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  • Uma oliveira produtiva
    A Sentinela — 1984 | 15 de fevereiro
    • Uma oliveira produtiva

      “Desta maneira é que todo o Israel será salvo.” — ROMANOS 11:26.

      1. O que se pode dizer sobre as oliveiras?

      SABE-SE que as oliveiras podem durar centenas de anos. Mesmo quando o tronco velho, e muitas vezes oco, finalmente morre, às vezes surgem novos brotos das raízes, produzindo uma ou mais novas oliveiras. Seja como for, existe uma oliveira que foi plantada há quase 4.000 anos, e que hoje ainda vive e produz frutos!

      2. Em relação com que promessa falou Paulo sobre a oliveira, e o que ilustra esta?

      2 O apóstolo Paulo, na sua carta aos romanos, usou a oliveira como ilustração da maneira maravilhosa em que Jeová cumpre parte duma promessa que fez a Abraão séculos antes:

      “Seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há a beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.” — Gênesis 22:16-18.

      O PACTO ABRAÂMICO

      3, 4. (a) Como acabava Abraão de provar a sua fé? (b) Que foi prefigurado por este episódio?

      3 Abraão acabava de provar que estava disposto a sacrificar Isaque, seu único filho de sua primeira esposa, Sara. (Hebreus 11:17-19; queira ler Gênesis 22:1-18.) Desde os tempos primitivos, os cristãos têm encarado este episódio como prefiguração do sacrifício que Jeová fez de seu Filho, recebendo-o depois de volta por meio da ressurreição. Sim, “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.

      4 De modo que Abraão prefigurou neste quadro profético a Jeová Deus, e Isaque — um jovem que poderia ter resistido ao seu pai de 125 anos de idade — retratou Jesus Cristo, que voluntariamente depôs a sua vida humana como sacrifício de resgate. — Hebreus 7:27; 10:12.

      5. Que foi revelado no pacto que Deus fez com Abraão a respeito do descendente prometido de Gênesis 3:15?

      5 Por causa da grande fé que Abraão tinha, Jeová já fizera anteriormente com ele um pacto, o qual entrou em vigor em 1943 AEC. (Gênesis 12:4, 7; Gálatas 3:17) Uns 50 anos mais tarde, depois de ter visto a qualidade provada da fé que Abraão tinha, relacionada com Isaque, Jeová repetiu e ampliou esta promessa pactuada, conforme registrada no capítulo 22 de Gênesis. Este plenamente expresso pacto abraâmico fornecia pormenores sobre a execução dos maravilhosos propósitos de Deus. Mostrava que o descendente de libertação, prometido no Éden, surgiria na terra como descendente de Abraão, que seria um descendente múltiplo (cujo número específico não fora revelado na época), que ele desbarataria seus inimigos e que finalmente, por meio deste descendente, todas as nações da terra obteriam bênçãos para si mesmas. — Gênesis 3:15.

      A IDENTIFICAÇÃO DO DESCENDENTE DE ABRAÃO

      6, 7. (a) Em sentido bíblico, quem é primariamente o Descendente de Abraão? (b) Como sabemos que deveria haver um descendente secundário de Abraão? (c) Quando foi revelado seu número exato, e qual é este número?

      6 Cada pormenor desta promessa é de interesse para aqueles que compartilham a fé de Abraão e que querem ser abençoados por Jeová. (Romanos 4:16) Quem é primariamente o descendente de Abraão, por meio de quem todas as nações da terra por fim abençoariam a si mesmas? O apóstolo Paulo identificou a Cristo como o Descendente principal. — Gálatas 3:16.

      7 Outrossim, visto que Jeová prometeu a Abraão que lhe multiplicaria o descendente, quem constituiria a parte secundária do descendente de Abraão? Quem seriam os “herdeiros com referência a uma promessa”, os “co-herdeiros” do descendente principal Cristo? (Gálatas 3:29; Romanos 8:17) Durante uns 2.000 anos, até mesmo o número dos que constituiriam a parte secundária do ‘descendente de Abraão’ ficou desconhecido aos homens, assim como “as estrelas dos céus” ou “os grãos de areia que há à beira do mar”. Daí, perto do fim do primeiro século EC, o apóstolo João ouviu “o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel”. — Gênesis 22:17; Revelação 7:4.

      8. Que oportunidade especial tinham os judeus circuncisos?

      8 No entanto, dentre quem seriam escolhidos e selados esses 144.000 “filhos de Israel”? Se suficientes israelitas carnais tivessem seguido o pacto da Lei como a um “tutor, conduzindo a Cristo [o Descendente principal de Abraão]”, eles poderiam ter fornecido todos os 144.000 membros do descendente secundário de Abraão e assim se tornado “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, para a bênção de todas as nações da terra. (Gálatas 3:24; Êxodo 19:5, 6) Mas, houve suficientes deles que mostraram ser verdadeiros filhos de Abraão, “pai de todos os que têm fé”? — Romanos 4:11.

      9. Como mostrou João, o Batizador, que o descendente espiritual de Abraão não necessariamente seria constituído exclusivamente por judeus?

      9 Mesmo já antes de Jesus iniciar seu ministério terrestre, João, o Batizador, advertira os líderes religiosos judaicos: “Não presumais dizer a vós mesmos: ‘Temos por pai a Abraão.’ Pois eu vos digo que Deus é capaz de suscitar destas pedras filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produzir fruto excelente, há de ser cortada e lançada no fogo.” (Mateus 3:9, 10) Por volta do tempo de Paulo, já se revelara a maneira maravilhosamente sábia em que Jeová suscitaria o pleno número do descendente de Abraão. (Romanos 16:25-27) Paulo explica isso em pormenores na sua carta aos romanos.

      A CARTA DE PAULO AOS ROMANOS

      10. Que criam erroneamente os judeus carnais?

      10 Os judeus eram muito cônscios de ser o povo escolhido de Deus. Sobre a expressão “povo escolhido”, A Concisa Enciclopédia Judaica (em inglês) declara: “É uma designação que expressa a crença em terem os judeus uma relação especial com Deus. O conceito baseia-se no pacto feito com Abraão.” Os judeus, orgulhosos de serem descendência de Abraão, pensavam que eles eram o descendente pelo qual todas as nações seriam abençoadas e que poderiam justificar-se perante Deus por meio de obras feitas sob o pacto da Lei. — João 8:33, 39; Romanos 9:31, 32; 10:3, 4; 11:7.

      11, 12. (a) Na época em que Paulo escreveu aos romanos, qual era a situação na congregação em Roma? (b) Por que escreveu Paulo aos cristãos judeus e gentios em Roma?

      11 Foi contra este fundo histórico que o apóstolo Paulo escreveu à congregação cristã em Roma. Alguns dos judeus em Roma haviam-se tornado cristãos, mas a grande maioria dos judeus negava-se a ter fé em Jesus como o Messias. A congregação cristã em Roma compunha-se também de muitos cristãos não-judeus.

      12 Por motivos diferentes, tanto os judeus como os gentios tinham sentimentos de superioridade — os judeus, por descenderem do original tronco abraâmico — os gentios, por terem sido admitidos aos privilégios especiais do pacto abraâmico em resultado da falta de fé por parte dos judeus incrédulos. Paulo procurava convencer os cristãos de origem judaica e não judeus no sentido de que ambos os grupos deviam sua posição justa, perante Deus à sua fé em Cristo, em vez de obras. (Romanos 3:21-27) Ao escrever sua carta, Paulo objetivava a unidade e a produtividade cristãs, para a glória de Jeová, pela maneira maravilhosa em que ele prossegue com o cumprimento das promessas do pacto abraâmico.

      A OLIVEIRA SIMBÓLICA

      13. Por que expressou Paulo pesar, e o que ilustrou ele por meio duma oliveira cultivada?

      13 O apóstolo Paulo expressou pesar de que “nem todos os que procedem de Israel são realmente ‘Israel’“, e declarou: “Tampouco por serem o descendente de Abraão são todos eles filhos [parte do descendente espiritual de Abraão]”. Daí passou a ilustrar como Jeová ‘suscita filhos a Abraão’. (Romanos 9:1, 2, 6, 7) Para descrever como o pacto abraâmico produz o pleno número dos membros do espiritual descendente da promessa, ele usou o símbolo duma oliveira especialmente cultivada. — Queira ler Romanos 11:13-26.

      14. Quem é a raiz da oliveira simbólica, e que textos revelam isso?

      14 Paulo menciona primeiro a raiz, antes de falar da própria árvore, dizendo que “a raiz é santa”. (Romanos 11:16) Jeová Deus é o “Mais Santo”. (Oséias 11:12) Ele freqüentemente é chamado de “o Santo de Israel”, especialmente no livro de Isaías. (Isaías 10:20; 29:19; 60:9) O apóstolo Pedro aconselhou os cristãos ungidos, dizendo: “De acordo com o Santo que vos chamou, vós, também, tornai-vos santos em toda a vossa conduta.” (1 Pedro 1:15, 16) Jeová Deus, o Abraão Maior, é a raiz da oliveira simbólica.

      15. (a) De que maneira é Jeová a raiz do Israel espiritual? (b) Quem é o tronco da oliveira simbólica? Por quê?

      15 Assim como o patriarca Abraão foi a raiz da nação de Israel, assim Jeová dá vida ao Israel espiritual. Assim como as 12 tribos de Israel procederam de Abraão por intermédio de seu filho Isaque, através de Jacó e os 12 patriarcas, as 12 tribos simbólicas do Israel espiritual procedem de Jeová por intermédio do Isaque Maior, Cristo Jesus. Ele, qual Descendente principal de Abraão, é simbolizado pelo caule ou tronco da oliveira. (Gálatas 3:16) Jeová, a raiz, produz o pleno número de membros do descendente secundário, por intermédio de seu Filho, Cristo Jesus. (Gálatas 3:29) Mas como ou de que maneira produz Jeová o número determinado de ramos simbólicos?

      ALGUNS RAMOS SÃO DECEPADOS E OUTROS ENXERTADOS

      16. Qual é o “segredo sagrado” mencionado por Paulo em Romanos 11:25 e Efésios 3:3-6?

      16 Paulo passou a explicar este arranjo maravilhoso. Escreveu: “Pois não quero, irmãos, que sejais ignorantes deste segredo sagrado, a fim de que não sejais discretos aos vossos próprios olhos: que a obtusão das sensibilidades aconteceu em parte a Israel, até que tenha entrado o pleno número de pessoas das nações, e desta maneira [em grego: kai hoútosa] é que todo o Israel será salvo.” (Romanos 11:25, 26; veja Efésios 3:3-6.) Jeová ‘suscitaria filhos a Abraão’ por admitir no descendente secundário de Abraão o número determinado, “o pleno número de pessoas das nações [gentias]”. Por mostrarem “a fé que Abraão teve”, os deste número limitado de não-judeus, mostrariam ser judeus espirituais, parte do Israel espiritual, “o Israel de Deus”. — Romanos 4:16; 2:28, 29; Gálatas 6:15, 16.

      17. (a) Que processo incomum descreveu Paulo? (b) A quem retratavam os ramos decepados e a quem retratavam os brotos enxertados duma oliveira brava? (c) Como expôs esta ilustração os judeus orgulhosos e altivos?

      17 Paulo ilustrou a realização deste “segredo sagrado” por meio dum processo hortícola incomum. O processo normal é enxertar brotos duma árvore cultivada numa árvore silvestre, para torná-la produtiva, conforme Paulo bem sabia. Ele disse aos cristãos gentios que eles haviam sido ‘enxertados, contrário à natureza, numa oliveira cultivada’. (Romanos 11:24) Comparou assim os não-judeus admitidos no pacto abraâmico a rebentos ou brotos duma oliveira brava, enxertados no tronco duma “oliveira cultivada”. Eles substituiriam os ramos naturais decepados, os quais representavam os judeus carnais, rejeitados por causa de sua falta de fé. (Romanos 11:17, 19, 20, 24) Esta ilustração incomum serviu como forte exposição dos judeus orgulhosos, altivos e incrédulos, que consideravam os gentios tão sem vida como pedras ou tão incapazes de produzir frutos excelentes como os ramos duma oliveira brava. Confirmava que Jeová tem “poder para suscitar . . . filhos a Abraão”, assim como advertira João Batista. — Lucas 3:8.

      18. (a) O que aconteceu no ano 36 EC, mas foram alguns dos ramos cortados novamente enxertados na árvore do pacto abraâmico? (b) Como promoveu Paulo a união dentro da congregação cristã?

      18 Não obstante, os cristãos não-judeus, que haviam sido ‘enxertados contrário à natureza’ na árvore do pacto abraâmico como parte do descendente espiritual, não tinham motivos para se sentirem superiores aos judeus. Paulo explicou: “Eles [os judeus], também, se não permanecerem na sua falta de fé, serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los novamente.” (Romanos 11:23) Um pequeno restante dos judeus naturais aceitou o Descendente principal e tornou-se ramos permanentes da oliveira simbólica. (Romanos 9:27; 11:5) Mas a maioria dos judeus fora cortada da árvore do pacto abraâmico no ano 36 EC, no fim da 70.ª semana de anos, predita por Daniel. (Daniel 9:27)b Depois disso, porém, alguns judeus haviam sido enxertados novamente “na sua própria oliveira” por exercerem fé no Messias, Jesus, o Descendente principal de Abraão. (Romanos 11:24; Atos 13:5, 42, 43; 14:1) Paulo, por salientar essas coisas, promovia a união entre os cristãos ungidos, porque todos se haviam tornado ‘compartilhadores da raiz de untuosidade da oliveira’ por meio da “benignidade de Deus”. — Romanos 11:17, 22.

      A OLIVEIRA PLENAMENTE PRODUTIVA

      19. De que modo produziu o pacto abraâmico aos poucos o descendente espiritual, para a salvação de “todo o Israel”?

      19 No decorrer dos séculos, e especialmente na época favorável deste tempo do fim, outros judeus e não-judeus foram enxertados na oliveira simbólica. O pacto abraâmico produz assim o “pleno número” de judeus e gentios necessário para completar o descendente espiritual. “Desta maneira é que todo o Israel será salvo”, não o Israel carnal, mas os que são “realmente ‘Israel’”, os 144.000 membros do Israel espiritual. — Romanos 11:12, 25, 26; 9:6-8; Revelação 7:4.

      20, 21. (a) Que reação deve produzir em nós o cumprimento desta parte de máxima importância do pacto abraâmico? (b) O que será examinado no artigo que se segue?

      20 A maneira maravilhosa em que Jeová tem cumprido esta parte de máxima importância do pacto abraâmico, produzindo o tronco e o pleno número de ramos desta árvore simbólica, deve encher-nos de admiração. Iguais a Paulo, exclamamos: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos! Pois, ‘quem veio a conhecer a mente de Jeová ou quem se tornou o seu conselheiro?’ Ou: ‘Quem primeiro lhe deu, de modo que se lhe tenha de pagar de volta?’ Porque todas as coisas são dele, e por ele, e para ele. Glória a ele para sempre. Amém.” — Romanos 11:33-36.

      21 Mas, que lições práticas podem ser tiradas da ilustração da oliveira enxertada, tanto por parte dos ramos simbólicos (os cristãos ungidos) como por outros que agora podem abençoar a si mesmos por meio do descendente produzido pela árvore do pacto abraâmico? Estes aspectos serão abrangidos no artigo que segue.

  • Unidos produtores de frutos
    A Sentinela — 1984 | 15 de fevereiro
    • Unidos produtores de frutos

      “Que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos.” — João 15:8.

      1. Como mostra a Bíblia que Jeová dá muito valor a árvores frutíferas?

      “JEOVÁ DEUS fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento.” (Gênesis 2:9) Em Israel deixavam-se as árvores frutíferas recém-plantadas crescer por três anos, sem que seu dono usasse as frutas para qualquer fim. Mesmo quaisquer frutas produzidas no quarto ano se tornavam “algo santo de exultação festiva para Jeová”. No quinto ano, o dono podia usar a colheita de frutas como bem entendesse, depois de entregar as primícias a Jeová. (Levítico 19:23-25; Deuteronômio 26:1-10; Neemias 10:35-37) Em caso de guerra, as árvores frutíferas tinham proteção especial sob a Lei mosaica. — Deuteronômio 20:19, 20.

      ÁRVORES IMPRODUTIVAS ERAM CORTADAS

      2, 3. O que disse Jesus na parábola da figueira estéril?

      2 No artigo precedente vimos que muitos dos ramos naturais da oliveira simbólica (Romanos, capítulo 11) foram cortados e substituídos por ramos procedentes duma oliveira brava. Nesta ilustração, os ramos decepados representam os judeus sem fé, que se negaram a reconhecer o tronco da oliveira, ou o Descendente principal, o Messias, Jesus. Numa ilustração diferente, Jesus comparou a nação judaica a uma árvore inteira — não uma oliveira, mas uma figueira.

      3 No outono (setentrional) de 32 EC, Jesus declarou: “Certo homem plantara uma figueira no seu vinhedo e veio procurar fruto nela, mas não achou nenhum. Ele disse então ao vinhateiro: ‘Já faz agora três anos que venho procurar fruto nesta figueira, mas não achei nenhum. Corta-a! Realmente, por que devia ela manter o solo inútil?’ Em resposta, este lhe disse: ‘Amo, deixa-a também este ano, até que eu cave em volta dela e lhe ponha estrume; e, se então produzir fruto no futuro, muito bem; mas se não, hás de cortá-la.’” — Lucas 13:6-9.

      4. Como mostrou Jesus que era “vinhateiro” fiel?

      4 Na época em que Jesus falava sobre esta figueira, ele, como o “vinhateiro”, havia gastado três anos na tentativa de cultivar fé entre os judeus. No entanto, apesar das muitas vantagens que estes tinham sob o pacto abraâmico e o da Lei, apenas um pequeno restante da nação judaica havia aceito o Messias. (Romanos 9:4, 5, 27) Durante o quarto ano do seu ministério, Jesus intensificou seus empenhos entre os judeus, simbolicamente cavando e pondo estrume em volta da “figueira” judaica, por zelosamente pregar e ensinar na Judéia, na Peréia e finalmente tanto em Jerusalém como em volta dela. — Lucas, capítulos 10 a 19.

      5. Como e por que foi cortada a “figueira” judaica, e quando foi “lançada no fogo”?

      5 Todavia, no meio daquele quarto ano, poucos dias antes de sua morte, Jesus chorou sobre Jerusalém e disse à capital da nação judaica que sua casa havia sido abandonada. (Mateus 23:37-39) Jeová, o dono da “figueira” judaica, inspecionara-a novamente nesta quarta estação de cuidados intensivos. Encontrando-a sem frutos, qual nação, mandou que fosse cortada, em harmonia com o princípio declarado por Jesus em Mateus 7:19. Assim é que o Reino de Deus foi tirado da nação judaica e dado a uma outra nação, o Israel espiritual, que produzia seus frutos. (Mateus 21:43) Esta transferência ocorreu em Pentecostes daquele mesmo ano 33 EC. Trinta e sete anos mais tarde, em 70 EC, a “figueira” cortada foi “lançada no fogo”, quando Jerusalém e a nação judaica foram destruídas. — Mateus 3:9, 10; Lucas 19:41-44.

      “DESDE QUE PERMANEÇAS NA SUA BENIGNIDADE”

      6. Como são salientadas a benignidade e a severidade de Deus pelas ilustrações da figueira estéril e da oliveira enxertada?

      6 Assim como a parábola da figueira estéril mostra que há limites para a paciência de Jeová, assim a ilustração de Paulo a respeito da oliveira, embora saliente a benignidade de Jeová, também mostra a sua severidade. Jeová, na sua benignidade, havia enviado João, o Batizador, aos “ramos naturais” judaicos para dizer-lhes que ‘produzissem fruto próprio do arrependimento’ e cressem em Jesus. (Mateus 3:8; Atos 19:4) Eles foram ‘cortados’ por causa de sua falta de fé. Esta diminuição no número dos “ramos naturais” judaicos significava “riquezas para pessoas das nações”, visto que se enxertavam ‘ramos de oliveira brava’, gentios, na árvore do pacto abraâmico, a fim de se tornarem parte do descendente espiritual de Abraão. — Romanos 11:12, 17, 20, 21.

      7. Que advertência acrescentou Paulo?

      7 Mas Paulo acrescentou uma advertência. Dirigindo-se aos cristãos não-judeus, ungidos, ele disse: “Pois, se Deus não poupou os ramos naturais, tampouco te poupará a ti. Eis, portanto a benignidade e a severidade de Deus. Para com aqueles [judeus] que caíram, há severidade, mas para contigo [gentio] há a benignidade de Deus, desde que permaneças na sua benignidade; senão, tu também serás cortado.” (Romanos 11:21, 22) Para permanecerem na benignidade de Jeová, os cristãos gentios, enxertados na árvore do pacto abraâmico tinham de demonstrar ter forte fé no Descendente principal de Abraão. Estavam “de pé pela fé”, a qual tinham de provar por frutos cristãos, ‘apresentando seus corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado’. — Romanos 11:20; 12:1.

      8. Que outra lição prática inferiu Paulo de sua ilustração da oliveira?

      8 Paulo inferiu outra lição prática da maneira maravilhosa em que Jeová habilita a árvore do pacto abraâmico a produzir o pleno número dos 144.000 “ramos” judaicos e gentios. Passou a dizer a ambas as espécies de “ramos”: “Digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar; mas que pense de modo a ter bom juízo, cada um conforme Deus lhe distribuiu uma medida de fé. Pois assim como nós temos em um só corpo muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em união com Cristo.” (Romanos 12:3-5) Tanto os cristãos judeus como os não-judeus haviam sido admitidos ao descendente espiritual de Abraão pela “benignidade de Deus”. Paulo lembrou-lhes: “Não és tu que suportas a raiz [Jeová], mas a raiz suporta a ti.” (Romanos 11:18) Para evitarem ser ‘cortados fora’, teriam de permanecer na benignidade de Deus por preservarem sua união como “um só corpo em união com Cristo”. — Romanos 11:22.

      9. Que lição contém isso para as “outras ovelhas”, de modo que precisam ter cuidado de fazer o quê?

      9 Contém esta advertência dada aos cristãos ungidos alguma lição para os cristãos atuais que não são israelitas espirituais? Decididamente que sim. Embora estes não façam parte do descendente espiritual produzido pelo pacto abraâmico e assim “não são deste aprisco”, essas “outras ovelhas” decididamente fazem parte das “nações da terra” que podem abençoar a si mesmas por meio do descendente. (João 10:16a; Gênesis 22:18) Segue-se que eles têm de ter fé igual a Abraão, cujas perspectivas de vida também são terrenas, e têm de ‘andar ordeiramente nas pisadas dessa fé’. (Romanos 4:11, 12, 16) Têm de mostrar sua sujeição ao Pastor Excelente, Cristo, o Descendente principal de Abraão. Também têm de cooperar com o restante do descendente secundário de Abraão, tornando-se com ele “um só rebanho” debaixo de “um só pastor”. (João 10:14, 16b) Se há o risco de os cristãos ungidos que não permanecem na benignidade de Deus serem ‘cortados fora’ da árvore do pacto abraâmico, não deviam os das “outras ovelhas” ter muito cuidado de não fazer nada que possa fazê-los perder a boa vontade de Jeová? — Romanos 11:22.

      “SE NÃO PERMANECEREM” SEM FÉ

      10. O que poderia acontecer, se algum judeu não permanecesse na sua falta de fé? E o que significava isso para ele?

      10 A ilustração da oliveira contém mais outra lição geral, que pode ser aplicada tanto aos cristãos ungidos como às “outras ovelhas”. Encontramo-la em Romanos 11:23, que reza: “Eles [os judeus sem fé], também, se não permanecerem na sua falta de fé, serão enxertados; pois Deus é capaz de enxertá-los novamente.” Vemos nisso outro aspecto da benignidade de Deus. Quando Paulo escreveu esta carta (por volta de 56 EC) , a nação judaica como tal já por muito tempo havia sido derrubada como “figueira” infrutífera. Ou, voltando para a ilustração da oliveira, a maioria dos “ramos naturais” haviam sido ‘cortados’ por causa de sua falta de fé em Jesus, o Messias. Todavia, se algum judeu individual não permanecesse na sua falta de fé, Jeová Deus estava disposto a enxertá-lo novamente na oliveira simbólica e torná-lo membro do descendente espiritual de Abraão. Para tal judeu arrependido, ser recebido de volta por Jeová significava “vida dentre os mortos”. — Romanos 11:14, 15.

      11. Que aconteceu com alguns dos das “outras ovelhas”, mas o que devem estes fazer?

      11 Atualmente, alguns dos das “outras ovelhas” tornaram-se complacentes, e, por falta de fé, deixaram de servir a Jeová. Separaram-se da associação ativa com o Seu povo. Alguns deles ficaram em sérios apuros, e as advertências contidas na Palavra de Deus ‘os acharam’. Devem sentir-se irrecuperavelmente perdidos? A Palavra de Deus declara: “Se de lá [de fora da “terra” do povo de Deus] deveras procurardes a Jeová, teu Deus, certamente também o acharás, pois indagarás por ele com todo o teu coração e com toda a tua alma. Quando estiveres num sério aperto e todas estas palavras [de aviso] te tiverem achado no fim dos dias, então terás de voltar a Jeová, teu Deus, e terás de escutar a sua voz. Pois Jeová, teu Deus, é um Deus misericordioso.” — Deuteronômio 4:29-31.

      12. (a) Como se mostrou o “escravo fiel” preocupado com esses extraviados das “outras ovelhas”? (b) Que exemplos pode relatar para mostrar que alguns, em gratidão, voltaram ao rebanho?

      12 “O escravo fiel e discreto”, os remanescentes dos irmãos ungidos de Cristo na terra, como grupo unido de ramos que dão frutos na árvore do pacto abraâmico, está muito cônscio da necessidade vital de alguns dos das “outras ovelhas” acordarem da complacência e se tornarem novamente cristãos frutíferos. (Mateus 24:45-47) Para este fim, o “escravo” providencia a publicação de artigos tais como “‘Voltem para o pastor de Suas Almas’”, publicado na Sentinela de 1.º de novembro de 1982. Começando com o número de abril de 1982, Nosso Ministério do Reino publicou uma série de artigos no mesmo teor. Será que esta firme liderança por parte do “escravo” do Amo produziu resultados frutíferos? Retornaram alguns a Jeová, seu Deus? Muitos o fizeram. Note exemplos típicos na página 22.

      ‘PERSISTA EM DAR MUITO FRUTO’

      13. O que deve fazer agora todo aquele que tiver ficado complacente, conforme indicado por que palavras de Jesus?

      13 Sim, todo cristão ungido ou seus companheiros das “outras ovelhas” que ficarem complacentes ou improdutivos devem acatar a advertência, corresponder à benignidade de Jeová e aceitar ajuda, a fim de se tornarem novamente cristãos frutíferos. Numa ilustração que difere em diversos aspectos daquelas da oliveira e da figueira estéril, Jesus comparou a si mesmo a uma videira ou vide, e seus discípulos ungidos a ramos na videira. Disse: “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o lavrador. Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto. . . . Nisto é glorificado meu Pai, que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos.” — João 15:1-8.

      14. (a) De que duas maneiras precisam todos os cristãos ‘persistir em dar muito fruto’? (b) Que outro requisito para os cristãos ungidos é mostrado na ilustração da “verdadeira videira”?

      14 Embora os das “outras ovelhas” não sejam ramos da “oliveira” do pacto abraâmico, nem da “verdadeira videira”, Cristo Jesus, tem de mostrar que são discípulos de Cristo. Iguais aos “ramos” cristãos ungidos, têm de ‘persistir em dar muito fruto’. Fazem isso por produzirem qualidades cristãs da nova personalidade, inclusive “os frutos do espírito”. (Gálatas 5:22, 23; Mateus 28:19, 20; Colossenses 3:5-14) Mas, para serem realmente frutíferos, expressam ativamente essas qualidades por participarem na obra da pregação ‘destas boas novas’. (Mateus 24:14) Assim como os ramos “ungidos” da “verdadeira videira” precisam permanecer em união com Cristo, assim os das “outras ovelhas” precisam permanecer em união íntima com “o escravo fiel e discreto”, os “irmãos” ungidos de Cristo. Só assim podem esperar ‘herdar o Reino preparado para eles desde a fundação ao mundo’. — Mateus 25:31-40.

      “NAÇÕES DA TERRA” JÁ SE ABENÇOAM

      15. À medida que o pacto abraâmico termina de produzir o “descendente” prometido, que significado adicional assume Romanos 11:12?

      15 À medida que a oliveira do pacto abraâmico, com sua santa “raiz de untuosidade” (Jeová) e seu tronco sólido (Cristo), termina de produzir o pleno número de “ramos” judeus e gentios, já advêm ricas bênçãos para “pessoas das nações”, que não são israelitas espirituais. Paulo previu isto e escreveu: “Ora, se o seu passo em falso [o dos judeus naturais] significa riquezas para o mundo, e o seu decréscimo significa riquezas para pessoas das nações, quanto mais o significará o pleno número deles [cristãos judeus, ungidos]!” — Romanos 11:12.

      16. (a) De que maneira significou o “passo em falso” dos judeus “riquezas para pessoas das nações”? (b) Em que estágio encontra-se a obra de enxerto?

      16 Já vimos que o “passo em falso” da nação judaica como um todo significou grandes riquezas espirituais para os gentios. Mas tornarem-se esses ramos da oliveira brava membros do descendente espiritual de Abraão não excluiu da oliveira simbólica os ramos naturais — os fiéis cristãos judeus — que foram deixados na oliveira ou então ‘reenxertados’ após 36 EC. Portanto, os 144.000 ramos incluem um “pleno número” de judeus e um “pleno número” de não-judeus. (Romanos 11:12, 25) Os fatos indicam que este enxerto prosseguiu até meados da década dos anos 30. Atualmente, nesta data avançada, há bons motivos para se crer que o “pleno número”, tanto de ramos judeus como de gentios, já tenha sido enxertado. Quaisquer ramos enxertados desde 1935 razoavelmente seriam substituições de ramos judeus e não-judeus cortados por serem infrutíferos.

      17. De que maneira significa a complementação dos membros do descendente riquezas adicionais para “pessoas das nações”?

      17 Paulo disse então que esta complementação dos membros do descendente de Abraão “significa riquezas para pessoas das nações”. Quanto mais se dá isso porque essas riquezas espirituais e bênçãos não afetam apenas algumas dezenas de milhares de cristãos não-judeus, ungidos (como no cumprimento da primeira parte de Romanos 11:12), mas literalmente milhões de “pessoas das nações”, que não são da oliveira simbólica.

      18. O que se pode dizer sobre as promessas do pacto abraâmico? Portanto, que parte dele já deve ter começado a cumprir-se?

      18 Isto nos leva de novo ao pacto abraâmico. O Descendente principal, Cristo Jesus, está agora entronizado nos céus. Ele ajuntou à família do pacto abraâmico os membros do descendente secundário. Está prestes a tomar “posse do portão dos seus inimigos” pela destruição do império mundial da religião falsa, Babilônia, a Grande, e dos demais da organização visível de Satanás. (Gênesis 22:17, 18) Não deve surpreender, portanto, que a parte concludente da promessa abraâmica já comece a se cumprir: “Todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.”

      19. (a) Como começam a abençoar a si mesmas pessoas de “todas as nações da terra”? (b) Qual é a esperança delas?

      19 Sim, “uma grande multidão . . . de todas as nações”, inclusive não poucos judeus naturais, já abençoa a si mesma. Com plena fé no Abraão Maior, Jeová Deus, essas pessoas juntaram-se ao restante do Israel espiritual e “prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”, visando à vida eterna na terra. (Revelação 7:4, 9-17) Que continuem a abençoar a si mesmas por meio do descendente até no novo sistema de coisas.

      Entendeu os pontos?

      ◻ O que representava a figueira estéril, quando foi ela cortada e quando foi queimada?

      ◻ Como somente podiam os cristãos judeus e gentios evitar ser cortados da “oliveira”, e que lição podemos tirar disso?

      ◻ Por que pode o reenxerto dos judeus arrependidos ser motivo de consolo para alguém que se desviou?

      ◻ De que modo precisam todos os cristãos persistir em dar fruto?

      ◻ Como já se abençoam a si mesmas muitas “pessoas das nações”?

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