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Insistir em ser independente de Deus leva à calamidadeA Sentinela — 1973 | 15 de janeiro
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homem, mas o fim posterior dele são os caminhos da morte.” — Pro. 14:12.
19. (a) Por que não basta apenas ter conhecimento para se permanecer como servo aprovado de Jeová? (b) O que mais se precisa além do conhecimento?
19 No entanto, não basta apenas o conhecimento para se continuar a ser submisso ao Criador. Por exemplo, Adão sabia que comer do fruto proibido significaria morte para ele; ele “não foi enganado”. (1 Tim. 2:14) Não obstante, Adão transgrediu deliberadamente a lei de Deus. Por quê? Porque deu mais valor à sua relação com sua esposa pecadora do que à sua relação com seu Criador. Isto ilustra que só se pode ser e continuar servo aprovado de Deus quando se tem amor inquebrantável ao Criador, um amor que transcende a todas as outras afeições. Isto significa estar disposto a sacrificar tudo, mesmo a própria vida, para permanecer obediente a Deus quando pressões externas tornam isso muito difícil. Tem tal amor? Seu bem-estar eterno depende de que o tenha e mantenha. Conforme Cristo Jesus disse: “Quem estiver afeiçoado à sua alma, destruí-la-á, mas quem odiar a sua alma neste mundo, protegê-la-á para a vida eterna.” — João 12:25.
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Abandone o proceder independenteA Sentinela — 1973 | 15 de janeiro
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Abandone o proceder independente
“‘Retornai a mim’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e eu retornarei a vós’.” — Zac. 1:3.
1. Que espécie de obediência deseja Jeová de suas criaturas inteligentes?
JEOVÁ Deus nunca obrigou a ninguém a servi-lo. Ele deseja a obediência voluntária de suas criaturas inteligentes, obediência baseada no amor a ele e no apreço do que tem feito a seu favor. (Deu. 30:11-16; 1 João 4:8-10; 5:2, 3) Conforme Moisés disse aos israelitas nas planícies desérticas de Moabe: “Deveras tomo hoje os céus e a terra por testemunhas contra vós de que pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal; e tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência, amando a Jeová, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias, para morares no solo de que Jeová jurou aos teus antepassados Abraão, Isaque e Jacó que lhes havia de dar.” — Deu. 30:19, 20.
2. Como reagem os anjos quando alguém voluntariamente se sujeita a Jeová Deus, e por quê?
2 Muito antes de se criar o homem, milhões de anjos deleitavam-se em servir a Jeová Deus e continuam ainda a deleitar-se. (Jó 38:4-7; Dan. 7:10; Heb. 12:22) Seus sentimentos são iguais aos expressos pelos vinte e quatro anciãos vistos em visão pelo apóstolo João: “Digno és, Jeová, sim, não são Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” (Rev. 4:11) Os anjos fiéis, reconhecendo que a obediência a Deus é o único proceder certo que leva a bênçãos eternas, tem prazer em ver os humanos abandonar o proceder independente e em sujeitar-se voluntariamente ao Criador. Cristo Jesus disse: “Surge alegria entre os anjos de Deus por causa de um pecador que se arrepende.” — Luc. 15:10.
3. Como mostrou Jeová Deus que quis que o Israel infiel retornasse a ele?
3 A alegria dos anjos está de pleno acordo com os próprios sentimentos de Deus nesta questão. Jeová instou vez após vez com os israelitas desobedientes para que abandonassem seu proceder iníquo: “Buscai a Jeová enquanto pode ser achado. Chamai-o enquanto mostra estar perto. Deixe o iníquo o seu caminho e o homem prejudicial os seus pensamentos; e retorne ele a Jeová, que terá misericórdia com ele, e ao nosso Deus, porque perdoará amplamente.” (Isa. 55:6, 7) “Não me agrado na morte do iníquo, mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer, ó casa de Israel?” (Eze. 33:11) “‘Retornai a mim e eu vou retornar a vós’, disse Jeová dos exércitos.” — Mal. 3:7.
4. Limitavam-se ao antigo Israel as oportunidades de abandonar a injustiça?
4 As oportunidades de se escapar da execução da vingança divina por se abandonar o proceder errado não se limitavam à nação de Israel. Jeová declarou, por meio do profeta Jeremias: “Em qualquer momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para a desarraigar, e para a demolir, e para a destruir, e esta nação realmente recuar da sua maldade contra a qual falei, também eu vou deplorar a calamidade que pensei em executar sobre ela.” (Jer. 18:7, 8) De modo similar, o apóstolo Pedro lembra aos cristãos: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” — 2 Ped. 3:9.
A ATITUDE DOS QUE SE JULGAM JUSTOS
5. Que atitude adotaram os homens amiúde para com os que se arrependeram de suas transgressões?
5 Os homens imperfeitos, porém, muitas vezes deixaram de imitar a Jeová Deus e os santos anjos em alegrar-se com os que abandonaram o proceder independente e se tornaram cumpridores da vontade divina. Por exemplo, durante o ministério de Cristo Jesus e de seu predecessor João Batista, prevalecia uma atitude impiedosa entre os líderes religiosos do judaísmo, que se julgavam justos. Quando cobradores de impostos e pessoas que tinham reputação de ser pecadores, tais como as meretrizes, se arrependeram de suas transgressões contra Deus e foram imersos por João Batista, estes líderes religiosos não se alegraram, nem foram induzidos a crer em João. (Mat. 21:32; Luc. 3:12; 7:29, 30) Mais tarde, quando Cristo Jesus prestou ajuda espiritual aos desprezados cobradores de impostos e outros pecadores, os escribas e os fariseus expressaram sua desaprovação disso. — Luc. 5:27-31.
6. Como corrigiu Jesus o conceito errado dos escribas e dos fariseus?
6 Em certa ocasião, cobradores de impostos e pecadores chegaram-se a Jesus para ouvir o que tinha a dizer. “Conseqüentemente, tanto os fariseus como os escribas murmuravam, dizendo: ‘Este homem acolhe pecadores e come com eles.”‘ Em resposta à sua queixa, Jesus apresentou três ilustrações, cada uma delas falando da recuperação do que se perdeu e da alegria resultante desta recuperação. (Luc. 15:1-10) A última destas ilustrações tratava de três personagens principais, um pai e seus dois filhos. O pai representava a Jeová Deus; o filho mais velho, os escribas e os fariseus, e o filho mais jovem, os pecadores e os cobradores de impostos. Os pecadores, os cobradores de impostos, os fariseus e os escritas, sendo Judeus, eram todos irmãos e membros duma nação que estava numa relação pactuada com Deus. Mas os judeus não haviam guardado perfeitamente a lei de Deus, e, por isso, todos eles, inclusive os fariseus e os escribas que se julgavam justos, precisavam arrepender-se e obter uma posição correta perante Deus por aceitar Cristo Jesus. (Veja Atos 2:38; Romanos 3:9-12.) A ilustração de Jesus retratava assim circunstâncias reais e mostrava o que se exigia para se obter o perdão de Deus. Lembrados disso, podemos ler as palavras de Jesus, que se encontram em Lucas, capítulo 15, versículos 11 a 32:
7. O que fez o filho mais jovem da ilustração de Jesus e o que lhe aconteceu em resultado disso?
7 “Certo homem tinha dois filhos. E o mais jovem deles disse a seu pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe.’
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