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  • Memórias do Éden
    Despertai! — 1970 | 22 de outubro
    • seu novo ambiente e as culturas que desenvolveram nos vários lugares, ajudaram a modificar tais crenças. Assim, cada grupo, no decorrer do tempo, veio a possuir sua própria versão particular das características ligadas ao início do homem no paraíso e a sua perda do mesmo devido à desobediência pecaminosa.

      Também, não é de se desconsiderar a insidiosa influência do inimigo de Jeová Deus, a saber, Satanás, o Diabo. Visto não poder eliminar a evidência do Éden, ele se certificaria que fossem torcidos cabalmente os fatos sobre ele. — João 8:44.

      Podemos assemelhar tudo isto que aconteceu à forma de música conhecida como tema e variações. O tema simples e puro é expresso, e daí, segue-se uma série de variações em que o tema é floreado e até mesmo torcido pelas mudanças de tempo, harmonia e acompanhamento. Apesar de todas estas variações, pode-se ainda ouvir vagamente o tema original ou partes dele. Assim se deu com os fatos puros e históricos dos eventos do Éden. O tempo, a cultura étnica, a geografia e a influência demoníaca evidentemente desempenharam todos sua parte em formar variações torcidas do que aconteceu originalmente.

      Antigas Memórias do Éden

      Os povos antigos dispunham de memórias do Éden. Os arqueólogos, ao cavarem os restos de suas civilizações, descobriram bastante evidência disso. Tabuinhas de argila, selos cilíndricos, folhas de papiro, monumentos, e assim por diante, foram descobertos, contendo os conceitos religiosos dos babilônios, assírios, egípcios e outros povos.

      Embora vivessem em várias localidades e possuíssem crenças divergentes, estes antigos aparentemente possuíam algumas recordações do Éden. Seus registros escritos indicam isto. O autor de Halley’s Bible Handbook escreve: “Estes registros antigos, escavados em pedra e argila, na própria aurora da história, no lar original do homem . . . são evidência de que as principais características da estória bíblica de Adão se tornaram profundamente inculcadas no pensamento do homem primitivo.”

      Pertinentes são as observações do arqueólogo Sir Charles Marston em seu livro The Bible Comes Alive (A Bíblia Revive):

      “Ao examinar os antigos escritos cuneiformes, alguns anteriores a Abraão, e os selos gravados e esculturas em pedra de Babilônia, Assíria e de outras civilizações primitivas, revela-se-nos notável inclinação da evidência. Até mesmo da proporção comparativamente pequena dessas relíquias de um passado remoto que chegam a nossa atenção, derivamos a impressão de que as estórias da Criação, da Tentação e da Queda do Homem . . . conforme descritas em Gênesis, eram então assunto de conhecimento atual. E que, talvez num ambiente politeísta, eram ensinadas nas escolas de Ur dos Caldeus.”

      Reflexos em Babilônia e Assíria

      Quais eram exatamente estes assuntos que talvez fossem ensinados em um ambiente politeísta? Por exemplo, note a crença expressa em certas inscrições babilônicas. Halley relata que tais escritos religiosos antigos afirmam que “próximo de Eridu havia um jardim em que havia misteriosa Árvore Sagrada, uma Árvore da Vida, plantada pelos deuses, cujas raízes eram profundas, ao passo que seus ramos atingiam o céu, protegido por espíritos guardiães, e sem nenhum homem entrar”. Disto pareceria que algumas das características memoráveis dos eventos do Éden ainda aparentemente pairavam nas mentes babilônicas.

      A crença precedente parece indicar que a árvore da vida era algo que os antigos não podiam esquecer por completo sobre o Éden. John Elder, em seu livro Prophets, Idols and Diggers (Profetas, Ídolos e Escavadores), comenta: “Na antiga literatura babilônica há freqüentes referências à Árvore da Vida, tal como mencionada em Gênesis 2:9. Representações da árvore são freqüentes em baixos-relevos e selos de alabastro. Seus frutos supostamente conferiam vida eterna aos que comessem deles. Certa impressão em um selo cilíndrico entre as encontradas parece ser gravura da tentação e da Árvore da Vida.”

      O selo cilíndrico a que o Sr. Elder se refere evidentemente é o guardado no Museu Britânico, em Londres, Inglaterra. Às vezes é mencionado como “Selo da Tentação”. A impressão ou gravura que deixa ao ser passado sobre argila mole, reflete os acontecimentos edênicos. Mostra uma árvore ao centro, com um homem sentado à direita e uma mulher sentada à esquerda. Por trás da mulher, vê-se uma serpente ereta como que falando com ela. Embora o pleno significado por trás dos simbolismos deste selo babilônico não seja conhecido, as semelhanças nele justificam sua menção.

      As memórias assírias do Éden não eram diferentes das de Babilônia. Isto se dá porque as idéias religiosas da Assíria eram quase que as mesmas que as dos babilônios. Com efeito, falando-se em geral, os deuses e deusas assírios são idênticos às deidades babilônicas, exceto um, chamado Assur.

      Entre as memórias assírias do Éden se destaca sua “árvore sagrada ou “árvore da vida”. O motivo de uma árvore sagrada guardada por duas criaturas aladas aparece com freqüência nas esculturas encontradas em seus palácios. Em alguns casos, as criaturas aladas são meio animais e meio humanas. Estas representações míticas torcidas são talvez lembranças da colocação de querubins “para guardar o caminho para a árvore da vida”. — Gên. 3:24.

      Em 1932, encontrou-se um selo de pedra a pouco mais de dezenove quilômetros ao norte de Nínive. Este selo, agora localizado no Museu Universitário de Filadélfia, Pensilvânia, EUA, parece refletir outra memória antiga do Éden. Mostra um homem e uma mulher nus e andando curvados, como se estivessem abatidos de coração e deprimidos. Também se mostra uma serpente os seguindo. O Dr. E. A. Speiser, que encontrou o selo, disse que “sugeria fortemente a estória de Adão e Eva”.

      Memórias Edênicas na Suméria e no Egito

      Outro povo que tinha memórias do Éden eram os sumerianos. Sua literatura em tabuinhas de argila mostra que criam num paraíso que se localizava na terra de Dilmun, provavelmente no sudoeste da Pérsia. Utu, o deus-sol, diz-se, recebeu a ordem de regar Dilmun com água potável trazida da terra, água esta que o transformou num jardim luxuriante. Isto sugere o fato, expresso em Gênesis 2:6, de que o solo era regado por uma neblina que subia da terra. Quando Enki, o deus-água, comeu as preciosas plantas deste jardim, afirma a literatura sumeriana, a maldição de morte veio sobre ele. Isto parece remontar a Adão e Eva comerem o fruto proibido. — Gên. 3:6.

      Os antigos egípcios, também, possuíam lembranças edênicas, conforme se vê de seu modo de pensar religioso. Uma delas era a crença de que, depois de seu Faraó morrer, havia uma árvore da vida da qual tinha de comer para se sustentar no domínio de seu pai celeste, Ré. Esta é uma idéia muitíssimo incomum para os egípcios. Por quê? Porque seu país se apresenta relativamente sem árvores, as árvores não sendo uma característica proeminente dele. Todavia, apesar disto, a memória daquela árvore da vida no Éden, da qual o homem jamais comeu, parece persistir. — Gên. 2:9.

      Outro eco da história edênica nas crenças religiosas egípcias envolve a serpente. Não há dúvida de que seu conceito dela foi corrompido pela influência demoníaca. Os egípcios a tinham qual símbolo de sabedoria, e a adoravam. Representações artísticas da mesma eram parte dos turbantes dos faraós e de monumentos, templos, túmulos e estátuas adornados de deuses. Como tal adoração se vincula ao Éden se torna claro para nós quando nos lembramos de que Satanás, o Diabo, apresentou suas mentiras a Eva por meio duma serpente. Assim fazendo, deu a entender que era uma fonte de sabedoria superior da qual ela poderia obter maior conhecimento. — Gên. 3:1-5.

      Outros Povos com Lembranças do Éden

      Há muitas outras raças cujas crenças e mitologias se acham entremeadas de características memoráveis do Éden. O livro The Migration of Symbols (A Emigração de Símbolos), de G. d’Alviella, possui um capítulo, de mais de cinqüenta páginas, devotado aos simbolismos e à mitologia associados com árvores sagradas. Seu texto e suas numerosas ilustrações fornecem indícios de reflexos da árvore da vida e da árvore do conhecimento do bem e do mal nas crenças dos fenícios, sírios, persas, gregos, sicilianos, maias, mexicanos (aztecas), javaneses, japoneses, chineses e os naturais da Índia.

      Por exemplo, notamos neste capítulo “que os persas possuíam uma tradição duma Árvore da Vida, a haoma, cuja resina conferia a imortalidade”. Também “que a crença numa Árvore da Vida existia entre os chineses. As tradições mencionam sete árvores maravilhosas . . . Uma delas, que era de jade, conferia a imortalidade pelo seu fruto”.

      Ademais, este mesmo capítulo nos conta que a mitologia escandinava contém uma memória torcida desta característica do Éden. Menciona uma árvore sagrada chamada Yggdrasill, sob uma das raízes da qual se dizia manar uma fonte em que residiam todo o conhecimento e toda a sabedoria. Outra lenda fala duma deusa que guardava numa caixa as Maçãs da Imortalidade, das quais os deuses partilhavam a fim de renovar sua juventude.

      Voltando-nos para o Manual of Mithology de A. S. Murray, lemos na página 173 que “se cria que os Jardins de Hesperides, com as maçãs de ouro, existiam em alguma ilha do oceano . . . Eram muito famosos na antiguidade; pois era lá que fluíam as fontes de néctar, pelo divã de Zeus, e ali que a terra exibia as mais raras bênçãos dos deuses; era outro Éden”. A árvore que produzia as maçãs de ouro se achava confiada aos cuidados de Hesperides, as filhas de Atlas. Não obstante, não conseguiam elas resistir à tentação de colher e comer seu fruto. Assim, a serpente Ladon foi colocada para guardá-la. E quem entretinha esta idéia? Os antigos gregos.

      Muitos dos nativos de Papua, no Pacífico, crêem numa árvore invisível na qual e ao redor da qual todos os que levaram vidas boas, antes de morrerem, vivem eternamente, felizes e livres de preocupações. Harold Bailey, em seu livro The Lost Language of Symbolism, relata o que certo visitante ali observou sobre tal crença. Observou que “não é difícil entender que [o papuano] ainda possua tênues memórias de fés aprendidas dos povos perdidos de maior desenvolvimento quando o mundo era mais jovem e talvez estivesse mais perto de seu Criador do que está hoje”.

      Quanto ao que parecem ser memórias do Éden nas Américas, Harold Bailey escreve:

      “Há um manuscrito mexicano no Museu Britânico em que são representadas duas figuras colhendo os frutos da chamada ‘Árvore de Nossa Vida’. Os maias e outros povos da AMÉRICA CENTRAL sempre representaram suas árvores sagradas com dois ramos partindo horizontalmente do alto do tronco, assim apresentando a semelhança duma cruz . . . e os primeiros missionários espanhóis no México verificaram, para sua grande surpresa, que a cruz já se achava em uso ali ‘como simbolizando uma Árvore da Vida.’”

      Quanto à serpente, muitas tribos de índios norte-americanos a veneram como o fizeram os antigos egípcios. Com efeito, a adoração da serpente infetou os povos de todo quadrante do globo. Cada grupo adora determinada cobra, indígena de seu país.

      E há muitos conceitos deturpados mantidos por vários povos a respeito dum jardim paradísico que esperam alcançar algum dia depois de morrerem.

      Memórias do Homem ou Propósito de Deus — Qual?

      Apenas esta breve consideração das memórias do Éden basta para nos mostrar que a maioria da humanidade tem sido ‘jogada como que por ondas e levada para cá e para lá por todo vento de ensino, pela velhacaria de homens, pela astúcia em maquinar o erro’. (Efé. 4:14) Também, prestam “atenção a desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios”. (1 Tim. 4:1) As variações e distorções quase que ocultaram por completo as características que assinalam os verdadeiros eventos ocorridos no Éden. Se dependêssemos destas divagações da imaginação dos homens para aprender a verdade sobre nossos primeiros pais, jamais o conseguiríamos.

      Quão gratos devemos ser por termos a preciosa Palavra da verdade de Jeová Deus, a Bíblia Sagrada! É nela que podemos encontrar a história baseada em fatos sobre o Éden. E como devemos regozijar-nos de saber que Jeová Deus não se esqueceu do Éden e da promessa que ali fez. (Gên. 3:15) Trata-se da promessa de destruir Satanás, o Diabo, e restaurar o paraíso para o homem, não apenas em uma seção da terra, mas em todo quadrante. É nesse paraíso restaurado que Jesus prometeu ressuscitar o malfeitor que foi executado junto com ele. — Luc. 23:43; 2 Ped. 3:13; Sal. 72:16.

      A oportunidade de entrar nesse paraíso que Deus restaurará se acha aberta para o leitor agora. Por estudar a Bíblia, poderá aprender como fazê-lo. As testemunhas de Jeová apreciariam ajudá-lo a fazer isso. Por que não se vale de sua oferta? — Rev. 22:17.

  • Amizade com os inimigos de Deus?
    Despertai! — 1970 | 22 de outubro
    • “A Tua Palavra É a Verdade”

      Amizade com os inimigos de Deus?

      ENTRE a evidência que apóia a autenticidade da Bíblia como sendo a Palavra do Deus Onipotente, Jeová, se acha o candor ou linguagem direta de seus escritores. Os registros de antigos regentes pagãos exaltam suas virtudes e vitórias, mas, raramente, se chegarem a fazê-lo, falam de suas fraquezas e suas derrotas. Mas, os escritores de Deus, com máximo candor, falam dos erros dos servos de Jeová.

      Notável exemplo disso é o que registraram sobre o Rei Jeosafá, temente a Deus, que regeu o reino de Judá por vinte e cinco anos, perto do fim do décimo século A. E. C. A seu respeito, lemos: “Jeová continuou com Jeosafá . . . Porque buscava o Deus de seu pai e andava no seu mandamento . . . seu coração tornou-se ousado nos caminhos de Jeová.” Ele mesmo saiu entre o povo e instou com este a adorar a Jeová. Enviou príncipes, sacerdotes e levitas para ensinar ao povo a lei de Jeová, e por toda a terra estabeleceu juízes a quem exortou a julgar com temor piedoso. — 2 Crô. 17:1-19; 19:4-11.

      Mas, tudo isto não impediu os escritores de Deus de registrarem os erros de Jeosafá e as repreensões de Jeová. Assim, em certa ocasião, o perverso Rei Acabe engodou o Rei Jeosafá a juntar-se a ele em combater o rei da Síria em Ramote-Gileade. Jeosafá foi astuto quanto a isto e pediu que se consultasse primeiro um profeta de Jeová. Depois de alguns profetas falsos terem feito relatórios favoráveis, ouviu-se a um verdadeiro profeta de Deus e este plenamente disse que o resultado seria desastroso.

      Tudo isto deveria ter detido Jeosafá, mas não deteve. Acompanhou o Rei Acabe à batalha, e, não fosse a intervenção de Jeová, Jeosafá teria sido morto. O registro diz: “Jeosafá começou a clamar por socorro e o próprio Jeová o ajudou, e Deus os engodou imediatamente para longe dele.” Nesta batalha, o perverso Rei Acabe foi morto, e “Jeosafá, o rei de Judá, voltou então em paz”. — 2 Crô. 18:1-19:1; 1 Reis 22:1-38.

      Quão tolo foi exatamente Jeosafá em se dispor a ajudar o perverso Acabe, o registro indica, pois Acabe não era nenhum amigo de Jeosafá. Acabe certificou-se de sua própria segurança por se disfarçar, e então pediu a Jeosafá que batalhasse com suas vestes reais, o que ele fez. Astutamente, Acabe calculou que o inimigo pensaria que Jeosafá era Acabe e assim o escolheria qual alvo de ataque, ao passo que não reconheceria a Acabe por causa de seu disfarce. Foi isto exatamente o que aconteceu. O rei da Síria deu instruções para procurar o Rei Acabe. O chefe dos carros sírios, vendo as vestes reais de Jeosafá, pensou ser ele Acabe e começou a atacá-lo. Mas, depois de Jeová livrar Jeosafá, os aurigas reconheceram que não era Acabe e assim deixaram de persegui-lo.

      Jeosafá bem que deve ter ficado grato por sua libertação. Mas, Jeová não iria ignorar seu erro e seu proceder tolo. Enviou seu profeta Jeú a ele com forte repreensão: “É ao iníquo que se deve dar ajuda e é aos que odeiam a Jeová que deves amar? E por isso há indignação contra ti da parte da pessoa de Jeová. Não obstante, acharam-se boas coisas contigo, por . . . teres preparado teu coração para buscar o verdadeiro Deus.” Incidentalmente, mais tarde em seu reinado, fez um erro idêntico, recebendo similar repreensão. — 2 Crô. 19:2, 3; 20:35-37.

      Não há dúvida quanto a isto, não importa quanto Jeová se agradasse do proceder reto de Jeosafá, e seu zelo pela adoração pura, Ele não se agradou de seu consórcio com os inimigos de Deus e sua ajuda a eles. Num caso, quase lhe custara a vida, e no outro lhe custou sua frota comercial.

      Visto que a Palavra de Deus é “proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça”, o que se pode aprender das experiências de Jeosafá? — 2 Tim. 3:16.

      Por um lado, há conforto a se derivar da misericórdia e bondade-amorosa de Jeová. Muito embora Jeosafá agisse errado e atuasse tolamente ao se consorciar e ajudar ao perverso Acabe, Deus não o abandonou quando este se achava em terrível aperto, mas o livrou, por causa dos seus bons antecedentes. Assim, podemos ter fé que Deus nos ajudará quando nos metermos em dificuldades por causa de algum erro de nossa parte, se tivermos antecedentes de fidelidade.

      Muito mais importante é a lição que Jeová fez com que o profeta Jeú inculcasse em Jeosafá: “É ao iníquo que se deve dar ajuda e é aos que odeiam a Jeová que deves amar?” Nisto, Jeosafá cometera sério erro com respeito à sua lealdade a Deus, pois lealdade exigia que não ajudasse aos inimigos de Jeová Deus.

      Quem são os inimigos de Deus hoje, a quem seus servos não devem ajudar? Primeiro de tudo, seja notado que aquilo que é considerado aqui são organizações, nações, ideologias e coisas similares. Jeosafá fora persuadido a ajudar a nação apóstata de Israel em sua guerra com a Síria. Não era questão de mostrar cortesia comum ou bondade humana a outrem, que é sempre algo correto. Assim, atualmente, os cristãos ‘fazem o que é bom para com todos’, mostrando bondade aos necessitados. (Gál. 6:10; Mar. 12:31) Mas, a situação é diferente quando as organizações mundanas desejam que o povo de Jeová as auxilie em perpetuar este sistema perverso de coisas. — Gál. 1:4.

      Por conseguinte, poder-se-ia perguntar no tocante às organizações religiosas da cristandade que procuram a ajuda dos servos de Jeová na guerra aos problemas sociais, da forma que Acabe procurou a ajuda de Jeosafá: Mantêm-se separadas do mundo, como Jesus disse que seus seguidores se manteriam? Tornam conhecido o nome de Deus e indicam ao povo o reino de Deus como a única esperança da humanidade? Vivem segundo os princípios bíblicos? Mostram o amor que Jesus disse identificaria seus seguidores? Não! — Mat. 24:14; João 13:34, 35; 15:19; 17:16, 17.

      Daí, a que conclusão chegamos? Que tais organizações religiosas são amigas, não de Jeová Deus, mas de seus inimigos. Não pode ser de outra forma. São parte do mundo, e se tornarem os cristãos ‘amigos do mundo os constituiria inimigos de Deus’. Não pode haver ‘nenhuma associação entre a luz e as trevas, entre Cristo e Belial’. O próprio Jesus enunciou o princípio pelo qual seus seguidores se têm de governar: “Quem não está do meu lado é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha.” — Tia. 4:4; 2 Cor. 6:14, 15; Mat. 12:30.

      E a lealdade a Deus exige não só que a pessoa se recuse a unir-se com quaisquer de tais organizações religiosas, mas também que permaneça neutra no tocante às questões ardentes que mantêm o mundo em tumulto, quer sejam ideológicas, políticas, sociais, raciais quer nacionais. Só dessa forma a pessoa mostrará que discerniu o propósito pelo qual Jeová Deus fez com que fosse registrada a repreensão: “É ao iníquo que se deve dar ajuda e é aos que odeiam a Jeová que deves amar?”

  • Itens Noticiosos
    Despertai! — 1970 | 22 de outubro
    • Itens Noticiosos

      TV e a Violência

      ◆ A Comissão Nacional Sobre as Causas e a Prevenção da Violência declarou que a violência na televisão é fator contribuinte à violência no mundo real. A Comissão observou que as crianças e os adolescentes gastam de um quarto à metade de seu tempo vendo televisão. Diz-se que os pais amiúde usam a TV como “babá instantânea”. Estas crianças, afirmou a Comissão, amiúde vêem o mundo da televisão como extensão de seu próprio e crêem no que vêem como sendo comportamento adulto aceitável. Os pais sábios serão seletivos quanto aos programas a que seus filhos assistem.

      Temores do Grande Governo

      ◆ Quão grande é o grande governo? O governo dos Estados Unidos recebe e gasta perto de Cr$ 1.000.000.000.000.000,00 por ano. Só as propriedades do governo incluem o equivalente em terra a mais de cinco países do tamanho da França. O controle de seu ativo requer que seus funcionários usem mais de um trilhão de folhas de papel comum de escrita por ano ao executarem seus deveres. Um dentre cada 13 norte-americanos trabalha para o governo. O pagamento deles é de Cr$ 195.000.000.000,00 por ano e está aumentando. O governo gasta Cr$ 1.750.000,00 por minuto, e a proporção aumenta. Isto é mais de Cr$ 17.500.000.000,00 por semana ou cerca de Cr$ 920.000.000.000,00 por ano. E todo esse dinheiro vem dos bolsos dos contribuintes. Alguns temem agora que o governo se tornou tão grande que está além do controle e é imenso demais para ser dirigido com qualquer grau de eficiência.

  • Mais de 6 milhões de exemplares de cada número!
    Despertai! — 1970 | 22 de outubro
    • Mais de 6 milhões de exemplares de cada número!

      Eis a circulação tanto de A Sentinela, como de sua companheira, a revista Despertai! Sua atenção coerente e indivisa em prover matéria espiritualmente edificante é uma das razões principais de sua crescente popularidade. E sua crescente popularidade, em vista de seu conteúdo, é evidência de que as pessoas ainda são ‘cônscias de sua necessidade espiritual’ e sabem que apenas a Bíblia, e a verdade da Palavra de Deus, podem satisfazê-las. É uma de tais pessoas? Leia então regularmente A Sentinela e Despertai!

      Apenas Cr$ 10,00 ambas as assinaturas por um ano. Peça-as hoje mesmo.

      Queiram enviar-me A Sentinela e Despertai! por um ano. Envio-lhes Cr$ 10,00. Por enviar este cupom, espero receber seis folhetos oportunos, como brinde.

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