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  • Os homens buscam soluções
    Despertai! — 1988 | 22 de agosto
    • Mesmo quando se realizam conversações sobre controle de armas, ambos os lados acusam o outro de motivos egoístas. A supracitada publicação soviética acusa assim os Estados Unidos de “bloquear o progresso na direção do desarmamento em todas as áreas” num esforço de “conduzir os assuntos internacionais duma posição de força”.

      Os Estados Unidos contra-atacam que o controle de armas é simplesmente um plano soviético para manter “existentes vantagens militares. . . . Ademais, [Moscou] vê as negociações de controle de armas como um meio de promover os objetivos militares soviéticos e minar o apoio público das diretrizes e programas de defesa ocidentais”. — Soviet Military Power 1987.

      O recente acordo para a eliminação dos mísseis de alcance médio parece um gigantesco passo à frente. É o primeiro acordo já feito para realmente reduzir — e não simplesmente limitar — as armas nucleares. Todavia, tal tratado, embora histórico, deixa muito a desejar quanto à eliminação de todas as armas nucleares.

      O Problema da Verificação

      Suponhamos, porém, que todas as potências nucleares realmente concordassem quanto ao desarmamento total. O que impediria quaisquer nações, ou todas elas, de trapacear — deixando de livrar-se das armas proscritas ou produzindo-as secretamente?

      Kenneth Adelman, ex-diretor da Agência de Controle de Armas e de Desarmamento dos EUA, disse: “A eliminação das armas nucleares exigiria montar-se um sistema mais extensivo e intrusivo de inspeção in loco que alguém pudesse imaginar. . . . Isso significaria, por sua vez, uma abertura sem precedentes à intrusão estrangeira por parte de todas as nações. “É difícil imaginar que alguma nação adotaria tal política de franquear a entrada nela.

      Mas, suponhamos ainda mais que as nações, de algum modo, sobrepujassem todos estes formidáveis obstáculos e se desarmassem. Ainda disporiam da tecnologia e do conhecimento necessários para a fabricação da bomba. Caso irrompesse uma guerra convencional, sempre haveria a possibilidade de que pudesse escalonar-se até o ponto em que as armas nucleares seriam recriadas — e utilizadas.

      Hans Bethe, um dos físicos que trabalhou no desenvolvimento da primeira bomba atômica, disse assim, recentemente: “Pensávamos que podíamos controlar o gênio. Ele não quis voltar para dentro da lâmpada, mas havia bases razoáveis para crermos que poderíamos contê-lo. Sei agora que isto foi uma ilusão.”

  • O fim das armas nucleares — como?
    Despertai! — 1988 | 22 de agosto
    • O fim das armas nucleares — como?

      NOSSA era é uma era de ansiedade. A união da ciência com a guerra produziu milhares de armas de inconcebível poder destrutivo, matadores indiscriminados, com potencial para aniquilar a humanidade.

      É inquietador observar que o homem esteja tão disposto a matar o próximo. Todavia, as tendências assassinas do homem foram manifestas quase que desde o início. Relata a Bíblia: “Sucedeu, pois, enquanto estavam no campo, que Caim passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou.” (Gênesis 4:8) Homem vem matando homem desde então. E, ao passo que é verdade que, desde 1945, o homem se restringe de usar armas nucleares nas guerras, nosso século continua sendo o mais assassino da História. É evidente que o problema não são as armas nucleares em si.

      Causas e Remédios

      Alguns peritos acham que, visto que são os homens que travam guerras, as causas precisam ser buscadas na natureza do próprio homem. Segundo este conceito, os homens travam guerras por causa de egoísmo, estupidez, e impulsos agressivos mal dirigidos. As prescrições variam, mas muitos acham que a paz somente pode vir pela mudança de perspectiva e de comportamento do próprio homem.

      Outros afirmam que, visto que as guerras são travadas entre nações, as causas da guerra se encontram subjacentes à estrutura do sistema político internacional. Uma vez que cada Estado soberano age segundo suas próprias ambições e desejos, inevitavelmente haverá conflitos. Visto não existir um meio coerente e fidedigno de conciliar as diferenças existentes, irrompe a guerra.

      Em sua análise das causas da guerra, o perito Kenneth Waltz observa que “um governo mundial é o remédio para a guerra mundial”. Mas, acrescenta ele: “O remédio, embora possa ser inatacável na lógica, é inatingível na prática. “Outros concordam. O autor Ben Bova declarou na revista Omni. “As nações precisam unir-se num único governo que possa controlar os armamentos e evitar a guerra. “No entanto, ele também diz: “A maioria das pessoas considera tal governo mundial uma utopia, um sonho de ficção científica que nunca poderá tornar-se realidade. “O fracasso das Nações Unidas sublinha esta triste conclusão. As nações não se dispõem a ceder sua soberania para esta organização, ou para qualquer outra!

      O Governo Mundial — Uma Realidade!

      A Bíblia, contudo, garante-nos que Deus mesmo propõe que haja um verdadeiro governo mundial. Milhões de pessoas têm, sem o saber, orado a favor deste governo, quando rezam a oração do Pai Nosso: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:10) O Cabeça desse governo do Reino é o Príncipe da Paz, Jesus Cristo. A Bíblia promete a respeito de tal governo: “Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos”, ou governos humanos. — Daniel 2:44.

      Este governo mundial trará verdadeira paz e segurança, não pela dissuasão nuclear, nem por um sofisticado sistema de armas defensivas de alta tecnologia, ou de instáveis tratados políticos. O Salmo 46:9 profetiza que Jeová Deus “faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças ele queima no fogo”. Isto significa a destruição de todas as armas, inclusive os artefatos nucleares.

      Mas, que dizer da própria natureza belicosa do próprio homem? Sob o governo celeste de Deus, os habitantes da Terra “terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra”. (Isaías 2:4) Três milhões de pessoas, hoje em dia, já vivem de acordo com tal texto bíblico. São as Testemunhas de Jeová.

      Estas Testemunhas vivem em mais de 200 terras e provêm de muitos grupos étnicos. Antes de se tornarem cristãos verdadeiros, alguns deles eram belicosos, talvez até agressivos. Mas, em resultado de assimilarem o conhecimento de Deus, recusam-se agora a pegar em armas uns contra os outros, ou contra quem quer que seja. Sua neutralidade em face dos conflitos políticos é uma questão de registro histórico. A posição pacífica que as Testemunhas de Jeová assumem internacionalmente testifica ser possível haver um mundo livre de guerras e de armas nucleares.

      Milhões de pessoas que vivem atualmente nasceram na era nuclear, e esperam morrer nesta — se não morrerem por causa dela. As Testemunhas de Jeová não partilham esta perspectiva sombria. Depositam inteiramente sua confiança no Reino e em seu Deus Jeová, para quem “nenhuma declaração será uma impossibilidade”. — Lucas 1:37.

      [Foto na página 9]

      A Bíblia profetiza que é Deus quem porá fim às armas de guerra.

      [Foto na página 10]

      Sob o governo celeste de Deus, a Terra ficará livre da guerra e das armas destrutivas

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