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Conheça o “pássaro gargalhador” da AustráliaDespertai! — 1980 | 22 de maio
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pintinhos ou patinhos foram devorados, sentir-se amigos desse pássaro? Ou, quem aprecia, bem de manhãzinha, bicadas deste camarada emplumado na vidraça — como lembrete para se colocar fora algum desjejum para ele? Realmente, ele é um sujeitinho atrevido.
Entretanto, apesar deste lado negro da reputação do kookaburra, talvez ele lembre a nós humanos alguma coisa. Enquanto que o próprio kookaburra não tem senso de humor (sendo este um gracioso dote, exclusivo da humanidade), a ave nos lembra de exercê-lo e de rir de vez em quando.
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É segura a sua esperança?Despertai! — 1980 | 22 de maio
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O Conceito da Bíblia
É segura a sua esperança?
“CONSEGUE ver alguma coisa?” “Sim, coisas maravilhosas.” Esta pergunta e resposta anunciaram uma das mais dramáticas descobertas no campo da arqueologia. O interlocutor era o Lorde Carnarvon, um inglês abastado que patrocinava o egiptologista Howard Carter. Carter, a pessoa que respondeu à pergunta, espreitava a escuridão que havia do outro lado de uma abertura que fizera numa porta lacrada de uma tumba recém-descoberta no famoso Vale dos Reis, no Egito. Durante vários anos, escavaram o vale, apegados à expectativa calculada de Carter de encontrar a tumba ainda não descoberta de um dos antigos faraós do Egito, o Rei Tutancâmon. E então, depois de muita labuta árdua e quando estavam a ponto de desistir, fora escavada a entrada de antiga tumba lacrada. Com viva expectativa, procuraram verificar o que havia mais além. O próprio Carter descreveu o que viu:
“À medida que meus olhos se acostumavam à luz, pouco a pouco emergiam do nevoeiro detalhes do compartimento interno: estranhos animais, estátuas e ouro — por toda parte o brilho do ouro. Por um momento — deve ter parecido uma eternidade para os outros que estavam perto — quedei mudo de estupefação, e quando Lorde Carnarvon, não conseguindo mais agüentar o suspense, perguntou ansiosamente: ‘Consegue ver alguma coisa?’, tudo que consegui dizer foi: ‘Sim, coisas maravilhosas.’ Nunca havíamos sonhado com algo assim, um compartimento cheio — parecia um inteiro museu — de objetos, alguns familiares, mas alguns com uma aparência que nunca havíamos visto, amontoados uns sobre os outros numa profusão aparentemente infindável.”
Estes tesouros ficaram sem ser perturbados por mais de 3.000 anos. Uns 5.000 deles: estátuas, móveis, embarcações, armas, vasos, ouro e jóias. Havia até comida, roupas e jogos nesta tumba de quatro compartimentos escavada na rocha, junto com os ataúdes profusamente decorados e os restos mortais mumificados de Tutancâmon, o menino-rei. Aqui havia evidência abundante dos processos funerários dos antigos egípcios.
Mas por que todos estes tesouros valiosos e todas estas coisas necessárias à vida estavam lacrados nesta tumba subterrânea? Era por causa da antiga crença egípcia no após-vida. A morte, acreditavam, seria meramente uma transição para uma vida imortal no além. A pessoa precisaria de provisões e de equipamentos para fazer esta jornada até uma terra muito semelhante à deixada atrás. Lá, acreditavam, seu ka, ou força vital, seria reunido ao seu corpo; por isso o corpo era cuidadosamente preparado e mumificado para este evento. Eram colocados na tumba até mesmo ushabti, estátuas que se tornariam servos do rei
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