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Quando Deus anunciar a paz a todas as naçõesA Sentinela — 1960 | 1.° de maio
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Jerusalém; que rejeitou a Jesus Cristo como rei, foi então destruída pelos exércitos de César, seu rei.
29, 30. (a) A quem representava profeticamente a Jerusalém anticristã, e a quem professava ela estar aguardando? (b) Como no caso de Jerusalém, como foi apresentado à cristandade o Rei reinante de Deus?
29 A Jerusalém anticristã tornou-se quadro profético da cristandade, desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. A antiga Jerusalém achava-se num pacto com Jeová Deus, celebrado por meio da lei de Moisés, o profeta, e ela professava estar à espera de seu Messias, ou Cristo. A cristandade afirma estar num pacto ou numa relação contratual com Deus, por meio de Jesus Cristo como Mediador, e ela professa estar à espera de sua volta e de seu reino.
30 A antiga Jerusalém presenciou como Jesus Cristo chegou montado num jumento, no meio de aclamação popular, para apresentar-se a ela como Rei, em cumprimento da profecia, mas ela o rejeitou. A cristandade presenciou a Primeira Guerra Mundial e as fomes, as pestes, os terremotos e a angústia internacional que acompanharam a guerra e que a, seguiram. Por meio deste cumprimento da profecia do próprio Jesus a cristandade teve prova visível de que ele fora entronizado no seu reino celestial, em 1914, no fim dos tempos dos gentios, fim marcado pela ira das nações gentias na Primeira Guerra Mundial. Desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918 pregaram-se à cristandade as boas novas do estabelecimento do reino de Deus, governado pelo seu Messias-Cristo. Isto cumpre as seguintes palavras proféticas de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, com o propósito de dar testemunho a todas as nações, e então virá o fim consumado.” (Mateus 24:14, NM) Os que pregam estas boas novas do Reino com o propósito de dar testemunho a todas as nações têm sido ‘e são as testemunhas do reino de Deus. Usando todos os meios de publicidade e de comunicação disponíveis em nossos dias modernas, estas testemunhas do Reino têm pregado publicamente e de casa em casa, e de nação em nação, ao ponto de que pregam agora em 175 países do globo e em mais de 120 idiomas. Têm sido semelhantes à grande multidão que ovacionava e acenava com ramos de palmeiras, acompanhando Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. Desta maneira dramática, em cumprimento das profecias, apresentou-se à cristandade o Rei reinante de Deus.
31. (a) Como rejeitou a cristandade o Príncipe da Paz? (b) Quando veio a tribulação destrutiva sobre Jerusalém; e agora, depois de mais de quarenta anos, de que se encontra padecendo a cristandade?
31 Apesar de a cristandade adotar o nome de Cristo e celebrar o Domingo de Ramos, cada ano, ela rejeitou o Príncipe da Paz. Preferiu César como rei ao escolher primeiro a Liga das Nações e agora as Nações Unidas, e ao perseguir os que dão testemunho do reino de Deus, por ordem de Jesus. Como no caso de Jerusalém, a cristandade não discerniu o tempo de sua visitação, nem as coisas que se referem à sua paz. Depois que Jerusalém rejeitou o Príncipe da Paz de Jeová levou trinta e sete anos antes que sobreviessem àquela cidade, então ímpia, sítio, fome, pestilência, violência e destruição. Agora, já mais de quarenta anos depois que a cristandade recusou ter por rei o entronizado Jesus Cristo, a cristandade encontra-se passando pelo cumprimento da profecia de Cristo a respeito do fim deste sistema iníquo de coisas, a saber: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angústia de nações, não conhecendo a saída, por causa do bramido do mar e dá sua agitação, enquanto os homens desfalecem de medo e pela expectação das coisas que vêm sobre a terra habitada; pois os poderes dos céus serão abalados.” — Lucas 21:25, 26, NM.
UMA GUERRA PIOR DO QUE UMA GUERRA NUCLEAR INTERNACIONAL
32. Que perigo vêem os homens, mas que perigo pior é muito mais real do que esse? Por quê?
32 Homens, sob o terror destes tempos, olham para o futuro dum ponto de vista puramente humano e publicam o aviso: “Enfrentamos um perigo dessemelhante de qualquer perigo que já existiu.” Eles vêem apenas o perigo duma guerra nuclear internacional, apenas os resíduos radioativos que fariam chover sobre a humanidade uma morte silenciosa e oculta, durante gerações no futuro. Isto é bastante desastroso. No entanto, Jesus Cristo e os outros profetas de Jeová Deus avisaram sobre um perigo muito pior do que o previsto pelos mais adiantados cientistas ou pelos mais perspicazes estadistas. É o perigo daquilo que o último livro da Bíblia Sagrada chama de “guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”, descrevendo-se que os reis de toda a terra habitada e seus exércitos estão sendo ajuntados a um lugar simbólico chamado Armagedon. (Apocalipse 16:14-16) O perigo é bem real, tão leal como o Deus Todo-poderoso é real, tão real como Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores é real, tão real como a cristandade o ter recusado e adotado as Nações Unidas. Há nisso méis perigo real do que numa guerra nuclear internacional, porque a guerra do Armagedon foi assentada por escrito e predita nas profecias infalíveis da Bíblia Sagrada, sob a garantia do próprio nome irrepreensível de Deus, Jeová.
33. (a) Que diz Isaías 14:24-27 a respeito da certeza do cumprimento do propósito declarado de Jeová? (b) Que propósito divino apresenta Isaías 44:1-4 para esta era do espaço?
33 Em Isaías 14:24-27 lemos: “Jurou Jehovah dos exércitos, dizendo: Deveras como pensei, assim subsistirá. . . . Este é o propósito que se formou sobre toda a terra; e esta é a mão que está entendida sobre todas as nações. Pois Jehovah dos exércitos formou o propósito, e quem quem o invalidará? a sua mão está entendida, e quem a fará voltar para traz? Em face desta certeza de que Jeová cumprirá seu propósito, Isaías 34:1-4 declara: “Chegai-vos, nações, para ouvir, e escutai, povos; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo e tudo o que ele produz. Pois Jehovah tem indignação contra todas as nações, e furor contra todo o seu exército: tem-nas destruído totalmente, tem-nas entregue à matança. Os seus mortos tombem serão arrojados, subirá o mau cheiro dos seus cadáveres e os montes serão derretidos pelo seu sangue. Todo o exercito do céu dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro: todo o seu exército desvanecerá, como cai a folha da vide e da figueira.” Nenhuma astronave de guerra, nem qualquer projétil teleguiado será de qualquer ajuda.
34. Que profetizou Jesus a respeito da tribulação repentina, especialmente com referência àquilo que confronta o equivalente moderno de Jerusalém?
34 Indicando o que confronta, as nações, especialmente o equivalente moderno de Jerusalém, a cristandade, Jesus profetizou a respeito do fim deste sistema de coisas, dizendo: “Haverá então grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem jamais ocorrerá de novo. De fato, se aqueles dias não fossem abreviados, não se salvaria nenhuma carne; mas, por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” “Concernente àquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas somente o Pai. Pois assim como foram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porquanto, assim como as pessoas eram, naqueles dias anteriores ao dilúvio, comendo, bebendo, casando e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e as varreu a todas, assim será a presença do Filho do homem.” — Mateus 24:21, 22, 36-39, NM.
35. Por que é este perigo dessemelhante de qualquer outro que homens perspicazes possam discernir, e como sobreviverá o homem para um novo sistema de paz?
35 O perigo das coisas preditas aqui profèticamente é um perigo dessemelhante de tudo o que homens perspicazes possam prever ou imaginar. É um perigo de coisas muito piores do que qualquer guerra nuclear entre homem e homem. É o perigo duma guerra entre Deus e o homem, uma guerra entre Cristo e o governante invisível deste mundo; Satanás, o Diabo, com todas as suas hostes demoníacas e exércitos terrestres. Significa o fim completo deste sistema mundial de coisas, do mesmo modo que o dilúvio dos dias de Noé significava o fim do correto e violento sistema de coisas existente antes do dilúvio global. Visto que o perigo atual é tão incomum, os meios de se conseguir a sobrevivência do homem para um novo sistema de coisas de paz eterna têm de ser igualmente incomuns, tão incomuns com Noé construir uma arca de proporções gigantescas. Por estes meios será salva alguma carne.
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Preocupação pela sobrevivência do homem para a pazA Sentinela — 1960 | 1.° de maio
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Preocupação pela sobrevivência do homem para a paz
1, 2. (a) Quem mostra hoje a maior preocupação pela existência continuada da humanidade? (b) Como e por que mostram esta preocupação?
QUEM dentre todos os povos da terra, mostra então a maior preocupação pela existência continuada da humanidade nesta era nuclear de projéteis e do espaço? São por acaso os políticos e os filósofos, tais como os homens de destaque que já citamos e que vêem um sério perigo surgir apenas dentre os homens? Não; devem ser aqueles que vêem os povos da Rússia, da China, da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e de todas as outras nações confrontados por um perigo maior do que uma terceira guerra mundial com armas nucleares, e que têm avisado incessantemente toda a humanidade a respeito deste perigo, já por mais de oitenta anos.
2 Estes são os que seguem e obedecem hoje fielmente a Jesus Cristo, quem há dezenove séculos se preocupava tanto com a existência continuada da família humana, que estava disposto a morrer de modo cruel, a depor a sua vida perfeita como sacrifício de resgate para todos os da humanidade que cressem nele e o aceitassem. Ele se preocupava tanto com as criaturas terrestres de Deus, que deixou também instruções para seus verdadeiros seguidores que viveriam neste tempo dos mais decisivos da história humana. Instruiu-os a mostrar a maior preocupação pela existência continuada da raça humana por avisarem os homens a respeito do verdadeiro perigo e por pregarem o reino de Deus como o único meio de se gozar de proteção e de preservação. Estas atuais testemunhas do Reino sabem que não está envolvida apenas a vida das pessoas durante este velho sistema condenado de coisas, más também a sua vida pessoal eterna no novo sistema de coisas de Deus. As pessoas precisam saber o proceder sábio a adotar, a fim de não serem destruídas para sempre junto com este velho sistema de coisas, quando este for destruído semelhante ao mundo antediluviano dos dias de Noé. Precisam ouvir Deus anunciar a paz.
QUANDO E COMO?
3. Quando e como anuncia Deus a paz a todas as nações, mas por que há contínua perturbação internacional?
3 Visto que as nações enfrentam inescapavelmente a destruição há muito predita na “guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”, que está iminente, quando é que Deus anuncia a paz a todas as
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