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  • O coqueiro — e como lhe serve
    Despertai! — 1971 | 22 de dezembro
    • O coqueiro — e como lhe serve

      Do correspondente do “Despertai!” em Fidji

      SEJA onde for que viva, é provável que o coqueiro de algum modo lhe sirva. Alguns ilhéus dependem dele para os essenciais da vida — alimento, bebida, moradia, roupa — além de muitas outras coisas. Não é de admirar que alguns o chamem de a árvore da vida.

      Mas, nas nações industrializadas, também, os produtos do coqueiro encontram amplo uso — nas fábricas, em automóveis, cozinhas, banheiros. Servem para tornar a vida mais segura e agradável.

      Nas terras tropicais há mais de quatro milhões de hectares de coqueirais, com uns seiscentos milhões de árvores. Isto não inclui as cultivadas em vilarejos e em outras partes. Visto que uma árvore produz normalmente cerca de cinqüenta a cem cocos por ano, uma colheita anual de 30 bilhões seria um cálculo conservador, ou cerca de nove cocos para cada pessoa na terra cada ano!

      A Árvore e Seu Fruto

      Um coqueiro geralmente começa a produzir por volta de sete ou oito anos. Mas, é por volta do décimo ao décimo quinto ano que atinge a produção máxima. Depois disso, talvez produza até cem cocos por ano por mais de cinqüenta anos. Daí começa a decair, e morre à idade de noventa anos mais ou menos.

      O coqueiro precisa de bastante água, luz do sol e uma temperatura de pelo menos 22,2° C. a maior parte do ano. Provido de tais condições, envia seu tronco sem galhos, graciosamente curvo, doze a trinta metros no ar. Sua copa é coroada com folhas penadas, flores e os cocos em desenvolvimento. As folhas podem atingir um comprimento de seis metros. Possuem uma forte nervura mediana de onde crescem compridos folíolos, dando a aparência de uma pena.

      Os cocos amadurecidos são grandes e têm uma casca lisa, de cor clara. Um visitante de ilhas ao olhar para eles lá em cima certa vez perguntou: “O que é aquilo?”

      Quando se lhe informou que eram “cocos”, disse: “Oh, os que compramos lá em casa são muito menores, são marrons e de textura áspera.”

      Ficou surpreso de saber que o coco real é envolto por uma grossa casca protetora. Esta é em geral removida quando os cocos são exportados. O coco em si mesmo tem em média cerca de quinze a vinte e cinco centímetros de diâmetro.

      Leva cerca de um ano para o coco amadurecer. Mas uma árvore em qualquer tempo pode ter cocos em todos os estágios de desenvolvimento, desde a flor desabrochante até o coco maduro.

      Embora o coqueiro possa crescer no interior, tem notável afinidade ao mar. A vasta maioria deles crescem em ilhas, penínsulas e costas. As ilhas das Filipinas e da Indonésia são os maiores produtores de coco, e as Ilhas Fidji estão em décimo lugar.

      Como Servo

      Os modos em que o coqueiro serve ao homem são quase infindáveis. Prepara-se deliciosa salada de seu broto em crescimento, localizado lá em cima da copa da árvore. Este maço compacto de folhas semelhantes ao repolho é cerca do tamanho do antebraço de um homem. Poderia ser chamado de “coração”, pois quando é cortado ou danificado, a árvore inteira morre. Assim, a salada feita dele é um petisco caro!

      As gigantescas folhas, de coqueiro são usadas de muitas formas. Certa autoridade afirma que com cem delas pode-se construir uma espaçosa moradia. O teto colmado, as paredes, as divisões entre os quartos, as janelas e as portas são todos feitos de folhas, bem como cestas, esteiras, leques, vassouras e outros itens domésticos. Faz-se também das folhas roupa, tal como saias e chapéus. E podem ser utilizadas como tochas e lenha.

      Obtém-se notável bebida de seus brotos de flores fechados. Quando um maço deles é amarrado bem apertado, cortado e envergado sobre um recipiente, começam a pingar gotas constantes de uma seiva doce chamada toddy — vários litros dela por dia. Quando se deixa o líquido fermentar, produz uma bebida alcoólica. Ou pode ser cozida para produzir um excelente xarope para uso no pão ou nas panquecas. E se for deixado algumas semanas torna-se ótimo vinagre.

      As flores fechadas são protegidas por um revestimento de dura e grossa fibra. Este é um material ideal para uso como peneira ou coador. Também pode ser moldado na forma de sapatos, bonés ou até mesmo uma espécie de capacete comprimido.

      Em cinco a seis meses o coco cresce ao pleno tamanho, tempo em que contém aproximadamente dois copos de uma “água” notavelmente fresca, ligeiramente aromática e adocicada. Que bebida refrescante é! E faz bem, visto que possui vitaminas, sais minerais e cerca de duas colheres de açúcar por coco. É tão maravilhosamente pura e esterilizada que tem sido usada em substituir o fluido do corpo nos humanos, e como expansor do volume do plasma.

      Quando deixado amadurecer, a polpa branca começa a formar-se dentro, tornando-se firme quando o coco está maduro. É deveras uma iguaria de rico sabor! Quando ralada fina e comprimida, produz-se um grosso creme branco que é usado para realçar o sabor do peixe, da carne e dos vegetais. E também obtém-se da polpa um excelente óleo usado para cozinhar, para combustível de lamparina e loções.

      Das curtas e fortes fibras das cascas fazem-se cordas, fios, esteiras, vassouras, escovas, e enchimento para colchões. O pó das fibras de coco é convertido em humo para as plantas, e também produz-se dele um revestimento de paredes.

      A dura casca do coco é útil em incontáveis formas. Fabricam-se dela vasos, broches, brincos, colares, quebra-luzes, brinquedos, utensílios para comer, e numerosos outros itens. Meia casca de coco forma uma satisfatória tigela ou copo.

      Os troncos do coqueiro, sendo altamente resistentes aos cupins, dão excelentes colunas sustentadoras para casas. Dão também fortes arquibancadas para estádios e pontes sobre córregos e riachos. O trono fornece madeira dura e escura chamada “madeira de porco-espinho”, útil na confecção de armários.

      Até as raízes são úteis. Um pouco de raiz pode ser utilizado como escova de dentes. E às vezes usam-se as raízes como remédio para disenteria, como corante e dentifrício.

      Mas, talvez pense: ‘Nunca vi um coqueiro real. Não vejo como me serve.’ Não obstante, provavelmente lhe serve, e não só na forma fragmentária como ingrediente de doces, bolos e tortas que talvez coma.

      Seca-se a polpa do coco para produzir o que se chama de copra — milhões de toneladas dela por ano. Daí, processa-se a copra para obter seu maravilhoso óleo, rico em glicerina e outros compostos. Este óleo se acha no fluido dos freios de carros, em xampus, loções, lubrificantes, detergentes, sabores, cremes de barbear, pasta de dentes, plásticos, tintas, sorvete, margarina, gordura vegetal, sim, em diversas coisas que provavelmente usa ou come.

      O coqueiro é deveras uma árvore notável que sem dúvida lhe serve, onde quer que viva.

  • “Felizes os que pranteiam”
    Despertai! — 1971 | 22 de dezembro
    • “A Tua Palavra É a Verdade”

      “Felizes os que pranteiam”

      SERÁ contraditório dizer que aquele que pranteia pode ser feliz ao mesmo tempo? Não necessariamente. Quando Jesus teceu este comentário aparentemente contraditório em seu Sermão do Monte, pelo que parece não tinha presente o significado mais comum da palavra “feliz”. É evidente que significava algo mais do que o júbilo despreocupado. — Mat. 5:4.

      A palavra grega para “felizes” neste texto, maka’rios, era aplicada pelos gregos à suprema beatitude, à beatitude que se supunha que os deuses usufruíam. Em vista da forma em que a palavra é usada no Sermão do Monte de Jesus, e por todas as Escrituras Gregas Cristãs, um significado mais compreensivo de maka’rios seria ‘felicidade devido a ser favorecido por Deus’.

      Quem, então, são os ‘favorecidos por Deus’ porque pranteiam? Simplesmente qualquer um que estiver triste? Não, pois a palavra grega para “pranteiam”, penthe’o, significa profundo pranto, um sentimento de ser esmagado. O apóstolo Paulo usou esta palavra ao censurar a congregação coríntia por não ficar profundamente sentida até seu âmago com pesar devido à crassa imoralidade no seu meio: “E estais vós enfunados, e nem ao menos pranteastes.” (1 Cor. 5:2) Em sentido similar, o discípulo Tiago censurou certas pessoas em seus dias: “Limpai as vossas mãos, ó pecadores, e purificai os vossos corações, ó indecisos. Entregai-vos à mágoa, e pranteiai e chorai.” — Tia. 4:8-10.

      Que Jesus queria dizer um profundo sentido de pranto é revelado pelo relato paralelo de Lucas: “Felizes sois vós os que agora chorais, porque haveis de rir.” (Luc. 6:21) “Chorar” aqui traduz a palavra grega klai’o, que “é usada em qualquer expressão alta de pesar, em especial o prantear pelos mortos”. (An Expository Dictionary of New Testament Words, W. E. Vine) Não resta dúvida de que o que Jesus queria dizer nesta segunda das beatitudes (felicitações) mencionadas em seu Sermão do Monte é profundo pranto, forte choro.

      Mas, tornar-se-ão “felizes” ou favorecidas por Deus todas as pessoas que, por qualquer motivo, sentirem-se profundamente pesarosas? Evidentemente que não, pois Jesus disse que estes pranteadores seriam confortados, e nem todos que estão esmagados pelo espírito de pesar recebem conforto. O motivo do coração entra nessa questão. Por exemplo, havia Esaú, o irmão de Jacó, que, por ‘não estimar as coisas sagradas . . . em troca de uma só refeição renunciou aos seus direitos de primogênito’. Depois disso, arrependeu-se com a troca e pranteou

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