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Como encarar a desassociaçãoA Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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justificar seu pensamento apóstata, ou que continua no seu proceder ímpio, certamente não é alguém a quem se deseja “Paz”. (1 Tim. 2:1, 2) E todos sabemos de experiência no decorrer dos anos que um simples “Oi” dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?
24 ‘Mas, e se ele parecer arrependido e precisar de encorajamento?’ poderá alguém querer saber. Há uma provisão para tratar de tais situações. Os superintendentes da congregação servem quais pastores e protetores espirituais do rebanho. (Heb. 13:17; 1 Ped. 5:2) Quando o desassociado ou dissociado pergunta ou dá evidência de querer voltar ao favor de Deus, os anciãos poderão falar com ele. Explicar-lhe-ão bondosamente o que ele deve fazer e poderão dar-lhe alguma admoestação apropriada. Podem lidar com ele à base dos fatos sobre o seu pecado e sua atitude no passado. Outros na congregação não possuem tal informação. Portanto, caso alguém ache que o desassociado ou dissociado ‘está arrependido’, não seria este um julgamento mais baseado numa impressão do que em informação exata? Se os superintendentes estiverem convencidos de que a pessoa está arrependida e está produzindo os frutos do arrependimento,e ela poderá ser readmitida na congregação. Depois disso, os demais da congregação poderão acolhê-la cordialmente nas reuniões, demonstrar perdão, consolá-la e confirmar-lhe seu amor, conforme Paulo exortou que os coríntios deviam fazer com o homem que fora readmitido em Corinto. — 2 Cor. 2:5-8.
NÃO PARTICIPE EM OBRAS INÍQUAS
25, 26. O que aconselha Deus quanto a alguém se tornar “partícipe” de um desassociado?
25 Todos os cristãos fiéis precisam tomar a peito a verdade séria que Deus inspirou João a escrever: “Quem . . . cumprimenta [o pecador expulso que promove ensinos errôneos ou se empenha em conduta ímpia] é partícipe das suas obras iníquas.” — 2 João 11.
26 Muitos dos comentaristas da cristandade fazem objeção a 2 João 11. Alegam que se trata de ‘conselho não-cristão, contrário ao espírito de nosso Senhor’, ou que estimula a intolerância. No entanto, tais sentimentos emanam de organizações religiosas que não aplicam a ordem de Deus, de ‘remover o homem iníquo de entre vós’, que raras vezes ou nunca expulsam de suas igrejas nem mesmo transgressores notórios. (1 Cor. 5:13) Sua “tolerância” é antibíblica, é anticristã. — Mat. 7:21-23; 25:24-30; João 8:44.
27. Como poderia o cristão tornar-se tal “partícipe” e com que resultado?
27 Mas não é errado ser leal ao Deus justo e eqüitativo da Bíblia. Ele nos diz que aceitará ‘no seu santo monte’ apenas os que andam sem defeito, que praticam a justiça e falam a verdade. (Sal. 15:1-5) Mas, se o cristão lançasse a sua sorte com um transgressor rejeitado por Deus e desassociado, ou que se dissociou, isso equivaleria a dizer: ‘Eu tampouco quero um lugar no santo monte de Deus.’ Se os anciãos o vissem encaminhar-se nessa direção por associar-se regularmente com alguém desassociado, eles procurariam amorosa e pacientemente ajudá-lo a recuperar o conceito de Deus. (Mat. 18:18; Gál. 6:1) Eles o admoestariam e, se necessário, o ‘repreenderiam com severidade’. Querem ajudá-lo a permanecer ‘no santo monte de Deus’. Mas, se não deixar de se associar com a pessoa expulsa, ele se torna assim ‘partícipe (apoiando ou compartilhando) das obras iníquas’ e terá de ser removido da congregação, expulso. — Tito 1:13; Judas 22, 23; veja Números 16:26.
LEALDADE AO CONCEITO DE DEUS
28. Como podemos mostrar nossa lealdade ao conceito de Jeová?
28 A lealdade a Jeová Deus e às suas provisões é motivo de felicidade, porque todos os seus caminhos são justos, eqüitativos e bons. Isto se aplica também à sua provisão de desassociar transgressores impenitentes. Cooperando com este arranjo, podemos confiar nas palavras de Davi: “Ficai sabendo que Jeová certamente distinguirá aquele que lhe é leal.” (Sal. 4:3) Sim, Deus destaca, honra e orienta os que são leais a ele e aos seus modos. Entre as muitas bênçãos que recebemos por tal lealdade está a alegria de estarmos entre aqueles que Deus aprova e aceita ‘no seu santo monte’. — Sal. 84:10, 11.
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Quando um parente é desassociado . . .A Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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Quando um parente é desassociado . . .
1, 2. (a) Qual era o propósito de Deus quanto à religião da família? (b) Com que decisão se confrontaram algumas famílias no tempo de Corá?
DEPOIS de Adão ter estado sozinho por algum tempo, Deus disse: “Não é bom que o homem continue só.” Criou então Eva e instituiu o casamento humano. (Gên. 2:18, 21, 22) Daí, a população da terra devia aumentar. De modo que cada pessoa teria muitos parentes. Mesmo que alguns membros da família, tais como os filhos, não vivessem por perto, podiam ser visitados e assim se podia usufruir uma associação agradável. — Gên. 1:28; Jó 1:1-5.
2 Deus tinha por objetivo que as famílias ficassem unidas na verdadeira adoração, para que as crenças religiosas não criassem nenhuma divisão. Mas surgiram incidentes em que a religião se tornou uma questão de família. Um destes ocorreu quando Corá, Datã e Abirão se rebelaram. Jeová confirmou que estava tratando por intermédio de Moisés e Arão, não por meio desses rebeldes religiosos. Moisés mandou então que o povo se afastasse das tendas dos rebeldes. O que fariam os filhos e os outros das famílias de Corá, Datã e Abirão? Colocariam a lealdade a família a frente da lealdade a Jeová e sua congregação? A maioria dos intimamente aparentados com os rebeldes colocaram a família à frente de Deus. Jeová executou esses parentes junto com os rebeldes. — Núm. 16:16-33.
3. Que escolha sábia fizeram alguns da família de Corá?
3 Todavia, alguns dos filhos de Corá permaneceram leais a Deus e ao Seu povo. Eles não foram executados junto com os demais da casa de Corá e das famílias de Datã e Abirão. (Núm. 26:9-11) De fato, os descendentes desses coraítas sobreviventes foram mais tarde abençoados com um serviço especial no templo e mencionados com honra, na Bíblia. — 2 Crô. 20:14-19; Sal. 42, 44-49, 84, 85, 87.
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