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ArimatéiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Jerusalém, e cerca de 26 km a E de Jope (moderna Jafa).
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ArmadilhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARMADILHA
Um meio ou instrumento de captura dum animal, tendo usualmente um laço ou mola que, ao disparar, agarra, prende ou mata o animal. Via de regra, é escondida, camuflada ou disfarçada de algum modo, de forma a enganar a vítima; não raro se usa uma isca. Há várias palavras hebraicas diferentes que são traduzidas, de forma variada, como “armadilha”, ‘laço’, e ‘rede’. (Sal. 141:9, 10) Embora a Bíblia não forneça descrições pormenorizadas dos tipos de armadilhas e laços para animais usados nos tempos antigos, trechos tais como Jó 18:8-10; Salmo 10:9; 140:5; e Jeremias 18:22, fornecem-nos uma idéia geral de como alguns deles eram utilizados. Para obter informações sobre sua construção e seu uso, veja PASSARINHEIRO (CAÇADOR DE AVES); CAÇA E PESCA.
USO FIGURADO OU ILUSTRATIVO
Ao resultarem em cativeiro, em dano ou em morte para os animais apanhados neles, os laços e as armadilhas (ou ciladas) podem representar causas de perda de liberdade, de calamidade, de ruína ou de morte. Assim, depois de Moisés anunciar a vinda de grave praga de gafanhotos sobre o Egito, os servos de Faraó perguntaram: “Até quando se mostrará este homem um laço para nós?” (Êxo. 10:7) As pragas anteriores vieram todas conforme anunciadas por Moisés, e, portanto, ele se provara como que um laço, isto é, uma causa de calamidade ou de ruína para os egípcios. Jeová avisou repetidas vezes os israelitas para não permitirem que os cananeus permanecessem na Terra Prometida, de modo a não caírem na armadilha da idolatria. (Êxo. 23:32, 33; 34:12; Deut. 7:16, 25; Jos. 23:13) A idolatria foi uma armadilha ou uma causa traiçoeira de calamidade para os israelitas, no sentido de que resultou em perderem o favor e a proteção de Jeová, e resultou em opressão e em restrição às mãos de seus inimigos. Era também enganosa, continha a isca de pretender trazer-lhes benefícios e prazeres. (Juí. 2:2, 3, 11-16; 8:27) Semelhantemente, o Rei Saul utilizou sua filha, Mical, numa cilada, dizendo: “Dá-la-ei a [Davi] para que lhe sirva de laço.” (1 Sam. 18:21) Saul esperava secretamente que Davi perdesse a vida na aventura que seria necessária para obter cem prepúcios dos filisteus, a fim de dá-los ao rei, ao invés do “dinheiro matrimonial”. — 1 Sam. 18:25.
Outra característica das armadilhas a que se faz alusão em termos figurados é a velocidade com que podem funcionar, pegando uma pessoa de surpresa. A queda de Babilônia diante dos medos e dos persas, por exemplo, ocorreu tão súbita e inesperadamente que foi como se Jeová tivesse colocado uma armadilha ou um laço diante dela. — Jer. 50:24; compare com Lucas 21:34, 35.
A pessoa tem de examinar cuidadosamente, e ter muita cautela, quanto ao que vota ou garante fazer, de modo a não descobrir depois que ficou enredada numa situação da qual talvez seja difícil, ou virtualmente impossível, escapar. (Pro. 6:1-3; 20:25) Ser companheiro duma pessoa dada a acessos de ira pode fazer com que alguém se torne igualzinho a ela. Trata-se dum laço, pois leva a envolver-se em altercações, em complicações prejudiciais e em pecado. (Pro. 22:24, 25; compare com 1 Coríntios 15:33.) Por outro lado, o temor de Deus e empenhar-se em seguir Seu modo de agir ajuda o sábio a evitar ser engodado em praticar o erro (tal como envolver-se com prostitutas) que pode tornar-se uma armadilha que conduz à morte. — Pro. 13:14; 14:27; compare com Provérbios 5:3-8; 7:21-23.
No primeiro século E.C., alguns cristãos, atraídos pelo engodo das riquezas, caíram num laço que lhes trouxe a ruína espiritual. (1 Tim. 6:9, 10) Diz-se que outros caíram no “laço do Diabo”. Evidentemente, isto significa que foram desencaminhados e desviados da verdade e, assim, tornaram-se vítimas do adversário. Instou-se com Timóteo para que instruísse tais pessoas com brandura, para ver se elas cairiam em si e se arrependeriam, assim livrando-se do laço do Diabo. — 2 Tim. 2:23-26; compare com 1 Timóteo 1:3, 4; Tito 3:9.
Embora seja comum que pessoas traiçoeiras tentem enlaçar um inocente, Jeová pode inverter as coisas e ‘fazer chover armadilhas, fogo e enxofre sobre os iníquos’. (Sal. 11:6) Ele pode capturá-las, cortando-lhes todos os meios de escape, e então executar o julgamento sobre elas. — Compare com 1 Tessalonicenses 5:1-3.
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ArmagedomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARMAGEDOM
Veja HAR–MAGEDON.
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Armas, ArmaduraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARMAS, ARMADURA
Armas de defesa e de ataque são amiúde mencionadas na Bíblia, embora não se visasse que ela fosse um glossário de tais equipamentos e, por isso, não fornece extensivos pormenores de sua fabricação e utilização. Ao passo que as Escrituras Hebraicas, em especial, falam repetidas vezes do uso da espada, da lança, do escudo e de outras armas literais, também destacam, de forma coerente, a necessidade vital e a vantagem de se confiar em Jeová. (Gên. 15:1; Sal. 76:1-3; 115:9-11; 119:114; 144:2) A confiança nele era evidente nas palavras de Davi a Golias: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com dardo, mas eu chego a ti com o nome de Jeová dos exércitos, o Deus das fileiras combatentes de Israel, de quem escarneceste. No dia de hoje Jeová te entregará na minha mão, . . . E toda esta congregação saberá que não é nem com espada nem com lança que Jeová salva, porque a Jeová pertence a batalha.” (1 Sam. 17:45-47) A dependência do espírito de Jeová, e não de força militar, é indicada como essencial e eficaz. (Zac. 4:6) E, ao confirmar Seu amor por sua esposa figurativa, Sião, Jeová garantiu: “Nenhuma arma que se forjar contra ti será bem sucedida.” — Isa. 54:1
ACHA (MACHADO DE GUERRA)
Arma usualmente provida dum cabo de madeira ou de metal relativamente curto, e de cunha de metal ou de pedra com lâmina afiada. Era usada para cortar e lancinar, no combate corpo a corpo, embora os guerreiros sitiantes talvez a empregassem também para rachar os portões da cidade ou para derrubar árvores, a fim de construir máquinas de assalto. Ao passo que a acha era usada amiúde pelos egípcios, assírios, babilônios, elamitas e outros, não parece ter tido grande importância para os israelitas. — Compare com Salmo 74:5, 6.
ARÍETE
Um instrumento de guerra usado pelos sitiadores para romper ou despedaçar os portões e as muralhas duma cidade ou fortaleza. Em sua forma mais simples, era pesada viga de madeira, com ponteira de aço, semelhante à cabeça dum carneiro. Talvez, devido a isso, ou por causa de suas marradas quando em uso, é designado pela mesma palavra hebraica (kar) que tal animal. Também em português, carneiro é um sinônimo de aríete.
Os sitiantes erguiam um monte, ou aterro de sítio, contra as muralhas da cidade, para servir de plano inclinado sobre o qual os aríetes e outros engenhos de guerra pudessem ser usados contra elas. Torres tão altas quanto as muralhas da cidade talvez fossem empurradas aterro acima, colocando assim os atacantes no mesmo nível que os defensores. Os soldados defensores tentavam pôr os aríetes fora de ação por lançarem fachos de fogo sobre eles, ou por apanhá-los com correntes ou fateixas. Aríete com torre abobadada e viga demolidora, saliente. Por trás dele há uma torre móvel de assalto, com arqueiro e escudeiro. Cópia exata do relevo do palácio do rei assírio Assurnazirpal II.
Uma cena do relevo do palácio do rei assírio, Assurnazirpal II, em Nimrud, mostra-o atacando uma cidade e representa um aríete montado numa máquina pesada de seis rodas. Tem uma carroçaria “pré-fabricada” consistindo em muitos escudos retangulares de vime e uma torre abobadada, abaixo da qual sai uma viga demolidora, com ponteira metálica. Acha-se também representada elevada torre móvel de assalto, da qual um arqueiro faz a cobertura dos homens que operam o carneiro. É protegido por um escudeiro que segura um escudo de vime, semelhante aos que cobrem a estrutura do aríete.
CAPACETE
Uma peça militar para a cabeça, que visava proteger um lutador durante a batalha, e uma parte muito básica da armadura defensiva. Nos tempos bem primitivos, os capacetes eram feitos de junco, tendo a forma de colmeias ou de solidéus. Usava-se também o couro da cabeça dos animais sobre a cabeça, talvez para ocultar o soldado, para aterrorizar o inimigo, ou o usuário talvez imaginasse que, por esse meio, adquiria a força do animal. Parece que os elamitas (a E de Babilônia) foram os primeiros a criar o capacete metálico.
Os formatos dos capacetes variavam consideravelmente, e suas formas não raro serviam a determinados fins desejados. Capacetes redondos ou cônicos, por exemplo, tornavam difícil a penetração, ou ricocheteavam as flechas. As formas e as decorações dos capacetes também tornavam possível diferençar o amigo do inimigo no campo de batalha. Às vezes, tipos diferentes eram usados pelas várias unidades do mesmo exército, habilitando assim o comandante a ver, a todo o tempo, onde cada uma estava situada. No entanto, em outros casos, a tradição, antes que a finalidade militar, influenciava, pelo que parece, os formatos e as decorações dos capacetes.
Originalmente, os capacetes israelitas eram provavelmente feitos de couro. Mais tarde, foram recobertos de cobre ou de ferro, e usados sobre bonés de lã, de feltro ou de couro. Já desde os dias do Rei Saul se usavam capacetes de cobre em Israel. (1 Sam. 17:38) Ao passo que os capacetes, de início, talvez fossem reservados para os reis e outros líderes, mais tarde parecem ter tido utilização geral, Uzias suprindo-os a todo o seu exército. — 2 Crô. 26:14.
CINTO
O cinto militar dos tempos antigos era um cinto de couro usado em volta da cintura ou dos quadris. Variava de largura, de 5 a 15 cm e não raro era tachonado com placas de ferro, prata ou ouro. A espada do guerreiro era suspensa nele, e, às vezes, o cinto era seguro por um suspensório. (1 Sam. 18:4; 2 Sam. 20:8) Punhais (adagas) eram geralmente presos ao cinto, assim como alguns, atualmente, no Orien-te Médio, portam um punhal ou uma pistola dessa maneira. Também, uma couraça ou cota de malha poderia ser assim presa na cintura.
Ao passo que um cinto solto denotava descanso (1 Reis 20:11), cingir os lombos ou quadris indicava prontidão para ação ou batalha. — Êxo. 12:11; 1 Reis 18:46; 1 Ped. 1:13, NM, em inglês, ed. 1950, nota marginal c, “lit. ‘cingi os lombos de vossa mente’”.
CLAVA DE GUERRA
A “clava de guerra” era evidentemente uma clava ou maça pesada, às vezes tachonada de metal. A maça acha-se frequentemente representada nos monumentos egípcios. Um tipo consistia num cabo de madeira, ao qual se ligava uma bola de bronze. Maças egípcias tinham cerca de 80 cm de comprimento e eram portadas pela infantaria fortemente armada e pelos aurigas. As tropas e os arqueiros egípcios, seja pesada seja levemente armados, também usavam um porrete curvo, que provavelmente era lançado contra o inimigo ou empregado no combate corpo a corpo. Este artefato é representado tanto nos monumentos egípcios como nos assírios. Segundo Heródoto (Livro VII, sec. 63), os assírios do exército de Xerxes “possuíam porretes de madeira tachonados de ferro”.
COTA DE MALHA
Uma cota usada como proteção na batalha. Consistia num manto de pano ou de couro, na superfície do qual se prendiam centenas de pedacinhos escalonados de metal (um tanto parecidos às escamas de peixe). Amiúde recobria o peito, as costas e os ombros, embora, às vezes, chegasse até os joelhos, ou mesmo até os tornozelos.
Entre os hebreus, a cota de malha (Heb., shiryán) era feita amiúde de couro, recoberto de escamas ou placas metálicas. Seu usuário gozava, por tal meio, de considerável proteção, mas, mesmo assim, ficava vulnerável nos pontos de ligação das escamas, ou onde a cota de malha se ligava às outras partes da armadura. Assim, o Rei Acabe foi mortalmente ferido por um arqueiro que “foi atingir o rei de Israel entre as peças acessórias e a cota de malha”. — 1 Reis 22:34-37.
COURAÇA
Uma proteção blindada para o peito dos guerreiros, consistindo em escamas, malha ou metal sólido. Talvez fosse usada sobre a cota de malha, às vezes estando ligada a ela e constituindo seu painel frontal. — Efé. 6:14; 1 Tes. 5:8.
Um tipo de couraça protetora usada pelos soldados gregos e romanos consistia em duas placas sólidas de metal, uma protegendo o peito e outra as costas. Era ajustada com ombreiras, sendo articulada do lado direito e afivelada do esquerdo.
ESCUDEIRO
Um ajudante militar dum rei, ou de outro líder, que carregava sua armadura e suas armas, ficava junto dele durante o perigo e fazia o que ele mandava. Os inimigos feridos por um guerreiro de destaque talvez recebessem o golpe de misericórdia do escudeiro dele. (1 Sam. 14:13) Tais ajudantes eram escolhidos entre soldados valentes, e alguns, evidentemente, eram mui devotados a seus comandantes. — 1 Sam. 14:6, 7; 31:5.
ESCUDO
Peça ampla da armadura defensiva usada por todas as nações antigas. Era dotado de um cabo interior, e transportado pelo guerreiro durante a batalha, usualmente no braço esquerdo ou na mão esquerda, embora, durante a marcha, talvez fosse pendurado no ombro por uma tira. Isaías 22:6 indica que alguns talvez dispusessem duma capa que era removida por ocasião do combate. Em tempo de paz, os escudos amiúde eram colocados em arsenais. — Cân. 4:4.
Os escudos usados nos tempos antigos amiúde eram feitos de madeira recoberta de couro, e tais escudos podiam ser incendiados. (Eze. 39:9) Untavam-se com óleo os escudos, para torná-los maleáveis e resistentes à umidade, para impedir que o metal enferrujasse, ou para torná-los lisos e escorregadios. (2 Sam. 1:21; Isa. 21:5) O escudo de couro amiúde era recoberto de pesado umbigo (botão ou tachão) central de metal, que fornecia proteção adicional. — Jó 15:26.
Ao passo que os escudos de madeira e de couro eram de uso geral, parece que os escudos metálicos eram menos comuns, sendo usados especialmente pelos líderes, guardas reais ou, possivelmente, para fins cerimoniais. — 2 Sam. 8:7; 1 Reis 14:27, 28.
O escudo grande (Heb., tsinnáh, duma raiz que significa “proteger”) era carregado pela infantaria fortemente armada (2 Crô. 14:8) e, às vezes, por um escudeiro. (1 Sam. 17:7, 41) Era oval, ou retangular como uma porta. Pelo que parece, um escudo grande similar é indicado em Efésios 6:16 pela palavra grega thyreós (de thyra, porta). O tsinnáh era bastante grande a ponto de cobrir o corpo inteiro. (Sal. 5:12) Era usado, às vezes, para estabelecer sólidas linhas de combate, com lanças estendidas. O escudo grande (tsinnáh) é às vezes mencionado junto com a lança como forma de referência às armas em geral. — 1 Crô. 12:8, 34; 2 Crô. 11:12.
O escudo pequeno ou broquel (Heb., maghén, duma raiz que significa “defender” ou “cobrir”) era costumeiramente carregado pelos arqueiros, e é associado usualmente com armas leves, tais como o arco. Por exemplo, era carregado pelos arqueiros benjaminitas da força militar do rei judeu, Asa. (2 Crô. 14:8) O escudo pequeno era usualmente redondo e mais comum que o escudo grande (tsinnáh), sendo, de modo provável, usado mormente no combate corpo a corpo. Que o tsinnáh e o maghén hebraicos diferiam de modo considerável em tamanho parece ser indicado pelos escudos de ouro feitos por Salomão, o escudo grande (tsinnáh) sendo revestido de quatro vezes mais ouro do que o escudo pequeno ou broquel (maghén). (1 Reis 10:16, 17; 2 Crô. 9:15, 16) O maghén, como o tsinnáh, parece ter sido usado como parte duma praxe quanto às armas de guerra. — 2 Crô. 14:8; 17:17; 32:5.
O escudo grande (Gr., aspís; lat., clipeus) dos gregos e romanos primitivos era, originalmente, redondo e, às vezes, era feito de vime trançado, ou consistia em uma armação de madeira recoberta de várias camadas de couro de boi. Uma saliência central, às vezes terminando numa espiga, transformava-o como que numa arma, ao passo que a própria ponta fazia com que os projéteis ricocheteassem no escudo. No caso do soldado romano, o clipeus, com o tempo, sofreu descontinuidade em favor do escudo oval ou retangular chamado scutum, que era curvo, de modo a envolver parcialmente o corpo. O nome de cada soldado romano (e, às vezes, o do seu comandante) era gravado em seu escudo, facilitando assim a pronta identificação quando era dada ordem de desempilhar armas. É possível que o apóstolo Paulo tivesse presente os grandes escudos romanos (scuta longa) quando mencionou “o grande escudo [Gr., thyreón] da fé” em Efésios 6:16. Este tipo de escudo romano, segundo se afirma, tinha cerca de 1,20 m de comprimento por 80 cm de largura.
ESPADA, PUNHAL (ADAGA), BAINHA
Nas Escrituras, a espada é a arma mais freqüentemente mencionada de ataque e defesa. Tinha punho e uma lâmina metálica, que talvez fosse feita de latão, cobre, ferro ou aço. As espadas eram utilizadas para cortar (1 Sam. 17:51; 1 Reis 3:24, 25) e para transpassar ou atravessar de lado a lado. (1 Sam. 31:4) Algumas espadas eram curtas, outras eram longas, tendo um gume ou dois. Os dois tipos básicos, no Oriente Médio, eram a espada reta, de traspassar ou lancinar, de gumes e ponta afiados (servindo assim igualmente bem para cortar e lancinar), e a espada golpeadora, que tinha apenas um gume (usada para cortar ou retalhar). Esta última às vezes dispunha de ligeira curva; em outros casos, curvava-se consideravelmente e é amiúde chamada de espada-foicinha, devido à sua aparência. No entanto, tais implementos diferem, no sentido de que a lâmina interior da foice é afiada, ao passo que era a lâmina exterior da espada-foicinha que era afiada.
Os arqueólogos separam os punhais (adagas) das espadas segundo o comprimento, o ponto de diferenciação sendo de cerca de 40 cm. No entanto, não se sabe se os hebreus faziam similar distinção.
Em geral, a espada ficava suspensa, do lado esquerdo, do cinto (1 Sam. 25:13) e era trazida numa bainha, que é um estojo ou cobertura de couro para a espada ou punhal. Segundo Samuel 20:8 permite a possibilidade de que Joabe, deliberadamente, ajustou sua espada de modo que caísse da bainha e então simplesmente segurou a espada na mão, ao invés de embainhá-la de novo. O insuspeitoso Amasa talvez imaginasse que ela caíra acidentalmente, e não ficou preocupado. Isto resultou fatal para ele.
As palavras de Jesus, em Lucas 22:36, “quem não tiver espada, venda a sua roupa exterior e compre uma”, têm sido explicadas por alguns como indicativas de que seus discípulos estavam prestes a começar uma vida perigosa. É verdade que o país da Palestina estava até mesmo então infestado de ladrões, bem como de animais selvagens. Paulo falou de passar pelos “perigos de salteadores de estradas” e pelos “perigos no ermo” em suas viagens por ali, e em outras terras vizinhas (2 Cor. 11:26), embora não haja nada que mostre que ele confiava numa espada para assustar seus prováveis atacantes. O fato de que duas espadas estavam disponíveis entre os discípulos, naquela noite em que Jesus foi traído, não era incomum, portanto, para aqueles tempos (Luc. 22:38), e há evidência de que, no caso dos galileus, em especial, não era incomum portarem armas. (Josefo, Guerras Judaicas, em inglês, Livro III, cap. III, par. 2) Adicionalmente, deve-se compreender que uma espada pode ser muito útil, servindo similarmente como machado ou como facão, quando necessário.
Possivelmente Jesus Cristo desejava ter uma espada disponível entre seus seguidores, naquela noite, a fim de demonstrar meridianamente que, embora chegassem a circunstâncias que podiam facilmente provocar a resistência armada, ele não tencionava recorrer à espada, mas se entregaria voluntariamente, em harmonia com a vontade de Deus. Assim, quando Pedro deveras reagiu e tentou opor resistência armada, decepando a orelha de Malco, Jesus lhe ordenou: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mat. 26:52; João 18:10, 11) Por certo, a espada de Pedro, e a outra disponível, pouco valeríam contra tão grande grupo de homens armados, e tentar usá-las faria com que, indubitavelmente, ‘perecessem pela espada’. (Mat. 26:47) Mais importante é que tal tentativa de livrar Jesus teria falhado, sendo inteiramente contrária ao propósito de Jeová Deus. (Mat. 26:53, 54) Assim sendo, mais tarde, naquela dia, Jesus pôde declarar explicitamente a Pilatos: “Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” — João 18:36.
FLECHA, ARCO, ALJAVA
Desde os primeiros tempos, o arco era usado na caça e na guerra. (Gên. 21:20; 27:3; 48:22) Era arma padrão entre os israelitas (2 Crô. 26:14, 15), os que lutavam pelo Egito (Jer. 46:8, 9), os assírios (Isa. 7:24; 37:33) e os medo-persas. — Jer. 50:14; 51:11; veja também Arqueiro.
Na Mesopotâmia, os arcos eram feitos de madeira, chifre ou ossos. Entre os israelitas, eram geralmente feitos de madeira secada ao ar, e, às vezes, de chifre, embora se mencione “um arco de cobre”. (2 Sam. 22:35) Arcos egípcios, encontrados em Tebas, têm cerca de 1,5 m de comprimento e são peças redondas de madeira, quase que inteiramente retas, embora se afilem na ponta, em ambas as extremidades. Outros, segundo representado em pinturas tumulares, se curvam para dentro, no centro. Os guerreiros assírios levavam dois arcos: um comprido e um tanto curvo e, o outro, curto e quase que angular.
A expressão ‘retesar o arco’ (literalmente, ‘pisar o arco’) refere-se a colocar a corda no arco. (Sal. 7:12; 37:14; Jer. 50:14, 29) Poder-se-ia fazer isto por colocar firmemente o pé sobre o meio do arco; ou, poder-se-ia segurar no chão, com um pé, uma ponta do arco com a corda presa, enquanto se curvava a outra, para receber a extremidade livre da corda.
As hastes das flechas eram geralmente feitas de caniço ou de madeira leve. Algumas flechas egípcias tinham asas de penas, como as flechas modernas. As penas permitiam que a flecha mantivesse um vôo suave, numa trajetória reta. Flechas com pontas de metal ou de pedra eram usadas amplamente pelos egípcios. Os persas e outros povos orientais, às vezes, nas batalhas, usavam simplesmente flechas com pontas de pedra. Às vezes, as flechas tinham farpas, eram embebidas de veneno (Jó 6:4), ou eram preparadas com material combustível. (Sal. 7:13) No caso duma flecha incendiária, estopa ensopada de óleo era colocada em buracos ao longo da ponta metálica, para ser acesa quando se usasse a flecha.
FUNDA
Desde os tempos antigos, a funda (Heb., qéla‘) tem sido uma arma dos pastores (1 Sam. 17:40) e dos guerreiros. (2 Crô. 26:14) Era uma tira de couro ou era uma tira tecida de material tal como tendões de animais, de juncos ou de cabelos. A ‘concavidade da funda’, peça central alargada, continha o projétil. (1 Sam. 25:29) Uma extremidade da funda talvez fosse presa à mão ou ao pulso, enquanto a outra era segurada pela mão, para ser solta quando se girava a funda. A funda carregada era girada sobre a cabeça, talvez diversas vezes, e então uma ponta era subitamente solta, arremessando o míssil com considerável força e velocidade.
Pedras lisas e redondas eram especialmente desejáveis para o uso da funda, embora também se usassem outros projéteis. (1 Sam. 17:40) Chumbadas em forma de bolotas, empregadas pelos fundibulários gregos, podiam ser arremessadas a cerca de 183 m. Várias bolinhas de barro cozido, encontradas em Tel Hassuna, talvez tivessem sido usadas por fundibulários. Pederneiras para fundas, tendo até 10 cm de diâmetro, e pesando cerca de um quilo, foram descobertas em Megido, Tel Beit Mirsim e em outros locais da Palestina.
GREVAS
Armadura que consistia em placas finas de metal e que cobriam a perna, entre o tornozelo e o joelho. — 1 Samuel 17:6.
Conforme indicado por suas esculturas, as grevas assírias protegiam a perna e também a parte superior do pé, pelo que parece sendo amarradas na frente. Em alguns casos, parecem ter coberto toda a coxa. Os gregos e os romanos possuíam grevas metálicas. Estas tinham revestimento de couro, de feltro ou de pano, e eram usualmente amarradas por meio de tiras em volta do tornozelo e da barriga da perna. É possível que os israelitas também usassem grevas, em certa medida.
LANÇAS E DARDOS
Armas usadas para arremessar ou atirar, consistindo em uma haste dotada de ponta ou cabeça afiada. (1 Sam. 18:11; Juí. 5:8; Jos. 8:18; Jó 41:26) Vários tipos foram usados por todas as nações da antiguidade. A precisa diferenciação deles, segundo indicada por diferentes palavras hebraicas, é um tanto incerta.
Lança
A lança (Heb., hhaníth) era, pelo que parece, a maior destas armas, tendo longa haste de madeira e, em geral, uma ponta aguçada de pedra ou de metal. Situava-se, em importância, logo atrás da espada. O gigante Golias carregava uma lança com uma lâmina que pesava “seiscentos siclos de ferro” (6,8 kg) com uma haste de madeira “como o cilindro dos tecelões”. — 1 Sam. 17:7; compare com 2 Samuel 21:19; 1 Crô. 11:22, 23; 20:5.
Algumas lanças tinham uma ponteira metálica no conto, através da qual podiam ser fixadas no chão. Por isso, esta extremidade, e não apenas a ponta da lança, podia ser usada eficazmente por um guerreiro. — 2 Sam. 2:19-23.
A lança fincada na terra poderia indicar a morada temporária dum rei, assim como uma lança atirada ao solo, na frente duma tenda, atualmente, indica que é lugar de parada dum xeque beduíno. — 1 Sam. 26:7.
Outro tipo de lança (Heb., rómahh), arma dotada de haste comprida e ponta aguçada, era usada para arremesso. Com ela, Finéias executou um ofensor israelita e sua consorte, certa mulher midianita, assim terminando um flagelo que sobreviera a Israel por se ligar a Baal de Peor. — Núm. 25:6-8.
Dardo
O dardo (Heb., kidhóhn) tinha ponta metálica aguçada e era usualmente arremessado. Era, pelo que parece, menor e mais leve do que a lança convencional, o que permitia que fosse mantido estendido. (Jos. 8:18-26) O dardo não era costumeiramente carregado na mão, mas nas costas, os guerreiros às vezes possuindo vários deles numa aljava. Os dardos eram um tanto parecidos a grandes flechas e tinham hastes de madeira ou de junco. Para aumentar o alcance desta arma, talvez se prendesse a ela uma corda com um laço. Esta era enrolada na haste, o laço sendo retido pelos dedos do soldado quando o dardo era arremessado. O rápido desenrolar da corda fazia com que girasse, o que resultava num vôo mais constante. Em alguns casos, o dardo possuía uma ponta metálica na base, tornando possível fincá-lo no solo em períodos de descanso, e aumentando sua velocidade e equilíbrio no vôo.
Outros tipos de dardos e hastes
Outro tipo de dardo, possivelmente indicado por mais de uma palavra hebraica (i. e., massá‘, shélahh), era evidentemente um míssil curto e pontiagudo similar à flecha. — Jó 41:26.
Entre os romanos, os dardos eram feitos de juncos ocos, e, na parte inferior, sob a ponta, havia um receptáculo de ferro que podia ser enchido de nafta ardente. O dardo era então atirado de um arco não retesado, uma vez que atirá-lo de um arco retesado apagaria o fogo. O esforço de apagar tal míssil com água somente aumentaria a chama, e a única forma de extingui-lo era por recobrir de terra o destrutivo projétil. — Compare com Efésios 6:16.
Tipos de lanças egípcias, assírias, gregas e romanas
A lança egípcia tinha haste de madeira, de cerca de 1,50 a 1,80 m de comprimento, com ponta de bronze ou ferro, geralmente de dois gumes. Os dardos egípcios eram mais leves e mais curtos, com pontas metálicas de dois gumes, usualmente em forma de diamante alongado ou de folha. No conto havia uma alça de bronze com uma bola, onde se prendiam duas borlas ou correias, evidentemente como ornamentos e para contrabalançar a ponta pesada. Às vezes, o dardo egípcio era usado como lança para arremesso, e a alça impedia que a arma escorregasse da mão do guerreiro. Os soldados da infantaria assíria usavam lanças cujo comprimento dificilmente excedia a altura dum soldado; a lança do cavalariano parece ter sido consideravelmente mais comprida.
Certa lança (Gr., lógkhe’) é mencionada apenas uma vez nas Escrituras Gregas Cristãs. Depois que Jesus Cristo morreu, “um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança”. (João 19:33, 34) Visto que era um soldado romano, provavelmente usava a pilurn romana. Tal arma tinha cerca de 1,80 m de comprimento, com ponta de ferro farpado que se estendia a meio comprimento da haste de madeira.
MÁQUINA
Máquinas de guerra, nos tempos bíblicos, incluíam aríetes e grandes dispositivos que visavam lançar mísseis, tais como flechas ou pedras, diferenciando-se das armas leves portadas pelos soldados. Vários tipos delas eram empregados pelos hebreus, egípcios, assírios, babilônios, romanos e outros. Amiúde tais máquinas eram montadas em aterros de sítio, adjacentes às muralhas da cidade.
Grandes catapultas para o lançamento de pedras, flechas ou outros mísseis funcionavam segundo o princípio da funda, do arco ou da mola. Esta última, consistindo em uma barra elástica, curvada para trás por um parafuso ou cabo de apoio, tinha um disparador para sol-tá-la e arremessar um projétil. Catapultas de lançamento de mísseis surgiram, pelo que parece, depois do quinto século A.E.C., entre os gregos, sendo primeiramente mencionadas em relação a Dionísio I, de Siracusa (430-367 A.E.C.), que se supriu de máquinas para uma expedição contra Cartago. Tais instrumentos foram usados pelas forças de Alexandre Magno (356-323 A.E.C.) e, depois disso, pela maioria dos exércitos helênicos, sendo também equipamento padrão das legiões romanas. Sem embargo, centúrias antes, e com finalidades defensivas, o rei judeu, Uzias (829-777 A.E.C.), “fez em Jerusalém máquinas de guerra”. — 2 Crô. 26:15; veja Fortificações.
[Foto na página 124]
Aríete com torre abobadada e via demolidora, saliente. Por trás dele há uma torre móvel de assalto, com arqueiro e escudeiro. Cópia exata do relevo do palácio do rei assírio Assurnazirpal II
[Foto na página 126]
Maça egípcia
[Foto na página 127]
Grande escudo romano, conforme mostrado num friso que se crê datar do primeiro século A.E.C.
[Foto na página 128]
Pedra de funda.
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Árnon, Vale Da Torrente DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÁRNON, VALE DA TORRENTE DO
[impetuosa, trovejante torrente]. A cerca de meio caminho abaixo do lado leste do mar Morto, a profunda garganta do vale do Árnon corta a região do altiplano. Esta torrente, o moderno uádi el-Mojib, é alimentada por diversos tributários (Núm. 21:14), e, depois do Jordão, é a única corrente importante que deságua no mar Morto. Os penhascos de arenito alcantilados, vermelhos e amarelos, sofrem uma queda abrupta, ladeando o vale estreito, com seu pequeno riacho perene de águas límpidas, repletas de peixes. Nas margens crescem salgueiros, oleandros e outra vegetação em abundância. Onde o riacho deixa as íngremes muralhas abismais para penetrar nas margens planas do mar Morto, ele varia em largura de 12 a 30 m, com uma vazão de 30 cm a 1,20 m de fundo.
O formidável canyon que, no topo, mede mais de 3 km de largura, e tem cerca de 518 m de profundidade, era cruzado apenas por umas poucas passagens (Isa. 16:2), e, por isso, tornou-se óbvio limite natural. No tempo da conquista israelita, separava os amorreus ao N dos moabitas ao S (Núm. 21:13), mas a mensagem de Jefté aos amonitas mostra que o lado N já estivera sob o controle dos amonitas e tinha sido invadido pelos amorreus antes da chegada de Israel. (Juí. 11:12-27) Israel, tendo ladeado o território de Moabe, chegou ao Árnon, provavelmente em suas regiões superiores. Atacado por Síon, o rei amorreu, Israel obteve a vitória e tomou posse da terra, desde o Árnon até o Jaboque. (Núm. 21:21-24; Deut. 2:24-36) Esta primeira conquista, posteriormente, tornou-se o território das tribos de Rubem e Gade. — Deut. 3:16; Jos. 12:1, 2; 13:8, 9, 15-28; veja JABOQUE, VALE DA TORRENTE DO.
[Foto na página 130]
Garganta através da qual o rio Árnon flui para o mar Morto.
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ArpãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARPÃO
Instrumento farpado, com feitio de lança, usado geralmente para fisgar grandes peixes. Somente em Jó 41:7 se faz referência ao arpão, chamando a atenção para a qualidade da pele do leviatã (o crocodilo), que é como uma couraça e que resiste à penetração do arpão comum.
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ArqueiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARQUEIRO
O uso do arco e da flecha após o Dilúvio habilitou o homem a matar os animais que eram rápidos e perigosos demais para serem apanhados de outro modo, a fim de servirem de alimento, de roupa e de abrigo. Com a ascensão de Ninrode, é provável que arqueiros foram postos a seu serviço.
No século vinte A.E.C., Ismael, primogênito de Abraão, “tornou-se arqueiro”, para sustentar-se no deserto. (Gên. 21:20) Similarmente, Esaú, neto de Abraão, sabia manejar com perícia o arco. (Gên. 27:3) Os monumentos testificam que, desde tempos imemoriais, os principais guerreiros ofensivos do Egito eram arqueiros, e há também esculturas babilônias de arqueiros. Nos dias de Josué (Jos. 24:12) e de Davi ( 1 Crô. 12:1, 2), e posteriormente, os arqueiros eram importante parte do exército de Israel. ( 2 Crô. 14:8; 26:14) Os arqueiros dos filisteus, sírios e egípcios feriram os Reis Saul, Acabe e Josias, respectivamente. — 1 Sam. 31:1-3; 1 Reis 22:34, 35; 2 Crô. 35:20, 23.
Relevos de Nínive ilustram os arqueiros assírios, em carros, portando dois arcos, um longo e um curto. Quando arremessavam uma flecha, tinham outras na mão, assim aumentando a rapidez de sua potência de fogo. O plano de ataque assírio parecia ser o de sobrepujar o inimigo sob um dilúvio de flechas, e então usar a espada e a lança para persegui-lo.
Os persas têm sido chamados de os arqueiros mais peritos do mundo. Relevos de Persépolis e Susa mostram soldados medos e persas equipados de arcos e aljavas. Desde os cinco até os vinte anos, os rapazes persas aprendiam a arte de atirar com arco e a montar; seus cavalarianos eram peritos, até mesmo ao atirarem para trás. A mobilidade e a liberdade de movimentos dos arqueiros constituíam o plano básico da estratégia persa ao investir contra o inimigo, sob uma saraivada de flechas.
Os impérios ocidentais da Grécia e de Roma não tinham em tão alta conta o arco e a flecha como as nações orientais, embora, às vezes, os arqueiros desempenhassem papel significativo em suas vitórias. Isto talvez se devesse ao método grego de retesar o arco junto ao corpo, estilo menos eficaz, ao invés de retesá-lo junto às bochechas ou aos olhos, como faziam os egípcios e os persas. Mercenários cretenses e asiáticos pareciam suprir arqueiros peritos, ao passo que os gregos e romanos confiavam na espada e na lança.
[Foto na página 131]
Arqueiro egípcio em pé num carro, conforme representado numa pintura encontrada num túmulo em Tebas.
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ParãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARÃ
A maior parte daquela vasta região desértica em que a nação de Israel peregrinou por cerca de trinta e oito anos antes de entrar na Terra Prometida. (Núm. 10:11, 12; Deut. 2:14) Não tendo limites fixos, Parã ocupava a parte central e nordestina da península do Sinai. A E achava-se aquela parte do vale de afundamento conhecido como o Arabá, e também o golfo de Acaba, ao S, o deserto de Sinai, a SO, o deserto de Sim, e, ao NO e ao N, os desertos de Etão e de Sur. Em direção ao mar Morto, ao NE, Parã se fundia com o deserto de Zim, e talvez o incluísse.
Na maior parte, Parã era uma agreste região montanhosa de pedra calcária, tendo locais parecidos a chapadões, a sua seção central tendo de 610 a 762 m de altitude. (Deut. 33:2; compare com Habacuque 3:3.) Achava-se também incluída como parte daquele “grande e atemorizante ermo” mencionado em Deuteronômio 1:1, 19; 8:15. Exceto durante as breves estações chuvosas, a face de cascalho desta região agreste acha-se destituída de vegetação verde; as fontes são poucas e bem distantes uma das outras. Estes fatores sublinham a completa dependência de Jeová para suprir miraculosamente alimento e água durante todos aqueles anos para a nação de Israel, que chegava talvez a totalizar 3.000.000 de pessoas. — Êxo. 16:1, 4, 12-15, 35; Deut. 2:7; 8:15, 16.
Pelo visto, a primeira referência a este deserto de Parã ocorreu nos dias de Ló, quando Quedorlaomer e seus aliados derrotaram diversas cidades nas vizinhanças do mar Morto, e Edom, tão ao S quanto El-Parã. (Gên. 14:4-6) Mais tarde, depois de Ismael ser despedido por seu pai, Abraão, ele se fixou no deserto de Parã, e ocupou-se mormente com a caça. — Gên. 21:20, 21.
Entretanto, as principais referências a Parã dizem respeito às peregrinações dos israelitas. Depois de partir do monte Sinai, Israel acampou em Taberá e em Quibrote-Ataavá, daí, em Hazerote, na ponta S de Parã, antes de dirigir-se para o N, para Cades-Barnéia. (Núm. 10:12, 33; 11:3, 34, 35; 12:16) Não muito depois de entrar em Parã, enviaram-se doze espias para fazer o reconhecimento de Canaã. (Núm. 13:3, 26) O relatório ruim fornecido pela maioria, ao retornarem, resultou no decreto de Jeová, de que a nação prolongasse sua permanência no deserto até que todos os registrados que tinham murmurado contra Deus já tivessem morrido. (Núm. 13:31-33; 14:20-34) Durante esses quarenta anos, a maioria dos acampamentos de Israel, desde o Egito até a Terra Prometida, achavam-se decididamente em Parã. — Núm. 33:1-49.
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ParábolasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PARÁBOLAS
Veja ILUSTRAÇÕES.
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PasurAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PASUR
[o que resta em volta].
1. Um príncipe que fez parte da delegação do Rei Zedequias, enviada para indagar de Jeremias a respeito do futuro de Jerusalém. (Jer. 21:1, 2) Pasur também solicitou ao rei a permissão de colocar Jeremias na cisterna. (Jer. 38:1, 4, 6) Nestes dois trechos, Pasur é chamado de “filho de Malquias [Malquijá]”. A família de sacerdotes que voltou do exílio babilônico abrange um elo similar em sua genealogia: “Pasur, filho de Malquijá”. (1 Crô. 9:12; Nee. 11:12) Caso o príncipe Pasur tenha sido deveras um sacerdote, ele talvez seja aquele de quem os “filhos de Pasur” derivaram seu nome. — Esd. 2:38.
2. Um sacerdote, “filho [ou descendente] de Imer, . . . o comissário que liderava na casa de Jeová”. Pasur, objetando às profecias de Jeremias, golpeou-o e o colocou no tronco, libertando-o no dia seguinte. Como resultado disso, Jeová, mediante Jeremias, predisse o cativeiro e a morte em Babilônia para Pasur,
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