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Armas, ArmaduraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Conforme indicado por suas esculturas, as grevas assírias protegiam a perna e também a parte superior do pé, pelo que parece sendo amarradas na frente. Em alguns casos, parecem ter coberto toda a coxa. Os gregos e os romanos possuíam grevas metálicas. Estas tinham revestimento de couro, de feltro ou de pano, e eram usualmente amarradas por meio de tiras em volta do tornozelo e da barriga da perna. É possível que os israelitas também usassem grevas, em certa medida.
LANÇAS E DARDOS
Armas usadas para arremessar ou atirar, consistindo em uma haste dotada de ponta ou cabeça afiada. (1 Sam. 18:11; Juí. 5:8; Jos. 8:18; Jó 41:26) Vários tipos foram usados por todas as nações da antiguidade. A precisa diferenciação deles, segundo indicada por diferentes palavras hebraicas, é um tanto incerta.
Lança
A lança (Heb., hhaníth) era, pelo que parece, a maior destas armas, tendo longa haste de madeira e, em geral, uma ponta aguçada de pedra ou de metal. Situava-se, em importância, logo atrás da espada. O gigante Golias carregava uma lança com uma lâmina que pesava “seiscentos siclos de ferro” (6,8 kg) com uma haste de madeira “como o cilindro dos tecelões”. — 1 Sam. 17:7; compare com 2 Samuel 21:19; 1 Crô. 11:22, 23; 20:5.
Algumas lanças tinham uma ponteira metálica no conto, através da qual podiam ser fixadas no chão. Por isso, esta extremidade, e não apenas a ponta da lança, podia ser usada eficazmente por um guerreiro. — 2 Sam. 2:19-23.
A lança fincada na terra poderia indicar a morada temporária dum rei, assim como uma lança atirada ao solo, na frente duma tenda, atualmente, indica que é lugar de parada dum xeque beduíno. — 1 Sam. 26:7.
Outro tipo de lança (Heb., rómahh), arma dotada de haste comprida e ponta aguçada, era usada para arremesso. Com ela, Finéias executou um ofensor israelita e sua consorte, certa mulher midianita, assim terminando um flagelo que sobreviera a Israel por se ligar a Baal de Peor. — Núm. 25:6-8.
Dardo
O dardo (Heb., kidhóhn) tinha ponta metálica aguçada e era usualmente arremessado. Era, pelo que parece, menor e mais leve do que a lança convencional, o que permitia que fosse mantido estendido. (Jos. 8:18-26) O dardo não era costumeiramente carregado na mão, mas nas costas, os guerreiros às vezes possuindo vários deles numa aljava. Os dardos eram um tanto parecidos a grandes flechas e tinham hastes de madeira ou de junco. Para aumentar o alcance desta arma, talvez se prendesse a ela uma corda com um laço. Esta era enrolada na haste, o laço sendo retido pelos dedos do soldado quando o dardo era arremessado. O rápido desenrolar da corda fazia com que girasse, o que resultava num vôo mais constante. Em alguns casos, o dardo possuía uma ponta metálica na base, tornando possível fincá-lo no solo em períodos de descanso, e aumentando sua velocidade e equilíbrio no vôo.
Outros tipos de dardos e hastes
Outro tipo de dardo, possivelmente indicado por mais de uma palavra hebraica (i. e., massá‘, shélahh), era evidentemente um míssil curto e pontiagudo similar à flecha. — Jó 41:26.
Entre os romanos, os dardos eram feitos de juncos ocos, e, na parte inferior, sob a ponta, havia um receptáculo de ferro que podia ser enchido de nafta ardente. O dardo era então atirado de um arco não retesado, uma vez que atirá-lo de um arco retesado apagaria o fogo. O esforço de apagar tal míssil com água somente aumentaria a chama, e a única forma de extingui-lo era por recobrir de terra o destrutivo projétil. — Compare com Efésios 6:16.
Tipos de lanças egípcias, assírias, gregas e romanas
A lança egípcia tinha haste de madeira, de cerca de 1,50 a 1,80 m de comprimento, com ponta de bronze ou ferro, geralmente de dois gumes. Os dardos egípcios eram mais leves e mais curtos, com pontas metálicas de dois gumes, usualmente em forma de diamante alongado ou de folha. No conto havia uma alça de bronze com uma bola, onde se prendiam duas borlas ou correias, evidentemente como ornamentos e para contrabalançar a ponta pesada. Às vezes, o dardo egípcio era usado como lança para arremesso, e a alça impedia que a arma escorregasse da mão do guerreiro. Os soldados da infantaria assíria usavam lanças cujo comprimento dificilmente excedia a altura dum soldado; a lança do cavalariano parece ter sido consideravelmente mais comprida.
Certa lança (Gr., lógkhe’) é mencionada apenas uma vez nas Escrituras Gregas Cristãs. Depois que Jesus Cristo morreu, “um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança”. (João 19:33, 34) Visto que era um soldado romano, provavelmente usava a pilurn romana. Tal arma tinha cerca de 1,80 m de comprimento, com ponta de ferro farpado que se estendia a meio comprimento da haste de madeira.
MÁQUINA
Máquinas de guerra, nos tempos bíblicos, incluíam aríetes e grandes dispositivos que visavam lançar mísseis, tais como flechas ou pedras, diferenciando-se das armas leves portadas pelos soldados. Vários tipos delas eram empregados pelos hebreus, egípcios, assírios, babilônios, romanos e outros. Amiúde tais máquinas eram montadas em aterros de sítio, adjacentes às muralhas da cidade.
Grandes catapultas para o lançamento de pedras, flechas ou outros mísseis funcionavam segundo o princípio da funda, do arco ou da mola. Esta última, consistindo em uma barra elástica, curvada para trás por um parafuso ou cabo de apoio, tinha um disparador para sol-tá-la e arremessar um projétil. Catapultas de lançamento de mísseis surgiram, pelo que parece, depois do quinto século A.E.C., entre os gregos, sendo primeiramente mencionadas em relação a Dionísio I, de Siracusa (430-367 A.E.C.), que se supriu de máquinas para uma expedição contra Cartago. Tais instrumentos foram usados pelas forças de Alexandre Magno (356-323 A.E.C.) e, depois disso, pela maioria dos exércitos helênicos, sendo também equipamento padrão das legiões romanas. Sem embargo, centúrias antes, e com finalidades defensivas, o rei judeu, Uzias (829-777 A.E.C.), “fez em Jerusalém máquinas de guerra”. — 2 Crô. 26:15; veja Fortificações.
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Árnon, Vale Da Torrente DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ÁRNON, VALE DA TORRENTE DO
[impetuosa, trovejante torrente]. A cerca de meio caminho abaixo do lado leste do mar Morto, a profunda garganta do vale do Árnon corta a região do altiplano. Esta torrente, o moderno uádi el-Mojib, é alimentada por diversos tributários (Núm. 21:14), e, depois do Jordão, é a única corrente importante que deságua no mar Morto. Os penhascos de arenito alcantilados, vermelhos e amarelos, sofrem uma queda abrupta, ladeando o vale estreito, com seu pequeno riacho perene de águas límpidas, repletas de peixes. Nas margens crescem salgueiros, oleandros e outra vegetação em abundância. Onde o riacho deixa as íngremes muralhas abismais para penetrar nas margens planas do mar Morto, ele varia em largura de 12 a 30 m, com uma vazão de 30 cm a 1,20 m de fundo.
O formidável canyon que, no topo, mede mais de 3 km de largura, e tem cerca de 518 m de profundidade, era cruzado apenas por umas poucas passagens (Isa. 16:2), e, por isso, tornou-se óbvio limite natural. No tempo da conquista israelita, separava os amorreus ao N dos moabitas ao S (Núm. 21:13), mas a mensagem de Jefté aos amonitas mostra que o lado N já estivera sob o controle dos amonitas e tinha sido invadido pelos amorreus antes da chegada de Israel. (Juí. 11:12-27) Israel, tendo ladeado o território de Moabe, chegou ao Árnon, provavelmente em suas regiões superiores. Atacado por Síon, o rei amorreu, Israel obteve a vitória e tomou posse da terra, desde o Árnon até o Jaboque. (Núm. 21:21-24; Deut. 2:24-36) Esta primeira conquista, posteriormente, tornou-se o território das tribos de Rubem e Gade. — Deut. 3:16; Jos. 12:1, 2; 13:8, 9, 15-28; veja JABOQUE, VALE DA TORRENTE DO.
[Foto na página 130]
Garganta através da qual o rio Árnon flui para o mar Morto.
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ArpãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARPÃO
Instrumento farpado, com feitio de lança, usado geralmente para fisgar grandes peixes. Somente em Jó 41:7 se faz referência ao arpão, chamando a atenção para a qualidade da pele do leviatã (o crocodilo), que é como uma couraça e que resiste à penetração do arpão comum.
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ArqueiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ARQUEIRO
O uso do arco e da flecha após o Dilúvio habilitou o homem a matar os animais que eram rápidos e perigosos demais para serem apanhados de outro modo, a fim de servirem de alimento, de roupa e de abrigo. Com a ascensão de Ninrode, é provável que arqueiros foram postos a seu serviço.
No século vinte A.E.C., Ismael, primogênito de Abraão, “tornou-se arqueiro”, para sustentar-se no deserto. (Gên. 21:20) Similarmente, Esaú, neto de Abraão, sabia manejar com perícia o arco. (Gên. 27:3) Os monumentos testificam que, desde tempos imemoriais, os principais guerreiros ofensivos do Egito eram arqueiros, e há também esculturas babilônias de arqueiros. Nos dias de Josué (Jos. 24:12) e de Davi ( 1 Crô. 12:1, 2), e posteriormente, os arqueiros eram importante parte do exército de Israel. ( 2 Crô. 14:8; 26:14) Os arqueiros dos filisteus, sírios e egípcios feriram os Reis Saul, Acabe e Josias, respectivamente. — 1 Sam. 31:1-3; 1 Reis 22:34, 35; 2 Crô. 35:20, 23.
Relevos de Nínive ilustram os arqueiros assírios, em carros, portando dois arcos, um longo e um curto. Quando arremessavam uma flecha, tinham outras na mão, assim aumentando a rapidez de sua potência de fogo. O plano de ataque assírio parecia ser o de sobrepujar o inimigo sob um dilúvio de flechas, e então usar a espada e a lança para persegui-lo.
Os persas têm sido chamados de os arqueiros mais peritos do mundo. Relevos de Persépolis e Susa mostram soldados medos e persas equipados de arcos e aljavas. Desde os cinco até os vinte anos, os rapazes persas aprendiam a arte de atirar com arco e a montar; seus cavalarianos
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