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  • Melquisedeque
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. — Heb. 6:20; 5:10.

      DESIGNAÇÃO DIRETA

      Jeová evidentemente designou Melquisedeque para ser sacerdote. Ao considerar a situação de Jesus como grande Sumo Sacerdote, Paulo mostrou que o homem não assume tal honra “por si mesmo, mas apenas quando é chamado por Deus, assim como também Arão foi”. Ele também explicou que “o Cristo não se glorificou a si mesmo por se tornar sumo sacerdote, mas foi glorificado por aquele que falou com referência a ele: ‘Tu és meu filho; hoje eu me tornei teu pai’”, e o apóstolo em seguida aplica as palavras proféticas do Salmo 110:4 a Jesus Cristo. — Heb. 5:1, 4-6.

      ’RECEBEU DÍZIMOS DE LEVI’

      A condição sacerdotal de Melquisedeque não estava vinculada com o sacerdócio de Israel e, como as Escrituras indicam, era mais elevada que o sacerdócio arônico. Um fator que indica isto é a deferência demonstrada a Melquisedeque por Abraão, o antepassado da inteira nação de Israel, incluindo a tribo sacerdotal de Levi. Abraão, “amigo de Jeová”, que se tornou “pai de todos os que têm fé” (Tia. 2:23; Rom. 4:11), deu um décimo ou um “dízimo” a este sacerdote do Deus Altíssimo. Paulo mostra que os levitas recebiam dízimos de seus irmãos, que também tinham procedido dos lombos de Abraão. No entanto, ele indica que Melquisedeque, “que não derivou deles a sua genealogia tomou dízimos de Abraão”, e, “por intermédio de Abraão, até mesmo Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos, porque ele estava ainda nos lombos de seu antepassado quando Melquisedeque foi ao encontro dele”. Assim, embora os sacerdotes levíticos recebessem dízimos do povo de Israel, eles, conforme representados pelo seu ancestral, Abraão, pagaram dízimos a Melquisedeque. Ademais, a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque é indicada por ter ele abençoado a Abraão, Paulo indicando que “o menor é abençoado pelo maior”. Tais fatores se achavam entre os que constituíam Melquisedeque um tipo apropriado do grande Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. — Heb. 7:4-10.

      NENHUM PREDECESSOR NEM SUCESSOR

      Paulo indica expressamente que, mediante o sacerdócio levítico, a perfeição era inatingível, tornando assim necessário que aparecesse um sacerdote “à maneira de Melquisedeque”. Ele indica que Cristo proveio de Judá, uma tribo não-sacerdotal, mas, citando a similaridade de Jesus com Melquisedeque, ele mostra que Jesus se tornou sacerdote “não segundo a lei dum mandamento dependente da carne, mas segundo o poder duma vida indestrutível”. Arão e seus filhos se tornaram sacerdotes sem que houvesse um juramento, mas o sacerdócio conferido a Cristo foi ordenado por um juramento de Jeová. Também, ao passo que os sacerdotes levíticos continuavam morrendo e precisavam ter sucessores, o ressuscitado Jesus Cristo, “por continuar vivo para sempre, tem o seu sacerdócio sem quaisquer sucessores”, e, por conseguinte, é capaz de “salvar completamente os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles”. — Heb. 7:11-25.

      Paulo isolou um fato destacado a respeito de Melquisedeque ao dizer sobre ele: Por ser “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo nem princípio de dias nem fim de vida, mas tendo sido feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote perpetuamente”. (Heb. 7:3) Como outros humanos, Melquisedeque nasceu e morreu. No entanto, os nomes de seu pai e de sua mãe não são fornecidos, não sendo revelados seus ancestrais e sua posteridade, e as Escrituras não contêm nenhuma informação sobre o início de seus dias ou o fim de sua vida. Assim, Melquisedeque podia apropriadamente prefigurar Jesus Cristo, que possui um sacerdócio infindável. Assim como Melquisedeque não tinha nenhum predecessor nem sucessor registrado para seu sacerdócio, assim também Cristo não foi antecedido por nenhum sumo sacerdote similar a ele próprio, e a Bíblia mostra que nenhum jamais o sucederá. Ademais, embora Jesus nascesse na tribo de Judá e da linhagem régia de Davi, seus ancestrais carnais nada tinham que ver com seu sacerdócio, nem era devido a seus antepassados humanos que os cargos tanto de sacerdote como de rei foram conjugados nele. Tais coisas eram resultado do próprio juramento de Jeová feito a ele.

      Um conceito que aparece nos Targuns de Jerusalém e de Jônatas, e que granjeou ampla aceitação entre os judeus e outros, é o de que Melquisedeque era Sem, filho de Noé. Sem estava então vivo, e sua vida até mesmo ultrapassou a de Sara, esposa de Abraão. Também, Noé abençoou especificamente Sem. (Gên. 9:26, 27) Mas tal identificação não pode ser confirmada. Persiste a realidade que a nacionalidade, a genealogia e a descendência de Melquisedeque não são reveladas nas Escrituras, e que, com bons motivos, ele podia assim representar a Jesus Cristo, que, pelo juramento afiançado de Jeová, “se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. — Heb. 6:20.

  • Menaém
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    • MENAÉM

      [alguém que conforta]. Filho de Gadi e rei de Israel por dez anos (c. 791-780 AEC). Ao ficar sabendo que Salum tinha assassinado o Rei Zacarias, Menaém foi de Tirza a Samaria e matou ali o assassino. Ele assumiu então a realeza. Evidentemente durante a parte inicial de seu reinado, Menaém golpeou Tifsa, “e a tudo o que havia nela, e seu território fora de Tirza, porque não se abriu”. A cidadezinha, pelo que parece, relutava em abrir-lhe a porta. (LXX; Vg; Sy) O povo foi submetido a um tratamento duro: “Estripou todas as mulheres grávidas.” — 2 Reis 15:10,  13-17.

      Menaém fez o que era mau aos olhos de Jeová. Promoveu a adoração do bezerro, deixando de afastar-se dos pecados de Jeroboão, o primeiro rei do reino das dez tribos. Durante seu reinado, o Rei Pul (Tiglate-Pileser III) invadiu Israel, e Menaém se viu obrigado a pagar a tal monarca assírio “mil talentos de prata”. Adquiriu esta soma por impor um tributo de cinqüenta siclos de prata a cada um dos homens “valentes, poderosos”, de Israel. Visto que um talento de prata equivalia a cerca de 3.000 siclos, a prata foi obtida de cerca de 60.000 pessoas. Menaém entregou a prata ao rei assírio, “para que as suas mãos se mostrassem com ele para fortalecer o reino na sua própria mão”. Ao receber esta soma, Pul se retirou do país. — 2 Reis 15:19, 20.

      Menaém é citado nominalmente numa inscrição de Tiglate-Pileser III como “Menaém, o Samaritano” (Minehimmu Samarina), sendo alistado ali, junto com o rei sírio, Rezim (Rasunnu) e o Rei Hirão (Hirumu) de Tiro (diferente do Hirão dos dias de Davi), como um governante do qual aquele monarca assírio afirma ter recebido tributo. Menaém morreu por volta de 780 AEC, e seu filho, Pecaías, o sucedeu no trono de Israel. — 2 Reis 15:22.

  • Mendigo, Mendigar
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    • MENDIGO, MENDIGAR

      Pedir esmolas, ou mendigar, é aparentemente algo de origem bem antiga nas terras do Oriente. Isto torna ainda mais notável o fato de que, nas Escrituras Hebraicas, não existe nenhum indício de mendicância, em qualquer grau, ou que isto constituísse um problema específico na nação de Israel, desde o tempo de sua formação até que foi para o exílio em Babilônia. Quando saíam do Egito e de sua escravidão naquela terra, os israelitas foram “pedir [uma forma do verbo hebraico sha’ál] dos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e capas. . . . e despojaram os egípcios”. (Êxo. 12:35, 36) Isto, contudo, estava de acordo com a ordem e a profecia de Deus, e era, evidentemente, encarado como justa compensação pelos seus longos anos de trabalho escravo, e pelas injustiças sofridas por eles às mãos dos egípcios. (Êxo. 3:21, 22; compare com Deuteronômio 15:12-15.) Não constituía nenhum precedente para a prática da mendicância.

      Parece que, durante o período decorrido desde o tempo da volta dos judeus do exílio (537 AEC) até o tempo do aparecimento de Jesus na cena terrestre, desenvolvera-se entre os judeus o conceito de que dar “esmolas”, ou dádivas de caridade, tinha algum mérito em si para a salvação. A declaração contida no livro apócrifo de Eclesiástico (3:30) (que se crê ter sido escrito por volta do século II AEC) evidencia isto, dizendo que “a esmola expia os pecados”. (Vozes) Tal conceito serviu, sem dúvida, para incentivar a mendicidade. (Compare com as dádivas muito alardeadas, que foram denunciadas por Jesus em Mateus 6:2).

      O domínio, por parte das potências estrangeiras, trouxe opressão ao povo judeu e, sem dúvida, causou considerável transtorno para a aplicação da Lei mosaica relativa aos direitos fundiários, hereditários, e outros regulamentos similares. Isto, junto com as filosofias da religião falsa, que deixavam de inculcar genuíno amor ao próximo, fundado em princípios (Mat. 23:23; Luc. 10:29-31), também compartilhava provavelmente da responsabilidade pelo aumento da mendicância na Palestina. Assim, encontramos várias referências, nas Escrituras Gregas Cristãs, à existência de mendigos naquela terra.

      Os cegos, os coxos e os adoentados figuram entre os mendigos descritos no tempo de Jesus e dos apóstolos. A oftalmia (doença dos olhos ainda comum no Oriente Médio) talvez provocasse parte da cegueira entre tais homens. (Mar. 10:46-49; Luc. 16:20, 22; 18:35-43; João 9:1-8; Atos 3:2-10) Assim como os mendigos hodiernos, eles não raro se colocavam ao longo das vias públicas ou próximos dos locais freqüentados por multidões, como no templo. Apesar do destaque dado às esmolas, os mendigos eram encarados com desprezo, de modo que o mordomo da parábola de Jesus disse: “Tenho vergonha de mendigar [do gr., epaitéo, forma intensificada do verbo aitéo, que significa ‘pedir’].” — Luc. 16:3

      A palavra grega ptokhós, usada por Lucas (16:20, 22) ao registrar a referência de Jesus a Lázaro como mendigo, descreve alguém que se agacha e se curva servilmente, e não se refere simplesmente aos pobres, mas sim aos paupérrimos, aos indigentes, aos mendigos. É digno de nota que este mesmo termo seja usado em Mateus 5:3 com respeito aos “cônscios de sua necessidade espiritual [os que são mendigos de espírito, nota da NM, ed. 1950, em inglês; “pobres de espírito”, Al], e, a respeito do uso de ptokhós neste texto, a obra Word Studies in the New Testament (Estudos das Palavras no Novo Testamento), de Vincent, comenta: “ . . . é muito vívida e apropriada aqui, indicando assim a completa carência espiritual, a consciência da qual precede a entrada no reino de Deus, e que não pode ser aliviada pelos próprios esforços da pessoa, mas apenas pela livre misericórdia de Deus.”

      Este mesmo termo é também empregado por Paulo em Gálatas 4:9 ao expressar sua preocupação com aqueles que ‘retornavam novamente às coisas elementares, fracas e mesquinhas [ptokhá] anteriormente praticadas. Tais coisas eram “mesquinhas” (“pobres”, MH; Ne; “miseráveis”, CT; LR) em comparação

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