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Luz para a estrada da vida procedente dos salmosA Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
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ó Jeová! Não deixes que o homem mortal prove ser superior na força. Sejam as nações julgadas perante a tua face. Infunde-lhes temor, ó Jeová, para que as nações saibam que são meros homens mortais.” “Cobre-lhes a face de desonra, para que os povos busquem o teu nome, ó Jeová. Para que os povos saibam que tu, cujo nome é Jeová, só tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” — 9:19, 20; 83:16, 18.
O meio pelo qual Jeová vindicará a sua soberania é o seu reino, o que é outro ensino destacado nos Salmos, assim como o é no restante das Escrituras. Deveras, há diversos salmos que podem ser chamados de “salmos do Reino” porque o seu tema é o domínio do Reino de Deus. — 2, 45, 72, 96, 97, 99, 110.
Nos salmos também se encontra a doutrina básica da inconsciência do homem morto. “Ó Jeová, livra a minha alma . . . Pois na morte não há menção de ti; no Sheol quem te louvará” “Os mortos é que não louvam a Já, nem os que descem ao silêncio.” “Não ponhas a tua confiança em . . . homem terreno, a quem não pertence a salvação. Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo, naquele dia perecem seus pensamentos.” — 6:4, 5; 115:17; 146:3, 4.
Além disto, os Salmos nos iluminam com referência à necessidade de um redentor: “Dos que . . . na sua muita riqueza se gloriam? Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate.” Mui apropriadamente o salmista perguntou: “Que homem há, que viva, e não veja a morte? ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” — 49:6, 7; 89:48, ALA.
Mas, visto que Deus proveu um resgate, há esperança de que os mortos saiam do sepulcro (Sheol), de que sejam ressuscitados, esperança esta que os Salmos mostram que não se limita apenas a Jesus Cristo: “Pois não deixarás a minha alma na morte.” “Deus remirá a minha alma do poder da morte.” “E me livraste a alma do mais profundo poder da morte.” — 16:10; 49:15; 30:3; 86:13, ALA.
ADMOESTAÇÃO CONCERNENTE À CONDUTA
De modo muito prático, os Salmos inspirados iluminam a, estrada da vida por intermédio de suas admoestações. Não chamam a atenção para a criatura, mas para o Criador. Exortam-nos centenas de vezes a bendizer, a exaltar, a louvar, a glorificar e a agradecer a Jeová Deus; só no Salmo 150 aparece treze vezes o mandamento de louvar a Jeová. Sim, “louvai a Já, ó povos, pois é bom compor melodia ao nosso Deus; pois é agradável — louvor é apropriado.” Por quê? Porque “Jeová é benigno e misericordioso, vagaroso para se irar e grande em benevolência”, e por causa de “suas obras de poder”. — 147:1; 145:8; 150:2.
Mediante os Salmos somos também admoestados a confiar em Jeová. “Confiai nele todo o tempo”, pois não é ele “a Esperança de todos os cantos da terra”? Portanto, “os que temem a Jeová, confiem em Jeová”. “É melhor refugiar-se em Jeová do que confiar no homem terreno.” — 62:8; 65:5; 115:11; 118:8.
Os Salmos indicam sabiamente a necessidade de interessarmo-nos pela lei de Deus, bem como pelas outras partes da Palavra de Deus: “Feliz é o homem” cujo “deleite está na lei de Jeová, e na sua lei ele lê em voz baixa, dia e noite”. “Eu certamente meditarei sobre toda a tua atividade e me interessarei nos teus feitos.” “Quanto eu amo a tua lei! Penso nela o dia todo.” — 1:1, 2; 77:12; 119:97.
Embora se espere encontrar nos Salmos tais admoestações, sejam diretas ou indiretas, sejam explícitas ou subentendidas, o que é muitas vezes desconsiderado é que eles também estão cheios de sábias admoestações quanto à conduta diária. Por exemplo, várias vezes os seus escritores revelam que reconhecem que “más associações corrompem hábitos úteis”. (1 Cor. 15:33) “Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento.” “A seus olhos, tem por desprezível ao réprobo.” “O que tem olhar altivo e coração soberbo, não o suportarei.” “Apartai-vos de mim, malfeitores; quero guardar os mandamentos do meu Deus.” — 26:5; 15:4; 101:5; 119:115, ALA.
Os Salmos também iluminam a estrada da vida mediante sábios conselhos quanto a qual deve ser a nossa atitude quando vemos os iníquos prosperarem. “Comovei-vos, mas não pequeis. Falai em vosso coração, na. vossa cama, e mantende-vos em silêncio. Oferecei os sacrifícios da justiça e confiai em Jeová.” “Não te indignes por causa dos malfeitores. Não tenhas inveja dos que praticam a injustiça. Pois os próprios malfeitores serão cortados, mas os que esperam em Jeová são os que hão de possuir a terra.” — 4:4, 5; 37:1, 9.
Em adição, os Salmos iluminam por demonstrar o que Deus aprova e o que ele desaprova: “Ó Jeová, quem será hóspede em tua tenda? . . . o que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça e fala a verdade em seu coração. O que não difama com a sua língua. O que nada fez de mal ao seu companheiro e que não levanta vitupério contra o seu conhecido íntimo. . . . O que não aceita suborno contra o inocente.” (15:1-3, 5) “Guarda a tua língua contra aquilo que é mau, e teus lábios contra falar engano. Desvia-te do que é mau e faze o que é bom; procura achar a paz e segue-a.” “Vós, que amais a Jeová, odiai o que é mal.” — 34:13, 14; 97:10.
Ainda obtemos mais iluminação em nossa estrada da vida mediante as coisas pelas quais orou o salmista: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então serei irrepreensível, e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença SENHOR [Jeová].” (19:12-14, ALA) “Ó Jeová, o meu coração não é soberbo, nem os meus olhos são altivos.” “Põe guarda, ó Jeová, à minha boca; põe um guarda à porta dos meus lábios. Fira-me o justo, isto será benevolência; e repreenda-me ele, isto será óleo sobre a minha cabeça, a qual não o recusará.” — 131:1; 141:3, 5.
Hoje precisa-se realmente de luz, luz espiritual para orientação na estrada de nossa vida. É certo de se encontrar esta luz no livro dos Salmos, bem como nos outros livros da Bíblia, pois os Salmos contêm muito da história, muitas profecias, a doutrina correta e muitas admoestações importantes, em adição aos seus muitos cânticos de louvor e de expressões de confiança em Jeová Deus. “Componde melodia a Deus, componde melodia. Componde melodia ao nosso Rei, componde melodia. Pois Deus é Rei de toda a terra; componde melodia, agindo com discrição.” — 47:6, 7.
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A queixa de um ministroA Sentinela — 1963 | 15 de fevereiro
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A queixa de um ministro
Após assistir por uma semana, em meados do ano passado, a uma conferência da Igreja Unida do Canadá, o ministro J. A. Davidson escreveu uma coluna no Globe and Mail de Toronto sobre “tôdas aquelas resoluções pias”. Ele observou mediante palestra com amigos anglicanos, batistas e presbiterianos “que, nas assembléias de suas igrejas, a multiplicidade de resoluções pias têm uma força similar de entorpecer a mente e o coração.” Recomendou então que “se poderia gastar um ou dois dias de modo proveitoso na meditação sobre o ditado do Bispo Stephen Neill: ‘Se eu já não fosse um cristão e um eclesiástico, acho que o que me impediria mais do que qualquer outra coisa de aceitar as responsabilidades de membro de igreja seriam as aparentemente irremediáveis trivialidades das igrejas.’”
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