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Que espécie de arrependimento traz “épocas de refrigério”?A Sentinela — 1972 | 15 de setembro
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toda a parte”, precisa de tal arrependimento. A maioria das pessoas hoje em dia, especialmente na cristandade, têm a idéia de que pelo simples nascimento já entram numa relação com Deus, como parte de sua família. As Escrituras mostram que tal conceito é completamente incorreto.
É verdade que todos entram na vida na relação de devedores para com Deus, por terem recebido a vida dele, mas não como membros aprovados de sua família universal. Conforme o apóstolo Paulo mostrou claramente, todos os descendentes de Adão, por meio do pecado dele, foram vendidos à escravidão e passaram a estar sujeitos ao ‘Rei’ Pecado e à ‘Rainha’ Morte. (Rom. 5:12-14, 21; 7:14) A humanidade, como um todo, alienou-se de Deus e precisa de reconciliação com Ele. Era por isso que o apóstolo podia dizer a respeito das nações gentias, que não estavam no pacto de Deus com Israel, que elas então ‘não tinham esperança e estavam sem Deus no mundo’. (Efé. 2:11, 12) Deus, por meio do sacrifício de seu Filho Cristo Jesus, proveu o meio de reconciliação com ele mesmo por parte de todos os que tivessem fé neste sacrifício. (Col. 1:19-23) Por isso, os apóstolos, como embaixadores de Cristo, instavam: “Sede reconciliados com Deus.” — 2 Cor. 5:20.
Portanto, um motivo básico do arrependimento da parte de todos é que todos são inerentemente pecaminosos. O segundo é que, se tivermos acompanhado o mundo da humanidade no proceder dele, então seguimos um rumo contrário a Deus — pelo simples motivo de que a humanidade, como um todo, desconsiderou a vontade e os propósitos de Deus e até mesmo lutou contra eles. Este é o motivo por que a história humana basicamente é um relato deprimente de repetidos atos de derramamento de sangue, de opressão, de injustiça e de imoralidade. Negar-se a ver, a reconhecer e a admitir a própria responsabilidade em tudo isso, como membro voluntário da comunidade mundial, seria uma tentativa fraca de justificar-se. Conforme o expressou o apóstolo João: “Se fizermos a declaração: ‘Não temos cometido pecado’, fazemo-lo [a Deus] mentiroso e a sua palavra não está em nós.” — 1 João 1:10.
Em vez de alguém sincero tentar esquivar-se da responsabilidade ou tentar justificar-se, ao compreender a sua situação real, sentir-se-á genuinamente triste e procurará a reconciliação com Deus. Rejeitará definitivamente seu proceder passado de conformidade voluntária com um mundo que está em inimizade com Deus e terá ódio de coração àquele proceder errado e a todo o que é contrário às normas justas de Deus. (Tia. 4:4; Sal. 119:104; Rom. 12:9) Estando realmente arrependido, dará “meia-volta” e demonstrará esta conversão por “obras próprias de arrependimento”. (Atos 26:20; Mat. 3:8) Revestir-se-á da “nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. — Efé. 4:17-24.
Atualmente, como nos tempos apostólicos, o arrependimento e a conversão levam a outro passo: o batismo. O batismo, segundo os escritos inspirados do apóstolo Pedro, simboliza da parte da pessoa “a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. (1 Ped. 3:21) Sim, por meio dele pede-se formalmente a Deus ter a permissão de entrar em boas relações com Ele e usufruir os benefícios de uma boa consciência para com Ele. Tal pessoa, depois de ter sentido os maus efeitos da escravidão ao ‘Rei’ Pecado com a perspectiva da morte, roga então a Deus que o compre como Seu próprio escravo, por meio do preço de resgate amorosamente pago pelo Filho de Deus. — Rom. 6:16-18; 1 Cor. 7:22, 23.
Já fez esta mudança vital! Reconhece a sua responsabilidade para com o Dador da vida, de levar a sua vida em harmonia com a sua vontade? Sente-se impelido a fazer isso por amor a ele e à justiça?
Isto exige um estudo de sua Palavra. Terá de ‘abrir os olhos e os ouvidos’ receptivamente para com a verdade bíblica, para que ‘entenda com o coração’. Jeová diz a respeito daqueles que fazem isso: ‘Eu os sararei.’ (Isa. 6:9, 10; Mat. 13:13-15) Ao fazer isso, sentirá “épocas de refrigério” e será levado a “caminhos aprazíveis” e a ‘sendas de paz’, ao passo que usufrui uma boa consciência para com Deus. — Pro. 3:17; 1 Ped. 3:21.
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O agrado de Jeová será bem sucedidoA Sentinela — 1972 | 15 de setembro
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O agrado de Jeová será bem sucedido
“Na sua mão o agrado de Jeová será bem sucedido” — Isa. 53:10.
1. O que pode causar mágoa e desapontamento, levando a que conclusão?
JÁ DISSE alguma vez: “Ora, isto seria muito agradável, se eu só tivesse certeza disso”? Sem dúvida já o disse muitas vezes. Talvez fosse um sonho da infância. Talvez fosse algo mais sério e meritório, a ambição ou a esperança mais prezada da sua vida — só que passou a dar-se conta de que era dispendioso demais e além do seu alcance, resultando em muita mágoa e anseios sequiosos. Embora talvez reconheça a existência dum Criador, pode ser que conclua que ele está longe demais para se preocupar com sua pessoa. É correta tal conclusão? Pode haver motivos válidos para se pensar de outro modo, dando-lhe outra perspectiva e nova esperança?
2. Que esforços se fizeram para solucionar os problemas da vida? Com que resultados?
2 Muitos e diversos têm sido os empenhos de solucionar os problemas da vida. Não tem havido falta de propostas de soluções, feitas por pessoas e também por organizações de toda espécie. Na maior parte, porém, qual tem sido o resultado? Alguns têm afirmado que encontraram o segredo do bom êxito, mas em que base? Por certo, muitas vezes este foi produzido por a pessoa retrair-se, quer literalmente quer de modo figurativo, das coisas desagradáveis da vida, resultando numa atitude egocêntrica. Acha que isto dá verdadeira satisfação? Outros procuram uma solução por não se incomodarem com tais coisas. Outros não gostam de ser abordados sobre isso, achando que perturba seu modo de vida. Acha que esta é uma atitude boa e sábia a adotar?
3. Onde encontramos um contraste com os problemas do homem, suscitando que pergunta?
3 Em contraste, quer olhemos para os céus acima, quer para a terra embaixo, ficamos maravilhados com o funcionamento suave das coisas animadas e inanimadas. O arranjo todo, quer visto através dum telescópio, quer através dum microscópio, quer apenas com o olho nu, causa-nos grande admiração da eficiência e da beleza de tudo. É tanto agradável como bem sucedido, e somos forçados a admitir, com lógica irresistível, que certamente deve haver um grande Projetista e Criador. O Livro da Criação Visível ensina-nos isso, mas não vai suficientemente longe. Leva-nos a perguntar e a indagar se não há outro livro, que não só oferece a promessa duma
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