A regência do homem prestes a ser substituída pela regência de Deus
“Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:10.
1. (a) Que significado da palavra “regência” nos interessa aqui, e de que palavras latinas deriva ela? (b) Com tal entendimento, que conceito formam pessoas sensatas sobre “regência”?
Regência, conforme a consideramos aqui, significa o exercício de autoridade ou controle. A palavra contém também a idéia de um período de tempo durante o qual um regente ou um governo especial exerce o controle; também, o estado de ser governado. Em certas línguas que vêm do latim ou se baseiam nele, a palavra correspondente vem da palavra latina regula, que significa “régua, regra”; e esta palavra, por sua vez, vem do verbo latino régere, que significa “conduzir direito; reger”. A palavra “governo”, associada com a palavra “regência”, deriva do verbo latino gubernáre, tomado do verbo grego kybernán, significando “dirigir (navio)”, e daí “guiar, governar” e “agir como timoneiro, piloto”. Considerada neste sentido, não há nada de errado, em si mesma, com a idéia de uma “regência” por meio dum governo. E que pessoa sensata não deseja uma “regência”? Especialmente, sendo que a pessoa é imperfeita, como todos nós somos, quem é que não deseja uma “regência”, uma “regra”? Se estivermos desejosos de andar direito, de fazer as coisas direito, então, quem é que não gosta de ser dirigido direito, de ser guiado e governado direito? Num mundo tal como o presente, muitos de nós ainda querem isso. A humanidade receberá em breve tal regência reta por um governo correto, resultando em maravilhosas bênçãos. Mas, da parte de quem?
2-4. Por que se pode dizer que o homem está bem familiarizado com regência e governo, e que comentário interessante sobre isso faz a Encyclopaedia Britânica?
2 O homem, atualmente, está bem familiarizado com regências e governos, em vista de toda a experiência que teve com eles. Não se pode confiar nos cálculos feitos pelos devotos da teoria da evolução sobre o tempo da existência do homem sobre este globo terráqueo; são meras conjeturas extravagantes, infundadas e irracionais. Segundo a fonte de informação da maior autoridade, a história exata do homem desde o seu começo real, o homem tem estado nesta terra, até agora, por quase seis mil anos. Durante quase todo este tempo ele esteve sujeito à regência do homem, em diversas variedades da mesma, em diversos tempos ou em diversas partes da terra. Qual é a forma de regência e governo que o homem não tem tentado, para tirar benefícios, desde os despotismos cruéis até às repúblicas modernas e as chamadas “democracias do povo”? A Encyclopaedia Britannica menciona isso. Ela diz, sob o verbete “Governo” (no Volume 10 da edição de 1946):
3 “O governo, no mundo antigo, apresentava três tipos principais — os grandes impérios despóticos de Sumer, Egito, Assíria, Pérsia, Macedônia; as cidades-estados da Ásia Menor, da Grécia e da Itália, e o império peculiar em Roma, o de uma cidade-estado tornar-se gradualmente o centro dum império, e, no processo, transformar seu sistema republicano numa autocracia, limitada apenas pela sobrevivência de algumas instituições e tradições republicanas. . . . a teoria romana de domínio universal perdurou através da Idade Média, e, por meio da supremacia titular do Santo Império Romano, retardou a emergência de estados territoriais, nacionais, com direito irrestrito à independência. Este retardamento teve por fator contribuinte a reivindicação igualmente universal da obediência humana pelos papas e a organização eficiente do sistema eclesiástico de Governo por meio da lei canônica, bem como os tribunais que a administravam, em todo o mundo cristão. . . .”
4 Salientando os efeitos do desenvolvimento político sobre o governo, durante o século dezesseis, o mesmo artigo da Encyclopaedia diz: “TEMPOS MODERNOS. Se a moderna nação-estado emergiu nitidamente no século dezesseis, a história do govêrno moderno cai com igual nitidez em dois períodos principais desde aquele tempo, o período antes e o período desde a Revolução Francesa [do século dezoito]. . . . As democracias modernas mostram grandes variações na sua organização governamental”, e ela fala sobre as espécies flexíveis e as rígidas. — Páginas 560-565.
5. Que livro, muito mais antigo do que a Britânica, trata de governos antigos, e que vantagem tem sobre outros livros?
5 Os mesmos governos antigos mencionados pela Encyclopaedia Britannica, a saber, os de Sumer (ou Babilônia), Egito, Assíria, Pérsia, Macedônia, Grécia e Roma, são considerados num livro muito mais antigo do que a Britannica, e do qual, de fato, se escreveram partes lá mesmo em Babilônia, Pérsia, Macedônia, Grécia e Roma, na Itália, proporcionando-nos uma visão direta da regência e do governo destes lugares. Este livro informativo, exato, de autoridade, embora terminado no primeiro século de nossa Era Comum, goza hoje de uma circulação mais ampla do que a Encyclopaedia Britannica; e ainda se verifica que ele é uma autoridade, mesmo concernente aos tempos modernos. Este livro é a Bíblia Sagrada ou as Escrituras Sagradas.
6. Delineie as muitas particularidades excelentes deste livro chamado Bíblia.
6 É o único livro que fornece à humanidade um relato autêntico sobre sua origem e sua história, por mais de quatro mil e cem anos. Outrossim, algumas de suas muitas predições ou profecias ainda não cumpridas nos levam a este século vinte de nossa Era Comum e até mesmo mil anos na frente dos nossos dias. Por certo, este Livro maravilhoso nos fala muito sobre a regência do homem e em que resultaria. É o único livro que nos assegura que a regência do homem está prestes a ser substituída pela regência de Deus. Isto se dá porque este livro foi escrito sob a inspiração da orientadora e invisível força ativa ou espírito de Deus, e por isso veio a nós das mãos de Deus, o Criador, que o preservou para a nossa salvação até o dia de hoje.
POR QUE HOJE MUITOS NÃO QUEREM A REGÊNCIA DE DEUS
7. Por que detestam muitos milhões de pessoas a idéia de uma regência por meio duma “teocracia”?
7 A idéia de vir a ficar sob a regência de Deus está-se tornando detestável para cada vez mais milhões de pessoas na atualidade. Na mente de tais suscita a idéia de teocracia, que é o que realmente significa a regência de Deus. Mas, para muitos dos que se revoltam contra a idéia da regência de Deus, o têrmo teocracia faz pensar em regência corruta, opressiva, por parte de sacerdotes e clérigos religiosos totalitários, egotistas, cobiçosos e imorais, que demandam a obediência absoluta, incondicional, de toda a humanidade, e que exigem também seu dinheiro, sob o manto de pretextos religiosos, falsos. A Europa teve por muitos séculos tal chamada teocracia dirigida pela política clerical. Este tempo, em que os sacerdotes se metiam abertamente na política do mundo e tentavam manter os governantes políticos sujeitos a si mesmos é mencionado na Encyclopaedia Americana (Volume 13 da edição de 1956), no artigo sobre “Governo”, nas seguintes palavras:
8. Como define a Encyclopedia Americana a fonte da autoridade governamental?
8 “FONTE DA AUTORIDADE GOVERNAMENTAL. Diversas pessoas, em diversos períodos da história, tiveram idéias diferentes sobre a fonte de que o governo deriva sua autoridade. . . . Durante muitos anos, em muitos países, os reis afirmavam reger por direito divino. Asseveravam que a sua autoridade governamental derivava diretamente de Deus. Muitos governantes na Europa reconheceram o papa como representante direto de Deus na terra e receberam sua autoridade dos papas, como agentes de Deus na terra. O direito divino dos reis foi reivindicado por alguns governantes ainda depois de 1600. Jaime I, da Grã-Bretanha (que reinou de 1603-1625) advogava firmemente o direito divino.” — Página 89.
9. Que significado veio a ser dado à palavra “teocracia”, e, por isso que pensam muitas vezes as pessoas quando se recomenda tal regência teocrática para a humanidade?
9 Não foram só os reis mais antigos da Europa, no tempo do Santo Império Romano, que consideravam o papa de Roma como o “agente de Deus na terra”, mas também os próprios papas e a hierarquia religiosa subordinada a eles, bem como o povo comum, tinham o mesmo conceito desses reis. Assim, tal regência papal, por intermédio de sua hierarquia, era considerada como uma teocracia, e este é um dos sentidos dados à palavra “teocracia” nos dicionários. Assim, também, os papas, visto que se consideravam “os representantes diretos de Deus na terra”, reivindicavam para si a soberania universal, o domínio universal. Qual é o estudante da História européia que não conhece a reivindicação, pelo papa, do direito de coroar e descoroar reis, de entronizar e destronar reis? Qual é o estudante que não se lembra de que o Papa Leão III coroou o Rei Carlos, o Grande, ou Carlos Magno, em Roma, no dia do Natal do ano 800? Mas, Napoleão Bonaparte coroou a si mesmo como imperador, na presença do papa privado de poder, pouco depois da Revolução Francesa. Não é de se admirar, então, que pessoas inteligentes da atualidade, informadas da espécie de regência que existia durante o tempo da “teocracia” papal, não possam suportar a idéia de que estejamos na iminência da regência de Deus, se a regência de Deus há de significar o restabelecimento de tal regência hierárquica!
10. Que terá de acontecer à regência religioso-política dos sacerdotes e clérigos da cristandade e do paganismo?
10 Felizmente, tal regência teocrática, sacerdotal, tem sido apenas uma parte triste da regência do homem, pois os papas religiosos, os sacerdotes e os clérigos são apenas homens imperfeitos, morredouros. Tal regência religioso-política dos sacerdotes e do clero da cristandade, por certo, tem representado mal a regência de Deus, de modo vergonhoso. Portanto, quando a regência do homem for substituída pela regência de Deus, a regência político-religiosa dos sacerdotes e do clero da cristandade e também do paganismo será igualmente substituída e terá de desaparecer para todo o sempre, para o eterno alívio da humanidade.
É INEVITÁVEL UMA REGÊNCIA SUPERIOR À DO HOMEM
11. Por que podemos ter a certeza de que uma regência na terra, diferente da do homem, será uma realidade?
11 No entanto, ao falarmos sobre a regência do homem ser substituída por outra coisa, surge a pergunta: Pode haver outra espécie de regência sobre a terra inteira, diferente da regência do homem? O evolucionista e o materialista responderão com um enfático Não! Mas, eles se cegam obstinadamente aos fatos da história. O homem certamente não está regendo o demais do universo visível, tangível, nem mesmo por meio dos seus foguetes e veículos espaciais. Quem o rege é o Criador do universo, o Deus Todo-poderoso. Ele tem o direito de Criador para fazer isso. Ele rege todo o resto do universo, portanto, por que não também a terra? É impossível impedi-lo nisso. Só porque o homem já está vivendo na terra por cerca de seis mil anos e mais de três bilhões de humanos habitam na terra, não lhes concede isso o direito legal à terra e à sua regência. Deus nunca desistiu do seu direito como proprietário da terra, como Criador, nem do seu direito de reger a ela e aos seus habitantes. Ele regeu a terra quando criou o homem e deu ao homem um começo na vida terrena. Isto foi há quase seis mil anos. Estava errada ou era má a regência de Deus naquele tempo?
12. Em que condição ou estado foi criado o primeiro homem, e como mostrou Moisés, sob inspiração divina, que isto é assim, em Deuteronômio 32:3-6?
12 Considere o seguinte: Deus não criou o homem como homem das cavernas, animalesco, grunhidor, uns degraus para cima numa escala de evolução natural. O Criador de todo o glorioso universo no espaço sideral criou o homem como obra criativa que daria mérito à sua capacidade criativa, divina. O próprio Deus é perfeito e bom em tudo, e ele criou uma obra perfeita ao fazer o primeiro homem. O escritor bíblico chamado Moisés, que viveu por quarenta anos sob a regência do antigo Egito, recebeu de Deus o Seu espírito de inspiração e escreveu sobre a obra criativa de Deus: “Declararei o nome de Jeová. Atribuí deveras grandeza ao nosso Deus! A Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça; justo e reto é ele. Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles. Geração pervertida e deturpada! É a Jeová que persistis em fazer assim, ó povo estúpido e nada sábio? Não é ele teu Pai que te produziu, aquele que te fêz e passou a dar-te estabilidade?” (Deu. 32:3-6) Em vista destas palavras inspiradas, é impossível deixar de reconhecer que Jeová Deus criou o primeiro homem perfeito.
13. (a) Por que é falsa e enganosa a teoria evolucionista sobre a existência do homem? (b) Como se propôs o Criador, Jeová, lidar com o homem que criara?
13 O homem das cavernas, de aspecto hirsuto, carrancudo e feroz, imaginado pelos evolucionistas, nunca poderia ter sido a imagem e semelhança de Deus. O relato da criação, escrito pelo inspirado profeta Moisés, diz que Deus tomou o propósito de criar o homem à sua imagem e semelhança e que foi isto o que ele fez. Criou também uma esposa perfeita para este primeiro homem. Ao acabar assim a sua obra criativa com respeito à nossa terra, Deus inspecionou seu trabalho e proclamou-o “muito bom”. Deus, o Criador, é o melhor crítico que já existiu, e quando ele proclamou seu trabalho terrestre como “muito bom”, é porque era assim. (Gên. 1:26-31) Neste estado “muito bom” de perfeição humana, o homem teve seu início, o que indicou que Deus, o Criador, se propunha reger criaturas terrestres, inteligentes, com que pudesse tratar à base de sua perfeição, um homem e uma mulher que refletissem o que Deus era e que pudessem apreciar o que Deus era e ser-lhe perfeitamente obedientes, até nas mínimas coisas, bem como em todas as demais.
14. Que espécie de condições de vida para o homem e a mulher perfeitos era do propósito de Deus, e como evidencia isso o relato bíblico em Gênesis 2:8-15?
14 Que espécie de condições de vida significava a regência de Deus para aquele primeiro homem e a primeira mulher perfeitos? Um alojamento mau, tosco e apertado, em ambiente geral e ar poluídos? Ou numa selva, onde estariam em constante perigo de ser atacados por animais ferozes ou por cobras venenosas? Isso não teria mostrado consideração e teria sido incoerente, desamoroso da parte do Deus perfeito. Somente condições perfeitas seriam adequadas para as suas criaturas humanas perfeitas. Um paraíso do Éden, um jardim de prazer! Em prova de que a regência de Deus é boa para os seus súditos, Gênesis 2:8-15 nos diz: “Jeová Deus plantou um jardim no Éden, do lado do oriente, e ali pôs o homem que havia formado. Jeová Deus fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau . . . . E Jeová Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden, para que o cultivasse e tomasse conta dele.”
15. Que capacidade possuía o homem perfeito, à imagem de Deus, e, em vista disso, por que se impôs ao homem perfeito a limitação de Gênesis 2:16, 17?
15 Deus criou este homem perfeito, que levava a ‘imagem e semelhança’ de Deus, com a capacidade de saber avaliar lei e ordem. A fim de manter esta criatura perfeita, inteligente, apercebida do fato de que era responsável ao seu Criador e estava sujeita à regência de Deus, este lhe impôs uma limitação simples, realmente pequena, mas que assim provaria a perfeição de sua obediência. Gênesis 2:16, 17 informa-nos: “E Jeová Deus deu também esta ordem ao homem: ‘De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.’ Deus, como Criador e Legislador, estava perfeitamente no seu direito de impor tal ordem à sua criação humana. Isso não quer dizer que o homem tinha tendências criminosas, contra as quais se precisava legislar, para reprimir suas inclinações iníquas. Apenas requeria dele que se refreasse numa coisa pequena, para mostrar respeito para com seu Criador e amor perfeito ao seu Pai celestial.
16. A que conduziria a obediência do homem, e de que o faria lembrar-se?
16 O homem, apenas recém-criado, ainda tinha de provar a sua obediência ao seu Criador celestial, invisível, e cumprir ele esta ordem simples o levaria a aperfeiçoar sua obediência a Deus. Lembrar-lhe-ia o fato de que o usufruto da vida eterna numa terra paradísica dependia de sua perfeita obediência ao seu Criador, Deus e Pai. Depois, o homem perfeito tinha de decidir se queria continuar para sempre sob a regência de Deus ou não.
17. Que lei ou ordem adicional deu Jeová ao primeiro homem e à primeira mulher no paraíso do Éden, e era boa ou má esta lei?
17 Foi depois disso que Deus criou para o homem uma mulher, em linda perfeição, e os casou. Com o objetivo de informar o homem e a mulher sobre a razão de tê-los colocado na terra e casado no paraíso do Éden, Jeová Deus declarou uma lei adicional a este casal perfeito. Não se tratava de uma lei que exigia que se refreassem de praticar algo mau, mas era uma lei para fazerem o bem até os confins da terra, e isto sob a bênção de Deus. Gênesis 1:28 nos informa: “Ademais, Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sêde fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.’
18. (a) O que não estava incluído na autoridade do homem sobre esta terra? (b) Então, quem havia de reger o homem, e com que resultado?
18 Oh! sim, ‘ter em sujeição’ toda a criação animal inferior, mas não ter em sujeição todas as outras criaturas humanas que, como sua prole e descendência, com o tempo encheriam a terra, que seria sujeita em toda a parte em beleza paradísica. Deus não deu ao primeiro homem e à primeira mulher, Adão e Eva, nenhuma comissão para estabelecerem a regência do homem sobre a espécie humana. A regência de Deus, que então imperava ali no jardim do Éden, havia de continuar, e todos os descendentes perfeitos de Adão e Eva haviam de estar sujeitos à regência de Deus. Havia de ser uma teocracia pura, ideal, sem sacerdotes ou papa humanos. Que significaria isso para toda a humanidade sob tal regência por parte do Deus invisível e Pai celestial? Vida eterna em perfeição humana, em paz e felicidade, num paraíso que envolveria a terra!
COMEÇA A REGÊNCIA DO HOMEM
19. Assim, como se deu começo à regência do homem na terra e quem foi responsável pelo início de tal regência?
19 Em vista de tais condições paradísicas, com um alvo tão maravilhoso, ordenado por Deus, diante de si, quem é que gostaria de iniciar a regência do homem na terra? De fato, quem deu começo à regência do homem, tal como a temos hoje em dia em toda a terra? Quando começou? O próprio homem a iniciou, lá naquele paraíso de prazer, há quase seis mil anos. A mulher Eva e o homem Adão fizeram isso, antes de começarem a encher a terra com descendentes perfeitos. Necessitou apenas de um pequeno ato para fazer isso, e este era violar a lei da regência de Deus, que proibia comer do fruto da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau. O ato de Adão e Eva foi instigado, não por Deus, seu Criador e Pai, mas por um recém-surgido rebelde que se opunha à regência de Deus, não só na terra, mas em todo o céu. Na língua de Adão e Eva, a palavra que tinham para “Opositor” ou “Oponente” era Satã, e, por esta razão, este rebelde original contra a regência de Deus no céu e na terra é chamado “Satanás” na Palavra escrita de Deus.
20. Como sugeriu Satanás que a violação da lei de Deus levaria a resultados desejáveis para Eva, e que promessa apresentou falsamente ao primeiro casal humano?
20 Satanás não era visível a Adão e Eva, pois ele é uma criatura espiritual, invisível, sobre-humana. Usando insidiosamente uma serpente ou cobra no jardim do Éden e fazendo parecer que fala humana procedia dela, ele foi o primeiro a sugerir à insuspeitosa Eva, que era desejável violar a lei da regência de Deus e estabelecer a regência do homem na terra. Satanás disse, por meio da serpente, concernente ao aviso de Deus quanto à pena de morte por se comer, em desobediência, da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau: “Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gên. 3:1-5) Em outras palavras: Eva e Adão não precisavam da regência de Deus para saber o que era bom e o que era mau. Por violarem a Sua lei e comerem do fruto proibido, tornar-se-iam como Deus, seu Criador, na capacidade de saber o que é bom e o que é mau, e poderiam estabelecer as suas próprias normas do que é bom e do que é mau, do certo e do errado. Assim usufruiriam a regência do homem e isto lhes daria independência e liberdade. Já houve um político que usasse um argumento mais esperto do que este?
21, 22. (a) Visto que primeiro Eva e depois Adão se decidiram a favor da regência humana, que fez Jeová e de que modo foi isto realmente uma ação misericordiosa da sua parte? (b) Que palavras de condenação dirigiu ele a Satanás, o Diabo?
21 Primeiro foi Eva que se decidiu a favor da regência humana para a humanidade, e depois induziu seu marido Adão a decidir-se a favor da regência do homem para o homem. (Gên. 3:6, 7) O jardim do Éden era domínio terrestre de Deus, onde devia prevalecer a regência de Deus ou teocracia; não era lugar para a regência do homem. Por isso, Deus, o Criador, os expulsou do jardim do Éden, sob a condenação à morte. Podia tê-los executado naquele mesmo dia de vinte e quatro horas, porém, em misericórdia, não o fez. Fora seu propósito que Adão e Eva tivessem descendentes, e ele se apegou ao seu propósito. Por quê? Para ter misericórdia com os descendentes deles e restabelecer a regência divina ou teocracia sobre eles na terra. Ele vindicaria assim a sua própria soberania universal como o Grande Teocrata e vindicaria também seu propósito de ter colocado o homem nesta terra. Seu propósito, em respeito próprio, de fazer isso era realmente a base da declaração beligerante que então fez à serpente, que representava Satanás, o Diabo:
22 “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Gên. 3:15.
23. Que garantia bíblica temos de que Jeová continua a apegar-se ao seu propósito original de reger ele mesmo esta terra?
23 Jeová Deus se tem apegado a este propósito vindicador durante todos os milênios de tempo até agora. No primeiro século de nossa Era Comum, ele inspirou o apóstolo cristão Paulo a escrever aos cristãos fiéis em Roma: “Quero que sejais sábios quanto ao que é bom, porém inocentes quanto ao que é mau. O Deus que dá paz, por sua parte, esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” (Rom. 16:19, 20) Além disso, o último livro da Bíblia, chamado Revelação ou Apocalipse, está-se cumprindo em nossos dias e descreve em visão simbólica como Satanás, o Diabo, e sua descendência iníqua serão esmagados e machucados na cabeça. (Rev. 19:11 a 20:10) Tudo isso garante que Jeová Deus ainda se apega ao seu propósito original de destruir a Satanás, que malvadamente fomentou a regência do homem na terra, e de restabelecer aqui a regência de Deus, a teocracia. Portanto, é absolutamente certo que o Deus Todo-poderoso se propôs deixar continuar a regência do homem, na terra, só por um tempo limitado. Este tempo está agora muito próximo de seu fim. Isto é razão para nos alegrarmos!
A REGÊNCIA DO HOMEM FOI DESASTROSA — O REMÉDIO É A REGÊNCIA DE DEUS
24. Cite exemplos mostrando que a regência do homem, desde o início, não teve a bênção do Criador.
24 Ao cederem a Satanás, o Diabo, o primeiro homem e a primeira mulher escolheram a regência do homem. Deus permitiu-lhes, pois, que a tivessem, não dentro do jardim teocrático do Éden, mas fora dele. Ali Deus permitiu que Adão e Eva, e sua descendência, tivessem a regência do homem até agora. Considerando-se a maneira em que ela se iniciou na terra, podia ter a bênção do único Deus verdadeiro e vivo, o Criador do homem! A resposta a esta pergunta se encontra na resposta à pergunta: Há qualquer evidência para mostrar que a regência do homem tenha tido a bênção de Deus, cuja regência o homem rejeitou? A resposta, segundo os fatos, é: Não! O primeiro homem a nascer a Adão e Eva assassinou seu próprio irmão piedoso e depois passou a construir cidades, com todos os problemas relacionados com o governo e a vida duma cidade. (Gên. 4:1-17) Quinze séculos depois, a terra habitada ficou tão cheia de violência por parte de gente de mentalidade corruta, que Deus eliminou a sociedade humana e suas cidades num dilúvio global. — Gên. 6:1 a 7:24.
25. (a) Que aconteceu com a regência do homem no tempo do Dilúvio? (b) Que ordem dada à Adão e Eva repetiu Jeová então aos sobreviventes do Dilúvio, com que resultado hoje em dia?
25 Se não tivesse ocorrido esse dilúvio global, a população do mundo seria hoje maior, a explosão demográfica do mundo teria vindo muito mais cedo, junto com todos os seus problemas de empregos para todos, alimentos para todos, moradia adequada para todos, os encargos fiscais e o constante aumento do custo do governo. A família humana teve um novo início com apenas oito sobreviventes do Dilúvio, ou com quatro casais. A regência do homem tinha sido, por um tempo, eliminada por este “ato de Deus”, o Dilúvio. O profeta Noé, a quem Jeová Deus dera instruções para construir a grande arca para preservar vivos a si mesmo e a sua família imediata, cria na regência de Deus. Depois do Dilúvio, ele continuou a andar com Deus, assim como fizera antes do Dilúvio. (Gên. 6:8, 9; 8:18-22) Jeová Deus deu as Suas leis a Noé e seus três filhos, para a vida na terra pós-diluviana, e, assim como dissera a Adão e Eva, ele disse a Noé e seus filhos que multiplicassem a sua descendência e enchessem a terra com os seus descendentes. (Gên. 9:1-7) Está a terra cheia de gente, hoje em dia, mais de quarenta e três séculos após o Dilúvio? Sim, segundo a opinião de alguns, mas não cheia demais, apenas mal distribuída.
26. (a) Como se iniciou novamente a regência do homem em escala notável? (b) De que modo era Ninrode semelhante a Caim, e era isso bom para o povo?
26 O primeiro esforço de estabelecer novamente a regência do homem em escala notável ocorreu nos dias do bisneto de Noé, chamado Ninrode, filho de Cus. Note como a Bíblia descreve isso em Gênesis 10:8-12: “E Cus tornou-se pai de Ninrode. Ele principiou a tornar-se poderoso na terra. Apresentou-se como poderoso caçador em oposição a Jeová. É por isso que há um ditado: ‘Igual a Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová.’ E o princípio do seu reino veio a ser Babel [ou Babilônia], e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinear. Daquela terra saiu para a Assíria e pôs-se a construir Nínive, e Reobote-Ir, e Calá, e Resem, entre Nínive e Calá: esta é a grande cidade.” O princípio do reino de Ninrode, em Babel ou Babilônia, não foi o princípio do reino de Deus, uma teocracia. Foi o comêço notável da regência do homem sob Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”. Igual ao assassino Caim, Ninrode começou a arrebanhar gente em cidades sob o seu controle. Foi isso bom? Para obtermos a resposta correta, só precisamos olhar para os crescentes problemas a que levou hoje aquele pequeno começo!
27. (a) Houve alguma regência de Deus desde os dias de Ninrode, e, em caso afirmativo, quando e onde? (b) Quem era o rei, e que tipo de governo a chamou Josefo?
27 Temos tido a regência do homem na terra desde os dias de Ninrode. Tivemos nós, durante todos estes milhares de anos, alguma regência de Deus, um reino de Deus, uma teocracia? Sim, mas apenas em escala pequena, apenas uma antevisão em miniatura da vindoura teocracia, o vindouro reino de Deus. Quando se deu isso? No ano 1513 antes de nossa Era Comum, nos dias do profeta Moisés, e por nove séculos depois disso, ou até 607 A. E. C. Deus, depois de ter livrado Moisés e seu povo da potência mundial então dominante, o Egito, reuniu-os junto ao monte Sinai, na península arábica. Ali ele os organizou numa nação e deu-lhes os Dez Mandamentos básicos e centenas de leis relacionadas, bem como um sistema de adoração religiosa que era puro e lhe era aceitável. Deu-lhes regras e leis estritas para um sacerdócio puro, prestimoso. Não lhes deu nenhum rei visível. Ele mesmo era seu Rei celestial, invisível, seu Legislador, seu Juiz, bem como seu Deus. (Êxo. 15:18-21; 19:1 a 20:26; Isa. 33:22) Tratava-se, como o historiador Flávio Josefo, do primeiro século, a chamou, de uma “teocracia” sobre uma só nação na terra.
28. Havia algo de errado com tal teocracia, e, se não, por que perdeu o povo a bênção e a proteção do Criador?
28 Como no caso da teocracia no jardim do Éden, perguntamos: O que havia de errado com esta teocracia pós-diluviana? Nada! E enquanto aquela nação vivia em harmonia com essa teocracia, ou expressão da regência de Deus, gozava da Sua proteção e bênção, e prosperava na sua terra dada por Deus, lá no Oriente Médio. Era somente quando o povo se esquecia de Jeová Deus, seu Rei e Regente, e se afastava da Sua adoração, violando as Suas leis e seguindo os costumes e a adoração das nações pagãs, circunvizinhas, que eles entravam em dificuldades. Para discipliná-los, Jeová Deus deixava que viessem sob a regência do homem, exercida pelas nações pagãs, vizinhas. Apenas quando o povo aflito lamentava seu proceder errado, infiel, e pedia estar novamente sob a regência de Deus, é que Ele os libertava dos seus opressores e lhes dava novamente liberdade e favor teocráticos. — Juí. 1:1 a 16:31; 21:25; Atos 13:16-20.
29. Qual é a razão de os descendentes daquele povo regido por Deus não terem hoje uma teocracia?
29 Os descendentes daquele povo que então esteve sob a regência de Deus ou a teocracia sobreviveram por milhares de anos até os nossos dias, e são até mesmo uma nação. Por que têm eles hoje uma república democrática em vez de uma teocracia? Isto se dá por causa de um desejo sem fé, expresso há muito, de terem uma regência humana igual à das nações pagãs em volta deles. Não tendo fé em seu Rei celestial, invisível, Jeová Deus, pediram que o profeta Samuel lhes estabelecesse um rei humano visível sobre a nação.
30. Que mandou Deus ao seu profeta Samuel fazer, quando Seu povo pediu um rei humano, visível?
30 Samuel cria na teocracia ou regência de Deus e ficou muito perturbado com seu pedido. Mas, Jeová Deus disse a Samuel: “Escuta a voz do povo referente a tudo o que te dizem; pois não é a ti que rejeitaram, mas é a mim que rejeitaram como rei sobre eles.” Samuel, sob a direção de Deus, falou ao povo sobre todos os problemas e encargos que lhes traria terem sobre si um rei humano, visível, mas o povo persistiu na demanda de tal rei humano. (1 Sam. 8:1-22) Portanto, Deus deu instruções a Samuel para ungir tal rei humano sobre a nação. Em que resultou esta forma da regência do homem?
UM REINO DE DEUS EM MINIATURA, MEDIANTE SEU UNGIDO
31. Que espécie de reis eram Saul, Davi e Salomão em Israel?
31 O primeiro rei ungido foi Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim. Visto que o Rei Saul, mais tarde, desobedeceu às ordens de Deus e por fim se bandeou para o espiritismo demoníaco, ele foi um fracasso. (1 Crô. 10:1-14, Atos 13:20, 21)Deus estabeleceu, então, como rei sobre a nação do seu povo, um ex-pastorzinho de Belém, Davi, filho de Jessé, da tribo de Judá. Por causa da devoção de Davi à adoração de Jeová Deus, foi-lhe dada a promessa ou o pacto de Deus referente ao estabelecimento de uma dinastia de reis, na família real de Davi, para sempre. (Atos 13:22; 2 Sam. 2:1 a 7:17)Concordemente, o filho amado de Davi, Salomão, tornou-se seu sucessor no trono, para reger em Jerusalém como representante visível de Deus. Lemos a respeito disso em 1 Crônicas 29:23: “E Salomão começou a sentar-se no trono de Jeová como rei em lugar de Davi, seu pai, e para ser bem sucedido, e todos os israelitas lhe obedeciam.” Foi nos dias do sábio Rei Salomão que esta forma de teocracia, com um rei humano, visível, sentado “no trono de Jeová”, em Jerusalém, atingiu seu ápice de prosperidade e glória.
32. Descreva as condições existentes para o povo sob a regência do rei teocrático Salomão. De que era isso quadro profético?
32 Contraste as condições de todas as nações regidas pelo homem, neste século vinte, com o relato histórico do reinado do teocrático Rei Salomão, conforme se acha em 1 Reis 4:24, 25: “E a própria paz veio a ser sua em cada região dele, em toda a volta. E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” Havia abundância de gente na nação, mas não havia problema alimentício, não se avizinhava nenhuma fome daquela nação. Antes, 1 Reis 4:20 relata: “Judá e Israel eram muitos, em multidão, iguais aos grãos de areia junto ao mar, comendo e bebendo, e alegrando-se.” Isto não era apenas um exemplo das bençãos usufruídas pelo povo sob a regência de Deus, ou teocracia, mas era também algo mais importante: era um quadro profético das vindouras bençãos para toda a humanidade, sob o reino de Deus, nas mãos de seu Filho celestial, Jesus Cristo, que se mostrou mais sábio e maior do que o antigo Salomão. — Mat. 12:42.
33. (a) O que levou à perda de bênçãos e proteção usufruídas por Israel sob a regência teocrática de Salomão? (b) O que mostra a história que aconteceu primeiro ao reino separado de Israel e depois a Judá, sob a dinastia da família do Rei Davi?
33 Uma vez que as bênçãos daquela teocracia antiga, limitada, em miniatura, foram tão grandes, por que não usufruem hoje os descendentes naturais do povo de Salomão as bênçãos duma teocracia, usufruindo a regência de Deus? É clara a resposta da palavra escrita de Deus: a adoração de deuses falsos, dos deuses das antigas nações pagãs, introduziu-se na nação escolhida e favorecida de Jeová. Essa os desviou da regência de Deus e os colocou sob a regência de demônios, exercida por meio de nações pagãs que adoravam demônios. Após a morte do Rei Salomão, a nação foi dividida em duas partes, no ano 997 A. E. C. A parte maior durou, como nação separada, 257 anos e foi finalmente absorvida pela Potência Mundial Assíria, em 740 A. E. C. A parte menor continuou como reino, com a sua capital em Jerusalém, sob a dinastia da família do Rei Davi, por mais de um século ainda, até 607 A. E. C. Então, o Deus Todo-poderoso, em cumprimento de suas próprias profecias, permitiu que o reino de Jerusalém fosse derrubado pela potência mundial de Babilônia. (2 Reis 25:1-26; 2 Crô. 36:11-21; Eze. 21:18-27) Com este evento desastroso deixou de existir a teocracia típica de Jeová Deus na terra.
34. (a) Sob a regência de quem veio o povo restabelecido de Deus depois dos setenta anos em Babilônia? (b) Quando Jesus, o Filho de Deus, veio à terra, como foi ele recebido pelos líderes religiosos dos judeus?
34 A partir do ano 607 A. E. C., a regência do homem tem dominado em toda a terra, até agora. É verdade que Jeová Deus, misericordiosamente, trouxe de volta seu restante arrependido do exílio em Babilônia, depois de setenta anos de desolação da terra de Judá e de Jerusalém, mas ele não restabeleceu a teocracia típica entre seu povo restaurado. Este se achava então em sujeição à Potência Mundial Persa, até que a Potência Mundial Macedônia ou Grega derrubou a Pérsia. Por fim, no primeiro século A. E. C., a Potência Mundial Romana assumiu o controle dele, e foi nos dias do Imperador César Augusto que Jesus Cristo nasceu na cidade de Davi, em Belém, e como descendente real do Rei Davi. (Luc. 2:1-20) Este Jesus, por seus ensinos, suas curas milagrosas, até mesmo ressuscitando mortos, e por cumprir as profecias, provou que era o prometido Messias ou Cristo, mas, apesar disso, os líderes religiosos de Jerusalém não quiseram este verdadeiro Herdeiro do Rei Davi como seu Rei, para reger em nome de Jeová Deus. Acusaram-no falsamente perante o governador romano como sedicioso, que afirmava ser rei. Portanto, a regência de quem queriam eles?
35. (a) Como mostraram esses líderes religiosos que preferiam a regência do homem à regência de Deus? (b) A que conduziu a regência do homem no ano 70 E. C.?
35 Quando o governador romano perguntou aos acusadores: “Hei de pendurar na estaca o vosso rei?”, os principais sacerdotes, que deviam ter sido teocráticos, lideravam a multidão em clamar em resposta: “Não temos rei senão César.” (João 19:1-15) Clamaram assim pela regência do homem, em vez de pela regência de Deus por meio de seu Messias da família real de Davi. E a receberam. Mas, trinta e três anos depois de Jesus Cristo ter sido pendurado numa estaca, enterrado e ressuscitado dentre os mortos para a vida celestial, eles se rebelaram contra César como rei. Deus não os ajudou, mas prevaleceu a regência do homem por meio de César, e no ano 70 E. C., mais de um milhão de rebeldes foram mortos, 97.000 foram levados ao cativeiro como escravos, e Jerusalém e seu magnífico templo de adoração foram destruídos. Tudo isso cumpriu a profecia de Jesus Cristo, que dissera: “Cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” — Luc. 21:20-24.
A REGÊNCIA DO HOMEM SOB A REGÊNCIA DE SATANÁS
36. Por quanto tempo continuou a regência do homem, e, em realidade, a regência de quem foi? Quem diz isso?
36 A regência de toda a terra pelo homem continuou até o fim desses tempos designados das nações no ano de 1914 E. C. Estes “tempos designados das nações”, os Tempos dos Gentios, começaram lá em 607 A. E. C., na primeira destruição de Jerusalém pela Potência Mundial Babilônica, que significou a derrubada da teocracia típica, do reino típico de Jeová Deus nas mãos dum descendente real do Rei Davi. Estes Tempos dos Gentios continuaram depois da segunda destruição de Jerusalém pela Potência Mundial Romana. Pode-se provar com a Palavra escrita de Deus, a Bíblia, que estes Tempos dos Gentios haviam de durar 2.520 anos a partir da primeira destruição de Jerusalém, ou até o ano de 1914 de nosso século vinte. Durante todos estes anos, o mundo da humanidade tem sofrido sob a regência do homem. Esta foi realmente a regência de Satanás, pois Jesus Cristo indicou que Satanás, o Diabo, era “o governante deste mundo”, e o apóstolo cristão Paulo o chamou de “deus deste sistema de coisas”. (João 12:31; 14:30; 2 Cor. 4:4) Nem mesmo o estabelecimento da cristandade religiosa, no quarto século, introduziu o reino de Deus ou a regência de Deus. Ela tem sido satânica!
37. Qual é a situação dos assuntos da terra agora, depois de mais de 2.520 anos de regência do homem?
37 Agora, já depois dos 2.520 anos dos Tempos dos Gentios, que promessa de paz, estabilidade, segurança, prosperidade e abundância apresenta a regência do homem ao mundo da humanidade? Que promessa tem feito a regência do homem, de cumprir a comissão dada ao perfeito Adão e Eva no jardim do Éden, de sujeitar toda a terra e de convertê-la num paraíso global, para ser o eterno lar feliz da humanidade? Ora, após o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, a regência do homem causou duas guerras mundiais e uma era de violência que ultrapassa até mesmo à que houve nos dias de Noé, antes do dilúvio. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a regência do homem tem transformado esta terra num arsenal para o armazenamento de bombas atômicas e nucleares de terrível potência matadora. O problema da pobreza tem-se tornado maior do que nunca, ao passo que, simultâneamente, aumenta depressa a devastação da terra.
38. Que prova temos de que a humanidade em geral, hoje em dia, não deseja que a terra seja regida por Deus?
38 Hoje em dia, deseja a humanidade em geral a regência de Deus, em vista das dificuldades e dos perigos mortais em que se encontra? Dificilmente. A humanidade em geral não só combate as leis de Deus, especificadas na Bíblia Sagrada, mas também as leis da criação de Deus, que os homens de ciência chamam de “Natureza”. Como exemplo disso, note-se o que se considerou e salientou nas sessões da Associação Americana Para a Promoção da Ciência, realizadas na cidade de Nova Iorque durante a última semana do ano de 1967. Demonstrou-se o dano causado pelo homem ao seu meio ambiente natural nesta era científica, nuclear e espacial. O chamado “equilíbrio da natureza” está sendo destruído. A quantidade de oxigênio para a respiração do homem está sendo reduzida. O solo e as águas da terra estão sendo poluídos em prol do lucro comercial da indústria moderna. O entrelaçamento intricado dos processos naturais para a manutenção da vida animal e humana está sendo desfeito.
39. Que aviso continha um editorial do Times de Nova Iorque, Intitulado “O Homem Contra a Natureza”?
39 Certo professor universitário disse que o meio ambiente do homem está sendo submetido a pressões “até o ponto de colapso” e que o nosso planeta terra aproxima-se de “uma crise que pode destruir a sua propriedade como lugar para a sociedade humana”. O jornal Times de Nova Iorque, em 1o de janeiro de 1968, disse no parágrafo final de seu editorial sobre o assunto “O Homem Contra a Natureza”: “A capacidade da terra para sustentar a vida humana é finita. Se este limite for ultrapassado, poderão advir enormes desastres — e alguns destes desastres talvez não estejam tão longe. O que é implícito nestas considerações é o desafio direto lançado às idéias populares sobre o ‘progresso’. Os homens só podem sobreviver se o meio ambiente natural que o produziu e sustentou for protegido contra as ameaças poderosas que agora se apresentam, ao passo que o homem usa poderes semelhantes aos de Deus com sabedoria muito menos do que semelhante à de Deus.”
40. De que modo é inegavelmente evidente que o homem é incapaz de reger a si mesmo?
40 Considerando-se isso do ponto de vista da atual situação do mundo, torna-se inegavelmente evidente que o homem é incapaz de reger a si mesmo. Ele não é capaz de sobreviver pelos seus próprios esforços humanos e sem a ajuda, a orientação e a bênção do Deus que criou o homem e todas as leis que governam o meio ambiente do homem. Por mera necessidade, em vista da situação extrema do homem, já chegou o tempo em que Deus simplesmente tem de assumir a regência desta terra para salvar a raça humana.
ESTÁ CHEGANDO O TEMPO DE DEUS!
41. (a) Além da urgente necessidade que o homem tem da regência de Deus, que mais, de importância ainda maior, requer consideração? (b) Renunciará o homem pacificamente à sua regência da terra, e, caso contrário, que será necessário?
41 No entanto, a necessidade urgente do homem não é a única razão que dita que o Deus Todo-poderoso e Criador assuma a regência de toda a terra por meio de seu reino messiânico. O próprio tempo designado por Deus mesmo dita que ele restabeleça agora a sua regência na terra. Apesar dos regentes humanos e de seus apoiadores políticos, que acham que a regência do homem tem de ser perpetuada a todo custo para evitar um desastre mundial, Deus, como cronometrista exato, seguirá seu próprio horário e restabelecerá a teocracia, a regência de Deus, neste planeta, sobre toda a terra. Seu tempo está próximo, razão pela qual a regência do homem está prestes a ser substituída pela regência de Deus. A regência do homem não cederá pacificamente, mas os regentes humanos continuarão a lutar contra o reino de Deus, para manter seu domínio de toda a terra. Portanto, a regência do homem tem de ser substituída por meio da derrota e destruição trazidas sobre ela na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no que é chamado de Armagedom. (Rev. 16:14, 16) A regência de Deus triunfará e prevalecerá na terra para todo o sempre.
42. (a) Quando cessou a regência gentia, ininterrupta, humana da terra, e como podemos estar seguros de que é assim? (b) Que foi estabelecido em 1914 para reimplantar a regência de Deus na terra?
42 Não é mera imaginação dizermos que os Tempos dos Gentios da regência humana, sob a regência de Satanás, findaram no ano de 1914 E. C. Este fato saliente é provado pela guerra mundial que começou naquele ano, seguindo-se fomes, pestilências, terremotos, perseguição religiosa e tensão e perplexidade internacionais, exatamente conforme Jesus Cristo predisse na sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3-12; Luc. 21:10-19) O fim dos Tempos dos Gentios, naquele ano inesquecível, significou, que o reino de Deus, nas mãos dos descendentes da linhagem real do Rei Davi, derrubado em Jerusalém em 607 A. E. C., foi restabelecido, não na Jerusalém terrestre, lá no Oriente Médio, mas nos céus. Sua autoridade foi entregue nas mãos do ressuscitado Filho de Deus, Jesus Cristo, que, como homem na terra, era o herdeiro legítimo e permanente do trono do Rei Davi. (Luc. 1:26-37) Este reino rege agora na “Jerusalém celestial”, muito além do alcance de qualquer potência das nações gentias para o pisar. Este reino celestial de Cristo será o meio divino para reimplantar a regência de Deus na terra.
43. Por meio de quem desalojará Jeová a regência do homem, e o que acontecerá à serpente simbólica que originalmente promoveu a regência do homem?
43 Todas as pessoas honestas, que perderam a fé na regência do homem, têm razões sólidas para se regozijarem agora com o fato de que a regência do homem está prestes a ser substituída pela regência de Deus. Por mais de dezesseis séculos, a cristandade tem orado hipocritamente o “Pai Nosso”, mas, ao mesmo tempo, cristãos genuínos, individuais, têm também feito a oração: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:9, 10) O Pai celestial responderá sem falta a esta oração ensinada pelo seu próprio Filho fiel, Jesus Cristo. Realizar-se a vontade de Deus aqui na terra, como também no céu, significa que a regência de Deus desalojará a regência do homem e será posta em vigor em toda a terra pelo seu reino, em que seu Filho celestial, Jesus Cristo, reina. Ele é principalmente o Descendente da mulher de Deus, prometido no jardim do Éden, há cerca de seis mil anos. Portanto, é Ele quem machucará a cabeça da serpente simbólica, Satanás, o Diabo. (Gên. 3:15; Rom. 16:20) É a Serpente simbólica que tem promovido e manobrado a regência do homem na terra, desde que o homem se rebelou no Éden.
44. (a) Que paralelo de sobrevivência, de há quarenta e três séculos, aguarda hoje uma “grande multidão” de amantes terrestres da regência de Deus? (b) Qual será a sua atitude sob a regência de Deus, na nova ordem na terra?
44 Há quarenta e três séculos, Noé e sua família sobreviveram na arca ao fim do “mundo de pessoas ímpias” por meio do Dilúvio. (2 Ped. 2:5; 3:5, 6) Nesta geração, de modo paralelo, uma relativamente “grande multidão” de amantes terrestres da regência de Deus, que oram pela vinda de seu reino, sobreviverá ao fim violento da regência do homem na terra. Sob a proteção de Deus, verão realizada a sua esperança de serem preservados através da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom, e de entrarem na nova ordem de Deus, na terra. Sujeitar-se-ão ali de todo o coração à regência de Deus. Não serão como as pessoas sem fé, dos dias do profeta Samuel, exigindo ter sobre si um rei humano, visível, terrestre. Alegrar-se-ão com o Rei celestial, invisível, empossado por Jeová Deus no poder régio, e obedecer-lhe-ão amorosa e fielmente. Suas bênçãos sob a regência de Deus, mediante este Rei celestial, Jesus Cristo, serão muito maiores do que as usufruídas pelo povo sob o reinado do sábio Rei Salomão.
45. Além de preservar uma “grande multidão” através do Armagedom, que mais fará a regência de Deus por meio de seu reino messiânico?
45 A regência atual do homem, reforçada por depósitos de bombas nucleares, ameaça aniquilar toda a raça humana. A regência de Deus, por meio de seu reino messiânico, fará mais do que preservar a vida dos que sobreviverão à guerra do Armagedom. Restabelecerá, na terra, a vida de incontáveis milhares de milhões de mortos, que faleceram durante os milhares de anos da regência do homem. Jesus Cristo, quando era homem na terra, prometeu que haveria uma ressurreição dos mortos pelos quais ele depôs a sua vida humana perfeita como sacrifício. (João 5:25, 28, 29; 11:25, 26) Como Rei celestial, ele cuidará de que haja tal ressurreição. A maravilha disso tudo está além de nossa compreensão.
46. Que oportunidade se oferecerá à humanidade no reino messiânico de Deus, e, por isso, com que devemos agora estar contentes?
46 A todos aqueles a quem se concede o favor clemente de viver na terra paradísica, sob a regência de Deus, conforme posta em vigor pelo seu reino messiânico, oferecer-se-á a oportunidade de alcançarem a vida infindável, em perfeição e piedade humana, com perfeita paz e segurança. A regência humana nunca jamais poderia realizar isso. Mas a regência de Deus o realizará. Assim, quão contentes podemos estar de que a regência do homem agora está prestes a ser substituída pela regência de Deus, para todo o sempre!
[Fotos na página 241]
O reinado de Salomão foi acompanhado de paz, segurança e abastança.
[Quadro/Foto na página 233]
HISTÓRIA EXATA
SUMER
EGITO
ASSÍRIA
PÉRSIA
MACEDÔNIA
GRÉCIA
ROMA