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pode ter sido causada pelo poderio e pela influência de Joabe e sua família no exército. Ou, talvez houvesse outras circunstâncias que a Bíblia não relata. De qualquer modo, é preciso lembrar que Davi, embora não executasse Joabe por algum motivo, quer bom, quer mau, não o perdoou, mas incumbiu a seu filho e sucessor, Salomão, de certificar-se de que Joabe pagasse por sua maldade.
Realiza um censo incompleto
Em outra ocasião, Davi foi incitado por Satanás a realizar um recenseamento ilegal do povo. Joabe protestou junto a Davi, mas isto de nada valeu. Ele, porém, não completou esse serviço, deixando de incluir as tribos de Levi e de Benjamim, “porque a palavra do rei tinha sido detestável para Joabe”. — 1 Crô. 21:1-6; 2 Sam. 24:1-9.
Adere à tentativa de Adonias de apoderar-se do trono
Apesar dos serviços anteriores que prestou sob Davi, quando Davi ficou idoso e doente, Joabe abandonou Davi e aderiu à conspiração de Adonias, filho de Davi. (1 Reis 1:18, 19) Talvez tenha feito isso por achar que, sendo Adonias rei, ele seria o poder oculto do trono, ou pode ser que se sentisse mais seguro de sua posição com Adonias do que com Salomão. Quando ouviu dizer que Davi constituíra rei a Salomão, abandonou Adonias. (1 Reis 1:49) Mais tarde, quando Adonias foi morto, Joabe correu para a tenda de Jeová e agarrou os chifres do altar. (1 Reis 2:28) Isto não lhe forneceu nenhum santuário, pois ele era um assassino deliberado; por conseguinte, Salomão mandou que Benaia o executasse ali mesmo. Assim Salomão cumpriu os conselhos de Davi, dados a ele em seu leito de morte, de não deixar que os cabelos brancos de Joabe descessem em paz ao Seol, devido à culpa de sangue de Joabe por ter assassinado Abner e Amasa, “dois homens mais justos e melhores do que ele”. Joabe foi sepultado em sua própria casa no deserto. Depois disso, Benaia foi nomeado chefe do exército. — 1 Reis 2:5, 6, 29-35; 11:21.
O Salmo 60, um salmo de Davi, é devotado, em seus versículos finais (8-12), à vitória de Joabe sobre os edomitas. — Veja o cabeçalho deste salmo.
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JOACAZ
Veja JEOACAZ.
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JOÃO
[Jeová tem sido gracioso].
1. João, o Batizador, filho de Zacarias e de Elisabete (Isabel); o precursor de Jesus. Ambos os genitores de João eram da casa sacerdotal de Arão. Zacarias era um sacerdote da divisão de Abias. — Luc. 1:5, 6.
NASCIMENTO MIRACULOSO
No ano 3 AEC, durante o período designado de serviço da divisão de Abias, chegou a vez de Zacarias usufruir o raro privilégio de oferecer incenso no santuário. Enquanto estava em pé diante do altar do incenso, apareceu-lhe o anjo Gabriel com o anúncio de que ele geraria um filho, que devia ser chamado de João. Este filho seria um nazireu vitalício, como fora Sansão. Seria grande diante de Jeová, iria adiante Dele, “a fim de aprontar para Jeová um povo preparado”. O nascimento de João seria um milagre de Deus, uma vez que Zacarias e Elisabete eram ambos de idade avançada. — Luc. 1:7-17.
Quando Elisabete já estava grávida de seis meses, ela recebeu a visita de sua parenta, Maria, então grávida por espírito santo. Assim que Elisabete ouviu a saudação de sua parenta, o filho por nascer de Elisabete pulou na sua madre, e, cheia de espírito santo, ela reconheceu a criança que nasceria de Maria como sendo seu “Senhor”. — Luc. 1:26, 36, 39-45.
Por ocasião do nascimento do filho de Elisabete, os vizinhos e os parentes queriam chamá-lo pelo nome de seu pai, mas Elisabete disse: “De modo nenhum! Mas ele se chamará João.” Daí, perguntou-se ao pai como ele queria que seu filho fosse chamado. Conforme o anjo lhe dissera, Zacarias não conseguia falar, desde a época do anúncio de Gabriel a ele, de modo que ele escreveu numa tabuinha: “João é o nome dele.” Daí, a boca de Zacarias foi aberta, de modo que ele começou a falar. Nisso, todos reconheceram que a mão de Jeová estava com a criança. — Luc. 1:18-20, 57-66.
INÍCIO DE SEU MINISTÉRIO
João passou os primeiros anos de sua vida na região colinosa da Judéia, onde moravam seus pais. Ele “crescia e se tornava forte em espírito, e continuava nos desertos, até o dia em que se mostrou abertamente a Israel”. (Luc. 1:39, 80) De acordo com Lucas, João iniciou seu ministério no 15.° ano do reinado de Tibério César. João teria então uns 30 anos. Embora não exista nenhum registro de que João se empenhasse em serviços sacerdotais no templo, esta era a idade com que os sacerdotes iniciavam seus plenos deveres. (Núm. 4:2, 3) Tibério começou a governar como imperador romano em 19 de agosto de 14 EC; seu 15.° ano decorreria de 19 de agosto de 28 EC até 18 de agosto de 29 EC. Visto que Jesus (também com cerca de 30 anos) apresentou-se para o batismo no outono setentrional, João, seis meses mais velho do que ele, deve ter iniciado seu ministério na primavera setentrional de 29 EC. — Luc. 3:1-3, 23.
João iniciou sua pregação no deserto da Judéia, dizendo: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:1, 2) Ele trajava roupas feitas de pêlo de camelo, e um cinto de couro ao redor dos lombos, similar à vestimenta do profeta Elias. O alimento de João consistia em locustas (gafanhotos) e mel silvestre. (2 Reis 1:8; Mat. 3:4; Mar. 1:6) Ele era um instrutor, e, concordemente, era chamado de “Rabi” pelos seus discípulos. — João 3:26.
PROPÓSITO DE SUA OBRA
João pregou o batismo para o perdão de pecados, para os arrependidos, limitando seu batismo aos judeus e aos prosélitos da religião judaica. (Mar. 1:1-5; Atos 13:24) O envio de João era uma manifestação da benevolência de Deus para com os judeus. Eles estavam numa relação pactuada com Jeová, mas eram culpados de pecados cometidos contra o pacto da Lei. João trouxe à sua atenção que eles haviam violado o pacto, e instou com as pessoas de coração honesto a se arrepender. Seu batismo em água simbolizava tal arrependimento. Daí, encaminhavam-se para reconhecer o Messias. (Atos 19:4) Pessoas de toda sorte se dirigiam a João para serem batizadas, inclusive meretrizes e coletores de impostos. (Mat. 21:32) Vieram também ao batismo alguns fariseus e saduceus, contra os quais João dirigiu pungente mensagem do julgamento que estava às portas. Ele não os poupou, chamando-os de “descendência de víboras”, e indicando que de nada valia confiarem em sua descendência carnal de Abraão. — Mat. 3:7-12.
João ensinava aqueles que se dirigiam a ele a compartilhar as coisas, a não cometer extorsão, a ficar satisfeitos com suas provisões e a não hostilizar ninguém. (Luc. 3:10-14) Ele também ensinava a seus discípulos batizados como se deve orar a Deus. (Luc. 11:1) Nessa época, “o povo estava em expectativa e todos raciocinavam nos seus corações a respeito de João: ‘Será este o Cristo’”. João negou sê-lo, e declarou que aquele que o seguiria seria muito maior que ele. (Luc. 3:15-17) Quando sacerdotes e levitas se dirigiram a ele em Betânia, do outro lado do Jordão, perguntando se era Elias, ou O Profeta, ele confessou que não era. — João 1:19-28.
Ao passo que ele não realizou nenhum milagre como fizera Elias (João 10:40-42), ainda assim, João veio com o espírito e o poder de Elias. Realizou poderosa obra ao fazer “retornar os corações dos pais aos filhos e os desobedientes à sabedoria prática dos justos”. Cumpriu o objetivo para o qual fora enviado, “de aprontar para Jeová um povo preparado”. Deveras, ‘fez retornar muitos dos filhos de Israel a Jeová, seu Deus’. (Luc. 1:16, 17) Ele veio à frente do representante de Jeová, Jesus Cristo.
JOÃO APRESENTA “O CORDEIRO DE DEUS”
No outono setentrional de 29 EC, Jesus se dirigiu a João para ser batizado. João, de início, objetou a isso, conhecendo sua própria pecaminosidade e a condição justa de Jesus. Mas Jesus insistiu. Deus prometera a João um sinal, de modo que ele pudesse identificar o Filho de Deus. (Mat. 3:13; Mar. 1:9; Luc. 3:21; João 1:33) Quando Jesus foi batizado, cumpriu-se tal sinal: João viu o espirito de Deus descer sobre Jesus e ouviu a voz do próprio Deus declarar que Jesus era seu Filho. Evidentemente não havia outras pessoas presentes ao batismo de Jesus. — Mat. 3:16, 17; Mar. 1:9-11; João 1:32-34; 5:31, 37.
Por cerca de quarenta dias depois de seu batismo, Jesus esteve no deserto. Ao voltar, João apontou Jesus a seus discípulos como sendo “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29) No dia seguinte, André e outro discípulo, provavelmente João, filho de Zebedeu, foram apresentados ao Filho de Deus. (João 1:35-40) Assim, João, o Batizador, como “porteiro” fiel do “aprisco”, começou a repassar seus discípulos para o “pastor excelente”. — João 10:1-3, 11.
Enquanto os discípulos de Jesus estavam batizando na região da Judéia, João também batizava em Enom, perto de Salim. (João 3:22-24) Quando chegou a João a notícia de que Jesus estava fazendo muitos discípulos, João não ficou com inveja, mas replicou: “Esta alegria minha . . . ficou completa. Este tem de estar aumentando, mas eu tenho de estar diminuindo.” — João 3:26-30.
ÚLTIMOS DIAS DE SEU MINISTÉRIO
Esta declaração de João resultou verídica. Depois de um ano ou mais de ministério ativo, João foi retirado à força do campo. Foi lançado na prisão por Herodes Ântipas, porque João tinha repreendido Ântipas por seu relacionamento adúltero com Herodias, a quem tinha tirado de seu irmão, Filipe. Ântipas, sendo nominalmente um prosélito judeu, responsável perante a Lei, sentia medo de João, sabendo que ele era um homem justo. — Mar. 6:17-20; Luc. 3:19, 20.
Quando João estava preso, ouviu falar da ressurreição do filho duma viúva, em Naim, realizada por Jesus, e de outras obras poderosas. Desejando a comprovação da parte do próprio Jesus, ele mandou dois de seus discípulos perguntar a Jesus: “És tu Aquele Que Vem, ou devemos esperar alguém diferente?” Jesus não respondeu de forma direta; mas, perante os discípulos de João, curou muitas pessoas, até mesmo expulsando demônios; daí, disse aos discípulos de João que lhe relatassem que os cegos, os surdos e os coxos estavam sendo curados, etc., e que as boas novas estavam sendo pregadas. Assim, não por meras palavras, mas pelo testemunho das obras de Jesus, João foi confortado e tranqüilizado de que Jesus era verdadeiramente o Messias (Cristo). (Mat. 11:2-6; Luc. 7:18-23) Depois que os mensageiros de João partiram, Jesus revelou às multidões que João era mais do que um profeta; efetivamente era aquele a respeito de quem escrevera Malaquias, profeta de Jeová. Também aplicou a profecia de Isaías 40:3 a João, como o tinha feito antes Zacarias, pai de João. — Mal. 3:1; Mat. 11:7-10; Luc. 1:67, 76; 7:24-27.
Jesus Cristo também explicou a seus discípulos
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