito do sacrifício de Jesus, assim como Jesus disse ao governante judeu, Nicodemos, que veio a Jesus sob o manto da noite: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.

      Note a expressão, “exercer fé”. Se avaliar o que Jesus fez em seu favor ao morrer pelos seus pecados, não só crerá, concordará e dará consentimento mental ao fato que ele morreu em seu favor, mas agirá segundo tal crença, dando ouvidos às instruções que Pedro deu pouco depois de Pentecostes a seus ouvintes judeus: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” (Atos 3:19) Isso subentende,.por um lado, opor-se sinceramente às tendências pecaminosas de nossa mente e corpo, e, por outro lado, suplicar a Deus o perdão de nossos pecados à base do sacrifício de Jesus. — 1 João 2:1, 2.

      E, a fim de mostrar apreciação ao que Jesus Cristo fez em seu favor como o grande Mestre e Exemplo, o que se exige do leitor? Primeiro de tudo, que se ponha a par dos ensinos de Jesus. Isto exige o estudo da Palavra de Deus, especialmente das Escrituras Gregas Cristãs, nas quais se encontram seus ensinos. Visto que precisa de ajuda para entender e avaliar o que lê, quererá tirar proveito dos compêndios bíblicos impressos e das reuniões congregacionais providas para tal fim. Em segundo lugar, que faça então esforço consciencioso de aplicar em sua vida diária aquilo que aprende. Pois, como disse Jesus: “Nem todo o que me disser: ‘.Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Entre as principais instruções que Jesus deu a seus seguidores acha-se a seguinte: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” — Mat. 7:21; 6:33.

      COMEMORANDO A MORTE DE JESUS

      De forma a nos lembrarmos sempre e a avaliarmos o que Jesus fez em nosso favor, especialmente o ter morrido por nós, Jesus deu a ordem de comemorarmos a morte dele. Conhecida na cristandade como a “Ceia do Senhor”, é celebrada de forma variada: diária, semanal, trimestral e anualmente. Quando, e com que regularidade deve ser comemorada? Em vista de que todos os eventos importantes são comemorados anualmente, e que o próprio Deus seguiu este princípio ao tratar com seu povo, a nação de Israel, não é razoável que a morte de Jesus Cristo seja também comemorada anualmente? Ademais, Jesus morreu no dia mais notável do calendário hebraico, dia em que também instituiu a comemoração de sua morte. Assim, pareceria lógico que apenas anualmente, e em 14 de nisã, a data da Páscoa deva ser celebrada tal comemoração. Esta ordem tem especial aplicação a esta época, pois 14 de nisã, este ano, cai na terça-feira, 5 de abril, depois do pôr do sol, ou depois das dezoito horas, hora local.

      Como deve ser comemorada a morte de Jesus? Da forma que Jesus indicou quando instituiu-a pela primeira vez. Conforme lemos: “Jesus tomou um pão, e depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: ‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” — Mat. 26:26-28.

      O pão era ázimo, visto que era a única espécie que os israelitas podiam ter em casa durante a época da Páscoa. Isto bem representaria o corpo humano sem

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