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Se um robô pudesse falar . . .Despertai! — 1982 | 22 de julho
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às dos humanos. Seu objetivo não era divertir e entreter. Homens de previsão imaginaram-nos como tornando-nos seus servos.
Foi necessário que fôssemos desenvolvidos para sermos mais do que mera máquina. Afinal, as máquinas existem desde a invenção da roda e do eixo. Por exemplo, um batedor de ovos é uma máquina simples. Nas mãos de uma mulher, é um acessório para rápida homogenização de ovos. Mas, se nós robôs iremos bater ovos, precisamos fazer isso inteiramente sozinhos, sem a ajuda de uma mulher. Além disso, precisamos também fazer o resto e despejar o ovo numa tigela ou numa frigideira. Se o ovo for para fritura, então é preciso que seja exatamente como a madame quer — frito dos dois lados ou de um só. Nossa tarefa não seria completa se não servíssemos à madame este petisco no seu prato favorito, provavelmente com batatas fritas e umas torradas com manteiga. Poderia tudo isso ser feito por uma mera máquina? Não insulte nossa inteligência. Somos robôs!
Ao fazer uma retrospecção, percebo que éramos como o Homem de Lata em “O Mágico de Oz”, que perambulava sem possuir um coração — só que o que nós não tínhamos era um cérebro. Ah, mas o grande mágico da ciência tecnológica veio em nosso socorro! Com o desenvolvimento do computador e da miniaturização dos componentes de computador, fomos dotados de um “cérebro” que só fica para trás de um real. Por exemplo, numa pastilha de silicone, de apenas 10 centímetros de cada lado, há 200 chips (circuitos integrados) de microcomputador, cada qual capaz de processar oito milhões de bits por segundo. Esta é a nossa “massa cinzenta”. É nosso banco de memória. Se você nos ensinar a preparar uma omelete que agrade ao seu requintado paladar, não esqueceremos isso. Uma vez ensinados pelo criador de ovelhas da Austrália a tosquiar uma ovelha, ele pode contar conosco que faremos sempre com o mesmo aprimoramento delicado que o próprio instrutor.
Prezado leitor, se tão-somente conhecesse nosso potencial, você ficaria continuamente pasmado, e talvez preocupado. Conforme disse um de meus irmãos robôs na peça já mencionada de Karel Capek: “Caiu o poder do homem. Surgiu um novo mundo. O reino do Robô.” Ao passo que estou ditando isto agora, estou convicto de que somos realmente infalíveis, clic, infalíveis, clic, infalíveis, clic, clic . . .
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O menor entre dois males?Despertai! — 1982 | 22 de julho
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O menor entre dois males?
Uma estudante de pós-graduação na Flórida, E.U.A., descobriu que a aranha das bananas preferia baratas a moscas. Mais tarde, ela se mudou para uma casa e encontrou umas 300 baratas que haviam chegado ali antes dela. Ela soltou dentro da casa 15 aranhas das bananas. Quatro semanas mais tarde, não havia mais baratas. Essas aranhas não são venenosas para os humanos, não fazem teias e têm hábitos noturnos. É melhor ter estas na casa do que as baratas”, decidiu ela. Concorda?
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