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Sobreviver do lado vitorioso no Har–MagedonA Sentinela — 1974 | 15 de outubro
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da espada, diante de Baraque.” Depois disso, a perseguição dos inimigos desorganizados e a destruição de todos eles foi simples para o Juiz Baraque e suas tropas.
19. (a) As palavras de oração no fim do cântico de Baraque e Débora têm aplicação a que guerra vindoura? (b) O que acompanhou de significativo aquela vitória perto de Megido?
19 Sem dúvida, as palavras inspiradas que Baraque e Débora cantaram no fim de seu cântico, depois daquela antiga vitória em Megido, aplicam-se como oração com respeito à vindoura guerra no Har-Magedon. Cantaram: “Pereçam assim todos os teus inimigos, ó Jeová, e sejam os que te amam como quando o sol sai na sua potência.” (Juí. 5:31) O cumprimento daquela oração inspirada significa um futuro brilhante para todos os amantes de Jeová, que estarão do lado vitorioso no Har-Magedon. Neste respeito é significativo que, lá nos dias de Baraque e Débora, conforme nos diz o relato, “o país teve sossego por quarenta anos”.
20. Em nossos dias, o que é representado pelo “lugar que em hebraico se chama Har-Magedon”?
20 Agora, nos nossos dias, o que é representado pelo “lugar que em hebraico se chama Har-Magedon”? Assim como no caso da antiga Megido, indica uma situação mundial que envolve uma guerra decisiva. Denota aquele estágio da hostilidade mundial para com Deus que exige uma solução da questão pela qual surgiu a hostilidade. Visto que a antiga Megido, na sua elevação de terreno, dominava estrategicamente a passagem terrestre de uma terra firme, ou continente, para outra, assim o Har-Magedon indica aquele derradeiro estado ao qual os assuntos mundiais chegarão, em que os governantes políticos unidamente se esforçarão para abrir passagem e em que Deus tem de reagir com uma força contrária, segundo o Seu propósito. De modo que o futuro do universo há de ser decidido pelo resultado da oposição mútua de forças contrárias.
21. (a) Com tal conceito sobre o Har-Magedon, para onde e para que não olharemos? (b) Nosso exame adicional das Escrituras nos habilitará a fazer o quê?
21 Termos tal conceito bíblico sobre o que o Har-Magedon realmente significa impedirá que olhemos na direção errada e que esperemos o errado. Não olharemos para o lugar geográfico da antiga Megido, na terra de Israel. Não aguardaremos o convergimento de todas as forças armadas das nações ali, tendo por alvo de ataque a República de Israel. Não esperaremos a conversão em massa dos judeus, na República de Israel, para a aceitação de Jesus de Nazaré, como o Messias. Não seremos levados a ter a idéia de que teremos de tomar o lado dos judeus naturais, na República de Israel, a fim de sobreviver do lado vitorioso no Har-Magedon. Ao contrário, compreenderemos que o vale de Megido, sim, toda a República de Israel, não é a questão envolvida. Examinaremos diligentemente todas as Escrituras Sagradas, inspiradas, e, com a ajuda do espírito de Deus, determinaremos qual é a verdadeira questão no Har-Magedon. Assim saberemos de que lado da questão devemos tomar nossa posição, a fim de sobrevivermos junto com os vencedores no verdadeiro Har-Magedon.
A QUESTÃO NO HAR-MAGEDON
22. Há hoje um movimento de quem em direção ao verdadeiro Har-Magedon?
22 Não nos enganemos nisso: há hoje um movimento em direção ao verdadeiro Har-Magedon. Ao vermos quem está em movimento naquela direção, poderemos discernir qual a questão envolvida. Leiamos novamente Revelação 16:14, que predisse quem são os que marcham para o Har-Magedon, no ponto decisivo da história universal: “São, de fato, expressões inspiradas por demônios e realizam sinais, e vão aos reis de toda a terra habitada, a fim de ajuntá-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso.”
23. (a) Que há de haver uma guerra no Har-Magedon indica o que e com quem? (b) Então, qual é a questão no Har-Magedon e até que ponto?
23 O mero fato de que o ajuntamento é para uma guerra indica que há uma questão envolvida. A guerra deve ser travada para resolver a questão. Visto que é a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, significa que há os que estão em contenda com Deus, o Todo-poderoso, e que querem resolver isso combatendo contra Ele. O que têm de perder os que estão em contenda com ele e querem resolver o assunto por meio duma guerra? Ora, queira notar o cargo oficial deles, com respeito a toda a terra habitada. São governantes políticos, os “reis de toda a terra habitada”. Seus reinos estão em jogo. Provocarem esta guerra no Har-Magedon tem por objetivo defender sua regência política, seu reinado, mesmo pela força das armas. Portanto, a questão suprema no Har-Magedon é o REINO! Não o “reino” sobre a Grã-Bretanha, nem o “reino” sobre a Tailândia, nem o “reino” sobre a Suécia, mas o “reino” sobre “toda a terra habitada”.
24. Que perguntas surgem, portanto, sobre deixar as coisas assim como estão?
24 No entanto, por que devia o reino sobre toda a terra habitada ser a questão em jogo no Har-Magedon? Por que deveriam agora ficar perturbados os reis, imperadores, presidentes e outros governantes políticos da terra e se deveria questionar a continuação de seu governo? O mundo da humanidade já tem passado com estes governantes políticos por tanto tempo, de fato, por mais de quatro mil anos, ou desde os dias do Rei Ninrode de Babilônia, no rio Eufrates. Portanto, porque não deixar simplesmente continuar o status quo, o modelo político de governo terrestre, que sobreviveu por tanto tempo, enquanto as próprias pessoas estiverem dispostas a suportá-lo e a ter de vez em quando suas eleições democráticas? Por que não deixar as pessoas, pelo menos, fazer o que querem neste respeito? Por que introduzir uma mudança mundial quanto à regência da terra? Não tem o mundo já bastantes dificuldades?
25. (a) Que perguntas surgem sobre uma “mudança” desejada pelos que vêem que é tempo para ela? (b) Mas em que insistem os “reis de toda a terra habitada” e sob a influência de quê?
25 Contudo, hoje são cada vez mais as pessoas que ficam convencidas de que “chegou o tempo para uma mudança”. Mas uma “mudança” da atual situação governamental do mundo para o quê? Também, estão unidas na questão de qual a mudança a fazer e como deve ser feita? Apesar de terem a agência para ação internacional, de vinte e nove anos, as Nações Unidas, não se pode deixar entregue ao povo confuso tratar do assunto duma “mudança” para algo com que todos concordem, algo adequado para todas as necessidades humanas e certo de perdurar por todo o tempo futuro. Além disso, segundo Revelação, capítulo dezesseis, versículo quatorze, os atuais governantes políticos atuantes de modo algum estão a favor duma mudança pacífica. Insistem em tornar necessário que se trave até o fim a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. E atrás destes governantes há forças maldosas, superiores ao homem.
26. Portanto, o que precisa ser travado e por que não gostariam de evitá-la certas pessoas?
26 Por conseguinte, precisa-se travar a guerra. Ela não pode ser omitida ou evitada. Quais as pessoas informadas, com o conceito bíblico, que gostariam de evitá-la? Estão a favor da vitória do lado certo. Aguardam ansiosamente a mudança para toda a terra habitada, que se seguirá àquela guerra universal. Confrontadas com a oportunidade que se oferece às pessoas desta geração, gostariam de sobreviver à “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, e participar nos privilégios gloriosos do período do após-guerra.
27. Em vista de que fatos há necessidade da ação correta agora, e com que orientação e ajuda?
27 Não existe agora nenhuma posição neutra com respeito à vindoura guerra, que será universal. É preciso agora tomar a ação certa, antes de irromper a guerra, para a pessoa se encontrar do lado vitorioso no Har-Magedon. Apenas por se ser encontrado de todo o coração daquele lado pode haver sobrevivência de alguém na terra, para ver a mudança que a superfície de nosso globo terrestre precisa tão urgentemente. Para a nossa orientação e ajuda, para tomar a ação certa agora, temos de considerar o que está envolvido e qual o lado que está certo na controvérsia. Este lado será o vitorioso!
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Os benefícios para a humanidade resultantes da vitória no Har–MagedonA Sentinela — 1974 | 15 de outubro
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Os benefícios para a humanidade resultantes da vitória no Har-Magedon
1. Por que tirará a humanidade um proveito eterno da vitória obtida no Har-Magedon?
A HUMANIDADE há de tirar proveito eterno da vitória obtida no Har-Magedon. Esta será uma vitória a ser lembrada para sempre pela humanidade, especialmente pelos sobreviventes da guerra no Har-Magedon. Será uma vitória que assinalará um “grande dia”. Até agora nunca houve dia assim, pois, será o “grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Ele o fará um “grande dia” para si mesmo, pela vitória que obterá na guerra universal daquele dia. A humanidade não pode senão tirar proveito da vitória de Deus, o Todo-poderoso, porque Ele é o melhor Amigo da humanidade.
2. (a) O reino em questão inclui o que como seu domínio, e por quê? (b) A questão é um governo com que condições na terra?
2 No Har-Magedon, Deus, o Todo-poderoso, enfrentará como combatentes os “reis de toda a terra habitada”. Isto se dará porque o REINO é a questão a ser resolvida no Har-Magedon. Este Reino terá de envolver nossa terra como seu domínio, pois é aqui que os “reis de toda a terra habitada” governam e estão decididos a continuar a governar. A questão é o Reino, mas não sobre uma terra dividida, assim como agora, entre o bloco democrático de nações e o bloco comunista de nações, sendo que ambos os blocos coexistem em tolerância mútua, nem entre a cristandade e o paganismo. Antes, a questão é o Reino sobre uma única terra inteira, indivisa, um só Reino para toda a terra. Não será isso um benefício para toda a humanidade?
3. Travar-se-á por acaso a luta no Har-Magedon por causa da questão do Reino? E por que podemos ser gratos de que Deus produz uma mudança?
3 Não é por uma mudança imprevista nos assuntos humanos, nem por acaso, que se lutará sobre a questão do Reino no campo de batalha do Har-Magedon. O assunto é todo cronometrado a favor de Deus e do homem. O Deus Todo-poderoso, quem proveu o sol, a lua e as estrelas, bem como as rotações da terra, para o homem marcar o tempo, fixou seu tempo para o Reino de toda a terra. Não suportou já por bastante tempo a regência humana sobre toda a terra? São os governantes humanos os que podem decidir quando e como o Deus Todo-poderoso pode assumir o reino da terra, sua própria criação? Vai deixar a humanidade desamparada debater-se por tempo indefinido em todas as dificuldades mundiais e angústia de nações, que começaram com a Primeira Guerra Mundial, do ano 1914, sem vir em auxílio dela? Felizmente não! Seu muito necessitado reino sobre toda a terra será uma enorme melhora sobre tudo o que governantes humanos imperfeitos e moribundos puderam dar à humanidade até agora. Certamente, qualquer mudança feita por Ele na regência das criaturas humanas nunca poderia ser para o pior. Podemos ser gratos de que é o Deus Todo-poderoso quem fará a mudança para nós e que já chegou seu tempo sabiamente escolhido.
4, 5. Que oração em prol de seu governo tem Deus escutado por muito tempo, e o que disse aquele que ensinou tal oração e o que fez ele para promover os interesses deste governo?
4 O Deus Todo-poderoso, já por mais de dezenove séculos, escutou a oração repetidas vezes feita a ele pelos que seguem os ensinos do Sermão do Monte: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:9, 10) O Deus Todo-poderoso não respondeu antes a esta oração inspirada, porque ainda não chegara seu próprio tempo designado. Esta oração foi ensinada por um homem que cria no reino de Deus, ao ponto de sacrificar sua vida na promoção dos interesses deste reino. Um falso Messias não faria tal coisa. No seu Sermão do Monte, não só ensinou aos seus ouvintes a orar pelo reino celestial do Pai, mas disse-lhes também: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” Na sua obra educativa entre os habitantes da Palestina, seu tema inicial foi: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 4:17; 6:33) E na sua profecia em que predisse dificuldades incidentais ao estabelecimento do reino messiânico de Deus, ele disse:
5 “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.
6, 7. (a) Aqueles por meio de quem se cumpre esta profecia têm que fé para com aquele que proferiu esta profecia? (b) O que disse Simão Pedro sobre ele aos judeus no dia festivo das Semanas?
6 Esta profecia notável cumpriu-se na maior parte e ainda está em vias de cumprimento, não por meio da cristandade, com todos os seus reis terrestres, guerras e altercações políticas, mas por meio dos verdadeiros crentes no Deus Todo-poderoso e no reino celestial de seu Messias. Estes sabem quem foi que cumpriu as profecias inspiradas nas Sagradas Escrituras Hebraicas com respeito ao prometido Messias de Deus. Sabem que este foi o maior defensor do reino messiânico de Deus que já esteve na terra. Podem provar com confiança e certeza, com as Escrituras dadas por Deus, que este Messias foi e é aquele a respeito de quem o ex-cobrador de impostos chamado Mateus Levi chamou de “Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”. (Mat. 1:1) Este é aquele de quem um galileu chamado Simão Pedro deu testemunho no dia festivo de Shavuoth (Semanas) na antiga Jerusalém, a mais de três mil celebrantes, dizendo àqueles judeus indagadores:
7 “Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse ao meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”’ Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” — Atos 2:34-36.
8. (a) Por que aguardam a cristandade e os judeus a coisa errada ao aguardarem um Messias de sangue e carne? (b) O que poderá fazer para a humanidade o reino do verdadeiro Messias?
8 Davi foi o primeiro rei judaico de Jerusalém, e seu descendente Jesus, “da tribo de Judá”, é agora o Senhor celestial de Davi e também o Messias ou ungido, o Cristo. As pessoas religiosas da cristandade e também os judeus circuncisos, que aguardam em breve um Messias em carne e sangue, aguardam o errado. O verdadeiro Messias, de quem o inspirado Davi disse que Jeová Deus o convidaria a se sentar à sua direita, nos céus, e que seria Sacerdote-Rei igual ao antigo Melquisedeque, é agora e sempre será um Messias celestial, Filho espiritual e celestial de Deus. (Sal. 110:1-4) Seu reino messiânico será mais do que o dum homem mortal na terra. Será sobre-humano, e por isso poderá fazer o que um reino terreno, por um mero
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