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AlmaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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‘uma pessoa morta’. — Lev. 19:28; 21:1, 11; 22:4; Núm. 5:2; 6:6; Ageu 2:13; compare com Números 19:11, 13.
Desejo
Às vezes, a palavra néphesh é usada para expressar o desejo da pessoa, desejo este que toma conta dela e então a ocupa na consecução de seu alvo. Provérbios 13:2, por exemplo, afirma sobre os que agem traiçoeiramente que ’sua própria alma é violência’, isto é, que estão ‘inteiramente voltados’ para a violência, com efeito, tornam-se a violência personificada. (Compare com o Salmo 27:12; 35:25; 41:2.) Os falsos pastores de Israel são chamados de “cães fortes em [desejo da] alma”, que não conhecem a saciedade. — Isa. 56:11, 12; compare com Provérbios 23:1-3; Habacuque 2:5.
SERVIR DE TODA A ALMA
A “alma” significa basicamente a pessoa inteira, como já foi demonstrado. Todavia, certos textos nos exortam a buscar, a amar e a servir a Deus com ‘todo o nosso coração e com toda a nossa alma’ (Deut. 4:29; 11:13, 18), ao passo que Deuteronômio 6:5 afirma: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital.” Jesus disse que era mister servir com toda a alma e força da pessoa, e, adicionalmente, “de toda a tua mente”. (Mar. 12:30; Luc. 10:27) Surge a questão quanto a por que estas outras coisas são mencionadas junto com a alma, visto que esta abrange todas elas. Para ilustrar o seu significado provável: uma pessoa poderia vender a si mesma (sua alma) como escrava de outrem, destarte tornando-se propriedade de seu amo e senhor. Todavia, talvez não servisse de todo o coração a seu senhor, com plena motivação e desejo de agradá-lo, e, assim, talvez não usasse sua plena força ou sua plena capacidade mental para promover os interesses de seu senhor. (Compare com Efésios 6:5; Colossenses 3:22.) Por isso, essas outras facetas são evidentemente mencionadas para focalizar a atenção sobre elas, de modo que não deixemos de nos lembrar delas e de considerá-las em nosso serviço a Deus, a quem pertencemos, e a seu Filho, cuja vida foi o preço resgatador que nos comprou. Serviço “de toda a alma” a Deus envolve a inteira pessoa, não se deixando fora nenhuma parte física, função, capacidade ou desejo. — Compare com Mateus 5:28-30; Lucas 21:34-36; Efésios 6:6-9; Filipenses 3:19; Colossenses 3:23, 24.
ALMA E ESPÍRITO SÃO DISTINTOS
O “espírito” (Heb., rúahh; gr., pneúma) não deve ser confundido com a “alma” (Heb., néphesh; gr., psykhé), pois se referem a coisas diferentes. Assim, Hebreus 4:12 fala da palavra de Deus como ‘penetrando até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula’. (Compare também com Filipenses 1:27; 1 Tessalonicenses 5:23.) Como já se mostrou, a alma (néphesh; psykhé’) é a própria criatura. O espírito (rúahh; pneúma) refere-se geralmente à força de vida da criatura vivente ou alma, embora os termos das línguas originais também possam ter outros significados.
Ilustrando ainda mais a distinção entre os termos gregos psykhé e pneúma há a exposição do apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos coríntios, sobre a ressurreição dos cristãos para a vida espiritual. Aqui, ele contrasta “o que é físico Ipsykhikón, literalmente, “da alma”]” como “aquilo que é espiritual Ipneumatikón]“. Assim, ele mostra que os cristãos, até à hora de sua morte, tinham um “corpo-alma”, assim como o primeiro homem, Adão; ao passo que, em sua ressurreição, tais cristãos ungidos recebem um corpo espiritual semelhante ao do glorificado Jesus Cristo. (1 Cor. 15:42-49) Judas tece uma comparação um tanto similar, ao falar de “homens animalescos [psykhikoí, literalmente, “(homens) almas”], sem espiritualidade [literalmente, “não tendo espírito (pneúma)”)”. — Judas 19.
DEUS COMO TENDO ALMA
Em vista do precedente, parece que os textos em que Deus fala de “minha alma” (Lev. 26:11, 30; Sal. 24:4; Isa. 42:1) são ainda outro caso de uso antropomórfico, isto é, de atribuição de características físicas e humanas a Deus, para facilitar o entendimento, como no caso em que Deus é mencionado como tendo olhos, mãos, etc. Ao falar de ‘minha néphesh’, Jeová quer dizer, claramente, “eu mesmo”, ou “minha pessoa”. “Deus é Espírito [Pneúma].” — João 4:24; veja Jeová (Descrições de sua presença).
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AlmugueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALMUGUE
[Heb., almóg]. Árvore incluída por Salomão em sua solicitação a Hirão, de Tiro, de lhe prover madeiras para a construção do templo, e da qual escadas e apoios foram construídos, bem como harpas e instrumentos de corda. — 2 Crô. 2:8, 9; 9:10, 11; 1 Reis 10:11, 12.
Sugere-se tradicionalmente que o almugue seja o sândalo-vermelho (Pterocarpus santalinus), agora encontrado na índia e em Sri Lanka, embora alguns prefiram o sândalo-branco (Santalum album), talvez devido à declaração de Josefo, de que é como pinho, “porém. . . mais branco, e mais brilhante”. (Antiguidades Judaicas, em inglês, de Josefo, Livro VIII, cap. VII, par. 1) O sândalo-vermelho atinge a altura de cerca de 7, 5 ou 9 m, e tem madeira dura, de contextura fina, castanho-avermelhada, que aceita muito polimento.
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Aloés, Madeira De AloésAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALOÉS, MADEIRA DE ALOÉS
[Heb., ’ahalím (plural) e ’ahalóhth (plural), ’ahalóhth qetsi‘óhth; gr., alóe]. Nome aplicado a uma variedade de árvore que contém uma substância fragrante ou aromática usada como perfume no período bíblico. (Sal. 45:8; Pro. 7:17; Cân. 4:14) A maioria dos comentaristas consideram a árvore aloés, da Bíblia, como sendo a Aquilaria agallocha, às vezes chamada de “agáloco” e agora encontrada mormente na índia e regiões vizinhas. A árvore é grande e bem copada, às vezes atingindo uma altura de mais de 30 m. O âmago do tronco e dos ramos está impregnado duma resina e dum óleo odorífero, dos quais provém o perfume de altíssimo valor. Pelo que parece, atingindo seu estado mais aromático quando em decomposição, a madeira é às vezes enterrada para apressar sua decomposição. Reduzida a pó fino, é então vendida comercialmente como “aloés”.
A comparação feita pelo profeta Balaão das tendas de Israel com “aloés plantados por Jeová, como cedros junto às águas”, poderá referir-se ao formato bem copado destas majestosas árvores, um grupo de árvores aloés assemelhando-se a um acampamento de tendas. (Núm. 24:6) Este texto, contudo, motivou certas discussões, visto que as árvores Aquilaria agallocha, usualmente identificadas com o aloés da Bíblia, não são encontradas na Palestina. Sua ausência hoje, naturalmente, não provaria necessariamente que tais árvores não existissem naquela terra, há mais de 2.500 anos atrás. Por outro lado, a referência de Balaão a tais árvores não exigiria que elas crescessem bem ali na área sobre a qual ele falava. Se os “cedros” mencionados logo depois no texto eram cedros-do-líbano, então seriam árvores que cresciam fora daquela área, e o mesmo poder-se-ia dar com o aloés. Balaão poderia estar familiarizado com elas no seu lugar de residência, próximo do rio Eufrates (Núm. 22:5), embora, evidentemente, elas tampouco existam agora de forma natural nessa região. Seja qual for o caso, os outros textos que tratam do aloés referem-se apenas às suas qualidades aromáticas e permitiríam tratar-se de produtos estrangeiros importados.
Depois da morte de Cristo Jesus, Nicodemos trouxe “um rolo de mirra e aloés”, de cerca de 100 libras romanas (33 kg), para ser usado na preparação do corpo de Jesus para o enterro. (João 19:39) Visto que Heródoto, historiador grego, declara que a madeira de aloés certa vez valia seu peso em ouro, a contribuição de Nicodemos devia representar considerável dispêndio de sua parte, embora a proporção da mirra menos custosa, incluída nos cerca de 33 kg, não seja declarada. Ao passo que alguns aplicam o termo “aloés”, neste texto, à planta da família das Liliáceas que agora leva o nome botânico de Aloe vera ou Aloe succotrina (babosa), o produto destas plantas (suco grosso das folhas) é empregado mormente como purgante, usado atualmente pelos veterinários para tratar cavalos. Assim, a maioria dos comentaristas modernos consideram o aloés trazido por Nicodemos como sendo o mesmo produto que o aloés mencionado nas Escrituras Hebraicas.
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AltarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALTAR
[Heb. e gr., “lugar de sacrifício”].
Basicamente, uma estrutura ou local elevado em que se oferecem sacrifícios ou se queima incenso em adoração ao Deus verdadeiro ou a outra deidade.
ALTARES DO TABERNÁCULO
Com a ereção do tabernáculo, construíram-se dois altares, segundo o padrão divino. O altar da oferta queimada (também chamado de “altar de cobre” [Êxo. 39:39]) foi feito de acácia, em forma duma arca oca, pelo que parece, sem tampa nem fundo. Media cerca de 2,20 m de cada lado e tinha cerca de 1,30 m de altura, com “chifres” que se projetavam dos quatro cantos superiores. Todas as suas superfícies estavam recobertas de cobre. Uma grelha ou grade de cobre foi colocada abaixo da borda do altar, “por dentro”, “pelo meio”. Quatro argolas foram colocadas nas quatro extremidades, perto da grelha, e estas parecem ser as mesmas argolas pelas quais passavam os dois varais de acácia, recobertos de cobre, para o transporte do altar. Isto talvez significasse que se abrira uma fenda nos dois lados do altar que permitia que uma grelha plana fosse inserida, com as argolas se estendendo de ambos os lados. Há considerável diferença de opinião entre os peritos sobre este assunto, e muitos consideram provável que dois conjuntos de argolas estivessem envolvidos, o segundo conjunto, para a inserção dos varais de transporte, estando preso diretamente ao exterior do altar. Equipamento de cobre foi feito, em forma de canecas e pás, para as cinzas, tigelas para aparar o sangue dos animais, garfos para segurar a carne, e porta-lumes (incensários). — Êxo. 27:1-8; 38:1-7, 30; Núm. 4:14.
Este altar de cobre para as ofertas queimadas foi colocado diante da entrada do tabernáculo. (Êxo. 40:6, 29) Embora fosse de altura relativamente baixa, assim não exigindo necessariamente uma via de acesso para facilitar o manejo dos sacrifícios colocados nele, o terreno talvez tenha sido erguido em seu redor, ou talvez houvesse uma rampa que conduzisse a ele. (Compare com Levítico 9:22, que declara que Arão “desceu” depois de fazer as ofertas.) Visto que o animal era sacrificado “ao lado setentrional do altar” (Lev. 1:11), o “lugar das cinzas gordurosas”, removidas do altar, estava a E (Lev. 1:16), e a bacia de cobre, para lavagem, localizava-se a O (Êxo. 30:18), isto logicamente deixava o S como o lado aberto em que tal via de acesso poderia estar situada.
ALTAR DO INCENSO
O altar do incenso (também chamado de “altar de ouro” [Êxo. 39:38]) era igualmente feito de acácia, o topo e as laterais sendo revestidos de ouro. Uma bordadura de ouro orlava o topo. O altar media cerca de 44,5 cm de cada lado e tinha cerca de 90 cm de altura, e também possuía “chifres” que se projetavam de seus quatro cantos superiores. Duas argolas de ouro foram feitas para a inserção dos varais de acácia, para transporte, recobertos de ouro, e tais argolas foram colocadas por baixo da bordadura de ouro, dos lados opostos do altar. (Êxo. 30:1-5; 37:25-28) Um incenso especial era queimado duas vezes por dia sobre esse altar, de manhã e de noite. (Êxo. 30:7-9, 34-38)
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