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ColossosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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alimentando riachos que passavam por Colossos.
No dia de Pentecostes de 33 E.C. havia frígios em Jerusalém, alguns deles talvez sendo de Colossos. (Atos 2:10) Embora Colossos se achasse na rota principal E-O, a maioria dos peritos crê que Paulo seguiu uma rota mais setentrional em sua terceira viagem missionária, que o levou por terra até Éfeso. (Atos 18:22, 23; 19:1) Sua carta aos colossenses indica que não havia visitado Colossos e que a congregação ali era fruto do trabalho de Epafras, a quem Paulo descreve como representando tanto a ele como a seus colaboradores por ministrar fielmente aos crentes em Colossos. (Col. 1:7, 8; 2:1; 4:12) Paulo, contudo, conhecia vários cristãos de Colossos. Cita nominalmente Onésimo, Arquipo, Filêmon e Áfia. — Col. 4:9, 17; Filêm. 1, 2, 10-12.
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Coluna (Pilar)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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COLUNA (PILAR)
Um suporte estrutural ereto, ou pilar, ou algo que se assemelha ou é comparável a tal coluna de apoio.
Alguns povos antigos do Oriente Médio ergueram colunas sagradas relacionadas com sua religião falsa; é bem provável que envolvessem o simbolismo fálico. Os israelitas, ao entrarem na Terra Prometida, deviam destruir tais colunas sagradas, e foi-lhes proibido erguer colunas dessa espécie. (Deut. 7:5; 16:22) Entretanto, às vezes, assumiram a religião pagã e utilizaram colunas sagradas. — 1 Reis 14:23; 2 Reis 3:2; veja COLUNA SAGRADA.
Bem diferente da utilização incorreta das colunas, odiada por Deus, as Escrituras Hebraicas mencionam a ereção de colunas ou de pedras de natureza comemorativa. Tais colunas não eram objetos de adoração idólatra, nem símbolos dos órgãos sexuais. Serviam para recordar atos ou acontecimentos históricos.
Jacó, em duas ocasiões, ergueu colunas de pedra em Betel. Ambos os casos envolviam um marco dos modos de Jeová lidar com Jacó de forma especial naquele lugar. (Gên. 28:18, 19, 22; 31:13; 35:14, 15) A coluna que Jacó ergueu sobre o túmulo de Raquel era, sem dúvida, de pedra, e ainda existia nos dias de Moisés. (Gên. 35:19, 20) Quando os israelitas aceitaram as leis que Moisés recebera de Deus, Moisés construiu um altar e “doze colunas correspondentes às doze tribos de Israel”. (Êxo. 24:4) Josué forneceu instruções similares que envolviam pedras, para representar as tribos, embora o relato não as chame de colunas ou pilares. Serviriam qual marco comemorativo para Israel, e propiciariam aos pais a oportunidade de explicar a seus filhos o que aquelas doze pedras significavam. — Jos. 4:1-9, 20-24.
Um pacto ou uma vitória poderia ser assinalado por se erigir uma pedra, amiúde uma coluna. (Gên. 31:44-53; Jos. 24:26; 1 Sam. 7:10-12) Depois de sua vitória sobre os amalequitas, o Rei Saul ‘erigiu um monumento para si mesmo no Carmelo’. (1 Sam. 15:12) A palavra hebraica aqui traduzida “monumento” é geralmente vertida “mão”, mas também é usada em 2 Samuel 18:18 em relação à “coluna” que Absalão ergueu, chamada de “Monumento de Absalão” (ALA, BJ, NM), assim, evidentemente, Saul erigiu um monumento, ou pilar (Al, IBB), comemorativo de sua vitória. — Compare com Isaías 56:5.
A idéia de uma coluna servir de monumento comemorativo pode estar envolvida na profecia de Isaías 19:19. Escrita no oitavo século A.E.C., tratava de circunstâncias posteriores à destruição de Jerusalém, em 607 A.E.C. Alguns dos judeus, que os babilônios deixaram em sua terra, fugiram para o Egito, e moraram em cidades egípcias, conforme predito em Isaías 19:18. (Jer. 43:4-7; 44:1) Assim, a promessa de que haveria “uma coluna a Jeová” ao lado do termo territorial do Egito tem sido entendida por muitos comentaristas como significando que, no Egito, Jeová seria lembrado ou comemorado, quer houvesse quer não uma coluna literal. — Compare com Isaías 19:20-22.
USO FIGURADO
O material e a função das colunas estruturais as tornavam símbolos apropriados do apoio firme. Ilustrariam aquilo que sustenta com segurança. A congregação cristã podia ser chamada de “coluna e amparo da verdade”, pois, mediante ela, os cristãos aprendem e obtêm entendimento das verdades da Palavra de Deus. (1 Tim. 3:15) Ela sustenta a verdade, em contraste com o erro religioso. Menciona-se Tiago, Cefas e João como ‘parecendo ser colunas’ da congregação primitiva; estavam solidamente fixados e eram fortes apoiadores dela. (Gál. 2:9) Os cristãos conquistadores se tornarão colunas no “templo” de Deus, obtendo uma posição permanente naquela estrutura espiritual. (Rev. 3:12) A idéia da firmeza duma coluna se encontra nas alusões às colunas, ao se descrever os pés dum anjo forte. (Rev. 10:1) As pernas do amante pastor da jovem sulamita eram como “colunas de mármore”, sendo tanto lindas como fortes. — Cân. 5:15.
COLUNA DE NUVEM E DE FOGO
Jeová guiou miraculosamente os israelitas para fora do Egito e através do deserto, ‘indo na frente deles, de dia numa coluna de nuvem . . . e de noite numa coluna de fogo, para dar-lhes luz, para irem’ adiante. (Êxo. 13:21) Não se tratava de duas colunas, mas de uma só “coluna de fogo e de nuvem” que normalmente aparecia como uma nuvem de dia, e como fogo à noite. (Êxo. 14:24) Quando os egípcios perseguiram os israelitas, a coluna passou para trás, talvez se espalhando como um muro. (Sal. 105:38, 39) Provocava escuridão do lado egípcio, mas iluminava o lado israelita. (Êxo. 14:19, 20) Quando se ergueu o tabernáculo, a coluna acima dele servia como sinal de que Jeová estava em seu lugar santo. (Êxo. 40:35) A coluna representava Jeová, e ele falava a partir dela. (Núm. 14:14; 12:5; Sal. 99:7) A última nota histórica sobre tal coluna ocorreu pouco antes de Israel entrar na Terra Prometida. (Deut. 31:15) Quando já se haviam fixado em sua terra, a coluna que os guiara não era mais necessária, como tinha sido durante sua peregrinação. — Compare com Êxodo 40:38; Isaías 4:5.
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Coluna SagradaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLUNA SAGRADA
O termo hebraico assim traduzido refere-se, provavelmente, a um símbolo fálico de Baal, ou, às vezes, de outros deuses falsos. (Êxo. 23:24; 2 Reis 3:2; 10:27) Em várias localidades, no Oriente Médio, têm-se encontrado colunas eretas de pedra, sem nenhuma função estrutural aparente. Serem descobertas junto com artefatos de natureza religiosa sugere que eram colunas sagradas. Algumas delas são toscas, e medem 1,80 m ou mais de altura.
Antes de os israelitas entrarem na Terra Prometida, ordenou-se-lhes que não erigissem quaisquer colunas sagradas, e instruiu-se-lhes que demolissem ou destroçassem as já existentes colunas sagradas dos cananeus. (Êxo. 34:13; Lev. 26:1; Deut. 12:3; 16:22) O modo como elas deviam ser destruídas indica que eram provavelmente feitas de pedra. Em 2 Reis 10:26, contudo, menciona-se a queima de colunas sagradas, sugerindo que algumas eram feitas de madeira. Neste caso, porém, a referência pode ser ao poste sagrado ou Aserá. — Veja POSTE SAGRADO.
Israel desconsiderou os claros avisos de Deus, mediante Moisés. O território do reino de Judá, e o do reino das dez tribos, ficou repleto de colunas sagradas. (1 Reis 14:22, 23; 2 Reis 17:10) No entanto, os fiéis reis de Judá, como Asa, Ezequias e Josias, demoliram as colunas sagradas (2 Reis 18:4; 23:14; 2 Crô. 14:3), e, quando Jeú erradicou a adoração de Baal do reino das dez tribos, foi demolida a coluna sagrada de Baal. — 2 Reis 10:27, 28.
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Colunata De SalomãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLUNATA DE SALOMÃO
Segundo os escritos de Josefo, esta colunata foi originalmente construída por Salomão num aterro artificial do lado E do templo. A colunata que existia no primeiro século E.C., porém, é atribuída à obra de reconstrução de Herodes. (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro VIII, cap. III, par. 9; Livro XX, cap. IX, par. 7; Guerras Judaicas, em inglês, Livro I, cap. XXI, par. 1; Livro V, cap. V, par. 1) Na Festividade da Dedicação, no inverno setentrional de 32 E.C., Jesus viu-se confrontado, na colunata de Salomão, pelos judeus que exigiam se identificasse como o Cristo. (João 10:22-24) Depois da ascensão de Jesus aos céus, seus discípulos continuaram a freqüentar essa área, evidentemente para pregar aos judeus ali. — Atos 3:11; 5:12.
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Comandante, Bastão DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COMANDANTE, BASTÃO DE
Um longo bastão ou vara que servia como sinal do poder de comandar. O bastão dum comandante é um símbolo de seu direito de expedir ordens. Quando um comandante estava sentado, seu longo bastão amiúde ficava pousado no chão e encostado na dobra de sua capa, entre seus joelhos. Este fato dá significado à bênção sobre Judá, quando Jacó estava em seu leito de morte: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló.” — Gên. 49:10.
Nas esculturas antigas, certos monarcas foram representados tendo em mãos um longo bastão ou cetro. Por exemplo, num relevo em seu palácio em Corsabad, o rei assírio, Sargão II, é apresentado segurando um bastão. Visto que um “cetro” é um bastão ou uma vara, alguns talvez concluam que não existe diferença entre o “cetro” e o “bastão de comandante” de Gênesis 49:10. No entanto, parece que Jacó tencionava fazer uma distinção entre eles. Em expressões poéticas, com frequência se usam termos paralelos. Embora similares, o exame mais de perto revela que um termo transmite à mente uma idéia ligeiramente diferente que o outro, amiúde ressaltando o entendimento da pessoa quanto ao que foi dito. Jacó parece ter usado este artifício ao abençoar seus filhos. À guisa de exemplo, declarou que Dã ‘mostrar-se-ia uma serpente à beira da estrada, uma cobra cornuda à beira da vereda’ (Gên. 49:17), usando estas expressões paralelas num bom sentido, para indicar que Dã seria um perigo para os inimigos de Israel.
O próprio Deus é identificado como dizendo: “Judá é meu bastão de comandante.” (Sal. 60:7; 108:8) Ao passo que portar o “bastão de comandante” parece indicar que o possuidor seria um líder, com poder de comando, um cetro na mão dum monarca significa sua posse de soberania ou prerrogativa régia como governante real. (Sal. 45:6) Por conseguinte, o uso dos termos “cetro” e “bastão de comandante” em Gênesis 49:10 indica, evidentemente, que a tribo de Judá possuiria significativa autoridade e poder. Mas, parece claro que estavam envolvidos mais do que a autoridade e o domínio tribais, visto que Siló, a quem “pertencerá a obediência dos povos”, devia provir da tribo de Judá. Tal circunstância revela autoridade e poder régios sobre o povo. Quando Davi, descendente de Judá, tornou-se o rei de Israel, o cetro e o bastão de comandante provaram estar de posse da tribo de Judá, e não mais se afastariam dela antes da vinda de Siló, o Messias. (2 Sam. 7:8-16) Deus deveras supriu ou deu o Siló que viria, Jesus Cristo, um descendente de Judá e de Davi, como “líder e comandante para os grupos nacionais”. (Isa. 55:4) Foi predito que o Regente messiânico exerceria o domínio e o poder sobre as nações e os povos. (Sal. 2:8, 9; Dan. 7:13, 14) Por isso, ele não só segura o “cetro”, ou soberania real, mas também possui o
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