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Armas, ArmaduraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ACHA (MACHADO DE GUERRA)
Arma usualmente provida dum cabo de madeira ou de metal relativamente curto, e de cunha de metal ou de pedra com lâmina afiada. Era usada para cortar e lancinar, no combate corpo a corpo, embora os guerreiros sitiantes talvez a empregassem também para rachar os portões da cidade ou para derrubar árvores, a fim de construir máquinas de assalto. Ao passo que a acha era usada amiúde pelos egípcios, assírios, babilônios, elamitas e outros, não parece ter tido grande importância para os israelitas. — Compare com Salmo 74:5, 6.
ARÍETE
Um instrumento de guerra usado pelos sitiadores para romper ou despedaçar os portões e as muralhas duma cidade ou fortaleza. Em sua forma mais simples, era pesada viga de madeira, com ponteira de aço, semelhante à cabeça dum carneiro. Talvez, devido a isso, ou por causa de suas marradas quando em uso, é designado pela mesma palavra hebraica (kar) que tal animal. Também em português, carneiro é um sinônimo de aríete.
Os sitiantes erguiam um monte, ou aterro de sítio, contra as muralhas da cidade, para servir de plano inclinado sobre o qual os aríetes e outros engenhos de guerra pudessem ser usados contra elas. Torres tão altas quanto as muralhas da cidade talvez fossem empurradas aterro acima, colocando assim os atacantes no mesmo nível que os defensores. Os soldados defensores tentavam pôr os aríetes fora de ação por lançarem fachos de fogo sobre eles, ou por apanhá-los com correntes ou fateixas. Aríete com torre abobadada e viga demolidora, saliente. Por trás dele há uma torre móvel de assalto, com arqueiro e escudeiro. Cópia exata do relevo do palácio do rei assírio Assurnazirpal II.
Uma cena do relevo do palácio do rei assírio, Assurnazirpal II, em Nimrud, mostra-o atacando uma cidade e representa um aríete montado numa máquina pesada de seis rodas. Tem uma carroçaria “pré-fabricada” consistindo em muitos escudos retangulares de vime e uma torre abobadada, abaixo da qual sai uma viga demolidora, com ponteira metálica. Acha-se também representada elevada torre móvel de assalto, da qual um arqueiro faz a cobertura dos homens que operam o carneiro. É protegido por um escudeiro que segura um escudo de vime, semelhante aos que cobrem a estrutura do aríete.
CAPACETE
Uma peça militar para a cabeça, que visava proteger um lutador durante a batalha, e uma parte muito básica da armadura defensiva. Nos tempos bem primitivos, os capacetes eram feitos de junco, tendo a forma de colmeias ou de solidéus. Usava-se também o couro da cabeça dos animais sobre a cabeça, talvez para ocultar o soldado, para aterrorizar o inimigo, ou o usuário talvez imaginasse que, por esse meio, adquiria a força do animal. Parece que os elamitas (a E de Babilônia) foram os primeiros a criar o capacete metálico.
Os formatos dos capacetes variavam consideravelmente, e suas formas não raro serviam a determinados fins desejados. Capacetes redondos ou cônicos, por exemplo, tornavam difícil a penetração, ou ricocheteavam as flechas. As formas e as decorações dos capacetes também tornavam possível diferençar o amigo do inimigo no campo de batalha. Às vezes, tipos diferentes eram usados pelas várias unidades do mesmo exército, habilitando assim o comandante a ver, a todo o tempo, onde cada uma estava situada. No entanto, em outros casos, a tradição, antes que a finalidade militar, influenciava, pelo que parece, os formatos e as decorações dos capacetes.
Originalmente, os capacetes israelitas eram provavelmente feitos de couro. Mais tarde, foram recobertos de cobre ou de ferro, e usados sobre bonés de lã, de feltro ou de couro. Já desde os dias do Rei Saul se usavam capacetes de cobre em Israel. (1 Sam. 17:38) Ao passo que os capacetes, de início, talvez fossem reservados para os reis e outros líderes, mais tarde parecem ter tido utilização geral, Uzias suprindo-os a todo o seu exército. — 2 Crô. 26:14.
CINTO
O cinto militar dos tempos antigos era um cinto de couro usado em volta da cintura ou dos quadris. Variava de largura, de 5 a 15 cm e não raro era tachonado com placas de ferro, prata ou ouro. A espada do guerreiro era suspensa nele, e, às vezes, o cinto era seguro por um suspensório. (1 Sam. 18:4; 2 Sam. 20:8) Punhais (adagas) eram geralmente presos ao cinto, assim como alguns, atualmente, no Orien-
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PARÃ
A maior parte daquela vasta região desértica em que a nação de Israel peregrinou por cerca de trinta e oito anos antes de entrar na Terra Prometida. (Núm. 10:11, 12; Deut. 2:14) Não tendo limites fixos, Parã ocupava a parte central e nordestina da península do Sinai. A E achava-se aquela parte do vale de afundamento conhecido como o Arabá, e também o golfo de Acaba, ao S, o deserto de Sinai, a SO, o deserto de Sim, e, ao NO e ao N, os desertos de Etão e de Sur. Em direção ao mar Morto, ao NE, Parã se fundia com o deserto de Zim, e talvez o incluísse.
Na maior parte, Parã era uma agreste região montanhosa de pedra calcária, tendo locais parecidos a chapadões, a sua seção central tendo de 610 a 762 m de altitude. (Deut. 33:2; compare com Habacuque 3:3.) Achava-se também incluída como parte daquele “grande e atemorizante ermo” mencionado em Deuteronômio 1:1, 19; 8:15. Exceto durante as breves estações chuvosas, a face de cascalho desta região agreste acha-se destituída de vegetação verde; as fontes são poucas e bem distantes uma das outras. Estes fatores sublinham a completa dependência de Jeová para suprir miraculosamente alimento e água durante todos aqueles anos para a nação de Israel, que chegava talvez a totalizar 3.000.000 de pessoas. — Êxo. 16:1, 4, 12-15, 35; Deut. 2:7; 8:15, 16.
Pelo visto, a primeira referência a este deserto de Parã ocorreu nos dias de Ló, quando Quedorlaomer e seus aliados derrotaram diversas cidades nas vizinhanças do mar Morto, e Edom, tão ao S quanto El-Parã. (Gên. 14:4-6) Mais tarde, depois de Ismael ser despedido por seu pai, Abraão, ele se fixou no deserto de Parã, e ocupou-se mormente com a caça. — Gên. 21:20, 21.
Entretanto, as principais referências a Parã dizem respeito às peregrinações dos israelitas. Depois de partir do monte Sinai, Israel acampou em Taberá e em Quibrote-Ataavá, daí, em Hazerote, na ponta S de Parã, antes de dirigir-se para o N, para Cades-Barnéia. (Núm. 10:12, 33; 11:3, 34, 35; 12:16) Não muito depois de entrar em Parã, enviaram-se doze espias para fazer o reconhecimento de Canaã. (Núm. 13:3, 26) O relatório ruim fornecido pela maioria, ao retornarem, resultou no decreto de Jeová, de que a nação prolongasse sua permanência no deserto até que todos os registrados que tinham murmurado contra Deus já tivessem morrido. (Núm. 13:31-33; 14:20-34) Durante esses quarenta anos, a maioria dos acampamentos de Israel, desde o Egito até a Terra Prometida, achavam-se decididamente em Parã. — Núm. 33:1-49.
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