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AcãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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perante Jeová, até que o causador de dificuldades, Acã, “foi selecionado”. (Jos. 7:4-18) Somente então ele admitiu seu pecado. A execução seguiu-se prontamente. Acã e sua família, e seu gado, foram primeiramente apedrejados até morrerem, e então queimados, junto com todos os seus bens, no vale de Acor, que também significa “dificuldade”. — Jos. 7:19-26.
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Acaba, Golfo DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ACABA, GOLFO DE
Um dos dois braços setentrionais do mar Vermelho. O golfo de Acaba limita-se com a península do Sinai no lado E dela, assim como o golfo de Suez o faz a O. O golfo de Acaba tem cerca de 160 km de extensão e varia de 19 a 27 km de largura. É parte da grande falha geológica, o vale de Abatimento Tectônico, que continua em direção ao N para incluir o mar Morto, o vale do Jordão, o mar da Galiléia e o vale do Líbano.
Em 1 Reis 9:26, faz-se menção duma esquadra de navios que Salomão fez em Eziom-Géber, situada no golfo de Acaba. Mais tarde, em 1 Reis 22:48, as Escrituras falam duma tentativa feita por Jeosafá de enviar navios a Ofir, mas eles sofreram naufrágio em Eziom-Géber.
[Mapa na página 25]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Golfo de Acaba
Golfo de Suez
Mar Vermelho
PENÍNSULA DO SINAI
ARÁBIA.
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AcabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ACABE
[irmão do pai]. Filho de Onri, e rei do reino setentrional de Israel. Regeu em Samaria por vinte e dois anos, de 940 a 919 A.E.C., e ao morrer, foi sucedido por seu filho Acazias. — 1 Reis 16:28, 29; 22:40, 51.
TOLERA A ADORAÇÃO FALSA
O registro de Acabe foi um dos piores com respeito à área vital da adoração verdadeira. Não só continuou a corrompida adoração a Jeová por meio dos bezerros de ouro de Jeroboão, mas Acabe também permitiu que a adoração de Baal infetasse Israel numa escala sem precedentes, devido a seu casamento prematuro com Jezabel, a filha de Etbaal, rei de Sídon. Josefo, citando o historiador antigo, Menandro, refere-se a Etbaal como Itobalo, e o relato [Against Apion (Contra Apião), Livro I, par. 18] conta que era o sacerdote de Astartéia antes de ascender ao trono por assassinar o rei. Acabe permitiu que Jezabel, sua esposa pagã, o levasse à adoração de Baal, a construir um templo para Baal, e a erigir um poste sagrado em honra a Astorete (Astartéia). ( 1 Reis 16:30-33) Não demorou muito até que havia quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, e quatrocentos profetas do poste sagrado, todos sendo alimentados à mesa real de Jezabel. (18:19) Os profetas verdadeiros de Jeová eram mortos pela espada e somente as medidas tomadas por Obadias, um homem de fé, encarregado da casa de Acabe, preservaram a vida de cem deles, por ocultá-los em cavernas, onde sobreviveram a pão e água. — 18:3, 4, 13; 19:10.
Como resultado de se voltar para a adoração de Baal, Acabe foi informado por Elias da vinda de grave seca que, segundo Lucas 4:25 e Tiago 5:17, abrangeu um período de três anos e seis meses. ( 1 Reis 17:1; 18:1) Somente a pedido de Elias retornariam as chuvas, e, embora Acabe o procurasse em todas as nações e reinos circunvizinhos, Elias ficou fora de seu alcance até o tempo devido. (17:8, 9; 18:2, 10) Acabe então empenhou-se em lançar a culpa da seca e da fome sobre Elias, acusação essa que Elias refutou, mostrando que a verdadeira causa era a adoração de Baal, patrocinada por Acabe. Uma prova realizada no topo do monte Carmelo provou que Baal não era uma entidade, e manifestou a Jeová como o Deus verdadeiro; os profetas de Baal foram mortos às ordens de Elias, e, pouco depois disso, uma chuvarada de encharcar tudo trouxe fim à seca. (18:17-46) Acabe dirigiu-se de volta a Jezreel, e para sua esposa, a quem informou das ações de Elias contra o baalismo. Jezabel reagiu com violenta ameaça contra Elias, resultando em sua fuga para o monte Horebe. — 19:1-8.
CONSTRUÇÃO DA CAPITAL E VITÓRIAS SOBRE A SÍRIA
Crê-se que as construções de Acabe incluíram a conclusão das fortificações da cidade de Samaria, reveladas pela arqueologia como consistindo em três muralhas imensamente fortes, de primorosa execução. As escavações revelaram uma plataforma palaciana que media cerca de 96 m de N a S, com paredes que fornecem evidência de terem sido recobertas de mármore branco. Numerosos painéis de marfim para decoração de mobília e painéis de parede foram encontrados, talvez relacionados com a “casa de marfim” de Acabe, mencionada em 1 Reis 22:39. (Compare com Amós 3:15; 6:4.) Mas, a riqueza da cidade e a força de sua posição logo foram colocadas à prova em um sítio que o sírio Ben-Hadade lançou contra Samaria, na chefia de uma coligação de trinta e dois reis. De início aquiescendo mansamente às demandas do agressor, Acabe então se recusou a concordar voluntariamente com o virtual saque de seu palácio. As negociações de paz se frustraram e, por orientação divina, Acabe utilizou um estratagema de batalha que pegou desprevenido o inimigo, e levou à matança deste, embora Ben-Hadade escapasse. — 1 Reis 20:1-21.
Convencido de que Jeová era apenas um ‘deus dos montes’, Ben-Hadade retornou no ano seguinte com uma força militar de igual tamanho, mas alinhou-se para a batalha em Afeque, no vale de Esdrelom, ao invés de avançar para a região montanhosa de Samaria. Afeque situava-se próxima de Jezreel, onde Acabe possuía sua residência preferida e um palácio. ( 1 Reis 21:1) As forças israelitas avançaram para o local da batalha, mas pareciam “dois minúsculos rebanhos de caprídeos”, comparadas ao maciço acampamento sírio. Reasseguradas pela promessa de Jeová, de demonstrar que Seu poder não era controlado pela geografia, as forças de Acabe impuseram esmagadora derrota ao inimigo. (20:26-30) No entanto, bem semelhante ao que o Rei Saul fez com Agague, o amalequita, Acabe permitiu que Ben-Hadade sobrevivesse e concluiu um pacto com ele, pelo qual as cidades capturadas seriam devolvidas a Israel e ruas de Damasco seriam designadas a Acabe, evidentemente visando o estabelecimento de comissários israelitas residentes que cuidariam dos interesses comerciais e políticos do reino de Acabe naquela capital síria. (20:31-34) Similar a Saul, Acabe foi condenado por Jeová por causa disso, sendo predita a calamidade futura para ele e seu povo. — 20:35-43.
ASSASSINATO DE NABOTE, E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
Durante um intervalo de paz de três anos, Acabe voltou sua atenção para a aquisição do vinhedo de Nabote, de Jezreel, um terreno muito desejado por Acabe porque se limitava com os terrenos do palácio residencial. Quando Nabote recusou a solicitação, à base da lei de Deus sobre a inviolabilidade das possessões hereditárias, Acabe petulantemente retirou-se para sua casa, onde se deitou em seu divã, com o rosto voltado para a parede, recusando-se a comer. Ao saber a causa de seu desalento, a Jezabel pagã fez arranjos para o assassínio de Nabote, sob o manto dum julgamento de blasfêmia, usando cartas escritas em nome de Acabe. Quando Acabe foi apossar-se do terreno cobiçado, encontrou-se com Elias, que o denunciou duramente como assassino, e como alguém que se vendeu para praticar a iniqüidade, movido pelas constantes aguilhoadas de sua esposa pagã. Assim como cães lamberam o sangue de Nabote, assim também os cães lamberíam o sangue de Acabe, e a própria Jezabel e os descendentes de Acabe se tornariam comida para cães e aves de rapina. Essas palavras calaram fundo, e, com profundo pesar, Acabe jejuou vestido de saco, alternadamente se sentando e andando de um lado para o outro, abatido. Á base disto, certa medida de misericórdia lhe foi estendida com respeito ao tempo em que a calamidade sobreviría à sua casa. — 1 Reis 21:1-29.
As relações de Acabe com Judá ao S foram fortalecidas por meio duma aliança matrimonial em que Atalia, a filha de Acabe, casou-se com Jeorão, filho do Rei Jeosafá. ( 1 Reis 22:44; 2 Reis 8:18, 26; 2 Crô. 18:1) Durante uma visita amigável de Jeosafá a Samaria, Acabe o induziu a apoiá-lo no esforço de retomada de Ramote-Gileade dos sírios, que evidentemente não cumpriram de forma plena os termos do pacto feito por Ben-Hadade. Ao passo que um grupo de falsos profetas expressou em coro suas garantias de êxito, por insistência de Jeosafá, foi chamado o profeta Micaías, odiado por Acabe, que predisse certeira calamidade. Ordenando a prisão de Micaías, Acabe teimosamente prosseguiu com o ataque, embora tomando a precaução de disfarçar-se, mas foi atingido por um arqueiro sírio, de modo que morreu lentamente. Seu corpo foi levado a Samaria, para ser ali enterrado, e, quando “começaram a lavar o carro de guerra junto ao reservatório de Samaria os cães lambiam o sangue dele”. Escavou-se grande bacia artificial do lado N do espaçoso pátio do palácio em Samaria, e este talvez seja o local do cumprimento da profecia. — 1 Reis 22:1-38.
INSCRIÇÕES MOABITAS E ASSÍRIAS
Faz-se menção da reconstrução de Jericó durante o reinado de Acabe, talvez como parte dum programa de fortalecimento do controle de Israel sobre Moabe. ( 1 Reis 16:34; compare com 2 Crônicas 28:15.) A Pedra Moabita, do Rei Mesa, de Moabe, fala do domínio de Moabe pelo Rei Onri e seu filho (Acabe).
As inscrições assírias que descrevem a batalha travada entre Salmaneser III e uma coalizão de doze reis em Carcar incluem o nome A-ha-ab-bu como membro da coalizão. A maioria dos peritos aceitam isto, em geral, como referência ao Rei Acabe, de Israel; contudo, quanto à evidência de que tal identificação está sujeita a dúvidas, veja o verbete SALMANASER.
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AcaciaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ACACIA
[Heb., shittáh, shittím]. As referências bíblicas a tal árvore se limitam quase que inteiramente ao período da peregrinação de Israel no deserto e ao seu uso como material de construção do tabernáculo portátil, construído na península do Sinai. Isto exigia que a árvore fosse uma das que cresciam bem no ermo, onde os israelitas peregrinaram, sendo capaz de fornecer tábuas um tanto grandes (quase 4,60 m de comprimento, segundo Êxodo 36:20, 21). Visto que esta árvore praticamente desaparece do registro bíblico após a entrada na Terra Prometida, isto podería também indicar que tal árvore não é comumente encontrada por toda a Palestina. Tal descrição enquadra-se nas espécies de acácia conhecidas como Acacia seyal e Acacia tortílis muito mais do que qualquer outra vida vegetal daquela área. Tais acácias ainda são comuns no Negebe e na zona do Sinai, e encontram-se algumas ao longo do vale do Jordão, ao S do mar da Galiléia, mas não na Palestina setentrional.
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