-
SiãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
permitiu que os babilônios desolassem Sião, ou Jerusalém. (Lam. 2:1, 4, 6, 8, 10, 13) Mais tarde, em cumprimento de profecia, Jeová restaurou a Sião ou Jerusalém um restante de Seu povo arrependido. (Isa. 35:10; 51:3; 52:1-8; Jer. 50:4, 5, 28; 51:10, 24, 35) Isto tornou possível que Jesus Cristo cavalgasse até Jerusalém montado num jumentinho, e se apresentasse a Sião como rei, cumprindo assim a profecia de Zacarias. (Zac. 9:9; Mat. 21:5; João 12:15) Apenas um restante o acatou de modo favorável, ao passo que os líderes religiosos rejeitaram Jesus como rei e procuraram matá-lo. Isto apontava a calamidade para a Jerusalém ou Sião terrestre, e sua rejeição por parte de Deus. — Mat. 21:33-46.
Sendo que Jesus tinha sido rejeitado na Jerusalém terrestre, não podia ter sido ali que Jeová lançou seu Filho como “uma pedra provada, ângulo precioso de um alicerce seguro”. (Isa 28:16; Rom. 9:32, 33; 1 Ped. 2:6) Antes, deve ter sido na Sião a respeito da qual se disse aos cristãos hebreus: “Mas, vós vos chegastes a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos, em assembléia geral, e à congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados, e a Jesus, o mediador dum novo pacto.” (Heb. 12:22-24) É evidentemente neste monte Sião celeste que o Cordeiro, Cristo Jesus, está em pé junto com os 144.000 que foram comprados da terra. — Rev. 14:1-3; veja JERUSALÉM (destaque para subtítulo A “NOVA JERUSALÉM”).
-
-
SicáriosAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SICÁRIOS
Veja FAQUISTAS.
-
-
SicloAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SICLO
A unidade básica hebréia de peso (1 Sam. 17:5, 7; Eze. 4:10; Amós 8:5) e de valor monetário. O siclo, com base na média de uns 45 pesos de siclo inscritos, pode ser computado em 11, 4 gramas. Um siclo equivalia a 20 geras (Núm. 3:47; 18:16), e há evidência de que 50 siclos equivaliam a 1 mina. — Veja MINA.
O siclo é com freqüência mencionado em conexão com a prata ou o ouro. (1 Crô. 21:25; Nee. 5:15) Antes de se empregarem moedas cunhadas, peças de prata (e, com menos freqüência, de ouro) eram utilizadas como dinheiro, o peso sendo verificado na ocasião em que se fazia a transação. (Gên. 23:15, 16; Jos. 7:21) As coisas pertencentes ao tabernáculo eram, por vezes, declaradas em termos de siclos, “segundo o siclo do lugar santo”. (Êxo. 30:13; Lev. 5:15; 27:2-7, 25) Isto talvez tenha sido feito para sublinhar que o peso devia ser preciso, ou, talvez, que devia ajustar-se a um peso-padrão conservado no tabernáculo.
Julga-se, em geral, que as ‘peças de prata’ amiúde mencionadas nas Escrituras Hebraicas eram siclos de prata, a unidade monetária padrão. (Juí. 16:5; 1 Reis 10:29; Osé. 3:2) Isto é comprovado pela Septuaginta (a expressão ‘peças de prata’, de Gênesis 20:16, sendo vertida pela mesma palavra grega empregada para traduzir “siclos”, em Gênesis 23:15, 16), e pelos Targuns. De acordo com Jeremias 32:9, o profeta pagou “sete siclos e dez moedas de prata” por um campo. Talvez isto fosse simplesmente uma fórmula legal que representasse dezessete siclos de prata (Al; BJ; BV; CBC; IBB), ou, possivelmente, significasse sete siclos de ouro e dez siclos de prata.
O texto de 2 Samuel 14:26 pode indicar que havia um siclo “real”, diferente do siclo comum, ou a referência pode ser a um peso- padrão conservado no palácio real.
-
-
SicômoroAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SICÔMORO
[Heb. , shaqám, ou shiqmáh’]. Esta árvore mencionada nas Escrituras Hebraicas não tem relação alguma com o sicômoro norte-americano, que é um tipo de plátano (ou falso-plátano). Ela é, evidentemente, a mesma que o “sicômoro-figueira” de Lucas 19:4. Esta árvore (Bicus sycomorus) possui frutos semelhantes aos da figueira comum, mas sua folhagem assemelha-se à da amoreira. Atinge uma altura de 9 m ou mais, é forte, podendo viver centenas de anos. Diferente da figueira comum, o sicômoro (sicômoro-figueira) é uma sempre-verde. Ao passo que suas folhas cordiformes são menores que as da figueira, a sua folhagem é densa e se espalha amplamente, tal árvore fornecendo boa sombra. Por esse motivo, era freqüentemente plantada às margens das estradas. Seu tronco curto e robusto logo se ramifica, tendo seus ramos mais baixos perto do solo, e isto a tornou uma árvore conveniente de ser escolhida por um homem baixo, como Zaqueu, como aquela em que subiria junto da estrada, a fim de ter uma boa visão de Jesus. — Luc. 19:2-4.
Os figos crescem em cachos abundantes e são menores e inferiores aos da figueira comum. É o costume atual dos cultivadores egípcios dos sicômoros (sicômoros-figueiras) pungir o fruto prematuro com um prego ou outro instrumento pontiagudo, a fim de acelerar sua maturação. Segundo Harold e Alma Moldenke em seu livro Plants of the Bible (Plantas da Bíblia; p. 108), se isto não for feito, o fruto “segregará certa quantidade de sumo aquoso e não amadurecerá”. Isto lança certa luz sobre a ocupação do profeta Amós, que se descreve como “boieiro e riscador de figos de sicômoros”. — Amós 7:14.
Além de crescerem no vale do Jordão (Luc. 19:1, 4) e ao redor de Tecoa (Amós 1:1; 7:14), os sicômoros abundavam notadamente nas baixadas da Sefelá (1 Reis 10:27; 2 Crô. 1:15; 9:27), e, embora seus frutos não tivessem a qualidade dos da figueira comum, o Rei Davi os considerou de suficiente valor para colocar os bosques da Sefelá sob os cuidados de um chefe administrativo. (1 Crô. 27:28) Os sicômoros (sicômoros-figueiras) eram evidentemente abundantes no Egito, por ocasião das dez pragas, e continuam sendo uma fonte de alimento ali, hoje em dia. (Sal. 78:47) A madeira é um tanto macia e porosa, e bem inferior à do cedro, mas era muito durável e muito usada em construção. (Isa. 9:10) Têm-se encontrado caixões de múmias, feitos de sicômoros, nos túmulos egípcios, e ainda se acham em boas condições, depois de cerca de 3.000 anos.
-
-
Sicômoro-figueiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SICÔMORO-FIGUEIRA
Veja SICÔMORO.
-
-
SidimAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SIDIM
[vale dos campos], BAIXADA DE. Um vale vinculado na Escritura com o mar Salgado (Morto). (Gên. 14:3) Ali, nos dias de Abraão, os reis rebeldes de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar batalharam com o elamita Rei Quedorlaomer e seus três aliados mesopotâmios. Derrotados, os reis de Sodoma e Gomorra fugiram, apenas para ver algumas de suas tropas caírem nos “poços e mais poços de betume” que permeavam a área. — Gên. 14:4, 8-10.
A baixada de Sidim é geralmente identificada com a seção parecida a uma baia do mar Morto ao S da península de Lisan. Tendo sido provavelmente outrora um vale fértil, pelo visto foi mais tarde submersa, talvez devido a uma atividade sísmica ou devido à alterações topográficas que resultaram da destruição, por parte de Deus, de Sodoma, Gomorra e do inteiro distrito. (Gên. 19:24, 25) De tempos a tempos, pedaços de matéria betuminosa ainda sobem à superfície das águas rasas dali. — Veja MAR SALGADO.
-
-
Sídon, SidôniosAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
SÍDON, SIDÔNIOS
O primogênito de Canaã, Sídon, foi o progenitor dos sidônios. A cidade portuária de Sídon recebeu tal nome por causa do seu antepassado, e por muitos anos constituía a principal cidade dos fenícios, como os gregos chamavam os sidônios. Atualmente a cidade é conhecida como Saída.
Uma colônia de sidônios também se fixou a c. 35 km ao S de Sídon e chamou o local de Tiro. Com o tempo, Tiro ultrapassou Sídon em muitos sentidos, mas ela jamais perdeu inteiramente sua identidade como povoado sidônio. O rei de Tiro era às vezes chamado de “rei dos sidônios” (1 Reis 16:31) e, com frequência, Tiro e Sídon são mencionadas juntas nas profecias. (Jer. 25:22; 27:3; 47:4; Joel 3:4; Zac. 9:2) Entre as duas cidades situava-se Sarefá, “que pertence a Sídon”, e onde Elias foi alimentado por uma viúva durante um período prolongado de fome. — 1 Reis 17:9; Luc. 4:25, 26.
Originalmente, Sídon era considerada o limite N das nações cananéias. (Gên. 10:19) Depois de Josué ter vencido os reis da Canaã setentrional (que foram perseguidos tão ao N quanto a “populosa Sídon”), a terra foi dividida entre as nove tribos e meia que ainda não tinham recebido nenhuma consignação. Naquela época, a terra sob o controle de Sídon ainda precisava ser tomada. (Jos. 11:8; 13:2, 6, 7; Núm. 32:33) Aser recebeu as planícies costeiras logo ao S de Sídon, e, conforme tinha sido profetizado, o território de Zebulão jazia ‘com sua parte remota voltada para Sídon’, isto é, na parte N da Terra Prometida. (Jos. 19:24, 28; Gên. 49:13) Os aseritas, contudo, em vez de expulsarem os sidônios do território que Deus lhes dera, contentaram-se em fixar-se entre eles. (Juí. 1:31, 32; 3:1, 3) No período dos juízes, a tribo de Dã anexou Laís, possivelmente uma colônia sidônia, e lhe deu o nome de Dã. A conquista foi realizada com aparente facilidade, pois o povo se manteve “sossegado e insuspeitoso”, assim sendo, despreparado para tal ataque. (Juí. 18:7, 27-29) Sídon também é mencionada em conexão com o recenseamento feito nos dias de Davi. — 2 Sam. 24:6.
Uma cidade portuária favorecida com dois dos poucos portos da costa fenícia, Sídon tornou-se um grande centro de intercâmbio comercial em que caravanas terrestres se encontravam e trocavam suas mercadorias por itens trazidos em navios que singravam pelas rotas marítimas do Mediterrâneo. Entre os sidônios havia ricos mercadores, marujos peritos e robustos remadores. (Isa. 23:2; compare com Ezequiel 27:8, 9.) Os sidônios também eram famosos por sua arte na fabricação de vidros e perfumes, em sua tecelagem e no tingimento de tecidos. Também eram famosos por sua habilidade como cortadores e transportadores de madeira. — 1 Reis 5:6; 1 Crô. 22:4; Esd. 3:7.
A RELIGIÃO SIDÔNIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Quanto à religião, os sidônios eram depravados, sendo parte destacada de sua adoração as orgias sexuais lascivas relacionadas com a deusa Astorete. Os israelitas, ao permitirem que os sidônios continuassem entre eles, foram por fim enlaçados a adorar os deuses falsos deles. (Juí. 10:6, 7, 11-13) Algumas das esposas estrangeiras com que Salomão se casou eram sidônias, e elas fizeram com que o rei fosse atrás da repugnante deusa da fertilidade, Astorete. (1 Reis 11:1, 4-6; 2 Reis 23:13) O Rei Acabe também fez o que era mau aos olhos de Jeová por se casar com Jezabel, a filha dum rei sidônio. Jezabel, por sua vez, promoveu zelosamente a adoração falsa em Israel. — 1 Reis 16:29-33; 18:18, 19.
Fez-se que os sidônios bebessem do furor de Jeová, primeiro por ouvirem as pronunciações de Seus profetas, e, mais tarde, por sofrerem a destruição às mãos dos babilônios e de outros. (Isa. 23:4, 12; Jer. 25:17, 22; 27:1-8; 47:4; Eze. 28:20-24; 32:30; Joel 3:4-8; Zac. 9:1-4) A história secular relata que os impérios de Babilônia, da Pérsia, da Grécia e de Roma dominaram, cada um por sua vez, a Sídon.
-